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terça-feira, 30 de novembro de 2010

GalileuLab ensina a fazer bomba de sementes



Fonte e demais informações: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1222774-7823-GALILEULAB+ENSINA+A+FAZER+BOMBA+DE+SEMENTES,00.html

Usar computador por muito tempo à noite prejudica o sono, diz pesquisa



Fonte e demais informações: http://g1.globo.com/videos/jornal-da-globo/v/usar-computador-por-muito-tempo-a-noite-prejudica-o-sono-diz-pesquisa/1379902/#/Edições/20101122/page/1

ABRAREC realiza evento focado em cases de empresas que utilizam a Inovação como modelo de negócios

TAM, SKY e TIM irão compartilhar modelos de gestão utilizados no próximo dia 3 de dezembro, no Hotel Ninety

 Empresas eficazes caracterizam-se por desenvolverem continuamente um ambiente de trabalho voltado a inovação. Sem essa característica, o país não conseguirá transformar conhecimento em desenvolvimento econômico.

Durante o evento “Inovação: conceitos, cases e aplicações”, a ABRAREC (Associação Brasileira de Relações Empresa Cliente), em parceria com a Wittel, irá apresentar os modelos de gestão utilizados por empresas vencedoras utilizando os cases concretos desenvolvidos. Será no dia 3 de dezembro de 2010, das 9h às 12h, no Hotel Ninety, em São Paulo.

Entre os executivos confirmados estão Ricardo Floresta, da SKY; Alex Magalhães, da TAM; e Bianca Beser de Deus, da TIM.

O encontro reunirá profissionais das áreas de Atendimento, Comunicação, Call Center, Comercial, Desenvolvimento, Marketing, Ouvidoria, Pesquisas, Planejamento, Qualidade, Relacionamento, SAC, CRM e RH.

As inscrições podem ser feitas pelo telefone (11) 3661-9116 ou por e-mail (eventos@abrarec.org.br). Associados VIP com no máximo três pessoas tem entrada gratuita, os da ABRAREC pagam uma taxa de R$ 90,00 e dos não associados será cobrado R$ 120,00.

Serviço:

Debate: “Inovação: conceitos, cases e aplicações”

Quando: 3 de dezembro de 2010

Horário: 9h às 12h

Local: Hotel Ninety

Alameda Lorena, 521 - Jardim Paulista – SP

Informações: (11) 3661-9116 ou envie e-mail paraeventos@abrarec.org.br

Sobre a ABRAREC

A Associação Brasileira das Relações Empresa-Cliente (ABRAREC) foi criada no Dia Internacional do Consumidor, em 15 de março de 2003, por profissionais de destaque nas áreas de relacionamento entre empresas e clientes, incluindo, também, setores de Marketing de Relacionamento, Marketing Direto, Call Center, Serviços Telemarketing, Database Marketing, Serviço de Atendimento ao Consumidor, Atendimento ao Cliente, Comércio Eletrônico, Gerenciamento de Relacionamento com o Cliente (CRM) e Vendas. A ABRAREC é uma entidade sem fins lucrativos, que tem como objetivo divulgar a cultura, gestão e tecnologia do relacionamento entre empresas, clientes e consumidores, além de aprimorar a capacitação profissional e certificar a excelência em relacionamento.

Informações para a Imprensa:

DFREIRE Comunicação e Negócios

(11) 5505-8922

Tatiana Ferrador – tatiana@dfreire.com.br

Marina França – marina@dfreire.com.br
 

Sinop sedia curso de acessibilidade e mobilidade

O município de Sinop (500 Km ao norte de Cuiabá) sedia entre os dias 3 e 4 de dezembro, um Curso de Acessibilidade e Mobilidade Urbana na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Gratuito, o curso será das 8h às 18h no primeiro dia, e das 8h às 16h no dia 4. Ao todo, são oferecidas 35 vagas, sendo 10 para estudantes e 25 para profissionais do sistema tecnológico.

As inscrições devem ser realizadas no site do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-MT). No caso de profissionais que não residem em Sinop, mas desejam participar do evento, é necessário entrar em contato pelos telefones (65) 8136-9608 ou (65) 9922-9654 ou pelo e-mail amcegos@uol.com.br.

O curso têm como objetivo promover cursos gratuitos relacionados a Acessibilidade tendo como público-alvo engenheiros, técnicos, arquitetos, tecnólogos da área de construção e estudantes.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail: acessibilidade@crea-mt.org.br.
 

27 de Novembro - Dia do engenheiro e do técnico de segurança do trabalho

Escrito por Elton Oliveira


Sex, 26 de Novembro de 2010 10:57


Dia 27 de novembro é comemorado o dia do Engenheiro de Segurança do Trabalho e do Técnico de Segurança do Trabalho.

As profissões de Técnico de Segurança do Trabalho e de Engenheiro de Segurança do Trabalho foram regularizadas pela Lei nº 7.410, de 27 de novembro de 1985, no entanto, muito antes desta data, as atividades do Engenheiro e do Técnico de Segurança já eram desempenhadas.

Esta portaria definiu que, para se exercer a função de Engenheiro de Segurança do trabalho, é necessário cursar a Graduação em Engenharia e depois se especializar com uma pós-graduação em Segurança do Trabalho.

Todos os processos e atividades que envolvem a Saúde e Segurança do trabalhador, inclusive as funções do Técnico de Segurança do Trabalho e do Engenheiro de Segurança do Trabalho, estão registrados nas Normas Regulamentadoras

A primeira versão das Normas Regulamentadoras foi publicada em 1978, e por elas estabeleceu-se a obrigatoriedade de serviços e programas responsáveis pelas questões relativas à saúde e segurança no ambiente de trabalho.

Atividades do Técnico de Segurança do Trabalho

As atividades desempenhadas pelos Técnicos de Segurança do Trabalho são: responsabilidade de aplicar os conhecimentos específicos de engenharia de segurança e medicina do trabalho com o objetivo de reduzir ou até eliminar os riscos à saúde do trabalhador; responsabilidade por orientar e treinar os trabalhadores quanto ao cumprimento das normas regulamentadoras de segurança e medicina do trabalho, o uso e conservação correta dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). O Técnico de Segurança do Trabalho também deve se envolver nos processos industriais para auxiliar na análise da melhor forma de se executar as tarefas com o maior índice de segurança possível.
 
O trabalho do Engenheiro de Segurança visa a prevenção de riscos nas obras, com o objetivo de preservar a vida das pessoas.

Além de supervisionar e orientar tecnicamente o serviço em diversos segmentos, ele também controla e fiscaliza sistemas de proteção coletiva e equipamentos de segurança e prevenção contra incêndio e pânico assegurando qualidade e segurança à obra.

As responsabilidades do Engenheiro de Segurança do Trabalho, enquanto integrante do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT, estão estabelecidas na Norma Regulamentadora nº.4, dentre as quais destacam-se:

* Aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes, inclusive máquinas e equipamentos, de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador;

* Colaborar, quando solicitado, nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da empresa;

* Responsabilizar-se tecnicamente pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela empresa e/ou seus estabelecimentos;

* Promover a realização de atividades de conscientização, educação e orientação dos trabalhadores;

* Esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, estimulando-os em favor da prevenção;

* Analisar e registrar em documento(s) específico(s) todos os acidentes e doenças ocupacionais ocorridos na empresa ou estabelecimento.

A profissão de Engenheiro de Segurança do Trabalho e de Técnico de Segurança do Trabalho é de extrema importância para a saúde dos trabalhadores.


GRUPO DE PESQUISA MATEMÁTICA APLICADA E COMPUTACIONAL (GPMAC)

Professor José Eugenio Lopes de Almeida

COMPONENTES HARMÔNICOS DOS SINAIS ELÉTRICOS – FERRAMENTAS MATEMÁTICAS

Os sinais de corrente e tensão elétricas eram até certa época senoidais. A proliferação de cargas não lineares nos sistemas elétricos, apesar dos benefícios inerentes a essas cargas, trouxe também um problema para os sistemas elétricos. Ocorre atualmente que as formas de ondas das tensões e das correntes são deformadas. Para estudar essas deformações, são utilizadas ferramentas matemáticas sendo a mais utilizada a decomposição por série de fourier. Esse trabalho apresenta essa aplicação, discorre sobre os vários problemas de Qualidade da Energia Elétrica e apresenta formas de ondas típicas das correntes dos mais comuns equipamentos hoje utilizados nas residências, comércios e indústrias
 

Censo – Itabira tem 109.551 habitantes; 52 mil homens e 56 mil mulheres

A população itabirana cresceu nos últimos três anos. De acordo com dados do Censo 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), nesta segunda-feira (29), Itabira, que em 2000 tinha 98.322 pessoas, hoje abriga 109.551 habitantes, ou seja 11.229 novos moradores. Desse total 102.097 pessoas vivem na área urbana da cidade e 7.454 na área rural, como nos distritos de Ipoema e Senhora do Carmo.

