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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Brasil reforça pesquisas para desenvolvimento de carros elétricos

Brasília, 4 a 7 de agosto de 2011 - Nº 1062 - Ano 11

      O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a liberação de R$ 7,5 milhões para custear o desenvolvimento de motores elétricos no país. O financiamento contempla a produção de novos sistemas de tração mais leve e de refrigeração que permita a redução de peso e aumento da confiabilidade.

     Os motores serão desenvolvidos pela WEG S/A. As atividades serão realizadas prioritariamente na sede da empresa em Jaraguá do Sul (SC), mas também poderão ser executadas por parceiros tecnológicos, como consultores, universidades ou institutos de pesquisa. A conclusão do projeto está prevista para dezembro de 2013.

     A proposta é impulsionar o desenvolvimento de uma indústria nacional de veículos elétricos. O financiamento será via linha Inovação Tecnológica, por meio do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que opera juros de 4% ao ano.

     Para saber mais sobre o BNDES acesse o site www.bndes.gov.br

     (Com informações do BNDES) 

Fonte e demais informações:  http://www.gestaoct.org.br/

Com custos 40% mais baratos, Mercadante prevê, em 2011, Natal do tablet

 Brasília, 4 a 7 de agosto de 2011 - Nº 1062 - Ano 11

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou que em setembro devem chegar ao mercado brasileiro os primeiros tablets fabricados no país, mais baratos do que os encontrados à venda atualmente, produzidos com 20% de componentes nacionais.

     De acordo com Mercadante, os tablets poderão custar até 40% menos se os descontos dados pelo governo federal e por alguns Estados para incentivar a produção local chegarem ao consumidor. Mercadante é um dos responsáveis no governo pela inclusão da indústria do tablet no Processo Produtivo Básico e na Lei do Bem (Lei nº 11.196), que reduz a zero as alíquotas pagas para o Programa de Integração Social e para a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins).

     Nove empresas já se inscreveram para produzir tablets no Brasil com incentivo fiscal (Samsung, Positivo, Motorola, Envision, AIOX, Semp Toshiba, LG, MXT e Sanmina-SCI) e mais seis estão com pedido em análise técnica (Itautec, Foxconn, Teikon Tecnologia, Compalead, Ilha Service e Leadership). Segundo o ministro, a expectativa é levar o tablet para a escola pública, a exemplo de outros países como Taiwan e Coreia.

     (Com informações da Agência Brasil) 

Fonte e demais informações: http://www.gestaoct.org.br/

Visto para brasileiros trabalharem nos EUA pode ser simplificado, diz MCT

Brasília, 4 a 7 de agosto de 2011 - Nº 1062 - Ano 11

O governo brasileiro estuda negociar com os Estados Unidos a simplificação do processo de vistos de trabalho para facilitar a entrada dos cientistas e estudantes brasileiros. A afirmação é do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.
     Em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, veiculado pela Rádio Nacional na última quinta-feira (28), Mercadante destacou que esta será uma ação do programa Ciência Sem Fronteiras, lançado no último mês. A iniciativa vai investir R$ 3,1 bilhões na oferta de 100 mil bolsas de estudo para brasileiros estudarem no exterior. “Está em estudo também agilizar a concessão de visto de trabalho para cientistas de alto nível que vêm para o Brasil”, garantiu.
     (Com informações do MCT) 

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Especialização é essencial para área de tecnologia da informação

Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

A indústria petrolífera vai movimentar intensamente a economia do Brasil nos próximos anos, com a criação de milhares de empregos em diversas áreas, como engenharia  ambiental, construção civil, geologia e até para soldadores, caldeireiros e mergulhadores.

A graduação em cursos de tecnologia da informação, hoje interesse comum de milhares de jovens, ganha destaque nesse cenário. A criação de novos softwares e processos operacionais específicos da informatização vão depender desses profissionais.

Porém, não basta achar que a graduação irá assegurar o ingresso para a indústria petrolífera. É preciso ir além, buscar especialização e ter interesse. Essa é a avaliação do professor de pós-graduação em Energia da Universidade Federal do ABC, também chefe da Divisão de Informação Tecnológica da mesma universidade, Sério Ricardo Lourenço.

"Às vezes são carreiras conflitantes. Por isso existem cursos de especialização e de tecnólogos. Se eles conhecerem os processos específicos operacionais do setor do petróleo, certamente terão diferencial competitivo."

Para o especialista, esses profissionais têm lugar certo não apenas na indústria do gás e petróleo, como em qualquer setor do mercado de trabalho. "É uma área que demanda mão-de-obra. Hoje em dia as empresas são carentes em ter sistemas de informação gerencial." Esses profissionais podem ser analistas de sistemas, de produção e programadores, entre outros.

Até 2014, segundo a Fundação Getulio Vargas, haverá um deficit de 800 mil vagas no setor de tecnologia da informação.

Projeto

Neste ano, a 5ª edição do Desafio de Redação do Diário, concurso literário patrocinado pela Petrobras e apoiado pela Ecovias, terá dois temas para os alunos desenvolverem a escrita. Profissões do futuro, para estudantes do Ensino Fundamental e primeiro e segundo anos do Médio, enquanto Profissões do Pré-Sal, Indústria do Petróleo e Gás será o assunto proposto aos alunos do 3º ano do Ensino Médio.

No ano passado, participaram da maratona 275 escolas públicas e particulares das sete cidades da região. Ao todo, foram produzidas pouco mais de 145 mil redações.

O vencedor geral será premiado com uma bolsa de estudos integral na Universidade Municipal de São Caetano, correalizadora do Desafio, junto com o Departamento de Água e Esgoto de São Caetano.

Brasil e China terão centro de nanotecnologia binacional

Brasília, 4 a 7 de agosto de 2011 - Nº 1062 - Ano 11

      O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, destacou nesta quarta-feira (3), em São Paulo (SP), que a pasta e a Academia Chinesa de Ciência firmaram uma parceria para a implantação de um centro binacional na área de nanotecnologia. De acordo com ele, o polo de pesquisas cooperadas será na Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLuS), em Campinas (SP).

     Entre as metas da parceria está o desenvolvimento do síncrotron geração, equipamento para a análise de materiais, de terceira geração. Segundo o ministro, a construção terá início no próximo ano e o centro começa com investimentos bilaterais da ordem de R$ 10 milhões.

     A parceria com a China na área de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) contemplará também outros setores, de acordo com Mercadante. As áreas englobam, por exemplo, o setor aeroespacial e energia limpa, com foco para solar, eólica e fotovoltaica. Estão previstas, ainda, atividades em tecnologias da informação e comunicação (TICs), especialmente em computação em nuvem.

     “Acertamos um amplo acordo de cooperação com eles”, disse o ministro durante o Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ainda segundo o ministro, o Brasil vai encaminhar à China 200 pesquisadores, entre mestres, doutores e pós-doutores, para desenvolverem trabalhos em cooperação.

