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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Fundos de Capital Semente

Os Fundos de Capital Semente estão chegando gradativamente e se formando aos poucos, na medida em que os investidores entendem o risco real que assumem e as possibilidades de ganho que tem nesses tipos de fundos.

Os Fundos de Capital Semente apoiam as empresas nascentes e as novas. Este apoio consiste na sua capitalização em troca de uma parcela de suas cotas ou ações, assumindo o risco de sucesso desses empreendimentos. Como se pode perceber são empresas que atravessam o momento de maior risco em seu ciclo de vida, mas que oferecem o maior premio pelo bom resultado.

O apoio dos Fundos de Capital Semente às empresas investidas necessita ser maior que simplesmente o investimento financeiro e o controle da implantação dos planos dessas empresas. É necessário, até mesmo para reduzir o risco, lhes fornecer serviços de mentoria. O melhor caminho para isso é a constituição de parcerias com incubadoras, especializadas em desenvolver empresas nascentes, para que estas realizem este serviço.

Ainda assim, sob o ponto de vista do investidor individual é possível que a opção de colocar recursos financeiros nos Fundos de Capital Semente seja pouco competitiva como alternativa de investimento. É que não existe ainda histórico desses Fundos de Capital Semente para que se possa apresentar ao investidor e convencê-lo que vale a pena ter uma parcela de seu dinheiro aplicado neste tipo de fundo.

O remédio encontrado pela FINEP para estimular a criação dos Fundos de Capital Semente foi participar de seu capital e aceitar que, em caso de insucesso do fundo ao fim de sua vigência, seu capital poderia cobrir até 20% dos eventuais prejuízos. Ainda, na hipótese de sucesso, a FINEP abre mão de receber sua parcela do lucro em prol dos demais investidores, que passam a aumentar seu percentual de ganho com o Fundo.

Outro aspecto desse tipo de fundo que afasta os investidores é a sua duração: o ciclo de vida ideal para que os Fundos de Capital Semente venham a produzir resultados positivos é de sete anos. Os investidores, portanto, depositam suas aplicações no Fundo e aguardam sua liquidação sete anos depois, sem poder retirar seu investimento. Nos tempos atuais, de muitas oscilações na economia e de incertezas quanto ao futuro, investir por sete anos é algo que assusta os investidores e os afasta desse tipo de aplicação.

Uma resposta a isso tudo poderia ser a formação de grupos organizados de investidores em capital anjo: nesse caso, o investimento seria feito por empresa, com duração de dois a quatro anos em cada uma. Esta hipótese de investimento pode ter seu sucesso ampliado com a parceria com incubadoras que orientariam as empresas investidas, além dos próprios anjos investidores.

O aspecto que pode ser mais vantajoso nos Fundos de Capital Semente é a redução do risco pelo compartilhamento do investimento em diversos empreendimentos. No caso do investimento anjo, se a empresa investida tiver sucesso o resultado que pode ser obtido é muito bom e talvez supere o de um Fundo de Capital Semente. Mas, em caso de ter sido feita a aposta numa empresa que não se desenvolve, fica difícil encontrar formas de saída e recuperação do capital investido.

Como de pode compreender, há um caminho difícil e longo a ser vencido pelos Fundos de Capital Semente para que possam obter investidores e realizar a sua importante missão que é muito desejável no ambiente empreendedor brasileiro.

Francamente, pela experiência que temos tido com a incubação de empresas nascentes e seu desenvolvimento na fase de pós-incubação há oportunidades estimulantes para que os investidores obtenham ganhos competitivos. Isso é verdade tanto nos investimentos como anjos quanto nos Fundos de Capital Semente. As empresas nascentes e novas, especialmente as que têm o apoio das incubadoras de primeiro nível, tem um potencial de crescimento nos seus primeiros cinco anos de vida na medida em que façam projetos de desenvolvimento, bem planejados e com o suporte de uma boa mentoria.

Papel de grafeno é 10 vezes mais resistente do que o aço

Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/04/2011
Papel de grafeno é 10 vezes mais resistente do que o aço
Comparado com o aço, o papel de grafeno é seis vezes mais leve, tem uma densidade de cinco a seis vezes menor, é duas vezes mais duro, tem 10 vezes mais resistência à tração e 13 vezes maior rigidez de flexão. [Imagem: Lisa Aloisio]
Cientistas australianos afirmam ter desenvolvido um material compósito baseado no grafite que é tão fino quanto papel, mas mais forte do que o aço.

O Dr. Guoxiu Wang e seus colegas da Universidade de Tecnologia de Sidnei batizaram seu material de "papel de grafeno".

Papel de grafeno

O grafeno, um material bidimensional formado por uma única camada de átomos de carbono, vem impressionando os cientistas pela sua versatilidade e variedade de aplicações possíveis.
O papel de grafeno não foi construído empilhando-se monocamadas de carbono.

Em vez disso, os cientistas moeram o grafite e o submeteram a uma série de reações com compostos químicos para purificá-lo e forçar uma alteração na sua estrutura atômica.

Essas configurações nanoestruturadas foram então processadas para formar folhas finas como papel.

Ao analisar o material resultante, ficou patente que o compósito era resultado do empilhamento de monocamadas hexagonais de grafite - ou seja, folhas de grafeno -, dispostas em estruturas laminares perfeitamente ordenadas.

Usando um método de síntese e tratamento térmico, a equipe produziu então um material com propriedades mecânicas extraordinárias.

Comparação com o aço

Comparado com o aço, o papel de grafeno é seis vezes mais leve, tem uma densidade de cinco a seis vezes menor, é duas vezes mais duro, tem 10 vezes mais resistência à tração e 13 vezes maior rigidez de flexão.

"As propriedades mecânicas excepcionais do papel de grafeno que sintetizamos fazem dele um material promissor para aplicações comerciais e de engenharia," afirma Ali Reza Ranjbartoreh, que desenvolveu o processo de fabricação do novo compósito.

"Ele não apenas é leve, forte, duro e mais flexível do que o aço, como também é reciclável e pode ser fabricado de forma sustentável, sendo ambientalmente amigável e barato," diz o pesquisador.

Como os demais materiais à base de carbono - fibras e compósitos - o papel de grafeno deverá ter aplicações sobretudo na indústria automotiva e aeroespacial, permitindo o desenvolvimento de carros e aviões mais leves, mais seguros e mais econômicos.

