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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Custo torna quase inviável a construção de metrôs | Cimento Itambé

Custo torna quase inviável a construção de metrôs | Cimento Itambé

Luís Afonso dos Santos Senna, professor da UFRGS e especialista em mobilidade urbana, defende que cidades priorizem projetos de BRT e VLT
Por: Altair Santos
O professor de engenharia de produção e transportes da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) Luís Afonso dos Santos Senna, defende que as grandes cidades brasileiras pensem em soluções alternativas para otransporte público, que não seja o metrô. Segundo ele, o sistema, que é o sonho de consumo de 10 entre 10 prefeitos de capitais, tornou-se economicamente inviável de construir. Dados apresentados pelo especialista, no Congresso Brasileiro de Construção Sustentável 2013, mostram que, no Brasil, o quilômetro construído do metrônão sai por menos de R$ 100 milhões, podendo chegar a R$ 500 milhões em metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro. “O custo e a escassez de terras para desapropriar, associada às tecnologias cada vez mais sofisticadas para escavar túneis, encareceram por demais esse modelo de transporte”, alerta Santos Senna.
Luís Afonso dos Santos Senna: quilômetro construído do metrô varia de R$ 100 milhões a R$ 500 milhões
Indiretamente, a cidade de São Paulo começa a valorizar outros modais. A prefeitura espera criar 150 quilômetros de BRT (Bus Rapid Transit) até o final de 2016, ao custo de R$ 6 bilhões. Com o mesmo volume de recursos, seria possível fazer apenas 12 quilômetros de metrô na capital paulista. O governo federal também se convenceu de que deve deixar de ver o metrô como a alternativa número um para a mobilidade urbana. Desde as manifestações populares de junho de 2013, linhas de crédito incentivando a criação de BRTs e VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) nas principais cidades brasileiras já somam R$ 50 bilhões para projetos que prometem ser viabilizados nos próximos quatro anos...