     (Cynthia Ribeiro para o Gestão C&T online) 

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CNI lança compromisso pela inovação e reforça meta de duplicar o número de empresas inovadoras

Brasília, 4 a 7 de agosto de 2011 - Nº 1062 - Ano 11

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou nesta quarta-feira (2), na capital paulista, a proposta do segmento para impulsionar a inovação no país. O documento “Compromisso pela Inovação” contempla dez pontos e propõe a adoção de uma agenda compartilhada entre os setores público e privado.

     “A indústria não pode inovar sozinha. Este movimento tem que ter a participação do governo e de instituições científicas e tecnológicas”, destacou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. O documento foi construído pelos líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), a partir de experiências de empresas do Brasil e do exterior. A grande meta do setor é duplicar em quatro anos o número de empresas inovadoras.

     “Hoje estamos firmando este compromisso e para isso a indústria fará investimentos expressivos”, garantiu Andrade. De acordo com ele, a indústria é o setor da economia que mais investe em pesquisa e desenvolvimento (P&D), mas a proposta é ser mais ativo na atração de centros de pesquisa de instituições estrangeiras, articulando melhor as ações públicas e privadas.

     No documento, o setor também destaca que apoiará a internacionalização das empresas brasileiras e suas atividades de P&D, com vistas a capacitá-las para competir globalmente. Para melhorar o ambiente para a promoção da inovação no país, o segmento reivindica, entretanto, o aprimoramento do marco legal e a melhor articulação entre a política de comércio exterior e a política de inovação.

     O segmento solicita, ainda, maior ênfase na formação de recursos humanos qualificados em engenharia e ensino técnico e a criação de programas setoriais de inovação efetivos, que definam metas e objetivos pactuados entre o governo e o setor privado.

     “A indústria está consciente da sua responsabilidade para tornar esse país mais competitivo. A nossa expectativa é que o governo mitigue os riscos da inovação e ajuste os instrumentos de estímulo à demanda das empresas e que impulsione as universidades e os centros de P&D”, pontuou o presidente da CNI. O segmento pede, também, uma melhor infraestrutura de propriedade intelectual, compatível com os interesses atuais.

     Mesmo com o anúncio de várias medidas voltadas para elevar a competitividade das empresas no país, Braga destacou que ainda é muito difícil inovar no Brasil. Segundo ele, problemas antigos, como infraestrutura precária, juros elevados e alta burocracia, vêm se arrastando ao longo dos anos e somam-se a eles dificuldades novas, como o câmbio altamente valorizado. “O empresariado brasileiro não se conforma com essa equação”, falou.

     O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, destacou que o governo tem buscado melhorar o ambiente para inovar, mas a liderança do setor privado é essencial para o país avançar nesta agenda. O investimento do governo em P&D é de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB), índice próximo a de países desenvolvidos. Já a contribuição privada brasileira é de 0,5%, parcela muito aquém das grandes economias, que aplicam em torno de 1,5% do PIB. “Tem que aumentar a participação em P&D privada. E estamos criando condições para isso”, falou.

     Já o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, lembrou que o país tem adotado medidas de defesa comercial, mas que somente isso não resolverá o crescente déficit da balança comercial dos itens manufaturados. O ponto frágil do país, na opinião dele, é a falta de competitividade da indústria brasileira.

     “Sabemos dessa dificuldade e estamos fazendo por meio do Programa Brasil Maior um grande esforço para elevar a competitividade nacional. Agora é a hora de as empresas reagirem, vamos cobrar delas mais investimento em inovação, porque as condições de financiamento estão sendo dadas", disse em São Paulo ontem (3).
 
Para saber mais sobre a CNI acesse o site www.cni.org.br.

     (Cynthia Ribeiro para o Gestão C&T online) 

Fonte e demais informações: http://www.gestaoct.org.br/

Projeto-piloto da Embrapi começa com três institutos de pesquisa

Brasília, 4 a 7 de agosto de 2011 - Nº 1062 - Ano 11

    O MCT e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) assinaram ontem (3), em São Paulo (SP), o memorando de entendimento para a implementação da Empresa Brasileira de Pesquisas Industriais (Embrapi). Os recursos disponíveis para este ano somam R$ 30 milhões e o projeto tem início com a participação efetiva de três centros de excelência nacionais que deverão atender a demanda por inovação da indústria.

     Fazem parte da estrutura inicial os institutos de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e o Nacional de Tecnologia (INT), ambos associados à ABIPTI, além do centro de pesquisa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) da Bahia. O projeto terá como modelo a experiência alemã do Instituto Fraunhofer, parceiro da iniciativa. O objetivo é estabelecer no Brasil um padrão de gestão da inovação.

     De acordo com o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, a Embrapi não será uma estatal, mas sim uma instituição com a gestão compartilhada entre os setores público e privado, com governança majoritariamente privada. Espera-se trazer mais agilidade na inovação no país, com uma estrutura que tenha mais liberdade e flexibilidade na realização de contratos.

     “Não haverá acomodação de trabalhar somente com recursos públicos. Nós queremos é ousadia no mercado. Para ter aporte do governo, o instituto e os pesquisadores deverão conquistar capital privado”, disse em entrevista coletiva após o 4º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria. Cada empresa que demandar pelo serviço de inovação, pagará por ele. Os valores e condições serão definidos a cada contrato. Os institutos atenderão diversos setores da indústria, com foco nas vocações regionais.

     “Com a Embrapi vamos criar uma série de centros tecnológicos de alta performance que trará uma externalidade competitiva para as empresas nas suas cadeias de valor. Os institutos já têm uma cultura de atendimento a empresas e vão poder atender a agenda de resolução de problemas complexos, de pesquisa e desenvolvimento e soluções de engenharias avançadas”, explicou o presidente do Senai, Rafael Lucchesi.

     O projeto começará com estas três instituições, mas a meta é chegar a 30 centros tecnológicos de excelência nos próximos anos. De acordo com o MCT, a Embrapi será uma espécie de organismo certificador para que estas instituições mantenham a competência. “Queremos criar padrões de certificação e de avaliação dos institutos. Nosso foco é resultado. O instituto receberá por aquilo que realizar efetivamente”, completou. A estrutura da empresa deverá ser definida nos próximos seis meses. O ministro também garantiu que os recursos serão ampliados “significativamente em 2012”.

     (Cynthia Ribeiro para o Gestão C&T online)

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Governo eleva recursos para inovação no Brasil

 Brasília, 4 a 7 de agosto de 2011 - Nº 1062 - Ano 11

O Plano Brasil Maior, lançado oficialmente em Brasília (DF), na última terça-feira (2), pela presidente da República, Dilma Rousseff, elevou os recursos para financiar a inovação no país. O acréscimo será via Programa de Sustentação do Investimento (PSI), operado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que terá um orçamento de R$ 75 bilhões.

     A medida também incluiu novos programas no PSI, que contemplam as áreas de componentes e serviços técnicos especializados; equipamentos de tecnologias da informação e comunicação (TICs) produzidos no país; ônibus híbridos; entre outros. Os recursos deverão ser aplicados até o final de 2012.