Bibliografia:

Advanced mechanical properties of graphene paper
Ali R. Ranjbartoreh, Bei Wang, Xiaoping Shen, Guoxiu Wang
Journal of Applied Physics
Vol.: 109, 014306 (2011)
DOI: 10.1063/1.3528213

Fonte e demais informações:  http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=papel-de-grafeno&id=010160110429

Unicamp dá um ótimo exemplo

A Unicamp é a primeira universidade brasileira a começar a disponibilizar o conteúdo de suas aulas para qualquer pessoa e sem nenhum custo na internet. Como vai funcionar ainda vamos ver, mas a ideia já saiu do papel --e serve como um belo exemplo de como uma instituição pública pode, com baixo custo, ajudar a educação de um país. 

Quanto mais se usarem recursos multimídia, detalhando as aulas, mais atraente o material e mais chance de atrair alunos e ajudar a orientar outras faculdades. Todos, enfim, saem ganhando.

Não imagino que se consiga substituir a força do presencial. A convivência real estimula a criatividade e a resolução de problemas complexos. 

Já mostrei aqui como as grandes universidades americanas como MIT, Yale, Stanford, entre outras, abriram seus cursos e estão cada vez mais interessantes. Nem por isso são lugares muitos disputados. O que me contam aqui é que isso até estimulou o professor a ir além dos conteúdos, aprimorando suas aulas.
*
Coloquei no Catraca Livre (www.catracalivre.com.br) a lista dos cursos abertos oferecidos por todas essas universidades.
Gilberto Dimenstein Gilberto Dimenstein, 53 anos, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha.com às segundas-feiras.

O OpenCourseWare Unicamp é um portal que tem por finalidade hospedar conteúdos educacionais originários de disciplinas de cursos de graduação. Foi implantado a partir de um convênio com o Portal Universia, que gerencia o um consórcio denominado OpenCourseWare. Esse consórcio congrega mais de cem instituições de ensino superior em todo o mundo, para promover e compartilhar conteúdos educacionais.
 
A estrutura do OpenCourseWare Unicamp segue uma tendência mundial que possibilita ampliar a relação institucional com a comunidade, a exemplo do que ocorre no Massachusetts Institute of Technology (MIT), por meio do projeto MIT OpenCourseWare, o qual disponibiliza à comunidade mundial conteúdos didáticos de suas disciplinas em vários formatos.

O OpenCourseWare Unicamp não emite certificados ou diplomas, nem oferece suporte ou assistência dos autores aos usuários sobre o uso e os conteúdos dos materiais disponíveis.
O lançamento do projeto será no próximo dia 25 de abril.

Proposta 

A Pró-Reitoria de Graduação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em conjunto com o Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais (GGTE), concebeu o OpenCourseWare Unicamp, para disponibilizar à comunidade acesso aos conteúdos didáticos de suas disciplinas.

O acesso aos materiais poderá ser realizado de forma livre e sem custo. Não há necessidade de se inscrever ou de outras formalidades, mas somente observar e estar de acordo com as condições previstas nos Termos de Uso. No entanto, não inclui a assistência dos autores para esclarecer eventuais dúvidas ou para discussões, e as informações apresentadas podem não refletir o amplo conteúdo das disciplinas.

Direitos autorais 

Os materiais são disponibilizados de acordo a Licença Pública Creative Commons , que permite o uso não comercial dos materiais, desde que seja atribuída sua autoria e que os produtos contendo tais materiais sejam distribuídos sob as mesmas condições.


Fonte e demais informações http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gilbertodimenstein/908873-unicamp-da-um-otimo-exemplo.shtml


http://www.prg.unicamp.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=391%3Aprojeto-ocw-open-courseware-unicamp&catid=1%3Aprg&Itemid=150&lang=pt

Laminação a quente domina processo

Fonte: CIMM - 27/04/2011 

A laminação é o processo de transformação mecânica de metais mais utilizada por apresentar alta produtividade e um controle dimensional do produto acabado. Este é um processo de conformação que consiste em modificar a seção transversal de um metal na forma de barra, lingote, placa, fio, pela passagem entre dois cilindros com geratriz retilínea (laminação de produtos planos) ou contendo canais entalhados de forma mais ou menos complexa (laminação de produtos não planos), sendo que a distância entre os dois cilindros deve ser menor que a espessura inicial da peça metálica.

Na laminação o material é submetido a tensões compressivas elevadas, resultantes da ação de prensagem dos rolos e tensões cisalhantes superficiais, por conta do atrito entre os rolos e o material.  As forças de atrito são também responsáveis pelo ato de "puxar" o metal para dentro dos cilindros.

A primeira etapa do processo é a redução ou desbaste inicial dos lingotes em blocos, tarugos ou placas e é realizada normalmente por laminação a quente. Depois transforma-se o produto em chapas grossas, tiras a quente, vergalhões, barras, tubos, trilhos ou perfis estruturais, também em processo a quente.  Por último, a laminação a frio que produz tiras de excelente acabamento superficial, com boas propriedades mecânicas e controle dimensional do produto final bastante rigoroso.

Fonte e demais informações http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/7926-laminao-a-quente-domina-processo

Estudo revela como reestruturação produtiva afetou engenheiros no país

As transformações políticas e econômicas ocorridas no Brasil após a década de 1990, resultado da adoção por parte do governo de medidas neoliberais e da reestruturação produtiva, afetaram diretamente a classe média. Nesse contexto, o cientista político Andriei Gutierrez realizou uma pesquisa com o grupo profissional dos engenheiros, analisando como as diferentes frações desse segmento foram afetadas e, ainda, como organismos de representação da classe agiram nessa conjuntura política. De acordo com o pesquisador, esse período registrou a supressão de praticamente 30% dos postos formais de trabalho dos engenheiros. Houve, entre 1990 e 1993, uma recessão muito forte e os profissionais desempregados migraram para outros setores da economia, como o bancário, por exemplo. “Minha tese mostra que, seja com a recessão, seja com a privatização das empresas estatais, ocorre o que eu chamo de privatização das oportunidades em engenharia”, afirmou Gutierrez. O trabalho resultou na primeira tese na área de ciência política do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) em cotutela com a Université de Provence (França), sob a orientação dos professores Armando Boito Jr. e Paul Bouffartigue, respectivamente.

Gutierrez ressaltou que até os anos 1990, os engenheiros trabalhavam principalmente no setor público. O quadro de recessão, a desestatização das empresas e a redução dos investimentos públicos por parte do Estado teve como consequência a redução dos empregos para esses profissionais, tanto no setor público quanto no privado. A partir de 2000, há uma recuperação dos postos de trabalho, porém, majoritariamente no setor privado. Ademais, para aqueles que se tornaram pequenos empresários, as oportunidades ligadas ao setor também se apresentaram de maneira mais contundente.

