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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Abengoa pretende instalar usina piloto no Estado com capacidade em torno de 3MW


A Abengoa Brasil, subsidiária local da espanhola Abengoa, esteve reunida na última semana com a secretaria da Fazenda do Estado do Piauí. Durante o encontro, o responsável pelo setor comercial e de novos negócios da companhia, Marcelo Araújo, revelou a intenção da companhia de investir na construção de uma usina para a geração de energia solar no Estado.

A planta piloto é prevista para a região de Ribeiro Gonçalves e deve ter uma capacidade instalada em torno de 3MW. Uma vez que a Abengoa é a responsável pela operação de uma linha de transmissão na região, a ideia é de que parte da energia gerada pelo sol seja utilizada para suprir os serviços internos da linha. "Vamos discutir o que faremos com o excedente - se poderia ser colocado na rede de suprimento local ou na rede de distribuição da Cepisa. O importante é que será usufruído pela comunidade", explica Araújo.

Os recursos para a instalação do empreendimento virão da verba da companhia para projetos de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). O representante da Abengoa também já se reuniu com o governador do Piauí. De acordo com o governo, a empresa promete tentar ampliar sua carteira de negócios no Estado.

Fonte: www.jornaldaenergia.com.br

Postado por Reativa Service Engenharia Elétrica às 03:47
 

Ativista da internet quer comprar um satélite artificial

Da New Scientist - 31/01/2011


Este é o satélite, visto aqui antes do lançamento, que os ativistas desejam comprar.[Imagem: TerreStar]

Kosta Grammatis parece estar levando mesmo a sério sua defesa de uma internet para todos.Certo de que o acesso à rede mundial é um "direito humano básico", o ativista quer nada menos do que comprar um satélite artificial, para levar conteúdo para quem precisar, e de graça.

A revista New Scientist fez uma entrevista com Grammatis.

Você quer comprar um satélite de comunicações que está em órbita ao redor da Terra. Por quê?

Para levar o acesso à internet para milhões de pessoas que não podem, atualmente, se conectar.

Como comprar um satélite pode ajudar quando bilhões de pessoas que não têm telefones ou computadores para acessar a internet?

O custo da computação continua a diminuir substancialmente. Na Índia, por exemplo, eles estão lançando o laptop de US$ 12.Algumas pessoas nos países em desenvolvimento gastam metade do seu rendimento em telefones celulares por causa do valor que as telecomunicações agregam às suas vidas.Se o acesso à internet fosse livre, as pessoas iriam encontrar uma maneira de obter equipamentos para usá-la.

Você tem um satélite em particular em mente?

Nossa organização, a ahumanright.org, por enquanto está pensando em reciclar um satélite já existente.

Em 2009, ficamos sabendo que a empresa TerreStar estava sendo retirada da bolsa de valores NASDAQ. Na época eles possuíam o maior satélite de comunicações já lançado.

Nós pensamos que seria uma oportunidade única, se eles declarassem falência, comprar o satélite deles.

Quando a empresa entrou com o pedido de concordata, em outubro do ano passado, lançamos a buythissatellite.org para viralizar a iniciativa.

Onde está o satélite agora? Ele não teria de ser movido?

O TerreStar-1 está atualmente na longitude da América do Norte. Se o comprarmos vamos levá-lo para [cobrir] um país que careça de acesso à internet e usá-lo para fornecer acesso lá.

Todo satélite tem propulsores que permitem que ele seja movido.

Quais são os principais desafios para a compra do satélite?

São financeiros.

A iniciativa "Compre este Satélite" tem uma meta de levantar US$ 150.000.

Isso não vai comprar o satélite, mas vai iniciar o processo. Os recursos serão utilizados para um estudo de viabilidade a ser entregue a investidores e para iniciar o processo legal de apresentar uma proposta para a compra do satélite.

Até agora, nós levantamos US$30.957, de 570 doadores. A resposta tem sido incrível. [Na última visita ao site o valor estava em $34.532,00, de 611 doadores.]

Por que você argumenta que o acesso à internet é um direito humano?

No momento, a internet é o principal meio de acesso à informação.

O Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que todos têm o direito de "ter opiniões sem interferência e de procurar, receber e difundir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras".

Todos nós conhecemos o ditado "Você pode dar um peixe a um homem ..." Se você der a alguém a internet, e ensiná-lo a usá-la, ele poderá aprender qualquer coisa que quiser.

O acesso à educação, à saúde e à água potável não é mais importante?

O acesso à internet, e às informações que ela detém, facilita a educação, a saúde e o acesso à água potável.

A tele-educação ajuda as crianças a aprender em zonas rurais, a telemedicina permite aos médicos tratarem os doentes de qualquer lugar do mundo, e projetos online como o charitywater.org ajudam as pessoas a obterem acesso à água potável.



10 bilhões de bits quânticos são entrelaçados em silício

Redação do Site Inovação Tecnológica - 31/01/2011


Ilustração do spin do núcleo do fósforo entrelaçado com o spin de seu elétron. Os estados entrelaçados são chamados inseparáveis, já que é impossível descrever o estado do spin nuclear sem descrever também o estado do spin eletrônico. [Imagem: Simmons et al.]

Um grupo internacional de cientistas deu um passo significativo no campo da computação quântica. Eles produziram o entrelaçamento de nada menos do que 10 bilhões de bits. A melhor notícia, contudo, é que o experimento foi feito em silício pela primeira vez.

Fósforo e silício

Os pesquisadores usaram fortes campos magnéticos e baixas temperaturas para produzir o entrelaçamento entre o elétron e o núcleo de um átomo de fósforo incorporado em um cristal de silício altamente purificado.

O elétron e o núcleo se comportam como um ímã minúsculo, o que se revela sem sua propriedade chamada spin. Cada orientação do spin pode representar um bit de informação quântica.

Adequadamente controlados, esses spins podem interagir uns com os outros para atingirem um estado entrelaçado, ou emaranhado - o estado mais básico, que não pode ser imitado por um computador convencional.

"A chave para gerar o emaranhamento foi primeiro alinhar todos os spins usando fortes campos magnéticos e baixas temperaturas," explicou Stephanie Simmons, da Universidade de Oxford, que fez os experimentos. "Uma vez feito isso, os spins podem ser postos para interagir uns com os outros usando micro-ondas e pulsos de radiofrequência cuidadosamente temporizados, a fim de criar o emaranhamento."

