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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

MCTI anuncia parceria com a Microsoft

O governo brasileiro poderá firmar uma parceria com a companhia norte-americana Microsoft com foco na formação de recursos humanos. A ideia é capacitar profissionais para criarem softwares, design gráfico e tecnologias de interação e interface eletrônica.

     A informação foi antecipada na última terça-feira (27), pelo secretário de Política de Informática do MCTI, Virgílio Almeida. De acordo com ele, a cooperação poderá ser viabilizada pelo programa Ciência sem Fronteiras e promover a ida de estudantes brasileiros a centros de tecnologia da empresa no exterior.

     Também na terça-feira, o ministério anunciou que terá início a produção de consoles Xbox 360 no país. A plataforma de jogos eletrônicos da Microsoft será montada pela fábrica chinesa de produtos eletrônicos Flextronics, instalada na Zona Franca de Manaus. O console deverá cumprir o mesmo processo de nacionalização previsto para os tablets.

     Espera-se, segundo Almeida, produzir 17 mil consoles por semana. A estimativa é que a iniciativa reduza em até 40% o preço para o consumidor final. “Nós devemos buscar as indústrias portadoras do futuro. É um setor simbólico no sentido de inovações e oportunidades”, disse. O produto já montado chegará ao mercado nacional na próxima quarta-feira (5).

     Para saber mais sobre o MCTI acesse o site www.mct.gov.br.

     (Com informações da Agência Brasil)

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Câmara instala Comissão Especial para acompanhar Código de C&T

Brasília, 29 de setembro a 2 de outubro de 2011 - Nº 1079 - Ano 11
      
O presidente da Câmara dos Deputados, Marcos Maia (PT-RS), constituiu na terça-feira (27), uma Comissão Especial para acompanhar o Projeto de Lei nº 2.177/2011, que cria um novo Código de Ciência e Tecnologia. O anteprojeto sobre o assunto foi apresentado à Casa no final de agosto. A expectativa é de que o texto seja votado ainda neste ano.

     A instância será formada pelas comissões de Educação e Cultura; Trabalho, de Administração e Serviço Público; Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania da Casa. A proposição está sujeita à apreciação do Plenário. O regime de tramitação será ordinário.

     O PL é de autoria do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), presidente da Comissão de C&T da Casa. O texto compila leis atuais ligadas à pesquisa e cria regras novas. Trata-se de uma  iniciativa de entidades públicas e científicas, liderada pelos conselhos nacionais de Secretários Estaduais para Assuntos de C&T (Consecti) e das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap). O código também foi apresentado à comissão que leva o mesmo nome no Senado Federal, presidida pelo senador Eduardo Braga (PMDB-AM).

     Informações sobre a tramitação do PL estão disponíveis neste link

Fonte e demais informações:  http://www.gestaoct.org.br/

O QUE É VIBRAÇÃO - DDS.

Vibração é qualquer movimento que o corpo executa em torno de um ponto fixo, podendo ser regular, do tipo senoidal ou irregular, quando não segue nenhum movimento determinado, como no sacolejar de um carro andando em uma estrada de terra.

Um corpo é dito em vibração quando ele descreve um movimento oscilatório em torno de um ponto de referência. O número de vezes de um ciclo completo de um movimento durante um período de um segundo é chamado de freqüência e é medido em Hertz [Hz].

AS VIBRAÇÕES PODEM SER:

VIBRAÇÕES DE CORPO INTEIRO – são vibrações transmitidas ao corpo com o indivíduo sentado, em pé ou deitado.

Normalmente ocorrem em trabalho com máquinas pesadas tratores, caminhões, ônibus, aeronaves, máquinas de terraplanagem, grandes compressores e máquinas industriais.

VIBRAÇÕES LOCALIZADAS – são vibrações que atingem certas regiões do corpo, principalmente as mãos, braços e ombros.

Normalmente ocorrem em operações com ferramentas manuais vibratórias: marteletes, britadores, rebitadeiras, compactadores,  politrizes, motosserras, lixadeiras, peneiras vibratórias e furadeira.


EFEITOS DA VIBRAÇÃO NO HOMEM: Os efeitos da vibração dependem, entre outros aspectos das freqüências que compõem a vibração.

As baixas freqüências são as mais prejudiciais para o corpo humano, vão de 1 até 80-100 hz.

Já acima de 100 Hz, as partes do corpo absorvem a vibração, não ocorrendo ressonância.

Os principais efeitos à exposição à vibração no sistema mão-braço podem ser de ordem vascular, neurológica, ósteo articular e muscular, ocorrendo formigamento ou adormecimento leve e intermitente, ou ambos.

Pode aparecer no trabalhador branqueamento da ponta dos dedos e com a continuidade do trabalho o mesmo se estende à base do dedo, ocasionando necrose grave.

Fonte e demais informações: http://conselhoeseguranca.blogspot.com/2011/09/o-que-e-vibracao-dds.html

SKA promove eventos de lançamento do SolidWorks 2012

 A SKA, empresa de software e serviços líder do mercado nacional de CAD e CAM, realizará no mês de outubro uma série de eventos para apresentação da versão 2012 do CAD 3D SolidWorks. Os encontros, que acontecerão em São Paulo/SP, Curitiba/SC, Joinville/SC e São Leopoldo/RS, apresentarão as novidades do software, que conta com novas ferramentas e melhorias, como revisão de grandes projetos, custos de projetos, chapas metálicas, gerenciamento e documentação técnica, entre outros.

Em São Paulo, onde o evento ocorre no dia 06 de outubro, além da apresentação das novidades do SolidWorks, os participantes poderão prestigiar a palestra “Engenharia e manufatura integradas”, apresentada por Carlos Ambrosi, especialista em aplicação da SKA, e o caso de sucesso da Romi, fabricante de máquinas industriais, que será apresentado por Leandro Tersi, assessor de engenharia/supply chain.

Assista o vídeo abaixo com as principais modificações do programa.