     “Em todos os países desenvolvidos existem financiamentos especiais para a inovação e o Brasil precisa estabelecer um gasto público sistêmico para dar sustentação ao sistema”, disse o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, em São Paulo (SP), durante evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

     A carteira de crédito da Finep também teve um acréscimo de R$ 2 bilhões, via PSI, e segundo o MCT, os novos recursos serão aplicados em projetos inovadores de empresas. Serão atendidas cerca de 80 iniciativas em áreas consideradas prioritárias, como energia, saúde, aeroespacial, novos materiais, defesa, sustentabilidade ambiental, biodiversidade e TICs. As taxas desta operação variam entre 4% a 5% ao ano.

     “Hoje, o BNDES e a Finep têm uma janela única de diálogo com o setor privado”, completou Coutinho. De acordo com ele, a ideia é triplicar o gasto privado do país em pesquisa e desenvolvimento (P&D) nos próximos anos, que hoje patina em 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 1,5% praticado pelas grandes economias.

     Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, o gasto das empresas brasileiras com inovação teve alta nos últimos anos. Em 2010, o país registrou um aumento de 38% dos recursos da Lei do Bem (11.196/2005). Já os recursos da Finep para crédito e subvenção econômica passaram de R$ 1 bilhão no ano passado para R$ 5 bilhões em 2011, somada a esta cifra o aporte de R$ 2 bilhões via PSI. “Estes dados dão sinais claros que as empresas estão mais preocupadas em inovar e vamos oferecer instrumentos para isso”, disse Mercadante em São Paulo (SP), ontem (3).

     Projetos compartilhados

    
Luciano Coutinho também antecipou que está em estudo o estabelecimento de mecanismos para o desenvolvimento de projetos compartilhados de inovação. A proposta é atender projetos de grande porte, que exijam planta piloto e recursos de larga escala, com apoio via subvenção econômica, com investimentos intensivos em capital na etapa de P&D.

     Poderão ser atendidos setores de energia, semicondutores, química, petroquímica, entre outros, em que haja interesse tanto do setor público, como do setor privado. “Quando você tem um projeto de alto risco e custo e o governo articula a pesquisa pré-competitiva é possível acelerar muito o processo de inovação do país. Precisamos fazer isso aqui”, disse.

     (Cynthia Ribeiro para o Gestão C&T online com informações do MCT) 

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Nova política industrial estabelece marco legal mais atrativo para a inovação no país

Brasília, 4 a 7 de agosto de 2011 - Nº 1062 - Ano 11
A nova política industrial brasileira traz uma série de instrumentos voltados para fortalecer a produção local e impulsionar a inovação no Brasil. Além de regulamentar a lei de compras públicas, que permite ao governo adquirir produtos até 25% mais caros, desde que a produção desses materiais gere riqueza e tecnologia no país, o Plano Brasil Maior, como foi batizado, também possibilita a instituições científicas e tecnológicas (ICTs) usufruírem da Lei do Bem (11.196/2005) que concede desoneração fiscal para quem aplica recursos em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

     A proposta do plano, lançado na última terça-feira (2), em Brasília (DF), pela presidente da República Dilma Rousseff, é impulsionar a competitividade brasileira frente ao mercado externo, com medidas para o período de 2011 a 2014. Pelo instrumento, o governo poderá, por exemplo, encomendar equipamentos ou soluções tecnológicas diretamente das ICTs.

     “O governo mostrou [com o lançamento do instrumento] um compromisso que tem com a agenda da inovação”, destacou o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, ontem (3), em São Paulo (SP), durante o 4º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na capital paulista. O plano também mudou o nome da pasta, que passará para Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

     A política de compras públicas contemplará, inicialmente, os setores da saúde, defesa e tecnologia da informação (TI) e segundo Mercadante, essa prática já é realizada em outros países. “Estamos trazendo um mecanismo que os EUA têm há muitas décadas. Temos que usar o poder de compra do Estado para gerar valor agregado e impulsionar a indústria brasileira”, disse.

     O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, prometeu rigor no processo das compras governamentais com essa margem de preferência, e garantiu que o decreto, que deverá sair nos próximos dias, terá um direcionamento forte para a inovação. “Nós seremos muito rigorosos. Vamos sim permitir que o governo compre um produto nacional até um pouco mais caro, desde que ele agregue inovação ou haja compromisso de agregação de ciência e tecnologia”, disse em São Paulo.

     Fernando Pimentel negou que haja um processo de desindustrialização no país, mas reconheceu que há uma competição acirrada, com cadeias produtivas inteiras sendo ameaçadas pela importação. Para ele, esta medida proporcionará à indústria nacional ser mais competitiva.

     Ele também antecipou que a nova política industrial prevê incentivos tributários, por exemplo, no setor automotivo, para quem realizar P&D no país. “Estamos criando um ambiente melhor, mas a gente espera que o setor privado perceba que para competir, é preciso inovar”, falou.

     Desoneração da folha

     Outro ponto importante do Brasil Maior é a desoneração tributária sobre a folha de pagamentos dos setores de confecções, calçados, móveis e softwares. Em contrapartida, será cobrada uma contribuição sobre o faturamento com alíquota a partir de 1,5% de acordo com o setor. A medida custará ao Tesouro Nacional cerca de R$ 1,3 bilhão ao ano, já que ele arcará com a diferença para cobrir a eventual perda de arrecadação da Previdência Social.

     A iniciativa funcionará como um projeto piloto até dezembro de 2012 e o seu impacto será acompanhado por uma comissão tripartite, formada por governo, setor produtivo e sociedade civil. Ainda segundo Pimentel, a ideia do governo é propor que aos poucos a desoneração chegue a todo o setor produtivo. “É uma mudança estrutural. Já teríamos que ter feito isso há muito tempo”, reconheceu.

     Todas as medidas serão regulamentadas por meio de decretos, que segundo o ministro do Desenvolvimento, deverão ser publicados entre 10 e 15 dias. As metas, prazos e medidas serão definidos por um comitê formado por 14 ministérios e 14 lideranças empresariais e de trabalhadores. “Nunca houve um programa tão estratégico para a economia brasileira com governança compartilhada”, concluiu Pimentel.

     Informações sobre o Plano Brasil Maior estão disponíveis neste link.

     (Cynthia Ribeiro para o Gestão C&T online)



Fonte e demais informaçõeshttp://www.gestaoct.org.br/

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Construção civil exige formação de novos profissionais

O Brasil está perto de alcançar a marca de 3 milhões de brasileiros vinculados ao setor
 
O ritmo acelerado no mercado da construção civil exige a especialização e formação de novos profissionais. Os calouros da engenharia estão se deparando com uma oferta grande de empregos disponíveis, tendo em vista o desenvolvimento da infraestrutura brasileira, com obras sendo realizadas em diversos pontos do Brasil. O potencial do setor poderá ser conferido na 14ª edição da Construsul, a maior feira de construção da região sul do país e que reúne mais de 500 expositores na Fiergs, a partir do dia 3 de agosto. 
 