Computador quântico de silício

O trabalho tem implicações importantes para a integração da computação quântica com a tecnologia atual, uma vez que utiliza átomos dopantes no silício, a base do computador moderno.

"Criar 10 bilhões de pares emaranhados em silício com alta fidelidade é um passo importante para nós," comenta o Dr. John Morton, da Universidade de Oxford, que liderou a equipe. "Nós precisamos agora lidar com o desafio de acoplar esses pares para construir um computador quântico escalável em silício.

O procedimento foi aplicado em paralelo com um grande número de átomos de fósforo.

O fósforo tornou-se a estrela das pesquisas com computação quântica nos últimos anos, rapidamente se estabelecendo como o material mais promissor na área graças aos resultados muito significativos:



Este é o minúsculo cristal de silício dopado com fósforo, onde os 10 bilhões de bits quânticos foram entrelaçados, colocado sobre uma moeda. [Imagem: Stephanie Simmons]Incerteza clássica e incerteza quântica.

Por sua vez, o entrelaçamento quântico tem sido reconhecido como um ingrediente-chave na construção de novas tecnologias que exploram as propriedades quânticas.

O entrelaçamento, ou emaranhamento, descrito por Einstein como "ação fantasmagórica à distância", é o ingrediente-chave que promete tornar os computadores quânticos mais poderosos que os dispositivos de computação convencional.

Quando dois objetos estão entrelaçados é impossível descrever um sem descrever também o outro, e a medição de um irá também revelar informações sobre o outro mesmo que os dois objetos estejam separados por milhares de quilômetros.

Criar um entrelaçamento verdadeiro envolve cruzar a barreira entre a incerteza ordinária encontrada na nossa vida cotidiana e as estranhas incertezas do mundo quântico.

Por exemplo, ao lançar uma moeda, há uma chance de 50% que dê cara e de 50% que dê coroa - você se depara com uma "incerteza clássica".

Ninguém iria apostar que a moeda possa cair com a cara e a coroa viradas para cima ao mesmo tempo. Mas, quando se trata de um objeto quântico, como o spin de um elétron, essa "incerteza quântica" está sempre presente - e o fato das duas coisas acontecerem simultaneamente realmente acontece.

Descoberta conexão surpreendente entre fenômenos quânticos

Bibliografia:

Entanglement in a solid-state spin ensemble

Stephanie Simmons, Richard M. Brown, Helge Riemann, Nikolai V. Abrosimov, Peter Becker, Hans-Joachim Pohl, Mike L. W. Thewalt, Kohei M. Itoh, John J. L. Morton

Nature

19 January 2011
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nature09696



Peixe robô é um verdadeiro helicóptero das águas

Fonte: Inovação Tecnológica - 28/01/2011

Publicidade Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, inspiraram-se em um peixe da Amazônia para criar um peixe-robô com uma capacidade inédita de movimentação. Usando uma barbatana ao longo de todo o corpo, o robô pode passar de um movimento para frente e para trás para um movimento no sentido vertical de forma quase instantânea.

Peixe fantasma

O pesquisador Oscar Curet ficou intrigado ao observar um peixe fantasma-negro (Apteronotus albifrons) em um aquário e verificar que o animal consegue nadar verticalmente. Acontece que o animal, também conhecido no Brasil como ituí-cavalo, possui uma única barbatana na base do corpo, que faz movimentos ondulatórios num ou noutro sentido para levar o animal para frente e para trás.

Mas como o peixe consegue se movimentar verticalmente?

Usando câmeras de alta velocidade e partículas dispersas na água, os cientistas observaram que o fantasma-negro usa apenas uma onda ao longo da barbatana para se movimentar horizontalmente, indo sempre na direção da onda. Para se movimentar verticalmente, ele usa duas ondas na barbatana. Uma delas se move da cabeça em direção ao rabo, e a outra do rabo para a cabeça. Como seria de se esperar, as duas ondas colidem e se anulam bem no meio da barbatana.

A equipe criou uma simulação em computador que mostrou que, quando essas ondas opostas propagam-se pela barbatana, o empuxo horizontal é cancelado e o movimento da água gerado pelas duas ondas é afunilado em um jato descendente a partir do centro da barbatana, empurrando o corpo do fantasma-negro para cima.

Robô fantasma

Juntamente com seus professores Malcolm MacIver e Neelesh Patankar, Curet começou então a projetar um robô capaz de replicar essa forma de movimentação, que poderá ter grande utilidade para o monitoramento subaquático.

O GhostBot (robô fantasma), como foi batizado o peixe robô, está para os robôs submarinos tradicionais assim como um helicóptero está para os aviões: sua capacidade de manobra pode torná-lo insuperável em operações em áreas restritas, tanto para observar estruturas biológicas em atividades de pesquisa básica, quanto para monitorar instalações petrolíferas em alto mar.

O protótipo de robô-peixe tem 32 motores, o que permite o controle independente de cada uma das varetas que dão sustentação e movimento à barbatana. "Ele funcionou perfeitamente da primeira vez," diz MacIver. "Nós pusemos o robô no mundo real, sendo empurrado por forças reais, e ele se saiu exatamente como previsto nas simulações."

Sistema sensorial do robô

O próximo passo da pesquisa é aprimorar o "sistema sensorial" do peixe robô. Também inspirado no fantasma negro, o robô possui sensores elétricos para detectar obstáculos. Os cientistas esperam que, quando totalmente desenvolvido, o robô fantasma seja capaz de detectar um objeto e usar sua barbatana para ficar estacionado ao lado dele, contrabalançando o movimento da própria água.

Fonte e demais informações: http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/7652-peixe-rob-um-verdadeiro-helicptero-das-guas

Priorizar o coletivo.

O processo de urbanização das cidades brasileiras, que atingiu seu auge nos anos de 1970 e desde então continua crescendo, abre espaço para a discussão sobre o futuro dessas localidades. Como elas devem se organizar diante da nova realidade?

Números do Censo 2010, divulgado em novembro do ano passado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram que a população urbana no Brasil passou de 81,25%, em 2000, para 84,35%, atualmente. Se por um lado esse crescimento é positivo porque permite um acesso maior das pessoas aos diversos serviços oferecidos, por outro, ele revela a deficiência em alguns setores e até mesmo no modelo de gestão das cidades.

