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terça-feira, 31 de maio de 2011

Energia eólica ganha impulso e reforça matriz renovável brasileira

Com informações do MCT - 31/05/2011
Energia eólica ganha impulso e reforça matriz renovável 
brasileira
A energia eólica contribui para a manutenção dos altos índices de energias renováveis da matriz energética brasileira. [Imagem: MCT] 

Investimentos em energia eólica
O Brasil aposta no potencial dos seus ventos para ampliar o leque de opções e garantir a sustentabilidade no fornecimento de energia.

O investimento em energia eólica ganhou força nos últimos dois anos.

Atualmente, a energia eólica no Brasil possui aproximadamente 1,1 GW (gigawatt) de potência instalada, o equivalente a quase uma usina nuclear brasileira (Angra 1 tem 0,65 GW e Angra 2 tem potência de 1,35 GW).

O coordenador de Tecnologia e Inovação em Energia do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Eduardo Soriano, lembra que a primeira turbina eólica para geração de energia elétrica conectada à rede foi instalada na Dinamarca em 1976.

"Hoje existem mais de 30 mil turbinas eólicas no mundo. Elas também começaram a crescer em tamanho. Antes elas cabiam numa sala; hoje os postes que seguram as turbinas podem ter até 120 metros de altura", observa.

Preço da energia eólica

Apesar do crescimento recente, utilizar o potencial dos ventos ainda é novidade no Brasil. O primeiro leilão de comercialização de energia, voltado exclusivamente para fonte eólica, foi realizado em 2009.

O resultado foi a contratação de 1,8 Gigawatt (GW), distribuídos em 71 empreendimentos de geração eólica em cinco estados das regiões Nordeste e Sul.

Já no leilão de 2010, foram contratadas mais 70 usinas eólicas, com potência total de 2 GW, também distribuídos em vários estados.
Um dos motivos que estão estimulam o investimento em energia eólica no Brasil é o preço competitivo no mercado em relação às outras energias.

Segundo Eduardo Soriano, as primeiras instalações tinham preços cerca de duas a três vezes maiores na comparação com o custo atual.

"Nos últimos anos, houve leilões específicos para energia eólica. Os primeiros preços beiravam R$ 300,00/megawatts hora. No leilão de 2009 foi em torno R$ 148,00 e no leilão 2010 foi de R$ 130,00. Então se pode ver que houve uma redução de preços da energia eólica no Brasil e ela está entrando de uma forma muito competitiva", informa o especialista.

Energia eólica ganha impulso e reforça matriz renovável 
brasileira
Já existem turbinas eólicas inteligentes, capazes de prever o vento, otimizando sua posição e ajustando a inclinação das pás para aproveitar melhor o vento. [Imagem: Risoe]
Energia limpa

Outro ponto favorável à energia eólica é a necessidade de compor matrizes energéticas mais limpas, renováveis e menos poluentes. O Brasil já é um dos países que têm mais energias renováveis na sua matriz energética: em torno de 45% da energia produzida no Brasil vem de fonte renovável, sendo 90% na geração de energia elétrica.

A energia eólica contribui para a manutenção dos altos índices de energias renováveis da matriz energética brasileira, mas na avaliação de Soriano, ela não pode ser encarada com uma solução definitiva e o Brasil não pode desprezar outras opções. Ele alerta que é fundamental para um país não depender de uma só fonte de energia.

"[É necessário] diversificar as fontes. Vamos supor que o vento pare. Não vai ter energia?", indaga. "Então é preciso ter uma diversificação, um pouco de energia eólica, hidráulica, termonuclear, termelétrica, carvão e óleo. É preciso ter as várias fontes funcionando em conjunto para que se possa ter uma segurança energética", sustenta.

Por conta da instabilidade dos ventos, a energia eólica compõe o sistema brasileiro de distribuição de energia e não chega a atender uma cidade específica. É conectada às várias linhas de distribuição de energia espalhadas pelas diversas regiões brasileiras.