Confira a programação:

04/10/2011 – São Leopoldo/RS

Local: UNITEC - Av. Unisinos, 950 - Cristo Rei
08h30 - Café da manhã oferecido pela SKA
9h00 – Apresentação das novidades do SolidWorks 2012
11h30 – Encerramento

04/10/2011 - Joinville/SC


Local: SENAI Norte – Arno Waldemar Döhler, 957 – Zona Ind. Norte
08h30 - Café da manhã oferecido pela SKA
9h00 – Apresentação das novidades do SolidWorks 2012
11h30 – Encerramento

05/10/2011 – Curitiba/PR


Local: SKA - Av. Cândido de Abreu, 776
08h30 - Café da manhã oferecido pela SKA
9h00 – Apresentação das novidades do SolidWorks 2012
11h30 – Encerramento

06/10/2011 – São Paulo/SP


Local: Villa Lobos Office Park - Centro de Convenções - Av. Queirós Filho, 1700 - Vila Leopoldina
08h30 Café da manhã oferecido pela SKA
09h00 Engenharia e manufatura integradas
10h00 Caso de sucesso Indústrias Romi
10h30 Novidades SolidWorks 2012
11h30 Encerramento


A participação nos eventos é gratuita e as inscrições podem ser feitas pelo site da SKA: www.ska.com.br

Fonte e demais informações: http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/8425-evento-ska

Empresa brasileira cria novo chip de identificação por radiofrequência

Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/09/2011
Ceitec desenvolve novo chip de identificação por radiofrequência
Os dados gravados no chip, que não usa baterias, permanecem na memória por até 10 anos.[Imagem: CEITEC]
Etiqueta inteligente

A Ceitec S.A., empresa ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia anunciou que entrará na fase final de desenvolvimento de um novo chip para múltiplas aplicações em logística.

Pertencente à classe da identificação por radiofrequência (RFID), o chip oferece a possibilidade de rastreamento de objetos por meio de um registro de informações armazenadas em sua memória interna, em aplicações na cadeia de suprimentos e em processos fabris.

O chip, chamado CTC13000, é um dispositivo RFID passivo, o que significa que ele funciona sem baterias - a energia é suprida pelo leitor que consulta suas informações, sem necessidade de fios.

O chip pode ser usado por fabricantes de equipamentos para rastreamento de itens durante toda a fase de produção, assim como para o controle de estoque e de pós-fabricação.

Ele também pode ser usado para identificação de bagagens aéreas, de produtos no varejo (supermercados) e na área de saúde (medicamentos, controle de pacientes, etc).

1 k de memória

Desenvolvido na tecnologia de 180 nanômetros, o CTC13000 utiliza transmissão de dados por meio de codificação por intervalo de pulso (PIE) e modulação em amplitude (ASK).

O chip RFID opera em ultra-alta frequência (UHF) na faixa de 860-960 MHz, com taxa de comunicação de dados entre 40 kbps e 640 kbps.

Ele possui 1 k de memória interna, sendo 512 bits de memória de usuário - isto é suficiente para o armazenamento dos códigos de identificação universais de produtos, muito maiores do que os números usados pelos códigos de barras atuais.

Segundo a Ceitec, os dados gravados no chip permanecem na memória por até 10 anos.

Este é o terceiro chip desenvolvido pela empresa, que já colocou no mercado o chamado chip do boi, para identificação de rebanhos, e está testando uma etiqueta RFID de alta frequência para rastreamento de veículos.


Fonte e demais informações:  http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=chip-identificacao-radiofrequencia&id=030175110929

FINEP fará propaganda para que empresários invistam em inovação

Redação do Site Inovação Tecnológica - 30/09/2011
FINEP fará propaganda para que empresários invistam em inovação
A pouco mais de um trimestre do fim do ano, o jeito foi apelar para a propaganda para consumir os mais de R$2 bilhões disponíveis. Esta imagem foi retirada de uma das peças publicitárias. [Imagem: Finep]

Dinheiro tem

Com a chamada "Inovação só sai do papel com investimento" e o slogan "Projetos inovadores merecem crédito", a FINEP quer anunciar ao Brasil que não faltam recursos para inovação.
Em processo de transformação em "Banco da Inovação", a FINEP tem em caixa mais de R$ 2 bilhões para financiar projetos inovadores até o final de 2010.
Os recursos estão dentro do recém-reformado projeto Inova Brasil.
O crédito sai com taxas competitivas - de 4% a 8% ao ano - e até 120 meses para pagar, com três anos de carência.

Invistam, por favor

Não parece estar sendo fácil convencer os empresários brasileiros a pegar dinheiro para inovar.
A pouco mais de um trimestre do fim do ano, o jeito foi apelar para a propaganda.

A campanha conta com um filme de 30 segundos para TV, filme para mídias alternativas, como telas em aeroportos e elevadores, anúncios de uma página em revistas e banners nos principais portais de notícias do País.

A campanha tem três versões de anúncio, uma ilustrando um avião, outra um motor e, a terceira, uma plataforma de petróleo.

Qualidade

Segundo o presidente da FINEP, Glauco Arbix, mais do que executar em tempo recorde o orçamento, o foco da análise dos projetos deve ser pesquisa, desenvolvimento e tecnologia, sem perder de vista o componente inovador.

"O expressivo aumento de recursos para a inovação precisa estar colado com o crescimento do padrão de qualidade," afirmou.

Fonte e demais informações:  http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=finep-propaganda-empresarios-invistam-inovacao&id=020175110930

Petrobras testa tecnologia inédita para aumentar produção de petróleo

Levando o problema para o fundo

A Petrobras vai começar a testar um sistema inédito para manter ativos poços de petróleo que estão se aproximando da exaustão.

O sistema foi batizado de SSAO - Separador Submarino de Água-Óleo.

Trata-se de um sistema que leva para o fundo do mar o que hoje é feito na plataforma.

Com isto, a separação do petróleo e da água passará a ser feita no leito submarino, sendo necessário trazer à superfície apenas o petróleo e o gás.

"A vantagem é que o poço perde energia, pois está a 2 mil metros de terra. Imagina vencer essa distância com a água, que é muito mais pesada que o óleo. Se tirar a água já no fundo do mar, a recuperação é muito maior, vai aumentar a produção do poço," explicou Guilherme Estrella, diretor de exploração e produção da Petrobras.

Exploração submarina

O projeto é considerado uma das grandes inovações na área de exploração submarina de petróleo nas últimas décadas, o que tem atraído muita atenção para ele em nível internacional.

Se o SSAO tiver sucesso, além dos ganhos de produtividade, ele permitirá que as plataformas petrolíferas sejam menores e mais leves, já que não terão que suportar o peso do equipamento de separação, que será levado para o fundo do mar.

O primeiro protótipo do SSAO está sendo instalado no Campo de Marlim, na Bacia de Campos.
A maioria dos poços da Bacia de Campos já está atingindo a maturidade, quando há um declínio em sua produção.