Mais pessoas nos centros urbanos significam um aumento de demanda nas áreas de transporte, moradia, saneamento e educação. E numa época de discussões ambientais, as soluções para oferecer serviços nessas áreas precisam ser pautadas pela sustentabilidade.

Esse novo modelo de crescimento das cidades foi o assunto principal da 11ª edição da Conferência das Cidades, realizada em dezembro na Câmara dos Deputados, em Brasília. Organizado pela CDU (Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados), o evento teve como objetivo principal conhecer os problemas enfrentados pelas cidades e propor soluções para oferecer uma convivência mais harmoniosa. A primeira Conferência das Cidades foi realizada em 1999 e é reconhecida como a responsável pela aprovação da lei nº 10.257/2001, o Estatuto da Cidade. O tema central da conferência foi o “O futuro das cidades no novo contexto socioambiental”.

Um estudo do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, mostra que, se fosse possível parar o processo de urbanização agora, mesmo assim os impactos ambientais iriam continuar causando problemas até o final deste século. “Temos estatísticas de que a expansão urbana vai continuar até 2030. À medida que a agricultura se moderniza, as pessoas trocam o campo pela cidade, e até mesmo pelas de porte médio”, afirma Carlos Nobre, chefe do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do instituto.

As soluções, segundo ele, já estão elencadas nos Planos Diretores das cidades, como reduzir a impermeabilização do solo e os processos de poluição e aumentar as áreas verdes. “Mas tudo isso é de difícil implantação.”

Presente ao evento, o jornalista André Trigueiro, apresentador dos programas “Cidades e Soluções” e “Jornal das Dez” da GloboNews, pós-graduado em gestão ambiental pela Coppe/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro), questionou a forma de gerenciar os problemas nas cidades. De acordo com ele, não é possível idealizar soluções que se apliquem por igual a todos os centros urbanos. “Cada cidade tem sua história, é singular, e precisa ser pensada de forma individual.”

Trigueiro afirma que o início de toda a solução deve ser baseado em planejamentos, e uma das maiores urgências é repensar a mobilidade urbana. Segundo o jornalista, existe uma relação direta entre a ausência de transporte público de massa eficiente e o processo de favelização das cidades.

A conclusão vai ao encontro do resultado de um trabalho da ONU-Habitat que revela que o modelo de urbanização da maioria das cidades, atualmente, não é adequado porque segrega as populações. O relatório mostra que as pessoas precisam se deslocar por longas distâncias de casa até o trabalho, geralmente em carros próprios, o que além de causar sérios problemas no trânsito, contribui para uma maior emissão de gases poluentes e causa problemas de moradias inadequadas.

Como não é possível modificar as cidades já existentes, a solução é investir em políticas de mobilidade urbana que revertam o processo de estrangulamento causado pela prioridade que é dada ao carro próprio. “Não existe outra saída para as nossas cidades a não ser trocar o individual pelo coletivo. Precisamos parar de fazer cidades para automóveis. Quem sofre com as agruras da imobilidade são as pessoas”, afirma Ana Lúcia Rodrigues, pós-doutora em urbanismo pela FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), professora da Universidade Estadual de Maringá (PR) e integrante do Observatório das Metrópoles.

A organização da sociedade para exigir políticas públicas que ofereçam um sistema de transporte integrado e vedem a utilização do carro próprio nos grandes centros urbanos é o primeiro passo para um processo de urbanização mais eficiente, segundo Ana Lúcia. A professora também defende que as melhorias na mobilidade urbana devem trazer benefícios para a população como um todo e não apenas para parte dela.

Parceria entre o Observatório das Metrópoles e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), do Ministério da Ciência e Tecnologia, assinada em dezembro do ano passado, vai permitir o acompanhamento das obras de mobilidade previstas nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. “É muito dinheiro envolvido nisso e queremos ter a certeza que, mesmo que haja remoção de pessoas, elas sejam beneficiadas com essas modificações. O grande desafio é transformar as metrópoles em lugares onde as forças sociais e políticas se congreguem em torno de objetivos comuns”, explica Ana Lúcia.

Por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Ministério das Cidades já liberou R$ 7,7 bilhões para as obras de mobilidade nas cidades-sede da Copa. Outros R$ 18 bilhões integram o chamado PAC 2 que prevê investimentos entre 2011 e 2014.

A maior parte dos recursos será aplicada na implantação de sistemas BRTs (Ônibus de Trânsito Rápido, da sigla em inglês). Pelo menos 20 dos 47 projetos apresentados estão relacionados a esse tipo de meio de transporte baseado no modelo de Curitiba (PR), implantado há 40 anos. O restante será dividido em sistemas de transporte sobre trilhos, como os monotrilhos (trens elevados), que serão implantados em São Paulo e Manaus, e de VLTs (Veículo Leve sobre Trilho), em Brasília e Fortaleza.

Inovações são importantes para as cidades

Não existem regras para se alcançar a sustentabilidade nas cidades, sejam elas brasileiras, norte-americanas ou europeias. No entanto, priorizar determinadas ações que visam o bem-estar social da população pode ser um caminho.

Para Laura Valente de Macedo, diretora do Iclei (Conselho Internacional para Iniciativas Ambientais Locais, da sigla em inglês) para América Latina e Caribe, as principais ações para se chegar à sustentabilidade passam pela redução dos impactos sobre os recursos naturais utilizados, a proteção dos bens globais, a manutenção da qualidade de vida das pessoas, com garantias de justiça social, e equilíbrio econômico.

De acordo com ela, investir em inovação é o melhor caminho. “Precisamos buscar novas fontes de energia, como a solar, descentralizar o poder e a gestão das cidades e até mesmo trabalhar para facilitar a comunicação em rede. Precisamos pensar em compartilhar serviços, bens e informação”, afirma.

No Brasil, algumas cidades já caminham para isso, como é o caso de Curitiba. A capital paranaense mudou o estilo de vida de sua população quando decidiu investir em transporte público de qualidade, há mais de 40 anos. “Mas ainda é preciso fazer mais”, diz Laura.

Segundo a diretora, os melhores exemplos de cidades sustentáveis podem ser observados nos municípios escandinavos, como em Estocolmo (leia mais na edição nº 182 da CNT Transporte Atual), na Suécia, ou Copenhague, na Dinamarca. “Essas são cidades que reduziram a pegada ecológica que qualquer atividade causa com coleta seletiva de lixo, utilização de novas fontes de energia e, principalmente, pela valorização dos pedestres.”