Além da população que cresceu nos últimos anos, o Censo do IBGE, apresenta outro dado curioso que são o número de homens e mulheres no município. De acordo com o levantamento atualmente vivem em Itabira 52.634 homens e 56.917 mulheres. Segundo o Instituto a média de moradores por domicílio em Itabira é de 3,47 pessoas, num total de 33.460 domicílios estimados.

Os dados finais do Censo 2010 serão divulgados nesta terça-feira (30).

Fonte: Via Comercial

Robô genético é gerado inteiramente por computador

Algoritmo genético
Engenheiros do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, projetaram um robô móvel inteiramente por computador, sem nenhum pitaco de um projetista humano.

O robô foi criado por um programa de computador que implementa os chamados algoritmos genéticos, técnicas de solução de problemas inspiradas em conceitos da biologia evolutiva, como hereditariedade e seleção natural.

A partir de uma solução criada aleatoriamente, o programa vai criando "gerações" da estrutura do robô. A cada geração, os "indivíduos" são avaliados em termos dos objetivos que se quer atingir. Aqueles "mais aptos" são selecionados e o programa prossegue, até que a solução final seja encontrada.

No final, as geometrias do robô são exportadas diretamente para um arquivo CAD. As diversas peças são fabricadas por máquinas automatizadas, em um processo conhecido como manufatura aditiva, ou prototipagem rápida.

Robô genético

Modelar os movimentos de um robô, ou torná-lo capaz de agarrar determinados objetos, é uma tarefa complicada e demorada. Deixar um programa rodando e depois ir buscar seu "robô genético" já pronto parece uma alternativa muito mais atraente.

O robô genético é formado por um conjunto de tubos, unidos por juntas articuladas esféricas, que podem assumir diferentes formatos, dependendo da tarefa a ser executada.

O princípio é o mesmo já usado pela NASA para projetar um robô que muda de formato para explorar Marte.

A grande diferença é que o robô pode ser projetado muito mais facilmente e provavelmente alcançará uma eficiência muito maior. "A única informação a ser fornecida é: 'Mova-se para frente da maneira mais eficiente possível, sobre uma superfície plana'," explica o Dr. Andreas Fischer, coordenador do projeto.

O programa então seleciona os elementos móveis necessários para que o robô genético possa avançar ao longo desta superfície, determinando a forma e a dimensão dos tubos e a posição dos pés, das juntas e dos atuadores (motores).

Como se baseia em conceitos da biologia evolutiva, o programa gera "populações de soluções" - o projetista então poderá escolher aquela que melhor resolva o problema específico no qual ele está trabalhando.

"Outra vantagem é que o algoritmo às vezes 'cospe' variações surpreendentes - 'mutações' - que não necessariamente teriam ocorrido ao projetista," explica Fischer.

Engine de física

A base do sistema é um engine de Física, no qual estão implementadas as influências ambientais mais importantes, como a gravidade e a fricção encontrada em determinada superfície.

É possível também projetar robôs para andar em superfícies irregulares, subir escadas e até nadar - basta simular as "influências ambientais" cabíveis a cada situação.

O gerador genético de robôs também pode ser aplicado para projetar subcomponentes, tais como mãos robóticas ou sistemas de garras para robôs industriais.

A solução gerada pelo programa genético cobre todos os aspectos da estrutura mecânica móvel.

Contudo, obviamente o robô não sairá da máquina de prototipagem pronto para andar. Para isso será necessário acrescentar a parte mecatrônica - a interconexão entre mecânica, eletrônica e o programa necessário para coordenar tudo.

Fonte: Inovação Tecnológica

Calor do escapamento gera eletricidade e diminui consumo do carro

Pesquisadores estão desenvolvendo um sistema que usa o calor do escapamento de um carro para gerar eletricidade, reduzindo o consumo de combustível do veículo.

Xianfan Xu, da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, afirma que a eletricidade gerada a partir do calor do escapamento é suficiente para recarregar as baterias do carro.

Em um carro comum, isso equivale a dispensar a carga representada pelo alternador, que consome uma parte da potência do motor para manter as baterias carregadas.

Em um carro híbrido, a energia pode ser usada da mesma forma que o sistema KERS da Fórmula 1.

Materiais termoelétricos
A equipe está desenvolvendo uma nova geração de materiais termoelétricos - materiais que geram eletricidade a partir de um diferencial de temperatura.

O protótipo, que está sendo construído em parceria com a GM, será instalado no sistema de exaustão, depois do conversor catalítico, aproveitando os gases que chegam até lá a cerca de 700 graus Celsius.

Os materiais termoelétricos conhecidos atualmente não conseguem suportar as temperaturas mais elevadas no interior do próprio catalisador, que alcançam até 1.000 graus Celsius.

Segundo os cálculos dos cientistas, a energia gerada a partir do calor do escapamento será capaz de gerar uma economia de combustível de 5%. Quando os materiais termoelétricos de alta temperatura (~1.000º C) já estiverem disponíveis, a economia pode saltar para 10%.

Transferência de calor
O material termoelétrico está contido em pequenas pastilhas, com poucos centímetros de largura, projetadas em formatos especiais para se encaixarem no interior das tubulações.

"Elas são otimizadas para funcionar de forma eficiente a diferentes temperaturas, que vão caindo conforme o gás flui ao longo do sistema de escapamento," explica Xu.

Transformar o calor em eletricidade não é o único desafio do projeto. Os cientistas estão tendo que ajustar os materiais usados nas pastilhas e no próprio sistema de exaustão para minimizar as diferenças de expansão e contração de cada material quando eles se aquecem e se resfriam.

Outra dificuldade é desenvolver materiais que sejam pobres condutores de calor. O material termoelétrico gera eletricidade quando há diferença de temperatura entre suas duas faces: se o calor fluir muito rapidamente de um lado para o outro, sua eficiência cai dramaticamente.

"O maior desafio é o projeto em nível de sistema - como otimizar tudo para conseguir o maior calor possível do sistema de exaustão," diz Xu. "O escapamento do carro tem que transferir o maior calor possível para o material."

Metais misturados

Os pesquisadores estão usando primariamente um material chamado escuterudita (skutterudite), um mineral natural que é um arseneto de cobalto - formado por cobalto, arsênio, níquel e ferro.

Os cientistas descobriram que a adição de elementos de terras raras - lantânio, césio, neodímio e érbio - reduzem a condutividade termal da escuterudita.

Mas como os elementos de terras raras puros são muito caros, o grupo está tentando substituí-los por uma mistura dessa família, reunidos em ligas conhecidas como mischmetals (do alemão "metais misturados").

Cientistas alemães, em um trabalho independente, também estão tentando aproveitar o calor do escapamento dos automóveis para aposentar o alternador.

Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Brasil e França desenvolverão projetos conjuntos

Uma cooperação entre o Brasil e a França permitirá o desenvolvimento de projetos nas áreas de indústria aeronáutica, automotiva e eletrônica, de saúde pública e assistência social, turismo, hotelaria e gastronomia. Serão liberados R$ 200 mil, a partir do próximo ano, para cada proposta que contemplar um desses setores.

     A parceria envolve institutos federais de educação, ciência e tecnologia brasileiros e os liceus franceses. De acordo com o assessor internacional da Educação Profissional do Ministério da Educação (MEC), Rodrigo Torres de Araújo Lima, o projeto de cooperação é um grande avanço. “O Brasil não se limita a ser um mero receptor de conhecimentos, é também um propagador de conhecimentos e experiências”.

     Para a pró-reitora de ensino, pesquisa e pós-graduação do Instituto Federal do Paraná, Neusa Rosa Nery Morro, que integrou a missão brasileira à Paris este mês, a cooperação permitirá a professores e estudantes de ambos os países a familiarização com os sistemas de ensino, pesquisa e extensão nos diferentes níveis de educação.