Se o SSAO for bem-sucedido, a empresa espera aumentar a vida útil desses poços graças ao aumento na eficiência da exploração.

Fonte e demais informações http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=petrobras-tecnologia-inedita-producao-petroleo&id=010175110930

Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde


Curso de conteúdo técnico especializado.

O gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde visa minimizar os riscos qualitativa e quantitativamente, reduzindo os resíduos perigosos e cumprindo a legislação referente à saúde e ao meio ambiente e tem o objetivo de definir medidas de segurança e saúde para o trabalhador, garantir a integridade física do pessoal direta e indiretamente envolvido e a preservação do meio ambiente. 

Público alvo: Profissionais da área de saúde, como médicos, enfermeiros, biólogos, químicos, engenheiros e técnicos de segurança do trabalho, administradores hospitalares, consultores, etc, que atuam ou almejam atuar no gerenciamento, na elaboração, inspeção e manutenção de PGRSS (Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde), conforme estabelecido na RDC 306/04 da Anvisa e Resolução 358/05 do Conama. 

Metodologia: Aulas teóricas e dinâmicas participativas facilitando que o profissional possa atuar na implantação e análise do Diagnóstico da Situação Atual, no Plano de Gerenciamento de Resíduos, Gestão Ambiental e Biossegurança em áreas geradoras de Serviço de Saúde. 
  
Carga horária total do curso: 16 horas | Curso: 01 e 08 de outubro de 2011, das 08h30 às 17h30,noINT - Av. Venezuela, 82, 4. andar - Auditório - Centro, Rio de Janeiro - RJ (Próximo à Polícia Federal e Praça Mauá).Investimento: R$ 350,00 à vista ou em duas vezes de R$ 190,00]. Como se inscrever: Solicite o Formulário para a Dinâmica da Terra via email:contato@dinamicadaterra.com.br ou entre em contato conosco em horário comercial por meio dos telefones (21) 2747-9495 ou 4062-0852 / Ramal: 1462 (Ligação local das principais capitais brasileiras). 

Programa do Curso:Apresentação do Curso, Responsabilidades, Sustentabilidade Ambiental |Histórico dos Resíduos de Serviço de Saúde|Legislação e Normas aplicáveis |Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde (CONAMA 358 e ANVISA 306/04)|Vigilância Ambiental, Saúde do Trabalhador|Instruções de Trabalho|Política de Gestão Ambiental em Instituições de Saúde|Destinação Final dos RSS| Intervenção Educativa para Estabelecimentos de Saúde|Estudos de casos.

Fonte e demais informaçõeshttp://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=175273

Prefeitura entrega hoje projetos de mobilidade

Ricardo Araújo - repórter

No último dia do prazo concedido pelo Ministério das Cidades para a entrega dos projetos estruturantes com vistas à Copa do Mundo de 2014, a Prefeitura do Natal fará o repasse dos projetos executivos do primeiro lote de obras do Plano Municipal de Mobilidade Urbana hoje às 10 horas aos representantes do Setor de Engenharia da Caixa Econômica Federal. O local escolhido foi o Palácio Felipe Camarão. Numa entrevista coletiva, a prefeita de Natal, Micarla de Sousa, irá detalhar os projetos executivos para a imprensa. A entrega dos planos gráficos e descritivos de cinco intervenções, se dará após 10 adiamentos consecutivos.

divulgaçãoA área em torno do Viaduto da
 Urbana (foto-montagem) é uma das obras que já estão licitadasA área em torno do Viaduto da Urbana (foto-montagem) é uma das obras que já estão licitadas
Com a entrega dos documentos, a Caixa Econômica Federal irá analisar se todos os custos envolvendo as obras seguem os parâmetros da tabela do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi). O objetivo desta análise é manter a obra no mesmo valor desde a contratação à entrega das construções à população. O prazo que o Município dispõe para executar as obras de mobilidade urbana é de 30 meses a contar do início das intervenções. O começo pode se caracterizar através da terraplanagem de terrenos ou da derrubada de imóveis desapropriados, por exemplo.

De acordo com o calendários apresentado pelo Ministério das Cidades aos municípios que sediarão jogos da Copa do Mundo em 2014, as obras de mobilidade, assim como os estádios/arenas deverão, preferencialmente, ficarem prontos até dezembro de 2013. Num evento realizado ontem pelo Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) em parceria com o Portal 2014, o secretário municipal de Obras Públicas e Infraestrutura adjunto, Walter Fernandes, afirmou que tudo estará pronto no prazo determinado.

Sobre os atrasos, o secretário adjunto explicou ao público formado basicamente por arquitetos e engenheiros, que os entraves dos processos licitatórios adiaram o início das obras. Além disso, ressaltou que o Município decidiu somente dar início aos serviços com os projetos executivos em mãos. "A Prefeitura  decidiu não iniciar as obras somente com os projetos básicos. As obras iniciarão com a conclusão da análise dos projetos executivos".

Walter Fernandes confirmou que os engenheiros do Município estavam na fase final do planejamento das obras. O intuito é evitar surpresas desagradáveis e problemas durante as intervenções.  

Município pleiteia mais R$ 280 milhões
Além da entrega dos projetos executivos à Caixa Econômica Federal confirmada para hoje, o Ministério das Cidades, em Brasília, irá analisar mais uma série de projetos enviados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob). Serão pleiteados R$ 280 milhões. Caso seja aprovado, R$ 130 milhões do total serão para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), cuja responsabilidade é do Governo Estadual.

O saldo - R$ 150 milhões - serão administrados pelo Município. "Estamos na expectativa de que nossos projetos sejam selecionados para que possamos melhorar o tráfego na nossa cidade", destacou titular da Semob, Ana Elizabeth Thé. O novo projeto municipal contempla adequações nas principais avenidas da cidade.

As vias que poderão passar por adequações com o repasse de recursos da União são: Bernardo Vieira, Cel. Estevam, Rio Branco, Prudente de Morais, Salgado Filho, Hermes da Fonseca, Mário Negócio, Amaro Barreto e Pres. Bandeira. A maioria das intervenções são referentes à ajustes na infraestrutura das avenidas com a criação de corredores exclusivos de ônibus e instalação de plataformas de embarque e desembarque.