Laura defende a implantação de medidas que reduzam o número de veículos nas ruas, como o aluguel de carros e até mesmo o pedágio urbano, já existentes na Europa, e outras ações que possibilitem o trânsito de pedestres pela rua. Porém, ela alerta que, antes disso, é preciso melhorar a qualidade das vias urbanas e oferecer segurança à população.
Data: 28/1/2011

Fonte e demais infomrações: http://www.cntdespoluir.org.br/Lists/Contedos/DispForm.aspx?ID=2797

Futebol robótico inspira cadeira de rodas inteligente


Projecto inovador da FEUP é de baixo  custo e implica poucas alterações ergonómicas

2011-01-27
Por Carla Sofia Flores

Mentores do IntellWheels junto de um dos protótipos desenvolvidos (Clique para aumentar)
 As equipas de futebol robótico desenvolvidas na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) não têm uma finalidade exclusivamente lúdica. Algumas das metodologias nelas utilizadas foram aplicadas no IntellWheels, uma plataforma que permite transformar a baixo custo cadeiras de rodas convencionais num equipamento inteligente, capaz de contornar obstáculos , planear tarefas e até comunicar com outros dispositivos.

Trata-se de um projecto de investigação que prima pela inovação na área da inteligência artificial e da robótica e que, dentro de poucos anos,  permitirá uma maior autonomia e qualidade de vida aos cidadãos de mobilidade reduzida.

Luís Paulo Reis, coordenador deste trabalho, considera que esta é a prova de que “a brincar, se descobrem coisas sérias” e de que estes robôs, vencedores de 25 competições internacionais, podem dar azo a “investigação socialmente útil”. 
A plataforma desenvolvida por investigadores da  FEUP, que também trabalham no Laboratório de Inteligência Artificial e Ciência de Computadores (LIACC) e no Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto (INESC Porto), pode ser aplicada a cadeiras de rodas comuns, tornando-as inteligentes a custos reduzidos e com poucas alterações do ponto de vista ergonómico. “Os utilizadores destes equipamentos não gostam de sentir que estão a usar robôs, pelo que é importante que a cadeira mantenha as suas características simples e seja uma extensão do seu corpo”, explicou ao “Ciência Hoje” o coordenador do projecto.

 
Esta nova abordagem baseia-se na adaptação de um sistema inteligente e não na construção de raíz da cadeira de rodas, que implica altos custos. Os investigadores criaram um kit de  software/hardware que possibilita o equipamento ganhar “autonomia”.  De acordo com Luís Paulo Reis, a plataforma “permite que as cadeiras de rodas convencionais possam ser comandadas por voz e por sensores, como movimentos de cabeça ou um piscar de olhos” e dispõe de “um interface multimodal flexível, cujos modos podem ser combinados consoante as preferências da pessoa”.

O projecto, que iniciou em 2006, foi recentemente financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), devendo prolongar-se por mais dois anos. Nesta fase, a que se juntaram novos parceiros, como a Universidade de Aveiro (UA), a Escola Superior de Tecnologia de Saúde do Porto (ESTSP/IPP) e a Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC),  vão ser realizadas várias experiências com pacientes reais, para validar as metodologias desenvolvidas.

Apesar de terem sido criados dois protótipos e desenvolvidos simuladores que permitiram verificar a eficácia da plataforma, é importante a realização destes testes com pacientes reais para, depois de terminado o projecto, se proceder à comercialização do produto, que "poderá ter grande impacto no auxílio a idosos e a pessoas com graves deficiências motoras”, concluiu o líder do projecto. 

Abertas inscrições para o 10º Seed Forum FINEP


Estão abertas as inscrições para o 10º Seed Forum FINEP, organizado pela Financiadora em parceria com o Instituto Educacional BM&F Bovespa e o Cietec, e patrocinado pelo BID-Fumin. Para participar, é necessário que a empresa esteja em estágio operacional (faturamento até R$ 16 milhões/ano), tenha a inovação como elemento de diferenciação em seu mercado e sede na região metropolitana de São Paulo (além da capital, municípios próximos como Barueri, Guarulhos, Osasco, Santo André, São Bernardo e São Caetano).

A empresa que desejar participar deve enviar para a FINEP, pelo e-mail forum@finep.gov.br com cópia para deisealine@cietec.org.br, um sumário executivo de uma página (pitch) em formato PDF, até o dia 18 de fevereiro. O Seed Forum acontece dia 16 de junho, na Bovespa.

Os Seed Foruns são processos de capacitação empresarial consolidados em eventos nos quais os empresários participantes têm a oportunidade de se apresentar para potenciais investidores. Neste fórum, será oferecido um curso de empreendedorismo e negócios anterior ao processo de capacitação tradicionalmente oferecido pela equipe da FINEP.

Com isso, os empreendedores selecionados passarão por um duplo treinamento, sem custo algum, permitindo que ao final do processo tenham subsídios para estruturar uma proposta co solidez para o investidor.
(26/1/2011)

Inovar para competir

Por Rodolfo Borges

A palavra é inovação. Não houve entrevista ou declaração pública do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, depois de sua posse, no dia 3 de janeiro, em que o termo não tenha sido repetido exaustivamente.

Eleita como prioridade do governo Dilma Rousseff, a inovação vai guiar as ações da pasta. Mas atenção: a responsabilidade por inovar será dos empresários.

Embraco: rígidos critérios da empresa fizeram com que apenas 10% dos projetos de inovação fossem descartados

Com um corte de 10% do orçamento de R$ 8,13 bilhões, o ministério estuda formas de envolver as companhias brasileiras em um processo que busca aumentar a competitividade do País e retirá-lo da incômoda 68ª posição no ranking mundial de inovação.

“As empresas brasileiras têm uma demanda espontânea muito baixa por inovação”, disse Mercadante na quinta-feira 27, durante a posse do novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva.

“Elas investem apenas 0,5% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, enquanto as japonesas, 2,7% do PIB.” Somada aos gastos do governo, a fatia da inovação sobe para 1,5% do PIB.

O desafio de Mercadante é grande. Ele promete repatriar pesquisadores, transformar a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em instituição financeira e incentivar parcerias público-privadas.

“Precisamos criar e promover ambientes de inovação, como parques tecnológicos e incubadoras”, diz Guilherme Ary Plonski, presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores, que colaborou com o governo de transição na elaboração das metas para os próximos quatro anos.