Além da região Nordeste, os ventos do Sul do país e também do Rio de Janeiro concentram os ventos com potencial para a geração de energia, especialmente, na faixa do litoral. Ao contrário de locais como a Dinamarca, que possui usinas eólicas no mar, no Brasil elas estão instaladas em terra.

Investimento e pesquisa

O investimento governamental também incentiva o crescimento do setor. As primeiras instalações surgiram a partir de um programa do Ministério de Minas e Energia, o Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica), que subsidiou a energia eólica no Brasil, além de outras alternativas como a geração a partir da bioenergia e a energia hidráulica de pequeno porte.

Desde 2002, o MCT investe recursos em pesquisa, principalmente na produção de peças, parques e sistemas para geradores eólicos, tais como: conversores, elementos mecânicos de torres, sistemas de controle, aerogeradores de pequeno porte, pás etc.
Em 2009 e 2010, o ministério implementou editais de subvenção econômica com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), direcionado para empresas, nos quais foram aprovados 14 projetos envolvendo recursos da ordem de R$ 25 milhões (incluindo as contrapartidas empresariais).
Tais investimentos, aliados aos incentivos governamentais para a implantação da energia eólica na matriz energética, têm alavancado no Brasil o mercado de peças e partes, o que está contribuindo com o aumento dos índices de nacionalização dos aerogeradores que estão sendo produzidos no país por diversas empresas. Alguns itens como pás, estão sendo exportados para diversos países do mundo.

Profissionais na área de energia

Agora o grande desafio a ser superado é a falta de mão-de-obra especializada e de laboratórios capacitados. Para isso, o MCT deve lançar, ainda neste ano, um edital, no valor em torno de R$ 15 milhões, para formar recursos humanos de alto nível (pós-graduação, mestrado e doutorado) e criar laboratórios nos diversos estados, com prioridade para os locais com projetos em energia eólica.
A carência de profissionais na área de energia é uma situação preocupante na avaliação de Eduardo Soriano. De acordo com ele, está faltando engenheiros e técnicos no mundo inteiro na área de projetos, de implantação e de operação de energia eólica. O que representa uma deficiência que precisa ser suprida para dar suporte a esse crescimento da energia eólica.

"Para ser competitivo, não basta ter só ventos, equipamentos e uma política de implantação de energia eólica. Precisamos ter também recursos humanos e laboratórios pra dar suporte a esse crescimento da energia eólica no Brasil", reforça Soriano.

Fonte e demais informaçõeshttp://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=energia-eolica-matriz-renovavel-brasileira&id=010115110531

Super molas armazenam energia em bateria mecânica

Redação do Site Inovação Tecnológica - 31/05/2011
Bateria mecânica é feita com super molas
A Dra. Carol Livermore segura uma pequena amostra de suas super molas, construídas com nanotubos de carbono. [Imagem: Len Rubenstein/MIT]
Quando você pressiona uma mola, está passando energia para ela.
A energia fica acumulada na mola, pronta para ser liberada.
Agora, a Dra. Carol Livermore, do MIT, nos Estados Unidos, acredita ter encontrado uma maneira de construir molas capazes de reter tanta energia quanto uma bateria de lítio.
E ela espera usá-las justamente para isso, para acumular energia - uma espécie de bateria mecânica.

Armazenamento de energia mecânica

As chamadas "super molas" são feitas de nanotubos de carbono.
A pesquisadora afirma que um "tapete" dessas super molas pode ser uma fonte de energia superior às baterias, sobretudo para alimentar sistemas de alarme e de iluminação, e suprir energia em situações de emergência.

Mas pode haver usos mais interessantes. Por exemplo, o sistema de frenagem regenerativa (KERS), que equipa os carros híbridos e elétricos, captura uma energia mecânica, converte-a para energia elétrica, que é então acumulada em uma bateria.