A principal tese levantada pelo cientista é a de que a reestruturação do capitalismo brasileiro ocorrida nos anos 1990 foi causada pela introdução de políticas neoliberais como abertura comercial, abertura financeira, desregulamentação do mercado de trabalho, reforma da previdência social e uma orientação do Estado para focalizar e reduzir os gastos sociais. Esse conjunto de medidas vem acompanhado, por outro lado, de uma mudança na economia – a chamada reestruturação produtiva. As empresas, cada vez mais, introduziram instrumentos de gestão de recursos humanos e de logística, reconfigurando o espaço produtivo e o mercado de trabalho.

Outra questão abordada por Gutierrez é que há, no período citado, um aumento da dependência financeira, patrimonial e tecnológica em relação ao exterior. E o principal impacto disso, na opinião do pesquisador, é que, se em épocas anteriores as empresas brasileiras de engenharia atuavam principalmente na área de produtos e projetos, a partir de 1990 tiveram suas atividades concentradas em engenharia de processos. Ou seja, começam a adaptar produtos desenvolvidos por grandes grupos multinacionais. “Isso eu chamo de aumento da dependência tecnológica”, disse.

Com relação às dependências patrimonial e financeira, elas ocorreram durante o processo de privatizações e de abertura comercial, principalmente com a entrada de capital estrangeiro no país. Muitas empresas contraíram financiamentos que eram securitizados – uma espécie de bônus de troca, como um título – aumentando sua dependência em troca do crédito. Para Gutierrez, quando uma empresa disponibiliza suas ações na bolsa de valores, de alguma forma está comprometendo o patrimônio.

A pesquisa mostrou que nos anos 1990 mais de mil aquisições e fusões foram concretizadas, principalmente a compra de empresas brasileiras por corporações estrangeiras. Esse fato foi observado nos processos de privatizações e, também, nas empresas que não aguentaram a concorrência da abertura comercial, justamente pela falta de competitividade. “Esse conjunto de fatores é responsável pelo aumento da dependência financeira, patrimonial e tecnológica em relação ao exterior e isso tem impacto na categoria profissional dos engenheiros e na atividade de engenharia no Brasil de um modo geral”, explicou o cientista político.

Sobre as organizações de classe, a pesquisa analisou o período histórico dos anos 1990 em contraposição ao período anterior que tem início na metade da década de 1970, na qual se percebe claramente a ascensão de movimentos operários, populares e sindicais, culminando com a fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Partido dos Trabalhadores (PT) em meados da década de 1990. Essas organizações populares têm um impacto muito forte sobre o movimento assalariado dos engenheiros, fato bastante conhecido na literatura que estuda essa classe profissional no Brasil. A pesquisa mostra que, já nos anos 1990, houve um predomínio de mais bandeiras corporativas nas ações dos sindicatos, como, por exemplo, condição de trabalho, registro como engenheiro e liberação de um dia de trabalho para reciclagem técnica. Mas, ao mesmo tempo, acabaram por se distanciar das lutas mais gerais dos trabalhadores.

Com relação às organizações empresariais, foi possível notar mais detalhadamente que as eleições presidenciais de 1989 consolidaram um período de forte polarização política e vários representantes, entre eles o Instituto de Engenharia (IE) – organização com forte presença do empresariado –, apoiaram toda a plataforma política neoliberal iniciada durante o governo Collor de Mello e prosseguida no governo de Fernando Henrique Cardoso. Muitas dessas organizações, de acordo com Gutierrez, tiveram participação ativa nas reformas neoliberais. O IE foi pioneiro no lançamento de um programa de melhoria da qualidade da produtividade e foi convidado pelo então presidente Collor a participar da elaboração do plano de reestruturação econômica do país.

Demanda

Atualmente, há um debate muito intenso na imprensa sobre a ausência desses profissionais no mercado de trabalho nacional. Em sua tese, Gutierrez compara o engenheiro brasileiro e o francês. Lá, o profissional é formado basicamente pelo Estado – universidades públicas – e trabalha para o Estado.

O Brasil copiou esse modelo, no entanto, hoje ele tem algumas particularidades. Desde a criação das primeiras faculdades de engenharia, a formação de engenheiro no país se concentrava massivamente nas universidades públicas. Os empregos assalariados de engenheiros também se concentravam nas empresas e administração pública. Contudo, a partir dos anos 1990 começa a existir uma oferta maior de vagas de universidades e cursos no setor privado, conduzindo a uma inversão de trajetória, não só de vagas, mas também de empregos assalariados.

Gutierrez acredita que sua tese contribui na discussão sobre a falta de engenheiros e o que realmente aconteceu com eles. Houve um processo de desindustrialização, de recessão e as atividades produtivas no Brasil passam por uma situação adversa. Os engenheiros vão buscar emprego e melhores condições em setores de serviço e, também, no setor bancário, principalmente porque tradicionalmente o engenheiro brasileiro tem uma formação muito sólida em matemática e estatística e como fazer para um engenheiro voltar à área de produção depois de muito tempo fora do mercado e com salários mais atrativos no mercado financeiro? Para Gutierrez, o que vai acontecer é o que muitos analistas apontam. Haverá um aumento salarial por conta dessa ausência de profissionais e, assim, alguns talvez possam repensar e voltar ao mercado. Ao mesmo tempo, existe um fluxo migratório de engenheiros estrangeiros que desembarcam no Brasil. Os investimentos feitos por empresas como Petrobras e Vale demandam profissionais altamente qualificados e será muito difícil suprir a demanda que o mercado necessita.
Metodologia

A pesquisa de Gutierrez envolveu dados quantitativos e qualitativos. Baseado em enquetes que foram realizadas com engenheiros franceses, ele produziu um questionário com mais de 100 perguntas on-line. Com a ajuda de várias organizações e conselhos federais, obteve 403 respostas de engenheiros de todo o Brasil. Ainda, ao mesmo tempo, fez uma pesquisa qualitativa analisando os engenheiros no contexto de trabalho. Foram utilizadas duas empresas, o CPqD e a Petrobras, perfazendo quatro dias de visitas e cerca de 20 entrevistas. “Essa foi a metodologia para estudar os engenheiros”, afirmou.