Para promover a mudança, Mercadante se espelha na Alemanha, onde as empresas buscam um dos 58 institutos de pesquisa do país para apresentar seus problemas. “As orientações de mestrado e doutorado são feitas em cima das demandas das empresas”, afirma o ministro.

Histórias como a da Whirlpool, fabricante de eletrodomésticos, e da Embraco, produtora de compressores para refrigeração, podem ajudar o governo a convencer as empresas brasileiras a se arriscar no mundo da inovação.

“A inovação não precisa ser custosa ou cara. Ela é tão melhor quanto menores forem os esforços para consegui-la”, diz Mário Fioretti, gerente-geral de design industrial e inovação da Whirlpool.

A filial brasileira registrou 68 patentes em 2010, tornando-se a única do Brasil entre as mil maiores instituições de patentes do mundo.

“Conquistamos a liderança mundial no mercado de compressores para refrigeração por oferecer produtos mais avançados”, diz Márcio Todescat, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da Embraco, atual vencedora do prêmio de inovação da Finep.

Graças a critérios rígidos, somente 10% dos projetos de inovação da empresa foram descartados no ano passado. É a exceção que confirma a regra. Em 2008, último ano com dados disponíveis, o Brasil conseguiu 2.451 patentes. A China, 93.706.
 
Fonte e demais informações: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/47918_INOVAR+PARA+COMPETIR

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

LNLS abre inscrições para envio de propostas de pesquisa

Interessados em realizar experimentos nas linhas de luz XAFS, XRF, DXAS, XRD1, XRD2, XPD, SAXS, TGM, SGM e SXS do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) podem enviar propostas até o dia 11 de março. O candidato deve acessar o link Portal de Serviços no site do LNLS.

     As propostas aprovadas serão agendadas para o período de 13 de junho a 25 de novembro de 2011. Aqueles que desejam concorrer a turnos no modo Single-Bunch também devem submeter as candidaturas nesta chamada.

     Informações estão disponíveis no endereço www.lnls.br

Fonte e demais informaçõeshttp://www.gestaoct.org.br/

E-Patentes poderá estar disponível no próximo ano

De acordo com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o sistema eletrônico e-Patentes poderá ser disponibilizado para o público em 2012. A ferramenta está em fase de implantação interna e faz parte dos projetos estratégicos prioritários da instituição criados para agilizar o processo de concessão de patentes.

     As ações englobam ainda aperfeiçoamento do e-Marcas; a revisão dos procedimentos de apoio à transferência de tecnologia; o plano de criação e promoção das indicações geográficas brasileiras e sulamericanas, entre outras iniciativas. O objetivo do INPI é conceder patentes com qualidade num prazo de quatro anos.

     Para saber mais sobre as ações do INPI acesse o site www.inpi.gov.br.

     (Com informações do INPI) 

Fonte e demais informações: http://www.gestaoct.org.br/

Delegação coreana visitará CGEE para discutir políticas de CT&I

  De 22 a 25 de fevereiro, uma delegação do Instituto Coreano de Avaliação e Planejamento de Ciência e Tecnologia (Kistep) estará no Brasil para tratar, entre outros assuntos, de acordos de cooperação na área de ciência, tecnologia e inovação. No dia 23, o grupo visitará o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).
     A proposta do Kistep ao CGEE inclui a colaboração em pesquisas sobre sistemas de inovação, inclusive em políticas de CT&I, que possam gerar produção conjunta, consultas entre pesquisadores e a realização de seminários e encontros.
     A ideia é estabelecer um programa de cooperação para intercambiar experiências e realizar estudo no campo das políticas nacionais de CT&I, bem como na prospecção e identificação de oportunidades de pesquisas e investimentos em áreas estratégicas do conhecimento.
     Kistep

    
Criado em 1999, o instituto é responsável por contribuir para a promoção da ciência e tecnologia, apoiando a formulação e coordenação de políticas do setor, a análise e a avaliação dos programas nacionais de pesquisa e desenvolvimento (P&D), a participação na cooperação internacional de C&T, entre outros aspectos.
     (Com informações do CGEE) 

Fonte e demais informaçõeshttp://www.gestaoct.org.br/

Colaboradores podem enviar contribuições para a Revista Brasileira de Pós-Graduação

As colaborações para as seções Estudos, Debates e Experiências da Revista Brasileira de Pós-Graduação (RBPG) podem ser enviadas para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 30 de abril, para o e-mail rbpg@capes.gov.br.

     A RBPG publica contribuições inéditas de autores brasileiros e estrangeiros em forma de estudos e pesquisas de caráter acadêmico-científico (estudos), opiniões (debates) e experiências inovadoras (experiências) relativos à educação superior, ciência e tecnologia e cooperação internacional que tenham como foco a pós-graduação, seus programas e desafios.

     A publicação é disponibilizada para todas as bibliotecas e vários centros de informação do país e do exterior, além de se encontrar disponível no portal da Capes. De periodicidade trimestral, a revista já tratou de temas como política da pós-graduação, demandas da comunidade científica e ações das agências de fomento.

     As normas de colaboração estão disponíveis neste link.

     (Com informações da Capes)

  Fonte e demais informações: http://www.gestaoct.org.br/

Finep recebe inscrições para a 10ª edição do Seed Forum

  Estão abertas, até o dia 18 de fevereiro, as inscrições para a 10ª edição do Seed Forum, evento organizado pela Finep em parceira com o Instituto Educacional BM&F Bovespa. Trata-se de um curso gratuito que capacitará empresas para estruturar propostas de negócios com solidez para o investidor.

     Podem participar empresas do Estado de São Paulo que apostem na inovação como diferencial competitivo. Ainda de acordo com a financiadora, as instituições interessadas devem estar em estágio operacional, ter faturamento anual de R$ 16 milhões, além de ter sede na região metropolitana da capital paulista. O evento será realizado no dia 16 de junho, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

     Inscrição

    
Para participar, as empresas devem enviar um sumário executivo até a data limite de inscrição para o e-mail forum@finep.gov.br com cópia para deisealine@cietec.org.br. O documento está disponível neste link.

     Para conhecer as ações da Finep acesse o site www.finep.gov.br.

