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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Rússia está a desenvolver a primeira central nuclear flutuante

O Akademik Lomonosov (Academia Lomonosov), baptizado em honra de Mikhail Lomonosov, cientista que fundou a Universidade de Moscovo, vai ser a primeira central nuclear flutuante do mundo.

A central, que começou a ser construída em 2007 na cidade russa de Severodvinsk, mas que foi depois transferida para São Petersburgo, deverá estar a funcionar em 2019, refere oInhabitat.
Quando estiver operacional, os dois reactores nucleares que a compõem vão ter a capacidade para gerar cerca de 70 megawatts de electricidade, o que é suficiente para fornecer energia e água dessalinizada a cidades até 200 mil habitantes.
A central, que funcionará como um navio, será utilizada principalmente em regiões com falta de energia eléctrica, mas também em projectos que requerem fornecimento autónomo e ininterrupto de electricidade.
O custo da central ascende a €172 milhões (R$ 520 milhões) e deverá ser tripulada por 69 pessoas, que vão monitorizar os reactores a bordo.
Apesar de ter sido concebida com base nos reactores nucleares tradicionais, que utilizam urânio enriquecido, os reactores da central nuclear vão funcionar com urânio levemente enriquecido, o que permite um menor consumo de combustível e um menor custo de gestão dos resíduos. Ao utilizar urânio levemente enriquecido, o Akademik Lomonosov vai estar a cumprir com as regras da Agência Internacional de Energia Atómica, cujo intuito é evitar que que este tipo de combustível seja furtado para o uso de armas nucleares.
Mas, ainda assim, não poderia a Rússia desenvolver um projecto ligado às energias renováveis, em vez de continuar a insistir no nuclear?