A falta de mão de obra é tema recorrente no segmento. A progressão do setor chega a patamares tão elevados, que ocasiona a falta de trabalhadores qualificados no mercado. Segundo estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2020, serão necessários mais de 563 mil novos profissionais na área, se o Brasil crescer 2,5% ao ano. Menos de 50 mil estudantes conquistam o diploma anualmente.
 
- Nosso grande problema hoje, de um modo geral, é mão de obra. Estamos com dificuldade de treinar pessoas qualificadas para atender esta demanda que está em crescimento - relata o diretor financeiro da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção (Acomac), Arcione Piva. 
 
A preocupação das faculdades em concentrar esforços para atrair novos alunos, é proporcional a criação de novas vagas a cada dia. Em 2010, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (DIEESE), a construção gerou mais de 254 mil novos empregos formais no país, representando cerca de 12% das oportunidades de trabalho regular. Destes funcionários, 18 mil foram admitidos em solo gaúcho. 
 
A expectiva é que esse crescimento deve continuar. Em junho deste ano, a construção civil brasileira registrou absorção de mais 1,15% em relação ao mês de maio, sendo gerados 30.531 novos postos. No estado, foram realizadas 657 novas contratações no mesmo período. Totalizando, no Brasil, cerca de 2.749.064 vínculos formais e 132.634 no Rio Grande do Sul. 
 
A abertura de vagas é consequência direta de eventos como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Além disso, iniciativas como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a terceira fase do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) também impulsionam o setor. 
 
- Que bom que o Brasil está em desenvolvimento. A recepção destes grandes eventos não envolve somente estádios. Mas sim, toda a tecnologia das cidades-sedes. Abrangendo a evolução da logística, estradas, transportes, mobilidade urbana, aeroportos e muitos outros setores. Tudo isto é atribuído aos nossos profissionais - exalta o presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA-RS), Luiz Alcides Capoani. 
 
A 14ª edição da Construsul será realizada entre os dias 3 e 6 de agosto, das 14h às 22h, no Centro de Eventos da Fiergs (Av. Assis Brasil, 8787 - Porto Alegre). O evento espera mais de 70 mil visitantes, incluindo estudantes e recém empregados na área de atuação. Informações adicionais pelo site http://www.feiraconstrusul.com.br/.
 
Serviço
 
14ª Construsul - FEIRA INTERNACIONAL DA CONSTRUÇÃO
Local: Fiergs
Horário: Das 14h às 21h
Entrada: Franca para profissionais
 
Construsul
 
A Construsul vem há 14 anos realizando o maior encontro de construção civil da Região Sul, onde se reúnem as indústrias, o varejo, compradores, entidades setoriais, representantes de governo e a imprensa. Todos, com a proposta de sinalizar o desenvolvimento do setor. O evento recebe hoje as maiores empresas do segmento, mostrando além de sua credibilidade, o elevado grau de desenvolvimento que atingiu, sendo apontada como uma das primeiras feiras no ranking do setor no Brasil e a maior da Região Sul. Tornou-se mais do que um evento local, pois, além de contar com expositores internacionais, tem tido um considerável número de visitantes e compradores de outros Estados e do Mercosul, interessados nos produtos e na tecnologia que expõe. A feira tornou-se o mais importante evento do setor habitacional na Região Sul sendo uma excelente vitrine para quem deseja prospectar bons negócios. Além de ser a Feira com o maior volume de negócios realizado pelos lojistas de materiais de construção.
 

BNDES cria linha de financiamento para inovação

Rio de Janeiro – Os fornecedores da cadeia de petróleo e gás natural terão R$ 4 bilhões em financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para desenvolver suas atividades. O anúncio foi feito hoje (3) pela instituição e atende a fornecedores nacionais e estrangeiros instalados no país, visando a ampliar sua competitividade nos mercados doméstico e internacional.

Criado no âmbito do Plano Brasil Maior, anunciado ontem (2) pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia de Fornecedores de Bens e Serviços Ligados ao Setor de Petróleo e Gás Natural (BNDES P&G) já está em vigor e se estenderá até dezembro de 2015.

As condições financeiras incluem taxas de juros que variam de 4,5% ao ano, para a área de inovação, até 11,04%, para financiamento a capital de giro, nas operações diretas. A participação do banco nos financiamentos pode chegar, em alguns casos, a 100% dos projetos de inovação. Em projetos de implantação, modernização ou ampliação da capacidade produtiva, o BNDES poderá participar com até 90%.

O chefe do Departamento de Petróleo e Gás do BNDES, Ricardo Cunha, lembrou que o incentivo à inovação será cada vez mais necessário para enfrentar os “novos desafios do setor”. A exploração de petróleo no pré-sal é um deles, segundo Cunha. Ele destacou também que a cadeia de fornecedores de petróleo e gás é composta em sua grande maioria – cerca de 85% – de pequenas e médias empresas.

Cunha disse que o setor de bens de capital demanda volumes elevados de capital de giro. “Isso é outra novidade que o banco incluiu no programa, porque ele financia, principalmente, investimentos fixos e capital de giro associado”. Ele ressaltou que os fornecedores, em especial os de pequeno porte, tinham dificuldade em apresentar garantias para acessar o crédito e financiar a produção.

“Com esse programa, a gente abriu a possibilidade de ele [o pequeno fornecedor] usar o contrato que tem com uma indústria do setor de petróleo e gás. Esse contrato pode servir como garantia”. Isso significa que os fornecedores que já têm contratos com outras empresas de maior porte, consideradas companhias integradoras, terão mais facilidade em obter o empréstimo junto ao banco.

O programa poderá, ainda, apoiar a cadeia de fornecedores por meio de transações com empresas âncora, que tenham receita operacional bruta anual acima de R$ 90 milhões. “Essa empresa âncora teria a vantagem de custos um pouco mais reduzidos e a participação do banco poderia ser ampliada”. Para isso, a empresa-âncora tem que repassar pelo menos 30% do financiamento para os sub-fornecedores. 

Fonte e demais informações: http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2011/08/03/Brasil/BNDES_cria_linha_de_financiamento.shtml

Seminário relaciona êxito a comportamento empreendedor

 
Da Agência Sebrae de Notícias 
 
Os palestrantes e empresários Cláudio Forner, Jussier Ramalho e Luís Henrique Cambraia estarão em Itaúna (MG), no dia 12 de agosto, para mostrar em seminário que o êxito empresarial está ligado ao comportamento do empreendedor, que precisa identificar oportunidades para conquistar clientes e garantir o crescimento de uma empresa.

Na ocasião, Cláudio Forner, empresário na área do varejo e consultor de empreendedorismo em reality shows, ensinará como transformar ideias em inovação ou oportunidades de negócio.