De acordo com a secretária, as obras nas vias mais movimentadas da cidade, contribuíram para a melhoria no tráfego de veículos e ônibus e somarão com as demais intervenções já garantidas. Segundo projetos apresentados por Ana Elizabeth Thé no evento "Road Show - Vitrine ou Vidraça"  promovido pela Sinaenco e Portal 2014 ontem no Hotel Pestana, as obras irão se convergir em pontos onde serão erguidas "obras de arte".

"As obras de arte as quais me refiro são viadutos, pontilhões, túneis. Em algum ponto, elas cruzaram pelas avenidas que poderão ser modificadas com os projetos da Semob", explicou Ana Elizabeth Thé. O Ministério das Cidades escolherá hoje à tarde os projetos vencedores.

Fonte e demais informações: http://tribunadonorte.com.br/noticia/prefeitura-entrega-hoje-projetos-de-mobilidade/197740

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Movido a eletricidade

O Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana vai expor no 20º Congresso e Exposição Internacionais de Tecnologia da Mobilidade da SAE Brasil - entre os dias 4 e 6 de outubro - o primeiro fórmula elétrico do País.

O protótipo elétrico (desenvolvido a pedido da SAE Brasil), foi construído em cinco semanas por sete estudantes dos cursos de Engenharia Mecânica e Elétrica, sob coordenação do professor do curso de Engenharia Mecânica Automobilística Ricardo Bock. O fórmula elétrico pesa 320 kg, contando o peso do piloto, e é alimentado por baterias de celular, tipo íon de lítio - levam cerca de quatro horas para carregar e garantem autonomia de 30 minutos. Ele pode superar os 100 km/h.

Com a construção do protótipo, a SAE BRASIL quer estimular os estudantes de engenharia de todo o País a desenvolverem veículos da categoria e disputarem a 1ª Competição Fórmula SAE Elétrico, a ser realizada já em 2012.

Durante o Congresso, a FEI vai expor, também, o Baja Dipton. Trata-se de um protótipo off-road projetado e desenvolvido pelos próprios estudantes. O modelo tem recurso wireless - que permite ao piloto ter informações em tempo real sobre carga de bateria, tempo do motor ligado, velocidade e rotação, tudo mostrado numa tela de LCD acoplada ao volante. Na parte ecológica, a laminação do banco do carro é à base de fibra de Curauá, planta da família do abacaxi originária do Pará.

Estudantes do IFPB recebem prêmio nacional na área de Engenharia Elétrica


Estudantes do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) vão concorrer a um prêmio internacional concedido pelo Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) - Institute of Electrical and Electronics Engineers. O Ramo Estudantil IEEE do IFPB conseguiu conquistar a maior premiação do país, que é o título de Ramo Exemplar do Conselho Brasil. O prêmio foi concedido na IX Reunião Nacional de Ramos Estudantis do IEEE (RNR) realizada entre os dias 08 e 11 de setembro, em Juiz de Fora. O trabalho desenvolvido pelos estudantes do Bacharelado em Engenharia Elétrica do Campus João Pessoa do IFPB concorreu com o de Ramos com 20 anos de tradição. Com esse resultado, eles se credenciam a disputar o título de Ramo Exemplar da América Latina do IEEE, que será sediado na Argentina, em 2012.
 
Esse foi o segundo ano consecutivo em que o Ramo Estudantil IEEE do IFPB se destacou na RNR. Em 2010, os alunos do IFPB conquistaram o prêmio de Ramo Revelação, que é concedido aos ramos do país que tenham menos de dois anos de fundação e que se destacam em sua atuação junto ao IEEE.

Dentre as atividades realizadas pelo grupo de alunos do Ensino Superior do IFPB que ganharam destaque, estão os grupos de Robótica Educacional Livre, Estudos da Língua Inglesa e o Programa Mulheres na Engenharia (WIE). No IFPB, o Ramo Estudantil tem uma diretoria executiva de sete alunos, sob orientação do conselheiro, que é o professor Joabson Nogueira, diretor do Campus João Pessoa, e do mentor Alfredo Gomes, coordenador do curso de Engenharia Elétrica, ambos os professores são associados ao IEEE.

A Reunião Nacional de Ramos Estudantis do IEEE (RNR) é um dos eventos estudantis mais importantes do país nas áreas de Engenharia Elétrica, Eletrônica, Computação e afins. 

O Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) é a maior sociedade técnica profissional no mundo e uma associação dedicada ao avanço na inovação e a excelência tecnológica em benefício da humanidade. Também é responsável por mais de um terço de toda publicação mundial nas áreas de Engenharia Elétrica, Eletrônica, Computação e afins, por exemplo, os mais de 900 padrões ativos, como os que normatizam a comunicação via Wireless (Wi-Fi).

O IEEE está presente em mais de 160 países e possui mais de 400 mil membros, dos quais, mais de 25% são estudantes. Atualmente, são 333 seções distribuídas em 10 regiões geográficas do mundo. É uma entidade sem fins lucrativos e colabora no incremento da prosperidade técnico-científica mundial. Sediada nos EUA, a organização tem sua origem no ano de 1884, tendo como membros fundadores nomes como Thomas Edson e Alexander Graham Bell.

“Este prêmio é o reconhecimento do trabalho sério e dedicado de todos os voluntários e membros que compõe o Ramo Estudantil IFPB. Também consideramos como o fruto da dedicação do professores Joabson Nogueira e Alfredo Gomes, que apesar de suas muitas responsabilidades e seu tempo resumido, sempre nos auxiliam e orientam”, ressaltou o vice-presidente do Ramo IEEE do IFPB, Tiago Medeiros.

Para Albanisa Felipo, membro e ex-secretária do ramo, o prêmio reconhece o trabalho e a dedicação de um grupo que foi criado há apenas dois anos, e também reflete as ações empreendidas pelo curso de Engenharia Elétrica. “Para todos nós que fazemos o ramo é uma imensa honra, além de ser uma alegria enorme para o IFPB e para o nosso curso. Junto com essa conquista vem também a responsabilidade, pois somos oficialmente o representante do Brasil que vai concorrer no próximo ano, na Argentina, ao título de Ramo Exemplar da América Latina do IEEE”, destacou Albanisa Felipo. Atualmente a estudante do curso de Engenharia Elétrica é a representante do Programa Mulheres na Engenharia – WIE (Women in Engineering), da seção Bahia do IEEE.