     Participam do projeto os institutos federais do Amazonas, de Brasília, do Ceará, Fluminense, de Minas Gerais, do Pará, do Paraná, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte, de Santa Catarina, de São Paulo, Sul Rio-Grandense e de Tocantins.

     (Com informações do MEC) 

Fontes e demais informaçõeshttp://www.gestaoct.org.br/

Senado Federal aprova Projetos de Lei de Conversão

O plenário do Senado Federal aprovou na última quinta-feira (25), os Projetos de Lei de Conversão (PLVs) 13/2010 e 12/2010 resultantes das modificações efetuadas pela Câmara dos Deputados às Medidas Provisórias (MP) 495 e 497 de 2010.


O primeiro beneficia empresas nacionais em licitações e estabelece preferência, nas licitações públicas, por produtos e serviços de conteúdo tecnológico produzidos no Brasil, como uma nova política de apoio à inovação. A MP estabelece uma margem de preferência para produtos manufaturados e serviços nacionais, mesmo que estes custem até 25% a mais do que seus concorrentes estrangeiros.


Já o segundo promove a desoneração tributária de subvenções governamentais destinadas ao fomento das atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação nas empresas. As matérias vão à sanção presidencial.

Fonte e demais informações: https://mail.google.com/mail/?shva=1#spam/12c99847c1de39a7

Edital da Capes seleciona projetos na área de engenharia e tecnologia

Estão abertas até o dia 31 de março de 2011, as inscrições para o edital 67/2010 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em parceria com a Organização Neerlandesa para a Cooperação Internacional em Educação Superior (Nuffic). O objetivo é selecionar projetos conjuntos de pesquisa entre Brasil e Holanda na área de engenharia e tecnologia para o Programa Branetec.      A proposta deve ter caráter inovador e demonstrar o desenvolvimento do setor nos contextos nacional e internacional, além de contemplar o aprendizado da língua do país parceiro (inglês e/ou holandês). O coordenador deve ter título de doutor há pelo menos cinco anos e deter reconhecida competência na área.
     Os estudantes brasileiros de graduação receberão uma bolsa no valor de 870 euros mensais, seguro saúde, auxílio instalação, e passagem aérea. Os interessados deverão ter concluído 50% dos créditos requeridos pelos respectivos cursos. Está prevista a concessão anual de até R$ 10 mil à equipe brasileira, como recursos de material de consumo.
     O edital está disponível neste link

Fonte e demais informaçõeshttp://www.gestaoct.org.br/

CCTCI aprova emendas que aumentam o orçamento do MCT

Na última quarta-feira (24), a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados (CCTCI) aprovou quatro emendas de acréscimo ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). Elas aumentam em R$ 600 milhões a dotação destinada ao MCT.      Projetos de inclusão digital; apoio à pesquisa, inovação e à extensão tecnológica para o desenvolvimento social; fomento de incubadoras de empresas e parques tecnológicos; e apoio à pesquisa e desenvolvimento em áreas temáticas da biodiversidade serão as ações contempladas.
     Emendas de remanejamento de recursos programados para o MCT e para o Fundo Aeronáutico (Ministério da Defesa) também foram aprovadas: R$ 30 milhões para a concessão de bolsas de estímulo à pesquisa; R$ 18 milhões para a ação de pesquisa e desenvolvimento em ciências e tecnologias nucleares e em aplicações das radiações ionizantes; R$ 15 milhões para o fomento a projetos de fortalecimento da capacidade científica e tecnológica; e R$ 67 milhões para o Fundo Aeronáutico destinados ao desenvolvimento de projetos de sistemas bélicos.
     (Com informações da CCTCI) 

Fonte e demais informaçõeshttp://www.gestaoct.org.br/

Senado aprova projeto de lei de isenção tributária para inovação

O projeto de lei de conversão 011/2010, que concede desoneração tributária aos recursos governamentais voltados para inovação e pesquisa tecnológica, foi aprovado no Senado na quarta-feira, 24. O projeto é uma alteração da Medida Provisória 497, da Câmara dos Deputados, e deve ser sancionado pelo presidente Lula na próxima semana.

A lei é mais um dos projetos de conversão, plano do governo para fomentar os investimentos em infraestrutura para a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil. Estão incluídas nos benefícios as empresas que apresentarem projetos de inovação tecnológica ou investimentos em pesquisa e desenvolvimento no setor.

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson de Andrade, o projeto é fundamental por colocar a inovação e a pesquisa tecnológica num âmbito de estratégia empresarial. Segundo ele, a inovação é fundamental para o incentivo à competição, que, por sua vez, é extremamente importante para o desenvolvimento das empresas brasileiras.

Fonte e demais informações: http://www.tiinside.com.br/25/11/2010/senado-aprova-projeto-de-lei-de-isencao-tributaria-para-inovacao/ti/205399/news.aspx

Empreendedorismo pode ser brincadeira de criança


Tudo começa com uma brincadeira, depois o negócio vai ficando sério. Foi isso o que aconteceu com o pequeno americano Joseph Hudicka, de apenas oito anos de idade. Cansado de usar os mesmos brinquedos, o menino resolveu criar seus próprios jogos eletrônicos. Assim como as crianças, especialistas explicam que o empreendedor também deve sempre experimentar e buscar soluções e oportunidades.
Criar é o que as crianças mais gostam de fazer, inventar novas brincadeiras e novas histórias. Mas no caso do menino Joseph, essa brincadeira foi bem mais séria. Ele criou dois aplicativos para iPhone, o Puckz, jogo de tabuleiro que mistura xadrez e hóquei no gelo, e o Goalz, inspirado no futebol. O garoto estreou na App Store em março deste ano e, até junho, já tinha vendido mais de 800 cópias dos seus aplicativos e faturado cerca de US$ 500. O lucro é administrado pelos pais.


Outro exemplo de empreendedorismo precoce é o caso da menina americana Ashley Qualls, de 14 anos de idade, que personaliza páginas no MySpace. Ela transformou seu hobby em trabalho sério. Com apenas oito dólares emprestados da mãe, criou o site Whateverlife.com, que distribui gratuitamente layouts voltados para o público jovem e é financiado por anúncios. O site já chegou a atrair mais de sete milhões de visitantes mensais. O negócio deu tão certo que Ashley já recusou até uma oferta de US$ 1,5 milhão para vender a empresa. Em setembro de 2006, já com 19 anos, a menina comprou à vista uma casa de US$ 250 mil.
Para conhecer mais sobre empreendedorismo precoce, o blog da empresa eCoopertec, Cooperativa de Tecnologia de Serviço selecionou 10 histórias de crianças e adolescentes empreendedores que deram certo. Eles criaram seus negócios antes mesmo de deixar o colégio.

Fonte e demais informações: http://www.idigo.com.br/empreendedorismo/empreendedorismo-pode-ser-brincadeira-de-crianca/

Campus Party terá prêmio de R$ 100 mil para inventor

Campus Party Brasil terá área reservada à apresentação de projetos de empreendedores e inventores

 
São Paulo - Em sua quarta edição, a Campus Party Brasil terá uma área reserva para apresentação de projetos de empreendedores e inventores.

O evento, que ocorre em São Paulo, de 17 a 23 de janeiro de 2011, oferecerá prêmios aos melhores projetos apresentados, incluindo 100 mil reais em dinheiro para o melhor invento da edição.

A competição Campuseiros Inventam, patrocinada pela Telefônica, vai abrir espaço aos 15 candidatos com as ideias de produtos mais inovadores para que exponham seu protótipo durante o evento. O vencedor da competição leva os 100 mil reais mais um ano de suporte de um mentor e passe livre com todas as despesas pagas para cinco outras edições da Campus Party em qualquer lugar do mundo.

“Esta competição é voltada para quem tem uma grande ideia mas não quer abrir uma empresa ou focar na área comercial. É para quem quer ficar no laboratório”, explica Gabriel Colasso, um dos responsáveis pela organização do evento.

Para os interessados em transformar sua ideia em negócio, há também a competição Campuseiros Empreendem, com duas frentes: empreendimentos inovadores em tecnologia em geral e empreendimentos ligados a aplicações e dispositivos móveis – para celulares inteligentes, tablets e outros portáteis.