Paralelamente, também estudou as organizações de engenheiros. Foi uma pesquisa documental, por meio da qual estudou a imprensa basicamente, entre o final dos anos 1980 até o começo de 2004, envolvendo a Federação Nacional de Engenharia e a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros, o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia e o Instituto de Engenharia. Realizou ainda seis entrevistas com lideranças e dirigentes políticos ligados a essas organizações. A maior dificuldade foi trabalhar duas disciplinas diferentes, promovendo um diálogo entre Ciência Política e Sociologia do Trabalho e Profissão.

Fonte e demais informações: http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/7936-estudo-revela-como-reestruturao-produtiva-afetou-engenheiros-no-pas 

APPSEC BRASIL 2010 – Chamada de trabalhos


O OWASP (Open Web Application Security Project) solicita propostas de apresentações para a conferência AppSec Latam 2011 (AppSec Brasil 2011), que ocorrerá na PUC-RS em Porto Alegre, RS, de 4 a 7/10/2011. Haverá mini-cursos nos dias 4 e 5, seguidos de sessões plenárias de trilha única nos dias 6 e 7/10/2011.

Buscamos pessoas e organizações que queiram ministrar palestras sobre segurança de aplicações. Em particular destacamos os seguintes tópicos de interesse:

- Modelagem de ameaças em aplicações (Application Threat Modeling)

- Riscos de Negócio em Segurança de aplicações (Business Risks with Application Security)

- Aplicações de Revisões de Código (Hands-on Source Code Review)

- Métricas Aplicadas a Segurança de Aplicações (Metrics for Application Security)

- Ferramentas e Projetos do OWASP (OWASP Tools and Projects)

- Tópicos de Privacidade em Aplicações e Armazenamento de Dados (Privacy Concerns with Applications and Data Storage)

- Práticas de Programação Segura (Secure Coding Practices)

- Programas de Segurança para todo o Ciclo de Vida de aplicações (Secure Development Lifecycle Programs)

- Tópicos de Segurança para tecnologias específicas (AJAX, XML, Flash, etc) (Technology specific presentations on security such as AJAX, XML, etc)

- Controles de Segurança para aplicações Web (Web Application Security countermeasures)
- Testes de Segurança de aplicações Web (Web Application Security Testing)

- Segurança de Web Services ou XML (Web Services, XML and Application Security)

A lista de tópicos não é exaustiva; outros tópicos podem ser abordados, desde que em consonância com o tema central do evento (segurança de aplicações).

Para submeter uma proposta, preencha o formulário disponível em https://www.owasp.org/images/b/b2/OWASP_AppSec_Latam_2011_CFP%28pt-br%29.rtf.zip, que deve ser enviado através da página da conferência no site Easychair http://www.easychair.org/conferences/?conf=appseclatam2011.

Cada apresentação terá 45 minutos de duração, seguidos de 10 minutos para perguntas da platéia. Todas as apresentações deverão estar em conformidade com as regras definidas pelo OWASP em seu “Speaker Agreement”.

Datas importantes

A data limite para apresentação de propostas é 18/07/2011, às 23:59 (horário de Brasília). A notificação de aceitação ocorrerá até o dia 05/08/2011. A versão final das apresentações deverá ser enviada até o dia 19/07/2011.
A comissão organizadora da conferência pode ser contactada pelo e-mail appsec2011@appseclatam.org.
Para mais informações, favor consultar as seguintes páginas:

Página da conferência
http://www.owasp.org/index.php/AppSecLatam2011_(pt-br

OWASP Speaker Agreement (em inglês)
http://www.owasp.org/index.php/Speaker_Agreement

Página do OWASP
http://www.owasp.org

Página da conferência no Easychair
http://www.easychair.org/conferences/?conf=appseclatam2011

Formulário para apresentação de propostas
https://www.owasp.org/images/b/b2/OWASP_AppSec_Latam_2011_CFP%28pt-br%29.rtf.zip

ATENÇÃO! Não serão aceitas propostas sem TODAS as informações solicitadas no formulário

Trem-bala: 7 motivos para o governo desistir do projeto

Especialistas ouvidos por EXAME.com enumeram os pontos negativos do projeto do trem de alta velocidade

Trem-bala: custo total de R$ 33 bilhões estimado para a obra no Brasil pode dobrar

 São Paulo – Apesar de ter adiado duas vezes o leilão que decidirá as empresas que vão tocar o projeto de construção do trem-bala, o governo está convicto de que a obra é viável do ponto de vista técnico e econômico, com muitos benefícios para as regiões de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.

Especialistas ouvidos por EXAME.com, no entanto, levantam inúmeras dúvidas que vão desde o custo da obra até as prioridades que o Brasil tem na área de transportes (veja quadro resumo no final da matéria).

“O trem-bala é um grande equívoco por vários motivos, começando pelo custo astronômico. O BNDES vai financiar R$ 20 bilhões e entrará com mais R$ 5 bilhões a fundo perdido”, afirma Paulo Fernando Fleury, diretor-geral do instituto ILOS (Instituto de Logística e Supply Chain). A obra está orçada pelo governo federal em R$ 33 bilhões.

O professor da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp e coordenador do Laboratório de Aprendizagem em Logística e Transportes (LALT), Orlando Fontes Lima Júnior, considera o trem-bala uma solução confortável, rápida e eficiente, mas questiona as prioridades. “É como você construir um hospital para tratamento de câncer numa periferia do interior. Ninguém vai dizer que não é importante, mas talvez 20 postos de saúde sejam mais úteis para aquela região.”

Os dois especialistas defendem que os investimentos em metrô sejam colocados no topo das prioridades. O professor da Unicamp destaca a necessidade de transporte de massa na região metropolitana de Campinas enquanto o diretor do instituto ILOS cita a superlotação do metrô paulistano. “Com esse volume de recursos daria para quintuplicar a rede em São Paulo, passando de 60 quilômetros para 300 quilômetros de linhas”, diz Fleury.

Lima considera que a principal dúvida envolvendo o projeto é a estimativa de demanda dos passageiros. “É difícil modelar qual será o grau de adesão quando a obra ficar pronta. Ao contrário da Europa, o Brasil não tem cultura de ferrovias, o que vai requerer um aprendizado da população. Quando o metrô foi inaugurado, as pessoas tinham medo de escada rolante. Hoje isso não faz sentido, mas na época foi um empecilho para a utilização do metrô.”