A história da banca de jornal Prática, que possui climatização de ambiente e funcionários uniformizados, será contada pelo idealizador do negócio, o jornaleiro Jussier Ramalho. O empresário potiguar vai falar sobre a importância do relacionamento interpessoal, organização e capacitação profissional como estratégias gerenciais.

Seleção

O ex-jogador da seleção brasileira de basquete Luís Henrique Cambraia, que conquistou vários títulos brasileiros, sul-americanos e internacionais, irá revelar no seminário como foi a transição entre a vida esportiva e a criação da marca de artigos esportivos Cambs.

Durante o evento, os participantes terão ainda oportunidade de conhecer o programa Sebrae Mais, voltado a empresas consolidadas, e o curso Empretec, que utiliza metodologia aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para desenvolver características empreendedoras. 
 

Governo transforma Finep em banco e eleva recursos para inovação

Danilo Fariello, iG Brasília | 01/08/2011 17:57

Plano Brasil Maior, que será lançado amanhã, trará medidas para indústrias enfrentarem valorização do real

O programa Brasil Maior, que o governo lança amanhã para aumentar a competitividade das indústrias brasileiras vai incluir um acréscimo de R$ 2 bilhões no orçamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) neste ano e um plano definido para transformá-la em um banco até o fim do mandato da presidenta Dilma Rousseff.

A medida é uma das que constam do projeto Brasil Maior para melhorar as condições das indústrias frente à concorrência internacional, principalmente a partir da China. Essa concorrência têm sido cada vez mais complicada com a valorização recente do real e levado a um processo chamado de desindustrialização do país.

Em entrevista ao iG em junho, o presidente da Finep, Glauco Arbix, afirmou que tinha expectativa de chegar ao fim do ano com orçamento de quase R$ 5 bilhões em financiamentos e lutava pela transformação da instituição em um banco.

Arbix afirmou que, sendo um banco, a Finep poderia alavancar seu capital para financiamentos. “A discussão tem em vista a necessidade de trabalharmos com um volume de recursos muito maior do que o que temos hoje”, afirmou Arbix. Para ele, quantia ideal em empréstimos anuais pela Finep estaria ao redor de R$ 40 bilhões.

Durante os discursos de lançamento do Brasil Maior, amanhã, as autoridades do governo devem centrar fogo no fato de que a inovação é um caminho mais eficiente para enfrentar a concorrência nos mercados interno e externo com produtos de fora, neste momento de real mais valorizado e crise internacional.

Brasil Maior engordou

Durante o fim de semana, o projeto Brasil Maior “engordou” bastante, segundo fonte do governo. A presidenta Dilma Rousseff solicitou aos ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento e da Ciência e Tecnologia, na semana passada, que adotassem medidas mais enfáticas para evitar o processo de desindustrialização.

Com a cobrança da presidenta, o governo voltou a considerar a inclusão da desoneração da folha de salários no Brasil Maior – que havia sido descartada por falta de tempo para negociar. Agora, essa desoneração será adotada em setores específicos, para funcionar como uma espécie de “laboratório”, para a desoneração total da folha. Segmentos exportadores de tecnologia da informação estão entre os escolhidos para esse teste.

Medida provisória criará plano

A ministra da Comunicação Social, Helena Chagas, anunciou hoje, após a reunião de coordenação semanal do governo, que será encaminhada ao Congresso uma Medida Provisória com as previsões totais de incentivos à indústria do Brasil Maior. A MP é necessária, porque o projeto também vai rever tributos.

Além de políticas setoriais, o projeto também contará com medidas lineares, como melhor facilidade para as empresas exportadoras receberem créditos tributários de PIS-Cofins e condições de financiamento mais vantajosas pelo BNDES, que também participou das discussões.

Esses incentivos deverão ter condições específicas para as empresas, de forma a tornar os benefícios mais vantajosos para toda a cadeia industrial do país, o que inclui as micro e pequenas empresas.

O plano Brasil Maior ainda trará medidas específicas para tornar mais ativa a defesa comercial brasileira contra concorrência desleal de países estrangeiros, como prática de dumping e subsídios.

Fonte e demais informações http://economia.ig.com.br/inovacao/governo+transforma+finep+em+banco+e+eleva+recursos+para+inovacao/n1597111989890.html

Quem são os maiores inventores do Brasil

Um levantamento sobre patentes no Brasil, divulgado com exclusividade por ÉPOCA, mostra a importância das parcerias entre universidades e empresas.

Um levantamento sobre patentes no Brasil, divulgado com exclusividade por ÉPOCA, mostra a importância das parcerias entre universidades e empresas
 
Daniella Cornachione
 
Conseguir uma patente é garantir a propriedade intelectual de uma inovação. Não precisa ser um novo produto: contam também as melhorias e as formas inéditas de usar o que já existe. Por isso, o número de patentes deveria ser um bom indicador de quanto cria uma sociedade ou organização. Mas, no Brasil, as companhias de todos os tamanhos ainda usam pouco a proteção legal da patente. Essa é uma das conclusões do mais recente levantamento do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) com as 50 instituições que mais fizeram pedidos de patente no Brasil entre 2004 e 2008. “Basta olhar para o que as empresas vêm fazendo e o número de patentes. Existem um descompasso muito grande”, afirma Jorge Ávila, presidente do INPI. Foram registradas no Brasil 27.050 patentes em 2008, o que representa crescimento de 18% na comparação com 2004. No primeiro semestre de 2011, uma contagem parcial indica 15.192 registros. 

É a segunda edição da lista, publicada pela primeira vez em 2006, com dados do período de 1999 a 2003 (o atraso acontece porque os pedidos demoram ao menos 18 meses em análise). O ranking lista as instituições campeãs, todas com sede no Brasil, e o número de patentes que elas depositaram durante os quatro anos. Na interpretação do presidente do INPI, as empresas estão inovando mais do que patenteando. 

Há várias explicações para isso. Entre as empresas menores pesa a falta de conhecimento de como e o que patentear. Entre os que têm conhecimento, as justificativas são outras. “Os empresários reclamam da lentidão, do custo do processo, do trabalho que dá que especificar a patente. Também reclamam que os concorrentes podem ver e copiar”, diz Alfonso Abrami, especialista em inovação na consultoria Pieraccini. O trabalho de Abrami é ajudar as empresas a inovar e a proteger suas criações. A falta de incentivo também está entre as reclamações. “Não existe a cultura de patentear no Brasil. Nós recebemos 15 prêmios de inovação no exterior. Ganhamos outros aqui, mas nenhum com a mesma importância, o mesmo reconhecimento”, afirma Régis Sá, gerente de novos negócios da Novelprint. O dono da empresa, o italiano Giuseppe Arippol, é a pessoa física que aparece em melhor colocação no ranking 2004 a 2008, na 16ª posição, com 51 patentes. Matheus Rodrigues, fundador da Máquinas Man, aparece na 37ª posição no período 2004 a 2008, com 30 patentes, mas é a pessoa física mais bem colocada num levantamento mais amplo, de 2000 a 2008 -- seu número de patentes sobe para 74. 