 “O projeto pode estar no papel ou ser uma empresa em fase inicial”, explica Colasso. A organização selecionará os 30 candidatos (20 para o prêmio geral e 10 para a categoria de aplicativos e dispositivos móveis) com maior potencial, que farão apresentações de 20 minutos do seu negócio durante o evento. Os prêmios para a categoria ainda serão definidos, mas provavelmente serão horas de trabalho em escritórios colaborativos, cursos de empreendedorismo ou pós-graduação e consultoria.

Os vencedores de ambas as competições serão conhecidos ao final do evento, em 22 de janeiro. As inscrições já estão abertas nos respectivos hotsites (Campuseiros Inventam e Campuseiros Empreendem), até 27 de dezembro. Na última edição,a  organização recebeu cerca de 100 inscrições para 30 vagas.

Além das competições, o evento tem uma área reservada aos empreendedores, a Campus Start-up. Além de mesas redondas nas quais emprendedores contarão suas histórias de sucesso, uma série de conferências apresentadas por profissionais de diversas áreas de conhecimento mostrarão aos campuseiros como transformar um projeto inovador em um negócio promissor.

Programa de Assistência Estudantil

Inscrições
Para alunos regularmente matriculados até 2010:
PERÍODO: 22 de Novembro a 03 de Dezembro de 2010
Para alunos ingressantes pelo processo seletivo de 2011:
PERÍODO: 01 A 04 DE MARÇO DE 2011
LOCAL:
• Em Itajubá: Na PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
• Em Itabira: NÚCLEO PEDAGÓGICO

Edital

Formulários


Contato
Correio Eletrônico: dae@unifei.edu.br

Fonte e demais informações: http://unifei.edu.br/graduacao/programa-assistencia-estudantil

Biocombustíveis precisam aprender a falar inglês

Estudos feitos no Brasil sobre os impactos ambientais e socioeconômicos da produção de etanol de cana-de-açúcar têm mostrado a eficiência do biocombustível nacional.

Mas, para que as pesquisas tenham de fato impacto positivo na competitividade da indústria nacional, é preciso aumentar o número de artigos publicados em revistas internacionais de alto impacto.

A avaliação foi feita por representantes da indústria sucroalcooleira durante o Simpósio sobre Impactos Ambientais, Sociais e Econômicos dos Biocombustíveis, realizado pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) e pela BeBasic, um programa de pesquisas financiado pelo governo da Holanda e voltado para o desenvolvimento de bioquímicos, biomateriais e biocombustíveis.



Impacto dos biocombustíveis

O simpósio teve o objetivo de discutir tópicos relacionados aos impactos da produção e do uso de biocombustíveis, a fim de definir temas e questões que poderão ser estudados em conjunto pelo BIOEN e pela Be-Basic.

Luiz Fernando Amaral, assessor de Meio Ambiente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), foi o primeiro palestrante, com o tema "Perspectivas da indústria sobre inovação e impacto dos biocombustíveis".

Segundo ele, os cientistas brasileiros produzem estudos de qualidade sobre os impactos do etanol, mas precisam publicar mais em revistas internacionais de peso.

"É fundamental aumentar a quantidade dos estudos publicados em inglês em revistas científicas internacionais de alto impacto. A indústria se ressente especialmente da falta de publicações de pesquisa primária, com dados básicos, nesse tipo de publicação", disse Amaral.

Segundo ele, muitos estudos importantes de impacto do etanol têm sido publicados apenas em revistas nacionais, em português. Se não fosse essa limitação, aponta, tais dados poderiam ter impacto direto nas regulamentações e políticas internacionais adotadas para biocombustíveis, refletindo diretamente no mercado.

"Esses dados, muitas vezes, poderiam atestar a eficiência do etanol brasileiro, mostrando seu baixo impacto ambiental e socioeconômico. Mas não podemos utilizá-los nas negociações internacionais porque as publicações só têm abrangência local", afirmou.

Estoques de carbono

Um exemplo típico são os estudos sobre os estoques de carbono no solo. De acordo com Amaral, a Europa e o Japão fizeram recentemente cálculos de emissões relacionadas aos impactos da mudança do uso do solo provocados pelo avanço da cultura de cana-de-açúcar.

Esses dados, provenientes do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), deram base para uma avaliação do estoque de carbono existente quando a cana cresce sobre pasto, ou sobre terrenos onde havia outras culturas. "Só que os dados do IPCC não são para a cana-de-açúcar. São dados de culturas perenes e de culturas temporárias - e a cana não se enquadra em nenhuma das duas categorias", destacou.

Os brasileiros apresentaram, então, segundo Amaral, dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), que eram mais próximos da realidade. No entanto, esses estudos não haviam sido publicados em revistas internacionais que utilizam o sistema de revisão por pares.

"Mostramos milhares de mensurações feitas pelo setor privado e os valores eram muito diferentes do que eles haviam utilizado. Mas, como eram dados provenientes da indústria, não foram aceitos, por serem considerados tendenciosos pelos organismos internacionais", disse.

Segundo Amaral, os estudos feitos pelo CTC posteriormente foram publicados em revistas internacionais e acabaram aceitos. "Esse exemplo é válido para muitas outras situações que enfrentamos. É fundamental publicar em revistas internacionais de impacto. Programas como o BIOEN-FAPESP certamente vão ajudar muito nesse sentido", disse.

Sustentabilidade econômica e ambiental

Na abertura do evento, o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, ressaltou que os estudos dos impactos ambientais e socioeconômicos dos biocombustíveis são especialmente importantes para São Paulo e para o Brasil.

"O Brasil obteve grandes avanços nas pesquisas sobre biocombustíveis, mas esses esforços estavam concentrados especialmente na questão da produtividade. Alguns avanços foram feitos em sustentabilidade, mas não se dava tanta importância para o tema. Nos últimos anos, considerando-se a quantidade o potencial da produção brasileira, o tema se tornou central", afirmou.

Luuk van der Wielen, professor do Departamento de Biotecnologia da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, destacou a importância da colaboração entre o BIOEN e o programa Be-Basic, que ele coordena.

"Na nossa avaliação, se a Holanda quiser se manter entre as 20 maiores economias do mundo, é preciso investir na sustentabilidade econômica e ambiental. Isso só se faz com parcerias internacionais e com ciência. O Brasil, com sua experiência em bioenergia, é um parceiro muito importante nesse sentido. Mas é preciso também levar os avanços do laboratório para a realidade e, por isso, é fundamental entender os impactos sociais e econômicos dos avanços científicos", disse.

Patricia Osseweijer, da Universidade de Tecnologia de Delft (Holanda), destacou que o interesse pelos impactos socioambientais da bioenergia decorre de uma necessidade estratégica para a Holanda. A parceria com o Brasil será fundamental para esse tipo de pesquisa.

"Está claro que, se quisermos construir uma economia sustentável, vamos precisar mudar. Mas é preciso saber agora o que mudar, como mudar e quem deve promover as mudanças. Por isso é tão importante que a Be-Basic e a FAPESP estejam juntando esforços nos estudos sobre os impactos ambientais, sociais e econômicos dos biocombustíveis", disse.

Pesquisadores sobre biocombustíveis

De acordo com Glaucia Mendes de Souza, membro da coordenação do BIOEN-FAPESP, o programa tem procurado aumentar o número de pesquisadores envolvidos com o tema dos biocombustíveis, para que a pesquisa brasileira tenha impacto direto na produção industrial.

"Temos 250 pesquisadores trabalhando em projetos do BIOEN e outros 52 cientistas de 11 países que colaboram com pesquisas em São Paulo. Até agora tivemos um aumento de produção científica muito grande sobre etanol e outros biocombustíveis, mas não avançamos tanto ainda na área de sustentabilidade", disse a professora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP).

Heitor Cantarella, professor do Instituto Agronômico de Campinas e também membro da coordenação do BIOEN, destacou que o simpósio foi importante para definir as principais questões ligadas aos impactos ambientais e socioeconômicos dos biocombustíveis e criar uma agenda de ação conjunta entre BIOEN e Be-Basic.

"Queremos estabelecer os pontos de convergência em relação aos impactos dos biocombustíveis, para, a partir dessa avaliação, conceber uma chamada conjunta para propostas de pesquisa. É muito importante para o Brasil aumentar o número dos projetos e das pessoas que trabalham com essa questão dos impactos", disse.