*Daniela Espínola e Ana Carolina Abiahy - Jornalistas do IFPB 
Postado por Jessyca

 Fonte e demais informações: http://engeletricapb.blogspot.com/2011/09/estudantes-do-ifpb-recebem-premio.html

FeTRAM: memória não-volátil consome 99% menos energia

Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/09/2011
FeTRAM: memória não-volátil consome 99% menos energia
Diagrama da memória FeTRAM, uma memória que não perde dados na ausência de energia com potencial para consumir 99% menos energia.[Imagem: Birck Nanotechnology Center, Purdue University] 
Leitura não-destrutiva

Combinando nanofios de silício e um plástico ferroelétrico, pesquisadores desenvolveram um novo tipo de memória de computador.

Como acontece com todos os novos tipos de memória de computador, este promete ser mais rápido e consumir menos energia - com a vantagem de não perder os dados quando o computador é desligado.
De fato, seu projeto é mais simples, o que torna possível consumir muito menos energia.

A nova memória é bastante similar às já bem conhecidas memórias ferroelétricas, ou FeRAMs.

Sua grande vantagem é que a informação armazenada no material ferroelétrico pode ser lida de forma não-destrutiva - a leitura não destrói o dado.

Com isto, torna-se possível armazenar o dado usando um transístor ferroelétrico, em vez de um capacitor, como nas atuais FeRAMs.

Transístor ferroelétrico

O polímero ferroelétrico muda de polaridade sob a ação de um campo elétrico, permitindo seu uso como um transístor ferroelétrico - na prática, uma célula de memória que não perde os dados depois que a energia é desligada.

A nova tecnologia é chamada FeTRAM, uma sigla para memória de acesso aleatório com transístor ferroelétrico.

"Nós desenvolvemos a teoria e fizemos o experimento, e também demonstramos que ele funciona em um circuito," afirmou Saptarshi Das, da Universidade Purdue, nos Estados Unidos.

Graças à eliminação do capacitor, a memória não-volátil tem potencial para usar 99% menos energia do que uma memória flash - como as usadas nos pen-drives.

"Entretanto, nosso dispositivo ainda consome mais energia porque ele ainda não foi adequadamente miniaturizado," pondera Das. "Para as futuras gerações da tecnologia FeTRAM um dos principais objetivos será a redução da dissipação de potência. Eles também poderão ser mais rápidos do que qualquer outro tipo de memória."
 
Bibliografia:

FETRAM. An Organic Ferroelectric Material Based Novel Random Access Memory Cell

Saptarshi Das, Joerg Appenzeller
Nano Letters
Vol.: 11 (9), pp 4003-4007
DOI: 10.1021/nl2023993

Fonte e demais informações http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=fetram-memoria-nao-volatil&id=010110110929

Nanocompósitos podem viabilizar avião-Transformer

Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/09/2011
Nanocompósitos podem viabilizar avião-Transformer
Renderização artística do Avião Morfológico, também conhecido como Veículo Aeroespacial do Século XXI, mostrando os avançados conceitos que a NASA vislumbra para uma aeronave do futuro.[Imagem: AFRL]
 
Compósitos são materiais híbridos, resultantes da mistura de polímeros com materiais naturais, metais, fibras ou cerâmicas.

Os nanocompósitos são materiais desse tipo, mas cuja estrutura é projetada e sintetizada em nanoescala.

Cientistas ligados à NASA estão agora estudando uma nova série de nanocompósitos capazes de "reagir a estímulos".

Materiais reativos

De forma semelhante a um ser vivo, por exemplo, afastando-se rapidamente de uma fonte de calor, esses nanocompósitos reativos alteram suas propriedades mecânicas quando expostos a campos elétricos, campos magnéticos ou a algum tipo de radiação eletromagnética.

A alteração das propriedades desses "materiais mutantes" deriva de interações sinergísticas entre a matriz de polímero e seu material de preenchimento.

Os pesquisadores agora conseguiram desenvolver um novo material com uma capacidade de reação significativa a um campo elétrico, o que significa que ele pode ser usado como atuador - para exercer uma força, por exemplo - ou sofrer uma deformação.

É um passo gigantesco à frente dos músculos artificiais.

Aviões que mudam de forma

Um dos objetivos primários da pesquisa é o desenvolvimento de aviões que possam se adaptar às condições de voo alterando seu próprio formato - eles são chamados de aviões morfológicos (morphing planes).

Por exemplo, um avião precisa de grande sustentação nas baixas velocidades de decolagem e pouso, mas isso compromete sua aerodinâmica para o voo em alta velocidade.

Hoje, esse equilíbrio é obtido cedendo-se dos dois lados, o que significa que os aviões não são ótimos em nenhuma das duas situações.

Alguns sistemas de asas móveis tentam contornar esse compromisso, mas com um custo e uma complexidade elevados demais para serem usados em aplicações úteis - na aviação civil, por exemplo.

Mas esses materiais adaptativos são promissores para inúmeras outras aplicações, de stents e implantes médicos a automóveis e telescópios.

Do nano ao macro

Os maiores entraves ao uso desses materiais inovadores estão nas restrições de temperatura e no fato de que os protótipos até agora desenvolvidos suportam poucos ciclos de funcionamento - o que significa que eles perdem sua capacidade de se "transformar" com o uso.

Os pesquisadores descobriram que a saída pode estar no uso de nanotubos de carbono no meio dos chamados nanocompósitos poliméricos eletrorrestritivos (PNC: Electrostrictive Polymer Nanocomposites).

De forma surpreendente, os pesquisadores descobriram que as nanopartículas são essenciais para a construção dos materiais eletroativos, mas a capacidade final do material para mudar de forma depende das suas características finais em macroescala.

Os resultados mostraram que a atuação eletrotermal do nanocompósito não depende da composição do material que preenche a matriz de polímero, mas apenas da condutividade final do material pronto - daí a importância dos nanotubos de carbono, com sua excepcional condutividade.

O trabalho estabelece um novo patamar para as pesquisas, permitindo que os cientistas selecionem os melhores materiais de preenchimento, calculem sua quantidade ótima e descubram novas técnicas de processamento - tudo para otimizar o comportamento morfológico final do material.


