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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Híbrido a ar custa bem menos que elétrico

Quando se fala em veículos híbridos a visão de um motor a combustão associado a um elétrico já está impregnado nas nossas mentes. Pois a PSA (grupo formado pela Peugeot e Citroën) quer mudar este panorama. E de forma bastante audaciosa.
 
O grupo acaba de mostrar no Brasil a sua mais nova tecnologia. A união entre um propulsor a gasolina a um sistema de ar comprimido. Isso mesmo, uma espécie de seringa carregada com ar comprimido se encarrega de mandar força extra para o eixo dianteiro do veículo.
 
O resultado é surpreendente. Um consumo de até 34 km/l e uma das menores emissões de poluentes do mundo, apenas 69 gramas de CO² por quilômetro rodado. A empresa estima que seja possível reduzir em até 45% o consumo de combustível em um ciclo urbano em um carro compacto em relação ao seu equivalente à gasolina.
 
A tecnologia, apesar de revolucionária, é bastante simples. Um sistema hidráulico se encarrega de empurrar o ar para fora do cilindro e fazer as rodas dianteiras girarem. O movimento é repetido freneticamente até a uma velocidade de 70 km/h. Também é possível rodar apenas com ar comprimido, neste caso a distância percorrida é mínima, pouco mais de um quarteirão. O grande ganho está na união com o motor à combustão. Segundo o chefe mundial do projeto Hybrid Air, Karim Mokaddem, é possível adaptar a tecnologia aos motores flex, comuns no Brasil. “Este tipo de sistema pode ser adaptado a qualquer tipo de propulsor, dos motores diesel até os flex”, explica, sem revelar maiores detalhes...