Fonte: Inovação Tecnológica

Inovações em ciência e tecnologia são desafio para governos latino-americanos

Inovação
Pela primeira vez, ministros e outras autoridades de nações da América Latina se encontraram para discutir o papel da ciência e da tecnologia na agenda socioeconômica de seus países.

O resultado do encontro, encerrado na semana passada em Buenos Aires, mostrou que os países do continente consideram o setor uma área que incorpora componentes aplicáveis ao segmento produtivo e que, com isso, também pode abrir espaço à competitividade comercial.

Ana Paula Kobe, assessora de Ciência e Tecnologia da embaixada brasileira na capital argentina, participou do encontro e disse à Agência Brasil que o uso das ferramentas desse setor torna-se o grande desafio dos governos latino-americanos, porque atualmente nenhum deles quer depender exclusivamente de suas exportações agrárias.

"Hoje, [ter] um grande componente tecnológico impulsiona as empresas", disse a assessora. "Há 20, 30 anos, a Coreia do Sul investia pouco em ciência e tecnologia. Desde que o governo local passou a encarar o setor como prioridade, o país conseguiu estar entre os primeiros do mundo na área de inovação, da apresentação de propostas científico-tecnológicas que mudaram não apenas a própria Coreia do Sul, mas também chegaram ao resto do mundo."

Prioridades em ciência e tecnologia

Ana Paula Kobe disse que os ministros e autoridades de ciência e tecnologia da América Latina assinaram uma Declaração de Buenos Aires que não é apenas um documento com afirmações genéricas distribuído ao fim de um encontro internacional.

"O diferencial da Declaração de Buenos Aires é que ela já identifica os temas prioritários para a cooperação dos países latino-americanos no setor de ciência e tecnologia. Entre eles estão as mudanças do clima, a segurança alimentar, as energias alternativas, a saúde e a prevenção de desastres naturais," garante ela.

Um exemplo de como a ciência e a tecnologia podem ser aplicadas na vida prática das pessoas é o uso da TV digital na prevenção de desastres naturais. Nas regiões do mundo onde ocorrem, com relativa frequência, abalos sísmicos, terremotos, enchentes e outras fenômenos da natureza, a TV digital pode servir como ferramenta para o envio de alertas e informações sobre segurança para que os cidadãos tenham tempo suficiente de procurar abrigo.

Segundo Ana Paula Kobe, esta é uma aplicação da ciência e da tecnologia que entra no cotidiano das pessoas, tornando-se uma ferramenta de uso prático e não apenas uma complicada fórmula de laboratório. "Uma pessoa pode estar usando uma roupa que é mais resistente ao desgaste porque foi produzida dentro dos princípios da nanotecnologia [área da ciência que manipula o próprio átomo para a produção de novos materiais e estruturas químicas]".

Indústria tecnológica

Os ministros e autoridades de ciência e tecnologia da América Latina reunidos em Buenos Aires propuseram a criação de um grupo para elaborar uma agenda de trabalho.

Esse documento deverá estar pronto até março de 2011, quando os ministros de Ciência e Tecnologia que participaram do encontro em Buenos Aires estarão novamente reunidos, desta vez na cidade mexicana de Guanajuato.

"A estimativa é que um ano de produção na indústria tecnológica corresponde a sete anos de qualquer outra indústria. Não há tempo a perder. É preciso ser rápido e os países latino-americanos estão conscientes de que devem se apressar para fazer da ciência e da tecnologia um componente importante da sua agenda produtiva", justificou a assessora.

Fonte: Inovação Tecnológica

Minas Gerais lança Núcleo de Inovação

Agenda de competitividade
O estado de Minas Gerais agora também tem o seu Núcleo de Inovação.
O núcleo é uma ação da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), iniciativa da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) para dobrar, em quatro anos, o número de empresas inovadoras no País.
O diretor de Operações da CNI, Rafael Lucchesi, ressaltou o papel fundamental da inovação na agenda de competitividade das empresas, e da importância do empresariado na implementação desta agenda.
Lucchesi também lembrou os diversos fatores que podem contribuir para o sucesso deste objetivo, como facilitar o acesso ao crédito e ter a preferência nas compras do governo.
"Nossa meta é desafiadora: dobrar o número de empresas inovadoras no País. Mas é um objetivo totalmente factível. Para isso, vamos criar uma agenda de ganho de produtividade para as pequenas e médias empresas. E sensibilizar a direção das indústrias para a importância da inovação", afirmou Lucchesi.

Marco regulatório
Os instrumentos que estarão disponíveis com a instalação dos Núcleos de Inovação foram relacionados pelo secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antonio Elias.
Alguns deles foram criados para promover maior integração entre os diversos níveis de governo, a iniciativa privada, universidades e centros de pesquisa. Elias também comparou os mecanismos atuais de incentivo à inovação com os existentes há alguns anos, e apontou alguns problemas.
"Se antes não tínhamos marco regulatório e recursos, hoje temos. Certamente, temos que melhorar a comunicação e a burocracia. Muitos não sabem da existência desses incentivos ou de como ter acesso a eles", explicou Elias.
Um estudo recente apontou obstáculos à inovação no Brasil com base no estudo das estratégias nacionais de estímulo à inovação em sete países: EUA, Canadá, França, Finlândia, Reino Unido, Irlanda e Japão - veja Inovação tem lugar central nas políticas industriais de países desenvolvidos.

Potencial de desenvolvimento
A demora do setor privado brasileiro em adotar a estratégia de inovação decorreu das três décadas de instabilidade macroeconômica no País, analisou Luciano Coutinho, presidente do BNDES. Os empresários não tinham como enxergar a economia em longo prazo, quanto mais assumir os riscos que a inovação nos negócios traz.
Coutinho também listou os setores cuja capacidade de crescimento o fazem crer no potencial de desenvolvimento de Minas e do Brasil. "Temos que fazer investimentos em petróleo e gás, em energia - estamos construindo três das maiores hidrelétricas do mundo - e construção civil. Aprendemos com nossos erros em macroeconomia. Há hoje uma capacidade do Brasil de sustentar esse crescimento que é reconhecida por todos", disse Coutinho.
Em seguida, ele enumerou as características do parque industrial mineiro que podem lhe trazer vantagens na disputa pelo mercado. Uma delas é a diversidade. O presidente do BNDES citou as indústrias siderúrgica, metalúrgica, mecânica, química e a agroindústria, instaladas em Minas, para confirmar sua ideia. "Trata-se de uma indústria de tradição e que neste momento tem tido um crescimento muito forte, no qual destaco as pequenas e médias empresas. Também temos registrado uma resposta muito forte no setor de agronegócio", analisou Coutinho.

Competitividade nacional
O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, reafirmou seu compromisso com o aumento da competitividade da indústria nacional, cujo ponto principal é o incentivo à inovação.
Ele citou o contrato assinado com o Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), cujo montante de R$ 50 milhões será investido na implementação de 20 a 27 Núcleos de Inovação no País.
"Estamos comparando o nosso trabalho de incentivo à inovação com o movimento em prol da qualidade, que mobilizou a indústria há algum tempo. E que trouxe aumento da participação do Brasil não só no mercado nacional como no internacional", avaliou Andrade.

Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Capes e instituto de educação de Londres firmam parceria

Promover a mobilidade de pesquisadores e docentes na área de educação e criar a Cátedra Instituto de Educação da Universidade de Londres - Anísio Teixeira. Este é o objetivo do memorando de entendimento assinado entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Instituto de Educação da Universidade de Londres (IOE), na última segunda-feira (22), em Londres.

O acordo prevê a cooperação acadêmica entre instituições brasileiras e inglesas de educação superior a fim de promover o desenvolvimento educacional, científico e tecnológico de ambos os países, assim como impulsionar o desenvolvimento das relações bilaterais no âmbito da educação e do conhecimento mútuo.

Por meio de edital, a Capes selecionará uma lista de candidatos e irá arcar com as mensalidades, no valor de 3,5 mil euros, além de seguro-saúde, auxilio de instalação e passagens aéreas. Já o IOE disponibilizará sala de trabalho e a estrutura necessária para o desenvolvimento das atividades acadêmicas inerentes à Cátedra.

Para conhecer as ações da Capes acesse o site http://www.capes.gov.br/.