Fonte e demais informaçõeshttp://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nanocompositos-aviao-transformer&id=010170110929

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ABIMAQ realiza 1º Simpósio de Tecnologia em São José dos Campos

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) inicia nesta quarta-feira (28), o TecMaq Show 2011, primeiro Simpósio de Tecnologia em São José dos Campos. O evento, que será realizado até quinta-feira (29) no Núcleo do Parque Tecnológico, tem como objetivo reunir os profissionais que atuam nas áreas de engenharia, pesquisa e desenvolvimento de produção e produto para discutir e disseminar o que há de mais atual no campo da tecnologia do setor de máquinas, equipamentos e afins.
 
“O TecMaq Show visa mostrar a comunidade do Vale do Paraíba as oportunidades de fomento no segmento de máquinas e equipamentos”, explica Mário Sarraf, vice-presidente da ABIMAQ no Vale do Paraíba. “É um projeto que abre espaço para os profissionais da indústria de máquinas, usuários e profissionais do ensino de engenharia e de tecnologia se encontrarem e tratarem de temas comuns nesse segmento”, afirma Sarraf.
 
Com uma programação abrangente e totalmente voltada para as necessidades concretas dos profissionais do setor de máquinas, equipamentos e componentes, o simpósio apresentará tendências no segmento e será uma oportunidade de compartilhar experiências com outros especialistas que abordarão as áreas de processos industriais utilizados na fabricação de máquinas, tecnologia de projetos e engenharia de produtos.

 
O evento será realizado das 8h30 às 18h no Núcleo do Parque Tecnológico de São José dos Campos, localizado na Rodovia Presidente Dutra, km 137,8, distrito de Eugênio de Melo, região leste da cidade.


Link: http://www.sjc.sp.gov.br/noticias/noticia.aspx?noticia_id=10569

Fonte e demais informações http://www.agoravale.com.br/agoravale/noticias.asp?id=33464&cod=1

A teoria de Einstein pode cair?

Com informações do IFSC - 28/09/2011
A teoria de Einstein pode cair?
Visão do laboratório subterrâneo Gran Sasso, na Itália, onde foi feita a medição histórica.[Imagem: CNRS]
 
O cientista brasileiro Luiz Vitor de Souza Filho, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e pesquisador na área de astrofísica de partículas, comenta os indícios de que partículas poderiam viajar mais rapidamente do que a luz.

No princípio era Einstein

No século XX, as teorias de Albert Einstein levaram à afirmação de que nenhum corpo ou partícula de nosso conhecimento poderia atingir velocidade maior do que a da luz.

No século XXI, uma nova descoberta poderá revolucionar todas as teorias que deram vida à física moderna e que colocaram em evidência o mais famoso físico de todos os tempos.
Rota de aviões, GPS, computadores. A existência e, principalmente, o funcionamento perfeito de todos esses equipamentos só é possível graças a Teoria da Relatividade, através da qual se deduz a mais famosa equação da física moderna: E=mc2.

A famosa fórmula, criada por Albert Einstein, um dos cientistas mais notórios do mundo, corre o risco de ser reformulada e os responsáveis por isso podem ser seus vizinhos europeus.

No subterrâneo Laboratori Nazionali Del Gran Sasso, localizado na Itália, um experimento pode alterar, significativamente, toda teoria formulada pelo físico alemão: a de que a velocidade da luz, no vácuo (exatos 299.792.458 metros por segundo), pode ser superada pela velocidade de uma partícula descoberta em 1987, que recebeu o nome de neutrino.

"A proposta da existência dessa partícula é antiga, mas só na década de 80 é que foram feitas as primeiras medidas, comprovando sua existência", esclarece Vitor.

Mas, para entender melhor a importância e magnitude da descoberta, vamos ao seu início.

Medindo o imensurável

O famoso Laboratório Europeu de Física de Partículas, mais conhecido por CERN (Conseil Européen pour La Recherche Nucléaire), é um dos locais onde prótons - partícula elementar do átomo - são produzidos, graças a um acelerador de partículas instalado no laboratório.

A famosa ferramenta envia os prótons por canais subterrâneos, onde estes, por sua vez, ao colidirem com alvos, propositalmente colocados no caminho, irão gerar novas partículas, entre elas o neutrino.
Mas, diferentemente de sua ancestral ou de suas irmãs, o neutrino praticamente não interage com a matéria, passando por esses alvos como se eles não existissem.

"Depois de mais ou menos um quilômetro que o próton é gerado no acelerador, forma-se um feixe de neutrinos. Esse feixe está apontado na direção de alvos construídos no Gran Sasso. Ou seja, o feixe de neutrinos passa por baixo da terra, fazendo um caminho reto, sem se desviar,", elucida Vitor.

Nesse momento, os cientistas italianos já estão preparados, esperando. Para conseguir medir a velocidade dos neutrinos, que chegam no feixe de luz originado no CERN, alvos de chumbo foram montados no laboratório italiano, seguidos por detectores de velocidade.

"Esse feixe vem do CERN com milhões de neutrinos e, a maioria, irá enfrentar os alvos de chumbo. Aqueles que não conseguirem atravessar esses alvos irão colidir com os mesmos, dando a brecha necessária para os detectores, posicionados logo em seguida, medirem o momento da sua chegada."

Velocidade maior do que a da luz

Parece coisa de outro mundo, mas, exceto pelos sofisticadíssimos aparelhos de medição, a técnica é simples e mais comum do que pensamos. "É como medir a velocidade de um carro. Mede-se a distância percorrida pelo carro em um intervalo de tempo. A divisão da distância pelo tempo gasto é a velocidade", compara Vitor.

Ao conseguirem, finalmente, medir a velocidade do neutrino, os cientistas perceberam que a partícula tinha uma velocidade maior do que a da luz, mesmo que a diferença fosse de meros 60 nanossegundos (10-9 segundos).

Sendo assim, a afirmação, até então, irrefutável de Einstein abre espaço para novas teorias, fórmulas físicas e, sobretudo, novas maneiras de pensar sobre tudo que estamos acostumados a lidar, há mais de cem anos.
Os equipamentos para se chegar a essa medida abrigam tecnologia e precisão surpreendentes. "Para fazer essa medição, GPS e relógio atômico foram alguns dos instrumentos utilizados pelos cientistas, e eles garantem uma precisão de tempo com margem de erro de, no máximo, dois nanossegundos. Já no quesito distância, para os feixes atravessarem a terra, em linha reta, a margem de erro seria de, no máximo, 20 centímetros", explica Vitor.

Cautela e dúvidas

O "OPERA" - nome com o qual foi batizado o mais revolucionário experimento -, embora esteja causando grande alvoroço no meio científico, ainda não tem seus resultados confirmados.