O topo da lista é dividido entre grandes companhias e universidades. Petrobras e Whirlpool ficaram com a 1ª e a 4ª colocações, respectivamente. São empresas já com tradição de inovar – a Whirlpool em eletrodomésticos, a Petrobras na busca de petróleo abaixo do leito oceânico. Entre as criações da Whirlpool que renderam patentes está um forno que libera vapor d'água, para deixar o assado úmido. Na Petrobras, uma das invenções mais celebradas é uma ferramenta que permite expandir, no subsolo oceânico, a área de extração de petróleo ao redor de um poço já perfurado, sem aumentar o risco de vazamento. Antes, a empresa precisava usar os serviços de empresas que têm ferramentas equivalentes. 

Unicamp, USP e UFMG completam o grupo de elite. Para as universidades, contou muito o incentivo dado pela Lei de Inovação, de 2004. Ela obrigou as instituições a criar uma agência de inovação para incentivar os professores a fazer parcerias com empresas e a proteger as invenções. 

O cenário em que empresas e universidades avançam afastadas umas das outras não é o ideal. A agência Inova, da Unicamp, vem aproximando os dois lados. Ela consegue por ano, em média, cinco contratos de licenciamento de patentes para empresas. É apenas 10% do número de patentes que a universidade costuma pedir, um pequeno avanço diante dos resultados pífios dos anos anteriores a 2004. O pesquisador Nélson Durán, do Instituto de Química da Unicamp, diz que as companhias brasileiras ainda têm medo de procurar as universidades. “Falta para a indústria entender que os pesquisadores podem criar coisas boas para o mercado”, afirma. Um terço das patentes da Unicamp vem do departamento de química, que fez 217 pedidos até 2010. “Com as patentes, as universidads ganham poder de barganha para negociar com as empresas. Mas o ideal é que a parceria aconteça desde a concepção da ideia”, afirma o economista americano Walter Park, especialista em propriedade intelectual e inovação. Do lado das empresas também parece haver interesse. “É importante que as universidades façam pesquisas centradas nas necessidades contemporâneas, com resultados mais imediatos na vida das pessoas”, diz Mario Fioretti, gerente de inovação e design da Whirlpool na América Latina. Hoje as parcerias já acontecem, mas em frequência ainda muito baixa perto do potencial. 

Relação dos 50 principais titulares de pedidos de patente depositados no Brasil, no período de 1999 a 2008, com prioridade brasileira
Fonte: 
Instituto Nacional da Propriedade Intelectual
*Multibrás e Embraco se uniram e foram incorporadas à Whirlpool em 2006. Alguns registros do grupo ainda estavam no nome da Multibrás.
Fonte: 
Instituto Nacional da Propriedade Intelectual *Os 18 pedidos em nome de duas pessoas são os mesmos. José Luiz Parreira Fiúza e Marcio Antonio Bandeira Lopes são co-depositante

Fonte e demais informações: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI253333-15228,00-QUEM+SAO+OS+MAIORES+INVENTORES+DO+BRASIL.html

Mobilidade urbana é discutida no simpósio Engenharia de Tráfego x Urbanismo


Questões sobre a mobilidade urbana serão discutidas no simpósio Engenharia de Tráfego Versus Urbanismo, realizado pelo Clube de Engenharia em mais um encontro no âmbito do Seminário Permanente de Desenvolvimento, neste sábado (30), no salão do restarante Catamarã. O arquiteto, especialista em planejamento urbano e gerente de tráfego do Detran-PE, Heronides Campelo Correia Filho, participará do evento. A entrada é franca.

De acordo com o presidente da instituição, Alexandre Santos, a questão da mobilidade é um dos maiores desafios a serem vencidos nas grandes metrópoles. "“O maior complicador do trânsito é o número de veículos em circulação nas ruas. Vale lembrar que do mesmo jeito que a indústria bélica consegue, através da intriga e da manipulação diplomática, incentivar as guerras, a indústria automobilística consegue manipular a política industrial (facilidades de financiamento, programas de renovação da frota, etc.) para incentivar a venda de veículos novos”, afirma Santos.

Como paliativo, no curto prazo, a engenharia oferece técnicas de aumento da capacidade das vias, com a construção de obras estratégicas, o estabelecimento de horários de abastecimento da rede comercial e industrial, a regulação dos locais de estacionamento, o estabelecimento de faixas preferenciais e exclusivas de veículos de serviço, a sincronização das redes de semáforos, o disciplinamento de conversões e retornos, etc. “Uma coisa é certa: mantida a política industrial de incentivo à indústria automobilística, tudo o que for feito será um mero paliativo”, conclui o presidente do Clube de Engenharia de Pernambuco.

18º Simpósio de Engenharia de Produção

25/07/2011
Agência FAPESP – A Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Bauru, realizará, de 7 a 9 de novembro, o 18º Simpósio de Engenharia de Produção.

Com o tema “Sustentabilidade em cadeias produtivas”, o objetivo do evento é apresentar ao público os desafios e oportunidades para o Brasil e para o mundo na promoção de cadeias de suprimentos mais sustentáveis.

A programação do evento será composta por palestras de especialistas do Brasil e do exterior, além de fórum de pesquisa, mini-cursos, mesas-redondas e visitas técnicas.

“Green Supply Chain: estado da arte e uma agenda de pesquisa”, “Indústria eletroeletrônica e meio ambiente” e a “Quantificação dos impactos econômicos e ambientais decorrentes do estado de conservação das rodovias brasileiras” são alguns temas que serão discutidos durante o evento.

O simpósio será realizado nas dependências da Faculdade de Engenharia da Unesp de Bauru, localizada na Av. Eng. Luiz Edmundo Carrijo Coube, nº 14-01.

Mais informações e inscrições: www.simpep.feb.unesp.br/ 

Fonte e demais informações http://agencia.fapesp.br/14227

Empreendedorismo tecnológico é o futuro

O livro de Pedro Manuel Saraiva baseia-se em casos práticos de sucesso. 

Raúl Santos sonhava criar uma empresa. Ganhou um concurso de ideias na Universidade de Coimbra (UC) e nasceu a Crioestaminal. Hoje a empresa conta com 40 mil clientes, emprega perto de 90 colaboradores altamente qualificados e tem uma facturação anual acima dos dez milhões de euros. Este é apenas um dos exemplos do empreendedorismo de base tecnológica, um tipo de empreendedorismo que faz todo o sentido em Portugal, segundo Pedro Manuel Saraiva, autor de "Empreendedorismo".

"Dentro das várias vertentes do empreendedorismo, todas elas sendo válidas, este [o empreendedorismos de base tecnológica] é aquele que pode ajudar-nos a caminhar mais rapidamente para o progresso que queremos percorrer: competitividade à escala global, incremento das exportações, mão-de-obra altamente qualificada", considera Pedro Manuel Saraiva.