Quando a energia é necessária, todo o processo é rodado ao inverso, até que a eletricidade converta-se novamente na energia mecânica que ajuda a tracionar as rodas.
Faria muito mais sentido acumular a energia mecânica de forma mecânica, dispensando todo o aparato de conversão, assim como as perdas decorrentes dessa conversão.

E isto pode ser feito com molas - desde que as molas sejam eficientes o bastante.

Bateria mecânica é feita com super molas
Comparativo da densidade de energia: à esquerda, as atuais super molas e, na extrema direita, o seu potencial teórico. [Imagem: Carol Livermore]
Super molas

Os nanotubos de carbono podem armazenar densidades de energia muito elevadas, até 1.000 vezes maiores do que as molas de aço tradicionais, superando até mesmo as baterias de lítio.

As super molas também apresentam uma grande densidade de energia - assim como os capacitores, elas podem liberar sua energia rapidamente.

Devidamente controladas, por outro lado, a liberação da energia pode ser tão lenta quanto nas baterias, o que as torna adequadas para a geração de eletricidade e alimentação de circuitos elétricos ou eletrônicos.
E, ao contrário das baterias, que demoram para recarregar e perdem capacidade de carga ao longo dos ciclos de carga e descarga, a energia das super molas permanece praticamente constante: uma vez "carregadas", assim permanecerão por um tempo indefinido.

O grupo está agora aprimorando as técnicas de fabricação de suas super molas de nanotubos de carbono. As primeiras super molas são capazes de fazer funcionar apenas um relógio de pulso.

Fonte e demais informações http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bateria-mecanica-feita-super-molas&id=020115110531

BBest abre inscrições para tutoriais

Brasília, 30 de maio a 1° de junho de 2011 - Nº 1040 - Ano 11
Estão abertas até a próxima quarta-feira (1º), as inscrições para os cursos tutoriais que serão realizados antes da Conferência Brasileira de Ciência e Tecnologia em Bioenergia (BBest). As oficinas acontecem no dia 14 de agosto, em Campos do Jordão (SP), e são destinadas a profissionais envolvidos na produção e utilização de biocombustíveis, bem como a novos pesquisadores da área e estudantes de pós-graduação.

     Os tutoriais serão ministrados por especialistas reconhecidos no setor que abordarão temas como: fotossíntese; melhoramento de cana e práticas agrícolas; biocombustíveis avançados; produção de etanol; meio ambiente, entre outras. As inscrições podem ser feitas neste link.

     O BBest será realizado de 14 a 18 de agosto. Trata-se de um fórum internacional onde especialistas apresentam os mais novos avanços científicos e realizações tecnológicas. Também haverá discussão sobre políticas para o desenvolvimento do setor.

     (Com informações da Agência Fapesp)


Fonte e demais informações: http://www.gestaoct.org.br/

Programa Finep Inova Brasil sofre alterações e passa a contar com três linhas

 Brasília, 30 de maio a 1° de junho de 2011 - Nº 1040 - Ano 11

O Programa Finep Inova Brasil, criado originalmente com sete linhas, sofreu alterações, passando a ter agora três linhas, com um conceito mais abrangente, sem o recorte setorial e com uma configuração mais integrada.      Os prazos também mudaram. Antes eram de 100 meses com carência de 20 meses e, com os ajustes, podem ir até 120 meses e ter até 36 meses de carência, conforme a linha. As taxas continuam indo de 4% a 8%.

     Agora também não são passíveis de apoio no âmbito do programa empresas sob controle de capital estrangeiro que exerçam atividade econômica não especificada no Decreto n° 2.233, de 23 de maio de 1997.

     Linhas

    
As três linhas são: Inovação Tecnológica, de apoio a projetos de inovação de natureza tecnológica que envolvam risco tecnológico e que busquem o desenvolvimento de produtos ou processo novos; Capital Inovador, de apoio a projetos em capitais tangíveis, incluindo infraestrutura física e capitais intangíveis; Pré-Investimento, de apoio a projetos de pré-investimento e de engenharia consultiva, enquadrados nas políticas governamentais prioritárias.