"Quando Einstein propôs a Teoria da Relatividade, muitas contas foram feitas e todas puderam ser testadas e verificadas para comprovar essas hipóteses. O 'OPERA' abre possibilidades para explorar algo que desconhecemos, por isso todos estão muito cautelosos com essa nova informação," diz Vitor.
Na história, experimentos desse tipo já foram feitos e, posteriormente, desmentidos.

Na década de 1980, o físico brasileiro Cesar Lattes tentou provar que a famosa afirmação de Einstein era equivocada e, mais recentemente, um experimento estadunidense, chamado "MINOS", tentou provar o mesmo.

"Os cientistas dos EUA publicaram um artigo descrevendo a velocidade superior do neutrino, porém a precisão da medição era baixa e o resultado não ganhou a confiança da comunidade científica. Agora, com o 'OPERA', a precisão é muito melhor, mas mesmo assim os envolvidos só 'baterão o martelo' depois que tiverem uma segunda confirmação da experiência, feita em algum outro local, envolvendo diferentes pessoas," explica

Consequências futuras

Vitor afirma que, em princípio, não é possível arriscar as mudanças que ocorrerão, caso essa experiência seja, definitivamente, confirmada.

"A física teórica, que foi construída no início do século XX, trouxe consequências na vida das pessoas depois de 60 anos. Então, se essa nova descoberta for comprovada, teremos noções das mudanças que ela pode trazer num prazo mínimo de meio século", afirma.

Mas, mesmo com a novidade, as afirmações, postulados e teorias de Albert Einstein continuam sendo válidas.

"O funcionamento de aviões, por exemplo, está baseado diretamente no postulado de Einstein. A medida do 'OPERA' pode abrir as portas para um novo mundo, e o que virá disso, certamente, terá influência em nossas vidas. Alguns cientistas afirmam que, se comprovada, o 'OPERA' abrirá possibilidades de descrever o universo em dimensões extras, além do tempo e espaço. Mas, por enquanto, isso é só especulação", conta Vitor.

Com o passar do tempo, novas perguntas serão feitas e novas respostas deverão ser buscadas. No passado, Albert Einstein refutou afirmações de Isaac Newton. Hoje as teorias deste primeiro são questionadas.

O que importa a todos nós é saber que mesmo a ciência mais exata sofre modificações, o que não quer dizer que antigas teorias perdem sua importância e, sobretudo, validade.

Sendo assim, mesmo com o 'OPERA' sendo 100% bem-sucedido, Einstein continua e continuará tendo sua reputação ilibada. Seus fãs podem continuar respirando aliviados.

Fonte e demais informações http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=teoria-einstein-cair&id=010175110928

EXPOSIBRAM DEBATE O FUTURO DA MINERAÇÃO NO PAÍS

As mudanças no código de mineração, efeitos da crise financeira internacional no setor, práticas sustentáveis, mineração em terras indígenas e a falta de mão de obra qualificada, são alguns dos temas que estão sendo debatidos durante a Exposibram. O evento reúne em Belo Horizonte - até o dia 29/09 -, executivos de grandes mineradoras nacionais e estrangeiras, autoridades do governo, consultores, estudantes e profissionais envolvidos na cadeira produtiva da mineração brasileira.

Para Tito Martins, diretor da Vale Canadá, o Brasil precisa assumir que é um país minerador para acabar com o preconceito que existe na sociedade com a atividade. O executivo destacou que pode haver ajustes a curto prazo na demanda por commodities minerais devido à retração do mercado internacional. Contudo, segundo ele, “a tendência a longo prazo é de um mercado extremamente exuberante”. O executivo também criticou a indecisão do governo em relação ao marco regulatório. “É muito importante se ter regras claras e definidas para não gerar incertezas”. 

Tadeu Carneiro, diretor da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) concorda com Martins. Ele avalia que “o setor tem condições de atravessar a crise”. Sobre o marco regulatório, Carneiro acredita que é um debate amplo que não está sendo esclarecido para a sociedade.

Martins defendeu ainda a regulamentação da mineração em terras indígenas. De acordo com ele, é um assunto que precisa ser debatido. “Sabemos que existe diferentes reservas localizadas em terras indígenas. É preciso encontrar um solução. O país perde em não explorar essas áreas”, analisou.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Brasil precisa investir na criação da disciplina de engenharia de sistemas complexos para diminuir o atraso do país

Por uma nova engenharia
 
O Brasil está ficando para trás em uma área de fronteira do conhecimento, denominada “sistemas complexos”, que é tão importante como a nanotecnologia e as terapias com células-tronco, nas quais o país tem investido e em que a nova área também se aplica.

O alerta é de Sérgio Mascarenhas, professor e coordenador do Instituto de Estudos Avançados de São Carlos da Universidade de São Paulo (IEA-USP).

No início da década de 1970, quando foi reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Mascarenhas idealizou e lançou o curso de engenharia de materiais, pioneiro na América Latina.

Segundo ele, o país deve investir agora na criação da engenharia de sistemas que interagem entre si e que são de alta complexidade, como são definidos os sistemas complexos. Ou, caso contrário, poderá ficar muito atrás de países como os Estados Unidos, que lideram nas pesquisas nessa nova área que reúne física, química, biologia, educação e economia, entre outras especialidades.

Em 2008, Mascarenhas fundou no IEA de São Carlos, juntamente com o professor do Instituto de Química da USP de São Carlos Hamilton Brandão Varela de Albuquerque e a professora do Instituto de Física Yvonne Primerano Mascarenhas, um grupo de trabalho em sistemas complexos para contribuir para o desenvolvimento de pesquisas na área no país.

Por meio de uma associação com o Nobel de Química de 2007, Gerhard Ertl, premiado por suas pesquisas em sistemas complexos, e com um aluno do cientista alemão na Coreia do Sul, os pesquisadores brasileiros estabeleceram uma rede internacional de pesquisas na área conectando os três países.

Agora, a proposta de Mascarenhas é fomentar no Brasil a criação de um programa de pós-graduação em engenharia de sistemas complexos para diminuir o atraso do país nessa área.

Professor aposentado da USP, Mascarenhas contribuiu para a criação da área de pesquisa em física da matéria condensada no campus de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), no fim dos anos 1950; da Embrapa Instrumentação Agropecuária, no final da década seguinte, na mesma cidade, e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no começo dos anos 60.