(Com informações da Capes)
 
Fonte e demais informações: http://www.gestaoct.org.br/

Os desafios do Cloud Computing

Charles Nisz 25/11/2010

O painel Segurança em Cloud Computing e Virtualização: como garantir a TI como serviço, discutido no segundo dia do Security Leaders, em São Paulo, abordou as principais ameaças para os sistemas de computação em nuvem. Alexandre Moraes, Team Leader de Engenharia da HP, mostrou os sete principais riscos - envolvendo falhas em rede, aplicativos e erros humanos.

Trojans e Bots são as principais ameaças para ambientes de cloud computing relacionadas à redes. Aplicativos e interfaces inseguras são outro ponto fraco, podendo ser usados para atacar computadores: programas dos pacotes Office e Adobe são alguns dos principais alvos, segundo o executivo da HP.

A apresentação de Moraes foi o ponto de partida para outros aspectos técnicos e financeiros da computação em nuvem. José Antunes, da Mcafee, comentou que a adoção da cloud computing requer uma análise do tipo de negócio e de quais são as informações que precisam ser virtualizadas.

Breno Lastra, da Locaweb, enumerou as vantagens desses ambientes de computação: “um melhor aproveitamento do servidor, do espaço em disco e da estrutura física da empresa, além da experiência de um fornecedor acostumado a lidar com grandes volumes de dados”.

Computação em nuvem pode ser uma solução para quem busca otimizar recursos e racionalizar custos. Essa é a opinião de Daniel Romio, gerente de canais da Check Point: “um servidor virtualizado já é mais barato que um sistema de hardware dedicado com as mesmas configurações”, compara Romio.

Mas Cláudio Bannwart, da Compugraf, fez algumas ressalvas: “Muitos dos servidores baseados em cloud computing estão fora do Brasil. Isso aumenta o tempo necessário para acessar as informações“. Esse fator pode ser um impeditivo para quem trabalha com aplicativos que necessitam de mais velocidade.

Cerca de 75% das empresas brasileiras ainda não usam recursos de virtualização, segundo pesquisa realizada pela consultoria IDC. O principal motivo é o desconhecimento dos empresários sobre o que é a computação em nuvem e quais as suas vantagens. Segundo Moraes, da HP, outro problema é “a dificuldade em convencer os diretores financeiros do retorno obtido ao investir nesse tipo de tecnologia”.

Fonte e demais informações: http://www.decisionreport.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=8010&sid=48

Para a Engenharia expansão econômica retoma atividade do setor e recupera perdas

Por Gabriela Araújo

Uma pesquisa salarial da Catho Online, portal de empregos e recursos humanos, indica que os engenheiros foram os profissionais com maiores aumentos salariais entre outubro de 2009 e outubro de 2010. Os maiores ganhos foram registrados nos setores ligados à área de tecnologia e infraestrutura, incluindo indústria, energia, transportes e fabricação de equipamentos ligados a construção - e com destaque especial para mineração e extração de petróleo e gás (32%) e refinamento de petróleo (24%).

De acordo com a gerente da pesquisa salarial, Silvana Di Marco, da Catho, os aumentos salariais correspondem aos setores em que Brasil mais tem investido atualmente e que não sofreram muito com a crise econômica. “Os cargos em engenharia basicamente estão ligados à infraestrutura. São cargos de projetos, obras. Esse aumento também se justifica pelo fato desses profissionais estarem em falta no mercado de trabalho, ou seja, o mercado não produz engenheiros suficientes para atender a demanda que as empresas necessitam”, analisa a executiva. Ela também aponta a importância do pré-sal na impulsão ao mercado de petróleo e gás como um dos destaques do levantamento.

Para o presidente do Instituto de Engenharia, Aluizio Barros Fagundes, a retomada da atividade econômica faz o mercado progredir depois de mais de vinte anos sem investimentos, o que chegou até mesmo a fazer profissionais migrarem de área. O engenheiro também destaca que o setor de óleo e gás colhe o resultado de um longo período de planejamento e pesquisa, enquanto, na área de energia, o andamento de grandes empreendimentos leva a muitas contratações e expansão salarial.

Ainda ssim, Fagundes acredita que o momento não é de bonança, mas sim de recuperação. “Os profissionais que permaneceram no exercício (dos cargos durante a retraçã do setor) sofreram um achatamento sensível em seus salários. Em comparação com o mercado das décadas de 1960 e 1970, avançando um pouco na década de 1980, o poder aquisitivo dos engenheiros de hoje está pela metade. Ainda há muito a recuperar”.

Ainda segundo o presidente, com o mercado de engenharia aquecido e a divulgação do aumento de salários, o efeito pode ser uma retomada do setor. “(Isso) permite resgatar os formados em engenharia que estão militando fora da diplomação; estimula ou impede o “turn-over” dos empregados entre empresas; e incrementa o interesse dos jovens pelos cursos de engenharia”, vislumbra Fagundes. Em relação ao futuro, o executivo afirma que a tendência é de que a recapacitação de profissionais se fortaleça e a qualidade da formação de engenheiros se torne mais evidente, estimulando a competitividade nessa área.

A alta da remuneração para os engenheiros se mantêm há aproximadamente três anos e a perspectiva da Catho Online é de que se mantenha por mais uma década. Leva-se em média cinco anos para se conseguir formar um engenheiro, e como tem a demanda do mercado nesse período, essa é a previsão. A não ser que aconteça um corte mundial que abale isso, mas acredito que não”, analisa Silvana Di Marco, da Catho.

A pesquisa mostra ainda outra áreas que são consideradas promissoras para 2011, como tecnologia da informação – ramo ainda em fase de crescimento e que enfrenta escassez de mão de obra; gestão ambiental – muito ligada à sustentabilidade, área recente e ainda com número insuficiente de profissionais; e construção civil e mineração – ambos setores com escassez de engenheiros e técnicos e que tende a continuar em alta por mais uma década.

Fonte: Jornal da Energia

Fonte e demais informações: http://reativanarede.blogspot.com/

Proteção Contra Arco Voltaico

Eng°. Elet. Igor Lopes Mota

A Schweitzer Engineering Laboratories, SEL, divulgou recentemente em sua revista técnica periódica "Interface" um interessante artigo sobre proteção contra arcos voltaicos em painéis de média tensão (MT).

A filosofia adotada para a referida proteção combina a detecção de luz no interior do cubículo, através de sensores indicando a formação de um arco voltaico com a detecção de aumentos significativos nos valores nominais da corrente de carga, confirmando a presença de um curto-circuito entre as partes vivas internas ao cubículo.

Maiores informações, acessem o link do site da SEL abaixo, vale a pena conferir.


MCT: Finep terá superintendência para o Sibratec


A Finep poderá ter já nos próximos dias uma superintendência exclusiva para tratar sobre o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). A informação foi antecipada nesta quarta-feira (24), em Brasília (DF), pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende.

"Percebemos a necessidade de ter na Finep, que é uma agência de fomento, uma nova área focada na articulação entre os centros de pesquisa e as empresas”, anunciou na abertura da 6ª edição do Congresso ABIPTI. De acordo com a financiadora, as negociações para a implementação do novo setor ainda estão no início e não há previsão para a criação dela.

Na avaliação do ministro, o programa está numa fase gradual de implementação e a implantação do novo setor será decisiva para a permanência das ações em curso. “A nova superintendência vai garantir ao Sibratec continuidade e a perenidade necessária para que o sistema possa contribuir para o desenvolvimento do país”, destacou.

O ministro lembrou, ainda, que há um grande esforço no país nos últimos anos para fortalecer a relação entre as entidades de pesquisa e as empresas, mas o diálogo ainda não flui na medida adequada. “Acompanho há muito tempo o papel dos institutos e vejo suas dificuldades num país que tem pouquíssima tradição de ciência, tecnologia e inovação (CT&I). Nunca tivemos de maneira densa uma articulação entre a política de ciência e a política industrial”, ponderou.

Para o ministro, o grande desafio atual é fazer com que a ciência e a tecnologia contribuam para gerar riqueza. “Isso é feito dentro das empresas. Tenho esperança de que ele [Sibratec] vai se firmar cada vez mais nos próximos anos e vai cumprir o papel de fazer com que o empresário consiga encontrar o seu parceiro no sistema de pesquisa”, completou.

Sibratec

Trata-se de um instrumento de articulação criado há três anos para apoiar o desenvolvimento tecnológico das empresas brasileiras dando condições para o aumento da taxa de inovação. O sistema está organizado na forma de três tipos de redes: Centros de Inovação, Serviços Tecnológicos e Extensão Tecnológica. Somente no primeiro eixo o programa já conta com 14 redes temáticas espalhadas pelo país.