Além disso, o professor da Unicamp prevê uma guerra de tarifas por parte das empresas aéreas. Recentemente, o presidente do Conselho de Administração da Azul Linhas Aéreas, David Neelemen, disse não acreditar que o trem de alta velocidade sairá do papel por causa do custo subestimado e garantiu que as companhias aéreas vão reduzir o valor das passagens para não perder passageiros.

Paulo Fernando Fleury, do ILOS, questiona o custo de R$ 33 bilhões calculado pelo governo. “As empresas estão desconfiadas porque o risco é brutal, já que o projeto pode custar 60 bilhões. Você não tem informações confiáveis de quanto vai custar, quanto vai demorar, quais são as incertezas ambientais. A obra será realizada numa região extremamente difícil, pois entre Rio e São Paulo existe uma diferença de 700 metros de altura que precisa ser dividida ao longo de 400 quilômetros. Ninguém em sã consciência é capaz de dizer quanto vai custar esse projeto. Não será nenhuma surpresa se custar o dobro porque não foi feito nem o projeto detalhado de engenharia.”

Ainda sobre o valor da obra, o diretor do instituto ILOS diz que “o governo tem suposições genéricas sobre quanto poderá custar. No começo, se estimava o custo em 10 bilhões, depois foi para 18 bilhões, já está em 34 bilhões e ninguém sabe em quanto vai terminar. Para poder saber o preço correto, seriam necessárias sondagens geológicas na Mata Atlântica, mas não há nem licenças ambientais. Isso vai exigir uma quantidade enorme de pontes e túneis, que são caros”.

O professor da Unicamp Orlando Fontes Lima Júnior considera que seria mais adequado utilizar um trem de média velocidade (150 km/h), que reduziria o custo da obra e da manutenção. “Além disso, a estrutura do trem-bala restringe o transporte de cargas por causa do peso.” Paulo Fleury acrescenta: “Por que não se duplica a Dutra (rodovia presidente Dutra)? Por que não se constrói uma ferrovia de média velocidade, que custa muito menos e teria velocidade de 150 km/h a 180 km/h contra 350 km/h do trem-bala, e com a vantagem de permitir algumas curvas. É inexplicável fazer um investimento desse porte e não comparar alternativas.”

Os técnicos do governo federal argumentam que o Brasil ganhará conhecimento tecnológico nessa área. “Tecnologia de trem-bala para quê?”, indaga Fleury. O professor Lima lembra que o Brasil já tem alguns centros de pesquisas ferroviárias, como a própria Unicamp e a Vale.

Por causa da demora na definição das empresas que vão tocar a obra, não será mais possível concluí-la antes dos Jogos Olímpicos de 2014. “Põe seis ou oito anos nisso. Nenhuma chance de o trem-bala ficar pronto até os Jogos Olímpicos, que era uma das justificativas do projeto”, diz Fleury. "Caiu por terra a ideia de usar o trem-bala como vitrine do evento."

Os dois especialistas em infraestrutura lembram que o eixo Rio-São Paulo-Campinas já é bem servido por outros meios de transporte, mas divergem na hora da avaliação final.

Paulo Fernando Fleury é categórico ao afirmar que “o governo deveria ter bom senso e desistir do leilão”. “É um projeto que não vai resolver problema nenhum. As opções para uma viagem do Rio a São Paulo são as melhores possíveis. Você pode ir de automóvel, de ônibus ou de avião. Para que o trem-bala? Ele vai melhorar a vida de quem tem medo de avião”, ironiza.

Já o professor Orlando Fontes Lima Júnior defende “a continuidade do leilão desde que o governo não aumente sua participação, caso o projeto se mostre inviável do ponto de vista econômico”. Ele diz que falta planejamento de longo prazo, mas destaca positivamente o trem-bala “como eixo de organização e desenvolvimento econômico das regiões de Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. "Insisto que (o trem-bala) não é uma solução técnica ruim, mas é um problema de prioridade de soluções”.

Após dois adiamentos, o prazo final para as empresas interessadas no projeto de trem de alta velocidade entregarem os envelopes é 11 de julho e o leilão está marcado para o dia 29 de julho.
Veja um resumo das críticas dos analistas ao projeto do trem-bala
Fontes: Especialistas Paulo Fernando Fleury e Orlando Fontes Lima Júnior
Crítica Detalhamento dos especialistas
Prioridades Com tantas carências em transporte público, o trem-bala não é prioridade
Dinheiro público A obra será da iniciativa privada, mas o BNDES vai desembolsar R$ 25 bi
Custo do projeto Estimado em R$ 33 bi, o custo do projeto pode até dobrar
Incertezas técnicas Sem sondagens geológicas, crescem custos com túneis e pontes
Volume de passageiros Sem estimar demanda potencial, fica impossível calcular retorno da obra
Preço da passagem Custo da obra pode inviabilizar bilhete barato para concorrer com aéreas
Prazo da obra Por causa da demora, trem-bala não ficará pronto antes da Olimpíada

Fonte e demais informaçõeshttp://exame.abril.com.br/economia/brasil/noticias/trem-bala-7-motivos-para-o-governo-desistir-do-projeto?page=3&slug_name=trem-bala-7-motivos-para-o-governo-desistir-do-projeto

 

Equipe Uai!rrior da UNIFEI conquista ouro nos EUA


 Equipe da UNIFEI comemora a conquista no topo do pódio.

A equipe de robótica Uai!rrior, da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), composta por alunos de diversos programas de graduação e orientado pelo professor Tales Cleber Pimenta conquistou o primeiro lugar na Robogames, Olimpíada Mundial de Robótica realizada em San Mateo, na Califórnia, nos Estados Unidos. 

O evento tem por finalidade o desenvolvimento da tecnologia na área de robótica, estimulando tanto os participantes quanto os espectadores. A equipe conquistou o primeiro lugar na categoria hockey de robôs. A disputa é caracterizada por três robôs de cada grupo, com pesos e tamanhos definidos pelas regras da categoria. Eles tentam levar o “puck” (disco cuja função se assemelha a bola no futebol) até o gol adversário. O time vencedor é o que faz maior número de pontos ou gols, em partidas de dez minutos. 

Os demais robôs participantes da equipe Uai!rrior ficaram entre os oito melhores de suas respectivas categorias, sendo sempre motivo de destaque e interesse do público. Com estas colocações, juntamente com as posições de outras duas equipes do Brasil, Riobotz da PUC-RJ e Kimauanisso, equipe Independente, o país ficou em quarto lugar na escala geral. 