Mas, para isso, Portugal tem ainda um longo caminho a percorrer. Uma das formas de crescer é apostar nas chamadas "empresas-gazela", ou empresas "jovens mas que estão a crescer muito rapidamente porque são intensivas em conhecimento e que trabalham, normalmente, em mercados à escala global", explica Saraiva. "Temos apenas cerca de 300 "gazelas" em Portugal e o número não tem crescido muito ao longo da última década", continua o autor e professor da UC. No entanto, defende, "se o país em vez de ter 300 "gazelas", tivesse 600, seríamos bastante diferentes em termos dos indicadores que queremos ver evoluir rapidamente, como o crescimento do PIB e criação de postos de trabalho qualificados".

E é também na criação destas empresas que as universidades podem ter um papel fundamental, sustenta Pedro Manuel Saraiva. "Falar do empreendedorismo, em 2011, obriga-nos a falar do papel vital que as instituições do ensino superior devem nele desempenhar. Desde logo, pela vertente da sensibilização e da formação na área", resume o autor.

Além do ensino e da produção de conhecimento, a universidade tem agora uma terceira missão: a de encorajar a inovação e o empreendedorismo. Esta é a visão de Pedro Manuel Saraiva e, já agora, também a do novo governo, que quer incentivar a educação para o empreendedorismo. Pedro Manuel Saraiva pensa sobretudo na universidade, onde defende que "não [devia] haver nenhum aluno a frequentar o ensino superior em Portugal, independentemente do curso, sem ter alguma exposição, através de um módulo ou outro tipo de experiência, que o tornasse mais conhecedor do que é o empreendedorismo".

Os portugueses são mais empreendedores do que eram há uma geração, mas ainda há questões a resolver, lembra Saraiva. "Temos de trabalhar aspectos de atitude, porque tudo passa por aí, somos ainda um país onde tipicamente não se gosta de arriscar muito e onde quem erra, por vezes, ainda que errando bem intencionalmente, é excessivamente penalizado e esses são traços culturais que gradualmente temos de combater", sugere.

Casos práticos para seguir as pistas

O livro, editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra, tem dois meses e já esgotou a primeira edição. Um dos motivos talvez seja os muitos casos práticos que vai apresentando, ou o site associado (www.uc.pt/imprensa_uc/empreendedorismo), que permite "navegar para aprofundar o que entender em cada um desses casos", segundo o autor. No entanto, não deixa de ser um livro técnico, um manual de "como fazer" para interessados em empreendedorismo, que já pressupõe algum interesse no tema. "Não quero dizer que, seguindo o livro passo-a-passo, uma ideia de negócio vai ser necessariamente [transformada numa realidade], mas ficam as pistas dadas, do ponto de vista técnico, para que essa transição seja eficaz e para que se diminua a probabilidade de insucesso", diz Pedro Manuel Saraiva. O autor é professor catedrático na UC e já criou várias empresas, a primeira das quais em 1993. Observou também de perto a realidade das ‘spin-offs" da UC.

Fonte e demais informaçõeshttp://economico.sapo.pt/noticias/empreendedorismo-tecnologico-e-o-futuro_122862.html

Tecnologia 'Google está virando a Microsoft', diz analista sobre fim do Labs


Ismael Cardoso
Se há uma palavra que sempre resumiu bem o espírito empresarial do Google, essa palavra é inovação. E uma das marcas desse conceito é o Google Labs, projeto que mostra novas ferramentas e tecnologias desenvolvidas pelos funcionários do Google e que são postos à prova para que os usuários testem e enviem sua opinião para a empresa. Na quarta-feira, a companhia decidiu abandonar o serviço, o que levanta a dúvida: onde fica a tão falada inovação do gigante das buscas? Para o diretor da Bites, empresa de consultoria em internet, Manoel Fernandes, o Google passa atualmente por um amadurecimento do seu modelo de negócios. "O Google está deixando de ser o Google para ser a Microsoft, focada no que dá resultado, no que dá mais dividendos, mas perdendo um pouco de contato com o que é o pulso da internet, a experimentação", disse ele em conversa com o Terra.

Inúmeros sucessos do Google começaram assim: Google Maps, Reader e Groups são exemplos disso, ideias inovadoras postas à prova no Labs. Mas mesmo com tantos exemplos de sucesso - e uma fila de mais de 50 outras ferramentas aguardando para virarem produtos oficiais no portifólio da empresa -, o serviço chega ao fim, como parte da estratégia da companhia de priorizar esforços em produtos realmente importantes. Uma das práticas mais conhecidas do Google é o de permitir que funcionários usem 20% do expediente para trabalharem em projetos inovadores. Mas o que mudou nesse meio tempo? "O Google percebeu que quando era monopolista e majoritário, fazer experimentos fazia sentido. Hoje eles pensam que não podem mais dispersar energia em um momento tão importante, em que devem proteger seus flancos para não serem atacados e perder mais espaço", afirma Fernandes.

Segundo o analista, as maiores ameaças para o Google hoje são o Facebook e uma nova realidade da internet: as pessoas precisam cada vez menos de buscadores. "O usuário pode consultar os contatos na própria rede social e ter um resultado muito mais confiável do que por uma busca no Google", afirma. Para ele, o Google vê a necessidade de construir um produto forte. "Hoje quando o usuário quer navegar na internet, ele vai de uma ilha a outra. O Facebook é uma ilha, o Quora - site de perguntas e respostas - é uma ilha, mas o Google é um grande oceano, e precisa construir essa ilha, e está buscando ser parte dessa ilha", diz.

O foco em novos produtos parece ser realmente o motivo do encerramento do Google Labs. Em nota oficial, o vice-presidente de Pesquisa e Infraestrutura de Sistemas da empresa, Bill Coughran, afirmou que "apesar de termos aprendido muito lançando uma grande quantidade de protótipos no Labs, acreditamos que um foco maior é crucial se quisermos aproveitar ao máximo as oportunidades que surgirem pela frente". O fim do Labs não significa o abandono total dos produtos. Segundo a companhia, o Google vai aposentar alguns dos experimentos e manter outros funcionando, incorporando-os a outras áreas da empresa, mas não divulgou ainda que produtos serão esses. Por outro lado, a companhia afirmou que não há planos para mudar as experimentações dentro do Gmail ou do Maps. "Vamos continuar a experimentar novas funcionalidades em cada um de nossos produtos", afirmou a companhia em nota enviada ao Terra

Para o diretor da Bites, a nova estratégia coloca o Google em risco. "Se você não experimentar, não descobre oportunidades, como já foi feito. Isso deixa o Google, como empresa, mais focada, mas menos inovadora", disse. E essa é a principal dúvida do analista. "A minha pergunta - e eu não tenho essa resposta - é onde o Google irá inovar. A fome por inovação sempre foi uma característica do Google. A área para isso era o Labs, e agora? Para que setor vai isso?", questiona. Em nota ao Terra, o Google afirmou que continuará inovando, mas em escala maior. "Em vez de dispersar nossos esforços através de diversos produtos isolados, queremos refocar nossa força em projetos de impacto global, em apostas ainda maiores. Nosso objetivo é inovar mais rápido do que nunca, e com ainda mais impacto".