     (Com informações da Finep) 

Fonte e demais informações: http://www.gestaoct.org.br/

Marco regulatório e ampliação de recursos para C&T são debatidos na Câmara Federal

Ontem (26), deputados apontaram as prioridades para a área de ciência e tecnologia para esta legislatura, que coincidem com o discurso de posse do ministro da pasta, Aloizio Mercadante. São elas: o aperfeiçoamento do marco regulatório de incentivo à pesquisa e à inovação; a ampliação dos recursos orçamentários para o setor; o fortalecimento do programa espacial brasileiro; e a concretização do Plano Nacional de Banda Larga.
     O aperfeiçoamento nas regras de incentivo à pesquisa e à inovação, com mudanças, por exemplo, na Lei do Bem (11.196/05) e na Lei de Inovação (10.973/04) foi defendido pelos deputados Paulo Piau (PMDB-MG) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
     Para Piau, presidente da Frente Parlamentar da Pesquisa e Inovação (FPPI), a Lei do Bem, na prática, não tem aplicabilidade. “Ela responsabiliza demais quem pede recursos. Precisamos dar mais liberdade, mas com controle”, disse. Na opinião de Rollemberg, a Lei de Inovação deve ser revista para reduzir a burocracia nos processos de interação entre institutos de pesquisas e empresas.
     A ampliação dos recursos destinados à ciência e à tecnologia foi outro aspecto defendido por Piau. Ele explicou que, hoje, o investimento no setor é de 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB), mas é preciso chegar, a médio prazo, a pelo menos 2,5% do PIB, que é o índice americano de investimento.
     Segundo Rollemberg, recursos orçamentários significativos devem ser destinados a iniciativas estratégicas para o país, como o programa espacial e aqueles voltados ao desenvolvimento da bioenergia, da biotecnologia e da nanotecnologia, além de redução dos danos causados ao meio ambiente.
     Em seu discurso de posse, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse que o Estado brasileiro, apesar dos grandes avanços recentes com a Lei da Informática (11.077/04), a Lei do Bem e a Lei de Inovação, ainda não dispõe de uma política de incentivos e subvenções em nível adequado.
     (Com informações da Agência Câmara) 

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Empreendedorismo também se aprende na escola



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Inscrição para o 19º Venture Forum Finep prorrogada até o dia 31

Foi prorrogada até o dia 31 a inscrição para o processo de seleção do 19º Venture Forum Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT). O evento, que será realizado em parceria com a Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (Abvcap), ocorre em paralelo com o Congresso Anual da Associação, nos dias 11 e 12 de abril, em São Paulo. No encontro, os empresários apresentarão negócios promissores a alguns dos principais investidores do País. 
Antes do cadastro, é importante ler atentamente as instruções. A etapa seguinte é a pré-seleção dos projetos, realizada por uma equipe especializada da Finep. Após este primeiro filtro, os empreendimentos pré-qualificados são convidados a se apresentarem à banca de seleção do evento, composta por analistas especializados da Finep, consultores do mercado e gestores de fundos. São eles que definem quais empreendimentos efetivamente participarão do Venture Forum.

Os selecionados passam, então, por um período de dois meses de treinamento com analistas da Finep e profissionais da indústria de venture capital e private equity, no qual serão abordadas questões tecnológicas, mercadológicas e financeiras dos empreendimentos, além do aperfeiçoamento das apresentações aos investidores.

Promovida pela Finep desde 2000, a série já viabilizou investimentos em quase 50 empresas nacionais de base tecnológica, um valor que ultrapassa a casa de R$ 160 milhões. É importante que os empresários leiam atentamente as instruções para cadastramento e os critérios de seleção. Assim, o empreendedor conhecerá o funcionamento do Fórum e poderá identificar se o perfil de sua empresa se enquadra nos objetivos do evento.

O Capital Empreendedor ou Venture Capital é uma forma de investimento privado em que se compra participação societária em empresas que apresentem possibilidades de crescimento exponencial. Os investidores participam diretamente dos riscos e da alavancagem do negócio, agregando valor ainda através de orientação administrativa, comercial e financeira.
Fonte: MCT

Você sabe o que é Física Biológica?

Fronteira na ciência

A física biológica é uma área de fronteira na ciência.

Ela consiste no desenvolvimento e utilização de métodos modernos de física teórica para tentar solucionar fenômenos biológicos complexos.

José Nelson Onuchic lidera um grupo de pesquisa que se dedica à física biológica.

Ele é professor de física da Universidade da Califórnia, em San Diego, e codiretor do Centro para Física Biológica Teórica (CTBP) - um dos dez centros de excelência em física criados pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos.

Onuchic esteve no Brasil para participar como professor convidado da Escola São Paulo de Ciência Avançada sobre radiação síncrotron, em Campinas (SP). Na ocasião ele ministrou aulas sobre alguns dos fenômenos biológicos que pesquisa.

Graduado em física pela Universidade de São Paulo (SP), em São Carlos, onde fez o mestrado em física aplicada, Onuchic foi aos Estados Unidos nos meados da década de 1980.

Após concluir o doutorado em química no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), retornou ao Brasil como professor do Instituto de Física da USP de São Carlos.

E no começo de 1990 decidiu voltar aos Estados Unidos, onde acreditava que encontraria melhores oportunidades de carreira e condições de realizar pesquisas interdisciplinares.

Aos 53 anos, depois de 21 anos fora do Brasil, de ter-se naturalizado norte-americano e se tornar membro da Academia Nacional de Ciências (dos Estados Unidos), o cientista planeja retornar ao Brasil, ainda que parcialmente, e destaca o bom momento da ciência brasileira.

Quais são as principais atividades científicas que o senhor exerce nos Estados Unidos?

José Nelson Onuchic - Dou aulas de física, oriento pós-doutorandos e doutorandos na Universidade da Califórnia em San Diego e sou codiretor de um grande centro da NSF, o Centro para Física Biológica Teórica (CTBP). A NSF financia dez centros de excelência em física no país, que são chamados NSF Physics Frontier Centers. O nosso é o único dedicado à biologia.

Qual é a proposta do Centro para Física Biológica Teórica?

Onuchic - A ideia é aplicar métodos modernos de física teórica em vários problemas de biologia, como o dobramento de proteínas, que é um problema de física estatística extremamente complicado.

Um dos pontos que queremos saber é qual o mecanismo básico que faz com que as proteínas possuam sequências específicas de aminoácidos com informações que fazem com que suas estruturas sejam únicas.