Para conquistar o primeiro lugar na competição a Uai!rrior contou com a ajuda de muitos colaboradores, como a UNIFEI, a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão de Itajubá (FAPEPE), Fundação de Pesquisa e Assessoramento à Indústria (FUPAI), empresas privadas e Associação dos Diplomados da Universidade (AD-UNIFEI). Os capitães da Uai!rrior são: Álvaro Ferreira Santiago (capitão geral), Larissa Leme Resende (capitã da gestão), Gabriel Nogueira Holland (capitão da mecânica) e Gilberto Junior Sales (capitão da eletrônica). Mais informações sobre a equipe pelo site www.uairrior.unifei.edu.br

Fonte e demais informaçõeshttp://unifei.edu.br/equipe-uairrior-unifei-conquista-ouro-eua

Seminário realizado em Santa Catarina discute inovação

Brasília, 28 de abril a 1º de abril de 2011 - Nº 1031 - Ano 10

A Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) realiza de 25 a 27 de maio, em Tubarão (SC), o 2° Seminário Nacional de Inovação. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento e a ampliação da cultura de inovação no país, por meio da realização de debates sobre a importância do empreendedorismo inovador para a estruturação de um cenário nacional competitivo.

     A temática central será “O empreendedorismo inovador como elemento estratégico para a competitividade”. O evento contará com a participação de representantes do setor produtivo, do poder público, de universidades, assim como de pessoas com potencial empreendedor e/ou interesse em ações de inovação e desenvolvimento tecnológico.

     Como parte da programação estão previstas palestras, painéis, mesas redondas, rodadas de negócios, entre outros. Alguns dos assuntos a serem tratados são: “Workshop Sebrae: Como a pequena empresa pode lucrar com a inovação”; “As empresas e a sua relação com a inovação: aspectos positivos e as dificuldades”; e “O empreendedorismo como forma de gerar a inovação”.

     Informações estão disponíveis neste link.   

Fonte e demais informaçõeshttp://www.gestaoct.org.br/

ABDI realiza Seminário Brasileiro de Aplicação e Desenvolvimento em Eletrônica em São Paulo

Brasília, 28 de abril a 1º de abril de 2011 - Nº 1031 - Ano 10

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em parceria com a Editora Bolina, realiza no dia 11 de maio, em São Paulo (SP), a 2ª edição do Seminário Brasileiro de Aplicação e Desenvolvimento em Eletrônica (Semicon).
     Um dos objetivos é fortalecer e orientar o setor produtivo de semicondutores, além de promover discussões sobre alternativas para a geração de energia e seu uso racional, por meio da geração de uma rede elétrica inteligente no país (smart grids).
     Durante o encontro também será discutido o projeto Brasil ID, fruto de um acordo de cooperação técnica entre o MCT, a Receita Federal e os Estados. O Brasil ID é um Sistema de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias, que se baseia no emprego da tecnologia de RFID.
     “A ideia do evento é aproximar o governo e a indústria nacional em torno de temas de extrema relevância para o setor”, disse Carlos Venícius Frees, especialista de Projetos de Tecnologias de Informação e Comunicação da ABDI.
     O Semicon é voltado para profissionais das áreas de automação industrial, predial e comercial, redes e telecomunicações, informática, automotivo, processamento de áudio e vídeo, médico-hospitalar, segurança e controle de acesso, defesa, e instituições de ensino e pesquisa públicas e privadas.
     Informações estão disponíveis neste link.
     (Com informações da ABDI) 


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Representantes da comunidade científica entregam documento sobre Código Florestal a Mercadante

Brasília, 28 de abril a 1º de abril de 2011 - Nº 1031 - Ano 10

O resultado dos estudos realizados por um grupo de trabalho organizado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), sobre o novo Código Florestal, foi entregue nesta terça-feira (26) ao ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.

     O documento reúne dados e argumentos técnico-científicos com a análise das questões relativas às mudanças propostas no código pelo substitutivo de Lei nº 1.876/99, em tramitação no Congresso Nacional. O estudo teve como base uma consulta a 300 trabalhos científicos.

     Os representantes da comunidade científica mostraram ao ministro a importância de reformular o código atual, tendo como suporte o conhecimento científico. Na ocasião, o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCT, Carlos Nobre, defendeu a participação da comunidade científica no debate.

     "A ciência está mais integrada e tem como contribuir para o aperfeiçoamento e para a modernização do Código Florestal", disse. Intitulado “O Código Florestal e a Ciência – Contribuições para o diálogo”, o documento tem como objetivo contribuir para o diálogo que a sociedade realiza sobre as possíveis alterações do Código Florestal Brasileiro.

     O trabalho foi inspirado na perspectiva de novos conceitos e de novos instrumentos tecnológicos para o planejamento e ordenamento territorial, orientados para estimular o aumento da produção e da produtividade agrícola em sinergia com a sustentabilidade ambiental.

     O documento está disponível neste link

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Finep apresentará ao CMN documento com diretrizes para ser reconhecida como banco

Brasília, 28 de abril a 1º de abril de 2011 - Nº 1031 - Ano 10
 
 
Nos próximos três meses, a Finep pretende apresentar um documento ao Conselho Monetário Nacional (CMN) com a definição de linhas gerais para que a agência de fomento  seja reconhecida pelo Banco Central (BC) como instituição financeira. A informação é do presidente da financiadora, Glauco Arbix, em entrevista exclusiva ao Gestão C&T online, durante a solenidade de comemoração dos 60 anos do CNPq, nesta quarta-feira (27), em Brasília (DF). “Ao que tudo indica, caso nossas reivindicações sejam aceitas, teremos um prazo que pode variar de dois a quatro anos para obtermos esse reconhecimento”, assinala.

     De acordo com Arbix, apesar de funcionar como instituição financeira, mesmo que de maneira especial, a agência não é um banco no sentido legal porque não é fiscalizada e supervisionada pelo BC. No entanto, ressalta o presidente da Finep, o Brasil precisa de uma instituição financeira voltada exclusivamente para a inovação.

     “Para isso, precisamos operar com volume de recursos possível apenas a instituições financeiras reconhecidas. Em 2011, teremos R$ 5 bilhões para serem aplicados. Mas se pensarmos no país em amplo crescimento, é fundamental uma estrutura que em cerca de cinco anos seja capaz de investir algo em torno de R$ 50 bilhões”, espera.