     O Finep Inova Brasil tem por finalidade apoiar os Planos de Investimentos Estratégicos em Inovação das Empresas Brasileiras, detalhados em metas e objetivos pretendidos durante o período de tempo do financiamento, em consonância com a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). Seu público-alvo são médias, médias-grandes e grandes empresas.

     (Com informações da Finep) 

Fonte e demais informaçõeshttp://www.gestaoct.org.br/

Software para compra e venda de energia

Jeverson Barbieri, do Jornal da Unicamp - O desenvolvimento de um sistema computacional, que utiliza ferramentas Excel e a modelagem das regras vigentes de comercialização de energia elétrica ditadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), permite aos usuários comprar e vender energia, sempre com o menor custo global da operação. O projeto, que foi elaborado pelo engenheiro eletricista Marcelo Richter Fernandez, possibilita simulações de várias condições de mercado e uma avaliação do risco ao qual o usuário está exposto em cada operação. A grande inovação revelada pela pesquisa, que rendeu a Fernandez a sua dissertação de mestrado, defendida na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Com- putação (Feec) da Unicamp, está na possibilidade de operar de forma eficiente no mercado livre de energia elétrica. A dissertação foi orientada pelo professor Christiano Lyra Filho.

Criado em 1995, o mercado livre surgiu com o propósito de permitir ao consumidor comprar energia elétrica de qualquer fornecedor (gerador ou agente comercializador), como uma alternativa a adquiri-la diretamente da distribuidora ou transmissora local. O objetivo era diminuir o preço para os consumidores finais – grandes empresas e indústrias. Instituiu-se, portanto, a competitividade no setor.

Fernandez esclarece que, obviamente, para poder receber essa energia é preciso estar conectado à rede. A distribuição e a transmissão de energia são monopólios naturais, portanto o consumidor livre continua conectado a estas empresas e paga um “pedágio” para que essa energia chegue até ele, chamada de Tarifa Fio. “Houve uma separação de fio e energia”, comentou. Isso fez com que surgisse outro mercado por meio do qual a energia pudesse ser contratada bilateralmente, no preço, forma, quantidade e período que desejasse. A partir daí, surgiram empresas comercializadoras de energia que compram de geradores, além de outras, que montam um portfólio de contratos e vendem essa energia para clientes, independentemente de suas localizações.

Para poder fazer isso, Fernandez – que atuou bastante tempo nessa área na Elektro – afirmou que existe uma série de regras setoriais. É necessário, por exemplo, que a empresa tenha energia contratada; é preciso registrar todos os dados de compra, venda e consumo; e é fundamental ter lastro de potência, o que significa que em um dado patamar do dia é preciso ter energia para cobrir o pico do consumo e, ainda, em um intervalo de 12 meses corridos a quantidade de energia comprada deve ser igual ou superior à vendida ou consumida. “Esse cenário de comercialização no dia a dia é muito complexo”, assegurou.

Foi nesse momento que surgiu a idéia de montar um sistema capaz de analisar todos os contratos de compra e venda de energia e fazer a melhor alocação possível, para maximizar resultados. “O sistema verifica a compra mais barata e vende de maneira que o resultado seja maior. Esse é o objetivo do projeto”, observou. Além disso, ele dissipa algumas incertezas como, por exemplo, quanto, quando e de quem comprar energia, uma vez que tanto consumo quanto expectativa de preços de curto prazo são aspectos futuros.

A ferramenta criada por Fernandez é capaz de executar simulações, entre as quais: se no próximo mês, o custo da energia estiver 10% mais caro, o comercializador perde ou ganha dinheiro nas operações?; e qual o impacto de uma nova compra ou venda no resultado global do portfólio da empresa? Com esse cenário, fica mais fácil tomar uma decisão.

O engenheiro contou que, em dezembro de 2006, quando ainda atuava no setor, observou perfis de consumo e de preço de curto prazo bastante peculiares. “Se fizéssemos a operacionalização da comercialização da maneira habitual, utilizando análises pontuais, teríamos um resultado menor em cerca de R$ 400 mil”, revelou Fernandez.