Fonte: Cynthia Ribeiro Gestão CT
 






quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Exlopração do Pré-sal alavanca inovação tecnológica

por CDN

Demanda da Petrobras por soluções inovadoras e eficientes para a extração de óleo das áreas do pré-sal está alavancando dezenas de projetos, muitos desenvolvidos em parceira com universidades brasileiras

Rochas similares às encontradas nos reservatórios do pré-sal. Créditos: Agência Petrobras de Notícias

A mais importante descoberta de petróleo em quase uma década é também a mais desafiadora oportunidade de inovação tecnológica no setor. A demanda da Petrobras por soluções inovadoras para extrair óleo das áreas do pré-sal motiva dezenas de pesquisas, muitas delas em parceira com universidades brasileiras.

A complexidade da indústria do petróleo exige elevados investimentos antes de começar a gerar lucros. Um dia de operação de uma única sonda usada para perfurar poços com possibilidade de se encontrar petróleo consome em média US$ 500 mil. Por isso, ganhos de produção com custos cada vez mais baixos é meta prioritária e permanente.

O desafio é ainda maior no caso das explorações em águas ultraprofundas do pré-sal, onde a supervisão e o controle se dera por meio de computadores, sensores e robôs. A Petrobras planeja aplicar US$ 28 bilhões até 2013 para desenvolver ferramentas que garantam grande previsibilidade e precisão para lidar com os milhares de variáveis envolvidas nessa nova fronteira.

A Rede Galileu, por exemplo, reúne duas dezenas de instituições que recebem novos laboratórios financiados pela empresa, como supercomputadores com capacidade para processar 180 teraflops (o equivalente a 180 trilhões de operações por segundo). As cinco máquinas mais potentes estão na Coppe-UFRJ (centro de pesquisas ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro), na USP (Universidade de São Paulo), na PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio), na Ufal (Universidade Federal de Alagoas) e no Cenpes (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras), onde fica a coordenação da rede.

As equipes estudam respostas para os desafios por meio da modelagem computacional: depois de montar modelos matemáticos que descrevem os problemas, são desenvolvidos programas para lidar com eles. Assim, as pilhas de relatórios em papel são substituídas por projeções em três dimensões.

Na rede de supercomputadores serão feitos programas para simular, antecipar riscos e prever o comportamento dos equipamentos no pré-sal: das brocas, que vão furar de cinco a sete quilômetros de sedimentos e rocha salina, até as plataformas flutuantes, que enfrentam ondas do mar aberto a 300 km da costa. “Na Rede Galileu, a integração entre a pesquisa acadêmica e a indústria está ocorrendo de forma muito mais eficiente do que em outros países”, avalia o professor Marcelo Gattass, da PUC. “É a maior do mundo na área de pesquisa de petróleo”, diz Kazuo Nishimoto, da USP.

Fonte e demais informações: http://revista.brasil.gov.br/reportagens/pre-sal/exploracao-do-pre-sal-alavanca-inovacao-tecnologica

No caminho do trem-bala, 38 cidades e muita resistência

De Campinas, no interior de São Paulo, até a capital fluminense, o primeiro trem de alta velocidade (TAV) do País vai cortar 38 municípios numa grande trilha de 511 quilômetros (km) de extensão. No meio do caminho, vai atravessar - e modificar - paisagens exuberantes, reservas ambientais, condomínios de luxo, prédios públicos e comunidades carentes. Vai encontrar também moradores confusos, agricultores assustados e prefeitos descontentes com o traçado, dispostos a tudo para evitar os estragos que o projeto pode trazer ou para abrigar uma estação da ferrovia - forma de compensar os prejuízos.

Com o trajeto referencial (que servirá de base para os consórcios) em mãos, a reportagem do Estado percorreu todas as cidades atingidas pelo projeto, cujo processo de licitação vai começar no dia 29 e terminar em 16 de dezembro, se o governo federal não decidir adiar o leilão. O ponto de partida do poderoso trem-bala, que alcançará até 350 km por hora, será praticamente ao lado da imponente Estação Ferroviária de Campinas, que protagonizou os anos dourados do transporte de passageiro sobre trilhos no Brasil. O local foi entroncamento de diversas ferrovias, como a Paulista, Mogiana, Sorocabana e Ramal Férreo Campineiro. Hoje o prédio, de 1884, abriga a Estação Cultura (Secretaria Municipal de Cultura).

Em Campinas, o trem não causará grandes transtornos. Ele vai acompanhar o traçado da antiga linha da Fepasa até o trevo da empresa Bosch. Dali passará pelo Aeroporto de Viracopos, onde haverá uma estação ferroviária. Depois atravessará uma área invadida, bastante precária, e chegará a Itupeva, onde começa a incomodar. O traçado do trem passa em cima do loteamento da Fazenda da Grama, uma área nobre onde está sendo construído um condomínio de luxo, diz o diretor de Obras do município, Francisco Adolfo de Arruda Fanchini.

Pelo mapa referencial, a portaria e uma das mansões já construídas teriam de ser desapropriadas. Detalhe: um terreno no condomínio custa em torno de R$ 500 mil. Para completar o pacote, o trem tornará inviável o projeto de construção de um campo de golfe na cidade, cujo terreno já foi comprado por quase R$ 1 milhão, e atinge diretamente uma área industrial. A prefeitura já propôs dois novos traçados para evitar os prejuízos. Quem não vai gostar muito é o município vizinho.

"Sugerimos que o trem cruze a Rodovia dos Bandeirantes, passe pela cidade de Vinhedo, onde não tem áreas ocupadas, e vá para Viracopos. Na outra alternativa, a sugestão é fazer esse traçado e incluir uma parada para atender a região dos parques (Hopi Hari, Wet"n Wild e o Outlet Premium). Do jeito que está não trará benefício nenhum para os moradores daqui."

Em Caieiras, a 35 km da capital paulista, o TAV vai encontrar um prefeito em pânico com o empreendimento. "A linha vai passar dentro do centro nervoso da cidade, que já convive com uma linha da CPTM", afirma Roberto Hamamoto. A convite do prefeito de Jundiaí, ele participou da audiência pública realizada na região com o objetivo de esclarecer as dúvidas sobre o projeto.

Para sua surpresa, Hamamoto descobriu que o trem não apenas vai dividir a cidade como vai passar em cima da nova sede da prefeitura, em construção desde 2008 numa área de 6 mil metros quadrados. Os estragos não param por aí: o traçado atinge também um hospital, uma escola e a delegacia da cidade, além de imóveis de baixa renda. "Minha preocupação é que o dinheiro que essa população mais pobre vai receber por suas residências (de baixa renda) não dê para comprar outro imóvel na região. Para onde essas pessoas vão?"

A sugestão do prefeito é que o trem seja subterrâneo, como vai ocorrer em São Paulo e Guarulhos. Nas duas cidades, que terão paradas no Campo de Marte e no Aeroporto de Cumbica, a maioria dos 50 km de linhas será construída embaixo da terra. "As obras de superfície são mais baratas, mas há uma série de outras questões que têm de ser avaliadas na hora de fechar um projeto. Nos trechos de São Paulo e Rio, por exemplo, além da questão do som, há o perigo de ataques ao trem ao passar por áreas consideradas de maior risco", afirma o diretor do Departamento de Engenharia de Mobilidade e Logística do Instituto de Engenharia, Vernon Kohl.

Na avaliação dele, porém, o maior risco do projeto não está na engenharia, altamente capacitada para ultrapassar obstáculos. O principal problema é a questão ambiental, já que o trem vai passar por regiões complexas. É o caso, por exemplo, do município de Santa Isabel, a 57 km de São Paulo, onde 82% do território é considerado área de manancial.

"Qualquer obra na região precisa passar por rígido processo ambiental e nem sempre é aprovada", afirma a secretária de Governo e Coordenação, Maria Angela Sanches. Ela conta que o trem-bala vai atingir antigas pedreiras (concedida de acordo com regras ambientais antigas) que empregam um número grande de pessoas na cidade. Mas também vai cruzar o condomínio de luxo Aralu, deixando os moradores sem saída para as principais rodovias do Estado.