A outra parte do problema é, sabendo que uma sequência de aminoácidos que forma uma proteína tem uma estrutura única, qual a complexidade dos movimentos que ela pode fazer e como estão envolvidos na função molecular. Hoje, já se consegue calcular isso e mostrar seu funcionamento.

Essa é a principal linha de pesquisa na qual o senhor trabalha hoje?

Onuchic - Na maior parte da minha carreira tenho trabalhado com dobramento de proteínas, mas agora também estou pesquisando redes genéticas.

No CTBP, desenvolvemos modelos para investigar como a rede genética de uma bactéria decide se vai produzir esporos ou fazer mutações para sobreviver. E várias dessas decisões são estocásticas, não determinísticas.

Para saber como funciona esse mecanismo de decisão é preciso entender o mecanismo molecular e identificar a complexidade dos elementos da rede genética. Essa interface entre o molecular e o celular é algo que nos tem interessado muito.

De que maneira a física teórica pode auxiliar a entender esses problemas complexos da biologia?

Onuchic - As ciências biológicas eram áreas extremamente descritivas, relatando cada fase da criação de uma proteína ou de uma mutação.

Por outro lado, a física sempre foi uma ciência reducionista, pegando um problema e tentando identificar os elementos e princípios básicos que o governam.

E, hoje, não dá mais para ser apenas descritivo, como eram as ciências biológicas, porque a quantidade de dados é muito grande.

O desafio mudou?

Onuchic - O grande desafio agora é tentar descobrir quais são os princípios básicos e o nível mínimo de descrição e complexidade que podemos ter para conseguir descrever um problema biológico.

Como podemos simplificar ao máximo uma proteína e ainda entender como ela funciona? Esse tipo de problema não é mais descritivo, mas quantitativo.

Essa é a ideia da física teórica aplicada à biologia, que pode ser chamada de teoria quantitativa ou de física biológica. Essa quantificação das ciências da vida é algo que não havia no passado.

Como o senhor se interessou por essa nova área?

Onuchic - Meu orientador no doutorado no Caltech, o professor John Hopfield, que foi um dos primeiros a trabalhar com redes neurais, pensava dessa maneira.

Quando ele criou os problemas de redes neurais, disse que a complexidade vem do coletivo de neurônios, não de cada um especificamente. Cada elemento é extremamente trivial.

Há grupos de pesquisa nessa área no Brasil?

Onuchic - Existem alguns cientistas começando a fazer isso em redes neurais e também em macromoléculas, mas ainda são poucos grupos. Mas nos Estados Unidos esse tipo de pesquisa também é nova.

Apesar disso, meu grupo de pesquisa tem 15 pessoas trabalhando no tema e no CTBP tem uma centena de cientistas, entre professores, pós-doutorandos e estudantes de doutorado.

Podemos falar de aplicações das descobertas nessa nova área de pesquisa?

Onuchic - Apesar de ser de ciência básica, as pesquisas nessa área têm aplicações enormes.

Se entendermos todo o mecanismo de dobramento, será possível projetar novas proteínas. Se compreendermos como as proteínas interagem, será possível desenvolver novas drogas.

Boa parte do nosso grupo tem trabalhado nisso. Um dos cientistas, J. Andrew McCammom, tem diversas patentes de drogas para o tratamento de Aids e outras doenças.

Por que o senhor decidiu migrar para os Estados Unidos para seguir sua carreira científica?

Onuchic - Na época, avaliei que teria mais liberdade de fazer pesquisa no exterior. Estava interessado em fazer ciência interdisciplinar e os departamentos nos institutos de pesquisa brasileiros ainda eram muito convencionais. Os Estados Unidos foram muito bons para minha pesquisa e para a minha carreira.

O senhor teria interesse em retornar ao Brasil para continuar suas pesquisas?

Onuchic - Eu tenho pensado em voltar pelo menos parcialmente. Não tenho nenhum plano de voltar permanentemente, mas estou conversando com colegas daqui para tentar encontrar situações alternativas nesse sentido.

Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sul-coreanos inventam internet 4G



Fonte e demais informações: http://g1.globo.com/videos/bom-dia-brasil/v/sul-coreanos-inventam-internet-4g/1420621/#/Edi%C3%A7%C3%B5es/20110127/page/1

Miriam Leitão fala sobre o impacto da construção de usina no Pará



Fonte e demais informações: http://g1.globo.com/videos/bom-dia-brasil/v/miriam-leitao-fala-sobre-o-impacto-da-construcao-de-usina-no-para/1420614/#/Edi%C3%A7%C3%B5es/20110127/page/2

O Nobel de Física e a nova eletrônica

Segundo o francês Albert Fert, a spintrônica deve levar a memórias de computador mais poderosas
© Eduardo Cesar
Quase trinta anos depois dos primeiros estudos teóricos, começam a tomar forma os primeiros dispositivos que representam uma nova forma de eletrônica: a spintrônica, que explora não a carga elétrica, mas outra propriedade, o spin (ou sentido do giro) dos elétrons.
Empresas dos Estados Unidos, da França e do Japão devem lançar em um ano as versões comerciais de memórias magnéticas de computador, já com recursos de spintrônica, capazes de armazenar e transmitir informação e de reduzir à metade a perda de energia.
“Os teletransmissores com base na transferência de spin também devem chegar logo, em um ou dois anos, aprimorando a transmissão de sinais por micro-ondas”, informou o físico francês Albert Fert, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS). Um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Física de 2007, Fert participou da Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA) do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas. A ESPCA é uma modalidade lançada em 2009 pela FAPESP para financiar a organização de cursos de curta duração em pesquisa avançada nas diferentes áreas do conhecimento do estado de São Paulo.
Fert e o físico alemão Peter Grünberg receberam o Prêmio Nobel de Física de 2007 por causa da identificação simultânea, em 1988, da magnetorresistência gigante, um efeito mecânico quântico observado em materiais composto por materiais magnéticos e não magnéticos que reduz a resistência elétrica.
Esse efeito, aplicado a partir de 1997, permitiu a ampliação da memória de computadores e celulares, quebrando a barreira dos gigabytes (GB). O disco rígido de 100 GB de um aparelho de áudio portátil da Toshiba “é coisa do passado”, definiu Fert.
A magnetorresistência gigante é a base da spintrônica, que permite a geração de memórias não voláteis e ainda mais potentes que as atuais, como as que a IBM, dos Estados Unidos, NEC, Sony e Hitachi, do Japão e a francesa Thales devem apresentar publicamente em breve. “Esses novos conceitos da física estão sendo aplicados rapidamente em novos produtos, diferentemente do que vemos, por exemplo, na geladeira, cuja tecnologia básica é dos anos 80”, disse Fert.
Uma das razões é o longo trabalho conjunto entre centro de pesquisas e empresas. O grupo francês Thales é um dos financiadores do laboratório de Fert, ao lado do CNRS, desde 1994. “Desde o início das nossas pesquisas nessa área a empresa está conosco”, destaca o físico.