O pesquisador ressalta que o volume de energia transacionada no mercado livre representa aproximadamente 25% do consumo total do Brasil.

Abertura - O engenheiro classificou a abertura de mercado como um fato “bastante interessante”. O custo da energia para a distribuidora é repassado 100% ao cliente, ou seja, ela não ganha nem perde, está protegida. Trata-se de um monopólio natural e a empresa precisa de receita para poder operar e manter a rede funcionando. Por outro lado, um gerador enxerga essa situação com dois olhos. Ele pode vender energia para as distribuidoras dentro dos leilões, nos quais o menor preço ganha e os contratos são de longo prazo, vendidos e garantidos. Ou ele pode apostar numa expectativa de preço no mercado futuro e operar no dia a dia. “A vantagem é pegar preços altos e a desvantagem é que os preços podem cair ou ainda, caso ele não consiga vender essa energia, terá que liquidar no mercado de curto prazo”, assegurou Fernandez.

Por esse motivo é que a maioria dos geradores assegura a venda, durante os leilões, para as distribuidoras, uma vez que esse volume é garantido. No entanto, é prática manter parte desse volume para comercializar no mercado livre, porque também é um bom negócio.

Os clientes, segundo Fernandez, veem isso como uma oportunidade de redução de custo, principalmente por causa da competitividade existente dentro do mercado internacional. Para grande parte dos consumidores que estão no mercado livre, a energia é um dos principais insumos de produção. Por exemplo, indústrias de eletrointensivos como papel e celulose e fundições, ou têm plantas de cogeração ou partem para compra de energia no mercado livre.

Com relação à competitividade do preço do MWh, Fernandez afirmou que a energia produzida no Brasil não é cara, principalmente se forem observados os padrões internacionais. Obviamente que quando essa energia chega ao consumidor, encarece muito em razão de uma série de encargos e tributos no preço. “Geração hidráulica é boa, porque o custo operacional é barato; por outro lado, o custo de implantação é muito mais caro, leva muitos anos para ser amortizado, além dos impactos ambientais e sociais em razão das áreas alagadas”, disse.

Comercialização - Qualquer empresa que possuir licença da Aneel para comercializar energia pode atuar no mercado livre, uma vez que ele está bem regulado. A ideia, segundo o pesquisador, é permi- tir aos agentes a busca por eficiência e redução no custo de entrega. “O modelo que temos privilegia o longo prazo pensando nas distribuidoras”, afirmou. Apesar de ser um modelo que está buscando a competitividade no curto prazo, é uma alternativa que mira o futuro, na busca da melhor oferta. “Quando compro energia para daqui a cinco anos, com prazo de 30 anos, estou garantindo um retorno financeiro com um investidor que queira construir uma usina, por exemplo”, garantiu.

Sobre a contribuição do trabalho, o engenheiro garantiu não haver nada na literatura a partir do foco dado na pesquisa – operacionalização da comercialização no Brasil e no exterior. Existe, segundo Fernandez, uma série de trabalhos nacionais e internacionais que exploram como construir um portfólio de contratos, de maneira a minimizar os riscos. No entanto, o ponto forte da sua pesquisa está na maximização dos resultados de operacionalização deste portfólio.

Fonte e demais informações:  http://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2011/05/software-para-compra-e-venda-de-energia/11640

Metodologia alemã de incentivo à inovação poderá ser aplicada nos IPTs brasileiros