USP - Sistema mecatrônico criado na EESC auxilia reabilitação de fraturas

Sistema mecatrônico criado na EESC auxilia reabilitação de fraturas A partir de conhecimentos de especialistas na área da saúde e da engenharia, pesquisa realizada na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP criou um sistema mecatrônico móvel e interativo usado como ferramenta de auxílio na reabilitação de pessoas que sofreram fratura óssea. O estudo faz parte de um projeto de inovação que utiliza tecnologia de informação, teleoperação, jogos e robôs. A técnica foi desenvolvida para pacientes com fraturas na extremidade distal do rádio (osso do antebraço, que vai do cotovelo ao punho).

O sistema integra robôs, computadores, câmeras, sensores, estrutura de rede e internet ao processo de reabilitação. “O braço do paciente é ligado a um dispositivo robótico que faz o acompanhamento dos exercícios estabelecidos pelo terapeuta ou pelo clínico, garantindo sua realização de forma correta”, afirma o professor Glauco Caurin, da EESC, que coordena a pesquisa. A evolução do processo de terapia é acompanhada de forma determinística, por meio de analise de grandezas físicas como amplitude de movimento, velocidade, acelerações e energia consumida.

“As avaliações qualitativas, baseadas em critérios subjetivos, são substituídas por dados gravados em tempo real, com o histórico do tratamento gravado de forma organizada e acessível”, acrescenta Caurin. Os jogos são utilizados para manter o paciente motivado durante as sequências exaustivas de movimentos necessários a sua recuperação. “O uso da internet permite que paciente e terapeuta possam estar em lugares distintos e mesmo assim continuem a trabalhar sem perda de qualidade”.

Após os experimentos em laboratório, o professor da EESC esteve durante um ano no Newman Laboratory for Biomechanics Human Rehabilitation (EUA) para desenvolver a aplicação do sistema em hospitais. “O laborátório possui muita experiencia no uso clinico de seus robôs, utilizados por mais de 600 pacientes, e em questões como a garantia da segurança do paciente”, conta. “O estabelecimento de novos protocolos de reabilitação para o uso de robôs já são uma realidade e o Brasil não pode ficar para trás”.

Cooperação
De acordo com Caurin, com o auxilio dos robôs os terapeutas podem ser aliviados da maior parte do trabalho físico que realizam, podendo se concentrar no monitoramento do desempenho do paciente para alterar os parâmetros e programas do robô, de modo a extrair melhores resultados do processo de recuperação. “O  sistema de saúde exige o atendimento de um numero cada vez maior de pessoas em menor tempo e com mais qualidade”, aponta. “A solução é usar novas tecnologias e aumentar a produtividade.”

O professor ressalta que o conceito de robótica do projeto se volta para a cooperação e não para a substituição. “O robô coopera com o terapeuta , se torna um auxiliar. O papel do terapeuta é indispensável no processo. No entanto, há um ganho de produtividade”, destaca. “O robô também coopera com o paciente, porém as tecnologias adotadas não são assistivas, sendo preciso realizar o exercício para que haja cooperação”.

O uso do sistema para reabilitação foi escolhido para mostrar seu potencial na melhoria da qualidade de vida da população. “Com o sucesso nas primeiras experiências, abre-se a possibilidade de que a mesma tecnologia seja utilizada em outros tipos específicos de reabilitação”, diz o professor. “É possível imaginar no futuro uma espécie de ‘academia de robôs’, cada um dedicado a um problema distinto”.

A pesquisa sobre o sistema reabilitação de fraturas do rádio foi desenvolvida por Gisele Gonçalves Ito, em dissertação de mestrado apresentada na EESC. O estudo terá continuidade nos projetos de doutorado dos alunos Ricardo Cezar Joaquim e Kleber de Oliveira Andrade, focados nas áreas de analise de dados e desenvolvimento de jogos. Os três pesquisadores publicaram o artigo científico “A Robotic System for Rehabilitation of Distal Radius Fracture using Games”, premiado entre os melhores trabalhos apresentados no IX Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital, realizado em outubro do ano passado em Florianópolis (Santa Catarina).

Os estudos no Newman Laboratory for Biomechanics Human Rehabilitation, localizado no Massachusets Institute of Tecnology (MIT), EUA, tiveram o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O trabalho também teve a colaboração do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC), criado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e sediado no Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação de São Carlos (ICMC) da USP.

Agência USP
 

Inscrições abertas para o Prêmio Finep


O IEL informa que as inscrições para a edição 2011 do Prêmio Finep de Inovação já estão abertas e as empresas e instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação podem garantir presença na disputa até 14 de outubro no site do www.finep.gov.br/premio. Com o lema Inovar é Investir no Futuro, a campanha de divulgação contará com emails e banners com desenhos criados por filhos e netos de funcionários da Finep, escolhidos por meio de concurso interno, o Prêmio Finep Mirim.

Segundo Manoel Domingues Moreira, líder de projetos de inovação do IEL em Mato Grosso do Sul, no ano passado 34 empresas do Estado fizeram inscrições no Prêmio Finep de Inovação, enquanto em toda a Região Centro-Oeste foram 113 inscritos e no País esse número chegou a 885. “Para a edição deste ano, esperamos que pelo menos 45 empresas do Estado participem do Prêmio, que foi criado em 1998 como iniciativa do próprio Finep, com apoio de parceiros locais”, disse, lembrando que em 2010 a Escola Municipal Fauze Scaff Gattass Filho, de Campo Grande, venceu a categoria tecnologia social da etapa Centro-Oeste do Prêmio Finep de Inovação.

Na edição deste ano, o Prêmio Finep tem duas fases: as regionais, cujos resultados estão previstos para novembro, e a nacional, que terá sua premiação em março de 2012. Ainda neste ano, a premiação tem várias novidades: serão cinco categorias na etapa regional (micro e pequena empresa, média empresa, instituição de ciência e tecnologia, tecnologia social e inventor inovador) e duas categorias especiais, disputadas apenas na etapa nacional (grande empresa e inovar).

O Prêmio Inovar, que era uma iniciativa separada, passa agora a ser uma categoria do Prêmio Finep e tem condições específicas, sendo que para ela as inscrições vão de 2 de setembro a 6 de outubro de 2011. Os vencedores ganharão o troféu Inovar, sendo que a categoria gestão da inovação, instituída em 2010, não faz mais parte da premiação. As sedes das premiações regionais em 2011 serão Goiânia (GO), na Região Centro-Oeste, Campina Grande (PB), na Região Nordeste, Florianópolis (SC), na Região Sul, Porto Velho (RO), na Região Norte, e São Paulo (SP), na Região Sudeste.

As empresas interessadas em participar do Prêmio Finep de Inovação 2011 podem se inscrever até o dia 14 de outubro pelo site www.finep.gov.br/premio