Em 2007, Mascarenhas ganhou o prêmio Conrado Wessel de Ciência Geral e, em 2002, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico.

Professor visitante de diversas universidades estrangeiras, em suas pesquisas Mascarenhas tratou de assuntos diversos, como os eletretos, corpos permanentemente polarizados que produzem um campo elétrico e que seriam utilizados mundialmente na fabricação de microfones e aparelhos telefônicos.

No início da carreira, o pesquisador se dedicou ao estudo do efeito termo-dielétrico. Mais tarde, também realizou trabalhos na área de dosimetria de radiações (processo de monitoramento de radiação emitida), o que lhe permitiu, por exemplo, medir a quantidade de radiação existente em ossos de vítimas de Hiroshima.

Recentemente, Mascarenhas desenvolveu um método minimamente invasivo para medir pressão intracraniana que recebeu apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) para ser difundido no Brasil e em toda a América Latina. O projeto foi desenvolvido com apoio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).

O que é a engenharia de sistemas complexos?
 
Sérgio Mascarenhas – É uma engenharia de sistemas de sistemas. O que já existe é a engenharia de sistemas, que é aplicada em logística, em transporte e em sistemas construtivos, entre outras áreas. O que não existe é uma engenharia de sistemas que interagem entre si e que são complexos. O melhor exemplo de um sistema de sistemas é a internet, onde há desde pornografia até o Wikileaks e o Google.

Em quais áreas a engenharia de sistemas complexos pode ser aplicada?
 
Mascarenhas – Ela se aplica não só a materiais mas em operações financeiras e no agronegócio, por exemplo, em que há uma série de problemas que influenciam a produção agrícola. Há o problema do solo, de defensivos e insumos agrícolas, de estocagem e transporte, por exemplo, para que toda a produção da região Centro-Oeste do Brasil seja exportada.

São sistemas que envolvem muitas variáveis?
 
Mascarenhas – Exatamente. Todo sistema que apresenta muitas variáveis é um sistema complexo. E isso pode se agravar se a interação entre essas variáveis for não linear. Por exemplo, no agronegócio, se dobrar a produção de milho, se quadruplicar o preço do transporte do sistema logístico frente às dificuldades das estradas brasileiras, aí aparecem as chamadas não linearidades. Então, quando se tem um sistema complexo, as variáveis podem interagir não linearmente. Elas podem se multiplicar até exponencialmente.

O que o motivou a encampar a criação no Brasil dessa nova área?
 
Mascarenhas – Neste ano se comemoram 40 anos da criação do curso de graduação em engenharia de materiais na UFSCar, que idealizei quando era reitor da universidade e que é um sucesso. Agora, achei que deveria propor algo mais moderno, voltado para o século 21. A engenharia de sistemas complexos é uma área nova e muito interessante e para qual não está sendo dada a devida atenção no Brasil. Se fala bastante no país em pesquisa em áreas como a nanotecnologia e células-tronco, mas não sobre a engenharia de sistemas complexos, que se aplica a todas essas áreas e na qual não estamos formando gente.

Como essa nova engenharia poderia ser implementada no país?
 
Mascarenhas – A ideia seria criar um programa de pós-graduação em engenharia de sistemas para formar professores e pesquisadores nessa área. Não existe engenharia de sistemas complexos no Brasil e não há pesquisadores no país nessas áreas nem em faculdades tradicionais, como a Escola Politécnica da USP e as Faculdades de Engenharia da USP de São Carlos e da UFSCar. O que já existe no Brasil é engenharia de sistemas, mas não uma engenharia de sistemas que interagem entre si e que são de alta complexidade.

Por que essa nova engenharia ainda não existe no Brasil?
 
Mascarenhas – Porque é uma área muito nova e no Brasil há uma preocupação em “tapar o buraco” de uma porção de outras engenharias, como a de materiais, de sistemas elétricos e até de meio ambiente, e se perde o futuro tratando do passado. É um atraso muito grande da engenharia brasileira ainda não atuar em sistemas complexos. Além disso, o problema dessas áreas novas é que é preciso ter bons contatos internacionais e políticas de Estado – e não de governo – para enfrentar algo que representa um risco.

De que modo as pesquisas nessa área no Brasil poderiam ser articuladas?
 
Mascarenhas – Teríamos que ter uma rede. Hoje não se faz nada, se se quer ter impacto, sem falar em rede de pesquisa. Mesmo porque ainda somos tão poucos no Brasil que se não nos juntarmos em rede conseguiremos muita pouca coisa, por falta de massa crítica. Um centro de pesquisa nessa área não pode ser sediado só em São Carlos. Outras universidades também estão interessadas.

Há algum grupo de pesquisa nessa área no Brasil?
 
Mascarenhas – No Instituto de Estudos Avançados da USP, em São Carlos, temos um grupo de trabalho sobre sistemas complexos. Essa é uma história interessante porque quem ganhou o prêmio Nobel de Química em 2007 foi um cientista alemão, chamado Gerhard Ertl, por suas pesquisas sobre sistemas complexos. E nós, no IEA, fizemos uma associação com o Ertl, na Alemanha, e com um aluno dele na Coreia do Sul. Então, agora temos em São Carlos uma rede de pesquisa sobre sistemas complexos integrando Berlim, São Carlos e a Coreia do Sul.

Quais os países que lideram nas pesquisas em sistemas complexos?
 
Mascarenhas – O país que está na vanguarda nessa área são os Estados Unidos, com o MIT [Massachusetts Institute of Technology], com um centro que lida muito com questões bélicas. A própria guerra é um sistema complexo, porque nela há uma série de sistemas interagindo, como o de transportes, ofensivo, estratégico e de logística, para alimentar os soldados e transportar equipamentos e armamentos. Os militares lidam com sistemas de sistemas. Aliás, se olharmos para o passado, vemos que muitas aplicações de engenharia foram motivadas pelo poder bélico, como a internet, a robótica e bombas atômica e de fusão. O grande problema da humanidade hoje é criar instituições motivadoras de inovação que não sejam estimuladas apenas pela guerra militar, porque temos outras guerras para vencer. Tem a guerra da saúde, da educação, da violência urbana e muitas outras. E a engenharia de sistemas complexos pode ser aplicada para acabar com essas guerras sociais. Se o Brasil não aproveitar essa chance para ingressar nessa área, vamos ficar muito para trás em relação a outros países.

Fonte: Elton Alisson / Agência FAPESP