Brasília, 30 de maio a 1° de junho de 2011 - Nº 1040 - Ano 11

A ABIPTI e o Instituto para Inovação e Tecnologia de Berlim apresentaram na última sexta-feira (27), em Brasília (DF), um método voltado para o fortalecimento dos sistemas locais de inovação. Trata-se da “Analysis of National Innovation Systems” (Anis, na sigla em inglês), uma ferramenta que mede o nível de inovação e gera subsídios capazes de apontar soluções para os principais gargalos. O objetivo das instituições é aplicá-la nos institutos de pesquisa do Brasil.
     A metodologia já foi testada em dez países. Começou pela própria Alemanha, passou por outras nações europeias e hoje atende, principalmente, países em desenvolvimento. No Brasil, por exemplo, já foi aplicada em Manaus (AM). O grande diferencial é sua fácil aplicação e adaptação aos mais diferentes sistemas.
     “Nossa intenção é oferecer apoio aos formuladores de política para que eles possam transformá-las em prática”, explicou Helmut Kergel, vice-chefe do Departamento de Cooperação Tecnológica Internacional e Clusters do instituto alemão, durante o evento realizado em Brasília.
     A iniciativa será encabeçada pela ABIPTI e a proposta é envolver primeiramente os institutos de pesquisa associados. De acordo com a presidente da Associação, Isa Assef, o estudo mostrará o estágio de inovação nessas entidades - agentes fundamentais para a transferência do conhecimento gerado na academia para o mercado. Espera-se facilitar o processo de elaboração de políticas públicas, com vistas a fortalecer a agenda brasileira de inovação, principalmente no setor privado.
     “Os institutos precisam estar preparados para serem sustentáculos da inovação no país. Eles desempenham um papel fundamental nesse processo e para impulsionar sua atuação é preciso não só ter pessoal qualificado e capacidade de gestão, como também saber sua responsabilidade nesse cenário e as condições reais para inovar”, explicou.
     Segundo ela, o processo não será imperativo e participará quem realmente deseja fortalecer sua atuação no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI). De acordo com Isa Assef, o mapeamento é fundamental para alocar recursos onde realmente é necessário.
     Na avaliação da presidente da ABIPTI, o momento atual é oportuno, com mudanças significativas em vista. Um exemplo é a transformação da Finep em um banco, o que deverá direcionar mais recursos financeiros para inovação. “O governo brasileiro está se esforçando. Precisamos fazer a nossa parte também”, completou.
     Na capital amazonense, o estudo foi realizado num prazo de três meses e envolveu a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi) e outras instituições públicas e privadas, como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
     Segundo o engenheiro Guajarino de Araújo Filho, coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Inovação (Nepi) da Fucapi, embora recente, a pesquisa conseguiu animar o ambiente local de inovação. “O fato desse método ser objetivo, envolver um grande número de atores e ao mesmo tempo trazer resultados práticos foi decisivo para a realização do estudo”, disse.
     Retrato da inovação

    
O objetivo da Anis é traçar um retrato da maturidade da inovação em determinada região. O método é avaliado periodicamente e todo o seu trabalho é apoiado em indicadores. A metodologia mapeia as fortalezas e fraquezas do sistema de inovação, permitindo alavancar a capacidade local de forma organizada.
     A abordagem envolve três níveis: Macro, no qual são definidas as políticas de inovação, que influenciam diretamente as condições estruturais desse sistema; Micro, que compreende os beneficiários dos mecanismos de apoio e os provedores de inovação; e Meso, que conecta os outros dois níveis, transformando políticas em práticas, por meio de instituições e programas.
     Estes níveis são estratificados em 30 diferentes determinantes representativos, abordados em um questionário e avaliados por meio de perguntas direcionadas a atores que fazem parte do sistema. Com os resultados em mãos é possível identificar os pontos fortes e fracos e apontar o que precisa ser feito para modificar o quadro.
     O mapeamento é comparado aos resultados de outros países e o escopo da intervenção é determinado a partir dessas comparações. “Dessa forma é possível priorizar áreas para apoio”, completou Guajarino. É importante destacar que são recomendadas ações para setores onde realmente é possível intervir e trazer resultados efetivos de grande impacto, com esforços menores.
     O estudo Anis realizado em Manaus está disponível neste link.
     (Cynthia Ribeiro para o Gestão C&T online) 

Fonte e demais informaçõeshttp://www.gestaoct.org.br/