     Este ano, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) sofreu um contingenciamento de cerca de 20% - aproximadamente R$ 620 milhões. A contração, informou Arbix, impacta na disponibilização de recursos não-reembolsáveis, subvenção econômica, convênios e transferências às universidades e centros de pesquisa. Em contrapartida, os recursos da Finep em 2011 superaram os de 2010 em razão do suplemento de R$ 1,75 bilhão do Programa de Sustentação do Investimento do BNDES (PSI), além de R$ 220 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com foco na oferta de crédito para micro, pequenas e médias empresas.

     “Tivemos uma ampliação dos nossos recursos voltados para crédito. Não é a mesma coisa, mas do ponto de vista do orçamento, houve crescimento em relação ao ano passado. Mas não conseguiremos investir nas mesmas áreas. Recursos não-reembolsáveis destinam-se a investimentos em pequenas empresas, institutos de pesquisa e universidades. O reembolsável, em empresas em geral”, finaliza.

     (Cristiane Rosa para o Gestão C&T online) 





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VII ENCONTRO MINEIRO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO 26 a 28 de maio de 2011 - São João del Rei/MG

BOLETIM EMEPRO 2011

  • Disputa acirrada pela maior delegação no EMEPRO 2011
A Universidade Federal de Juiz de Fora até o momento corre na frente pela disputa do prêmio de maior delegação do evento, lembrando que não considera-se a universidade anfitriã. Mas outras instituições não estão pra trás, o pessoal da UFOP, IFMG-Bambuí, PUC-Minas e UFV seguem também no primeiro pelotão super disputado.
Além dessas instituições, quase mil outros alunos e profissionais de todo Brasil já se inscreveram. E o número de inscritos não para de crescer.
Já temos número recorde de inscrições, comparado aos eventos anteriores no mesmo período.
  • Por que participar do EMEPRO?
É uma ótima oportunidade de se construir redes de relacionamentos (networking). Fato importante para a inserção do estudante e do profissional no mercado de trabalho. A possibilidade de estar próximo ao mercado profissional é hoje o grande diferencial entre as pessoas de sucesso.
O EMEPRO dá oportunidade ao público de debater idéias e a apresentar trabalhos científicos, motivando os interessados a apresentarem suas idéias a grupos seletos de docentes. O jovem acadêmico sai de um congresso sempre mais motivado para o seu curso. É uma excelente oportunidade para os estudantes se atualizarem, interagirem com colegas e profissionais do seu segmento, realizando um upgrade em seu currículo e na sua vida profissional.

  • O que terá nesse EMEPRO?
PALESTRAS:  a presença de autoridades em diversos assuntos apresentarão à comunidade acadêmica seus estudos e conhecimentos na área de Engenharia de Produção;
MINI-CURSOS: oportunidade para atualizar-se sobre determinados assuntos com investimentos bem acessíveis (confira no site);
MESAS REDONDAS: com um formato maior, apresentam diferentes pontos de vistas sobre a temática escolhida pelos organizadores do evento. Esses são mais calorosos e na maioria das vezes os debates são intensos;
VISITAS TÉCNICAS: visitas realizadas em empresas da região, com o objetivo de proporcionar aos congressistas uma visão técnica da profissão no chão de fábrica;
BEER GAME:  uma competição cujo objetivo é apresentar a utilização de teoria dos sistemas e pensamento sistêmico no gerenciamento de cadeias de abastecimento.
TRABALHOS CIENTÍFICOS: ocorre paralelamente ao congresso, com troca de idéias e estudos profundos na área de Engenharia de Produção;
PROGRAMAÇÃO DE LAZER: é a parte das festividades e atividades esportivas. Geralmente é a parte que os alunos menos gostam (para não dizer o contrário).

  • Quero participar do EMEPRO, o que devo fazer?
Junte-se a um grupo de colegas interessados e "fique de olho” no desconto da inscrição para quem a realiza com antecedência.
O prazo do EMEPRO é dia 06 DE MAIO (semana que vem)!
Disponibilizamos no site uma lista de repúblicas para sua estadia na cidade.


PARTICIPE!!! Acesse www.emepro.org e faça já sua inscrição.
Nos vemos em São João!

Fonte e demais informações: www.emepro.org

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Obras de hidrelétricas podem afetar peixes do Pantanal



Fonte e demais informações: http://g1.globo.com/videos/jornal-nacional/v/obras-de-hidreletricas-podem-afetar-peixes-do-pantanal/1491632/#/Edi%C3%A7%C3%B5es/20110422/page/2

Congresso discute as regras de um novo Código Florestal



Fonte e demais informações: http://g1.globo.com/videos/jornal-nacional/v/congresso-discute-as-regras-de-um-novo-codigo-florestal/1493576/#/Edi%C3%A7%C3%B5es/20110425/page/1

Robô flexível imita movimento de fuga das lagartas

Redação do Site Inovação Tecnológica - 27/04/2011
Robô flexível imita movimento de fuga das lagartas
A técnica de fuga representa um dos movimentos biológicos mais rápidos que se pode encontrar na natureza. [Imagem: Lin et al./Bioinsp.Biomim.]
Biomimetismo

Alguns tipos de lagartas usam mecanismos de movimento extremamente rápidos para escaparem dos predadores: elas se enrolam e giram como rodas ou saltam velozmente como acrobatas.

Na verdade, essa técnica de fuga representa um dos movimentos biológicos mais rápidos que se pode encontrar na natureza.

De outro lado, os roboticistas tentam criar os chamados robôs flexíveis, de corpo mole, igualmente inspirados na natureza, com inúmeras aplicações, inclusive biomédicas.
Contudo, inspirados em lagartas, vermes e minhocas e até em lesmas, os engenheiros logo viram que os robôs de corpo mole são lentos demais.

Robô flexível imita movimento de fuga das lagartas
O robô é impulsionado por molas construídas com uma liga metálica com memória de forma - capazes de retornar à sua forma original depois de terem sido deformadas pela aplicação de calor. [Imagem: Lin et al./Bioinsp.Biomim.]
 
Músculos artificiais

Com isto em mente, Huai-Ti Lin e seus colegas da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, resolveram estudar também o movimento ultra-rápido de fuga das lagartas e incorporar essa capacidade em seus robôs.

O resultado foi batizado de GoQBot, com o Q representando o formato que as lagartas assumem antes de sair rolando ou saltar a uma velocidade de meio metro por segundo - a lagarta gasta apenas 100 milissegundos para mudar o formato do seu corpo.