Em São José dos Campos, o foco da discórdia é o Banhado, cartão postal do município que vai virar área de proteção ambiental. Ali, o trem-bala vai circular por meio de pontes e atravessar o centro em um grande túnel. O local tem sido frequentemente visitado pelos estrangeiros, que estudam o TAV. "Os últimos a passarem por aqui foram os franceses", conta Seu Lino, um guardador de carros que acompanha todo o vaivém do local. Para compensar os impactos, São José dos Campos disputa com outros municípios do Vale do Paraíba a construção de uma estação. Na briga, estão Jacareí e Taubaté.

Enquanto isso, Aparecida já tem parada garantida. O traçado do trem, contudo, passa apenas nas cidades de Potim e Guaratinguetá. Uma das duas cidades receberá a estação, de onde será feito um ramal para a Basílica, um importante centro de peregrinação do País. Mas, se os comerciantes estão otimistas com o progresso que o empreendimento poderá trazer, os agricultores e pecuaristas não podem nem ouvir falar da passagem do trem. A região é uma importante produtora de arroz e de leite.

"Todos os dias chegam vários agricultores desesperados aqui em busca de informações sobre o trem, que vai passar em cima de suas propriedades", conta a secretária da Associação Agropecuária e Sindicato Rural de Guaratinguetá, Marcia Valença. "Já vi gente passar mal por causa desse projeto", diz ela, que também sentirá os efeitos da obra. O TAV passará ao lado de sua casa.

O trecho paulista do trem-bala termina na charmosa cidade de Queluz. No município, de 11 mil habitantes, o povo está pouco interessado se o trem-bala vai ou não passar pela cidade, que hoje é rasgada pela Rodovia Presidente Dutra. "Não vai mudar em nada nossa vida", diz Vicente Vale, morador da cidade. Isso até as obras começarem.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

1º EREEAmb Sudeste - Primeiras Informações

O que é o EREEAmb Sudeste?

Um congresso regional seguindo moldes do maior encontro nacional de estudantes de engenharia ambiental - ENEEAmb, tendo como objetivo a união e interação de alunos de diversas instituições, levando juntos assuntos ligados a nossa futura profissão e de quebra tendo festas para descontrair e animar todos os participantes.

Quando será?

Do dia 25 até dia 30 de janeiro de 2011, sendo que no dia 25 participará quem adquirir o pacote SERRA DA CANASTRA. Para os participantes que adquirirão o pacote normal (que abrange as palestras e as festas), o evento começa no dia 26 de janeiro.

Em qual cidade?

Uberaba, MG. A cidade se localiza na região do Triângulo Mineiro.

Em breve, disponibilizaremos informações oficiais com respeito à programação oficial (festas, palestras, minicursos e visitas técnicas).

Quer interagir com quem vai no 1º EREEAmb Sudeste?


Comunidade do Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=106794901

Quaisquer dúvidas, enviar e-mail para ereeamb.sudeste@gmail.com , recados no Perfil Oficial no Orkut ou na Comunidade Oficial no Orkut.

Como a inovação deve garantir 40% das vendas na 3M

São Paulo – Nem toda invenção é inovação. Para alcançar este status, o objeto precisa se tornar um produto comercial, economicamente viável e que dê retorno a todos. Essa é a visão que guia o processo de inovação na 3M. Com 55.000 itens diferentes em seu portfólio, a empresa investe pesado nas novidades para alcançar o objetivo de ter 40% de suas vendas vindas de produtos novos (de até cinco anos de idade), em 2014. A empresa não divulga o índice atual, mas, historicamente, a meta global estipulada sempre foi 30%. A partir deste ano é que a companhia optou por uma postura mais agressiva, aumentando seu objetivo. “Todo mundo precisa ser inovador, não apenas criativo, para crescer. Ser uma empresa inovadora não é apenas lançar um produto novo ou outro, mas é fazer isso sempre”, afirma Luiz Eduardo Serafim, gerente de marketing corporativo da 3M.

Fundada em 1902 como uma companhia de mineração, a 3M mudou ao longo do tempo e se manteve aberta a iniciativas diferentes. Hoje, a empresa permite que seus cientistas e pesquisadores dediquem 15% de seu tempo de trabalho a projetos de seu interesse e paixão, o que pode resultar em novos produtos. Como parte de seu modelo de negócios, a 3M também investe 6% das suas vendas em pesquisa e desenvolvimento. Para facilitar o engajamento dos trabalhadores da companhia nessa cultura, a empresa estipulou princípios para promover a inovação constante. Confira.

- Delegue responsabilidades e prepare as lideranças. Para inovar é preciso saber distribuir, descentralizar e confiar nos funcionários. Se a chefia não dá liberdade aos funcionários para pensarem fora do estipulado por suas funções, a inovação não ocorrerá. Para isso, é preciso que os líderes sejam preparados e engajados nessa cultura.

- Estimule o empreendedorismo e reconheça os melhores. A 3M entende empreendedorismo como um conjunto de ações voltadas para um desempenho cada vez melhor. Uma delas é a política de permitir que os cientistas dediquem 15% de seu trabalho a algo que amam fazer. A avaliação do funcionário focada na capacidade de inovação, a autonomia dos líderes e equipes para propor novos projetos, os treinamentos e os incentivos e canais para apresentação de ideias são outros quesitos que caracterizam o espírito empreendedor, para a empresa.

- Assuma riscos e tolere o erro. “O ex-presidente da 3M, William L. McKnight,falava que os líderes muito críticos em relação a erros cometidos matam a iniciativa. Ele estava certo”, diz Luiz Eduardo. O gerente de marketing corporativo da 3M deixa claro que tolerar o erro não é aceitar a negligência, mas valorizar a iniciativa de quem tem interesse por trazer novidades, mesmo com o risco de dar errado.

- Vença os obstáculos. “A cada 3.000 ideias propostas, apenas uma vira um produto comercial na 3M”, afirma Luiz Eduardo. Mesmo com este índice tão pequeno, ele incentiva sempre a persistência e cita o caso da invenção do Post-it, o bloco de papel adesivo para colar recados. Ele conta que, na época, um cientista queria criar uma super-cola, mas não conseguiu acertar a fórmula, criando um material pouco adesivo. Um tempo depois, percebeu que aquela cola fraca poderia ser usada em um papel de recados, que não danificaria as superfícies onde fossem colados.
 
- Continue crescendo, com foco no futuro. Não adianta desenvolver novos produtos sem pensar nos usos e recursos dos próximos anos. Em uma época em que a tecnologia está cada vez mais avançada e as novidades ficam obsoletas cada vez mais rápido, é necessário se antecipar às tendências para não ficar para trás. Ao mesmo tempo, é preciso ter em mente inovações sustentáveis, que não comprometam o crescimento da empresa no futuro.
 
- Trabalhe pensando a curto e longo prazo. Chefes normalmente estão focados nos resultados momentâneos, mas essa postura perde a força se não houver planejamento das ações no longo prazo. Para a 3M, é necessário organizar o tempo para que todos os recursos sejam aproveitados de forma sustentável e garantam o futuro da empresa por muito tempo.
 
- Aposte na diversidade. A inovação pode estar em vários lugares, plataformas e dispositivos, por isso, é importante estar atento às várias possibilidades que surgem nesse processo. Um leque grande de produtos inovadores pode manter a empresa em posição favorável no mercado.
 
- Desenvolva ao máximo suas competências centrais. Não importa o negócio, é importante que a empresa saiba desempenhar da melhor maneira aquilo que ela se propõe, seu DNA. Os processos e produtos da companhia devem ser conhecidos a fundo, desenvolvidos e evoluídos para ter sucesso.

- Proximidade com o cliente. Hoje chamado de inovação aberta, o contato com o cliente foi determinante para a criação de vários produtos da 3M. Luiz Eduardo conta que, em 1923, a empresa ainda fabricava apenas lixas, quando um funcionário foi visitar um cliente que estava pintando sua casa. “O cliente contou que tinha muita dificuldade em fixar o papel de jornal nas paredes para protegê-las. Até então tudo era amarrado e embalado com barbante. Foi aí que o funcionário pensou em criar uma fita adesiva que facilitasse a vida do cliente, dando origem à fita crepe”, diz.

- Faça o que você mais gosta de fazer. Este ponto está ligado à paixão para desempenhar o trabalho. Sem pessoas motivadas e com vontade de criar coisas novas, não há como se tornar uma empresa realmente inovadora e competitiva.