Fonte e demais informações: http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=7002&bd=2&pg=1&lg=

Ministro propõe criação da Wikiflora, enciclopédia digital da biodiversidade

Redação do Site Inovação Tecnológica - 26/01/2011
Ministro propõe criação da Wikiflora, enciclopédia digital da 
biodiversidade
Em visita à Amazônia, Mercadante defendeu mais patentes e a criação da Wikiflora.[Imagem: Flávio Ribeiro/MCT]
Patentes, patentes...

Em seu segundo dia de visitas às instituições de ensino e pesquisa da cidade de Manaus (AM), o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, teve a oportunidade de conhecer a Reserva Experimental Adolpho Ducke do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT).
O local é um grande laboratório que tem como objetivo conhecer as potencialidades da região como a exploração sustentável de diversos frutos.
Na ocasião, Mercadante reforçou a necessidade de se instalar um escritório do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi) na Floresta Amazônica.
Para o ministro, o patenteamento da pesquisa precisa fazer parte do dia-a-dia dos cientistas.
Mais do que isso, por meio do registro, o Brasil tem condições de transformar estudos em recursos para mais investimentos.
"Precisamos entender que o comércio internacional hoje exige que a propriedade intelectual seja patenteada. Nós precisamos criar uma cultura entre os cientistas em patentear o conhecimento para que a gente possa ter royalties, ter recursos e fomentar a pesquisa no País", destacou.

Enciclopédia digital da biodiversidade

Além disso, ele propôs a criação de uma plataforma para registro de todos os dados botânicos produzidos no Brasil, inicialmente chamado de Wikiflora, na qual ofereceu apoio total com relação à estrutura de TI para a elaboração do projeto.
"Temos a necessidade de fazer a enciclopédia digital da biodiversidade da Amazônia. Precisamos conhecer melhor a nossa riqueza. Outro ponto que precisamos combater é a falta de recursos humanos. Sei que faltam profissionais de botânica para desenvolvimento de cursos de mestrado e de doutorado na região. Isso é carência que precisa ser resolvida", enfatizou.
Acompanhando do diretor do Inpa, Adalberto Luis Val, o ministro Mercadante conheceu o projeto da Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA).
Outros destaques foram as pesquisas que o Inpa desenvolve na área alimentícia. A pesquisadora do Instituto, Lúcia Yuyama, explicou sobre a potencialidade dos frutos amazônicos como cubiu e o camu-camu e exemplificou alguns produtos gerados a partir das pesquisas feitas no Instituto como a farinha de pupunha de grande potencial nutricional.

Identificação de plantas

O ministro recebeu um livro produzido por pesquisadores do Inpa intitulado "Flora da Reserva Ducke - Guia de identificação das plantas vasculares de uma floresta de terra-firme na Amazônia central". O coordenador do programa de pós-graduação em Botânica (PPG-BOT), Alberto Vicentini, explicou para o ministro a carência de estudos na área de botânica na Amazônia e o quanto se conhece pouco sobre a região.
O gerente- executivo do LBA e pesquisador do Inpa, Antonio Manzi, apresentou o projeto LBA que tem a finalidade conhecer sobre o funcionamento da atmosfera da região.
Para a pesquisa será instalada uma torre de 320 metros, a primeira desse tipo na América do Sul, instalada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, no município de São Sebastião do Uatumã, interior do Amazonas.
É um projeto bilateral entre Brasil, representado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e da Alemanha, através do Instituto Max Planck de Química.

"Super rua" diminui acidentes e reduz tempo de viagem

Redação do Site Inovação Tecnológica - 27/01/2011

As super ruas reduzem o tempo de viagem e o número de acidentes. [Imagem: Joe Hummer, North Carolina State University]
Não é uma rua e nem uma avenida; não é uma via expressa e nem tampouco uma rodovia.
Seus criadores a chamam simplesmente de "super rua".
E, segundo os primeiros testes, as super ruas diminuem significativamente o tempo gasto em cada trajeto e levam "a uma drástica redução nas colisões entre automóveis e ferimentos em acidentes."

Tempo de viagem e acidentes

"O estudo mostrou uma redução de 20 por cento no tempo total de viagem em relação aos cruzamentos similares que usam os modelos de tráfego convencional," afirma Dr. Joe Hummer, da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
Hummer e seus colegas fizeram a primeira avaliação real deste modelo de tráfego, projetado para atender às necessidades de vias interligação, que normalmente interligam rodovias ou vias expressas de grande tráfego.
Os testes mostraram uma redução de 46% nas colisões de automóveis. E os acidentes que ocorreram tiveram 63% menos feridos do que os acidentes em vias similares com desenho tradicional.

O que são super ruas

Super ruas são vias locais ou de interligação, e não vias expressas.
São vias onde as conversões à esquerda das ruas laterais são redirecionadas, assim como o tráfego das ruas que precisam cruzar a super rua.
Nos dois casos, os motoristas são primeiro obrigados a fazer uma curva à direita e então fazer um retorno em U.
Embora isso possa parecer mais demorado, o estudo mostrou que o resultado prático é uma significativa economia de tempo no trajeto, uma vez que os motoristas não ficam mais parados esperando para virar à esquerda, ou parados no cruzamento, esperando para entrar na via.

Curiosidade interessante

O conceito de super rua não é novo, mas tem permanecido como uma curiosidade, com poucos trabalhos de aferição cuidadosa de suas vantagens ou desvantagens em relação ao sistema tradicional de tráfego.
Segundo Hummer, este foi o maior estudo já feito, envolvendo 16 super ruas implantadas no estado da Carolina do Norte. Os resultados levam em conta tanto super ruas dotadas de semáforos quanto super ruas com fluxo totalmente livre.

Fonte e demais informações: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=super-rua&id=010170110127