O GoQBot é feito de silicone, medindo 10 centímetros de comprimento. Seu movimento é feito por molas construídas com uma liga metálica com memória de forma - capazes de retornar à sua forma original depois de terem sido deformadas pela aplicação de calor.
No robô, essas molas com memória funcionam como uma espécie de músculo artificial, capazes de dar ao corpo do robô o formato desejado e fazê-lo saltar em alta velocidade.

Locomoção robótica

A reação gerada pelo robô faz com que ele atinja o equivalente a 1G de aceleração e mais de 200 rotações por minuto de velocidade angular.

"Como um robô rolante inovador, o GoQBot demonstra como a mudança de forma pode produzir novas formas de locomoção. Além disso, o acoplamento mecânico dos atuadores melhora a coordenação do corpo sem a necessidade de feedback sensorial," afirmam os pesquisadores.

Esse acoplamento é típico dos animais de corpo mole, nos quais não existem juntas para isolar os movimentos gerados pelos músculos. Os cientistas afirmam que ainda não se sabe como é que a musculatura da lagarta consegue gerar tanta força em um período de tempo tão curto - 100 milissegundos.

Cinco LEDs instalados no corpo do GoQBot permitem que os cientistas monitorem seu movimento e sua velocidade com alta precisão.

O robô saltador por enquanto é apenas um demonstrador de um novo sistema de locomoção, não tendo sido adicionada a ele nenhuma funcionalidade.
 
Bibliografia:

GoQBot: a caterpillar-inspired soft-bodied rolling robot
Huai-Ti Lin, Gary G Leisk, Barry Trimmer
Bioinspiration & Biomimetics
26 Abril 2011
Vol.: 6 026007
DOI: 10.1088/1748-3182/6/2/026007

Fonte e demais informaçõeshttp://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=robo-flexivel-imita-movimento-fuga-lagartas&id=010180110427

Ar-condicionado solar não consome eletricidade

Mônica Pileggi - Agência Fapesp - 28/04/2011
Arquitetura bioclimática: Ar-condicionado solar
O ar-condicionado natural se baseia no chamado "efeito chaminé": no interior da estrutura, o ar aquecido se torna mais leve e tende a subir, aspirando o ar dos ambientes e substituindo-o pelo ar exterior.[Imagem: Ag.Fapesp]
 
Morar em um país como o Brasil, onde cada região possui um clima diferente, pode ser bom para uns e ruim para outros.

Um estudo realizado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sobre chaminés solares, no entanto, pode ajudar a refrescar quem vive em áreas mais quentes.

Chaminé solar

A chaminé solar desenvolvida pelo professor Maurício Roriz e seus orientandos Fernando Sá Cavalcante e Letícia de Oliveira Neves, adota o mesmo princípio de um aquecedor solar de água e pode ser instalada para estimular a ventilação natural em residências ou escritórios.

"A chaminé funciona como um coletor solar: os raios solares atravessam um vidro e aquecem uma placa metálica preta, situada abaixo dele. Aquecida, a placa emite calor, mas em frequência diferente da que vem do sol e para a qual o vidro é opaco. Assim, o calor entra, mas não consegue sair", explica Roriz.

Nos coletores solares convencionais a água se aquece ao circular em tubos que passam sob a placa quente. "Na chaminé solar, em vez de água passa o ar", disse.

Esse ar-condicionado natural se baseia no chamado "efeito chaminé": no interior da estrutura, o ar aquecido se torna mais leve e tende a subir, aspirando o ar dos ambientes e substituindo-o pelo ar exterior, mais puro e geralmente mais confortável, particularmente nos climas típicos do Brasil.

"Trata-se, portanto, de um processo de ventilação provocado por diferenças de temperatura e de pressão, sendo muito eficiente para promover o conforto térmico nas horas quentes, mesmo em áreas urbanas densamente ocupadas, onde os obstáculos impedem o aproveitamento da ação direta do vento", comentou Roriz.

Modernos, quentes e com alto consumo de energia

Por uma conjugação de diversos fatores, as cidades se tornam cada vez menos confortáveis, provocando as chamadas ilhas urbanas de calor.

"Além dos obstáculos à ventilação natural, as áreas com pavimentação impermeável crescem, invadindo os espaços onde havia parques, bosques e jardins, cuja vegetação contribuiria significativamente para amenizar o clima", disse o pesquisador.

De modo geral, os edifícios também não são projetados e construídos de modo a favorecer os processos naturais de promoção do conforto térmico. O uso indiscriminado do vidro, sem o devido sombreamento, transforma a edificação em um verdadeiro coletor solar.

"Tentando se proteger, o usuário fecha cortinas, interrompendo a ventilação natural e escurecendo o ambiente. Então, acende lâmpadas, que também geram calor, assim como os outros equipamentos elétricos que usamos em nossos escritórios e residências. Desse círculo vicioso resultam desconforto e desperdício de energia", disse Roriz.

Arquitetura bioclimática

Segundo ele, existem diversas técnicas e estratégias, denominadas bioclimáticas, que poderiam contribuir para elevar a qualidade dos edifícios, mas que ainda são pouco conhecidas e aplicadas no Brasil.

A chaminé solar é uma das técnicas da arquitetura bioclimática, assim como as coberturas "verdes" (uso de vegetação sobre as coberturas das edificações), a refrigeração evaporativa (sistema natural de resfriamento baseado na evaporação da água) e a inércia térmica do solo e dos sistemas construtivos (que guarda o calor nas horas quentes para combater o frio das madrugadas, ou vice-versa).

Essas técnicas têm como objetivo contribuir com a preservação do meio ambiente e a eficiência energética do ambiente construído, obtidas por meio do uso racional dos recursos naturais, além de proporcionar o conforto térmico aos ocupantes das edificações.

De acordo com Roriz, é possível construir edifícios confortáveis sem condicionador de ar, aproveitando a ventilação natural. "Os condicionadores convencionais de ar ressecam o ambiente e prejudicam o sistema respiratório humano, além de impactarem negativamente o meio ambiente. A chaminé solar proporciona ventilação, sem consumir eletricidade e sem agredir a natureza", afirmou.

Como um dos resultados da pesquisa, o professor desenvolveu um software, chamado Chaminé, que calcula a ventilação provocada por diferentes situações de uma chaminé solar, contém dados climáticos de mais de 300 cidades de todo o país e pode ser baixado gratuitamente no endereço www.roriz.eng.br/download_6.html.

Fonte e demais informaçõeshttp://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=arquitetura-bioclimatica-ar-condicionado-solar&id=010170110428