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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Estudos em sistemas computacionais são premiados

Dois bolsistas apoiados pela FAPESP foram premiados no 9º Simpósio Brasileiro de Fatores Humanos em Sistemas Computacionais (IHC’10), ocorrido entre 5 e 8 de outubro em Belo Horizonte.

Vania Paula de Almeida Neris, professora adjunta do Departamento de Computação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e ex-bolsista de doutorado da FAPESP pelo Instituto de Computação (IC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ficou em primeiro lugar na categoria Artigos Completos com o trabalho “Making interactive systems more flexible: an approach based on users participation and norms”.

Em segundo ficou Leonelo Dell Anhol Almeida, doutorando do IC-Unicamp, com Bolsa da FAPESP, pelo artigo “Universal design principles combined with web accessibility guidelines: a case study”. Os dois receberam troféus. Não houve outros ganhadores na mesma categoria. Para outras categorias foram premiados os três primeiros colocados.

Vania e Leonelo foram orientados por Maria Cecília Calani Baranauskas, professora do IC-Unicamp e coautora em ambos os artigos. Em setembro, Maria Cecília conquistou um prêmio destinado a pesquisadores cujas carreiras apresentam destacada contribuição na área de design da comunicação.

O trabalho de Vania trata da necessidade de se desenvolver sistemas computacionais que possam ser usados por pessoas com diferentes perfis, independentemente de suas capacidades físicas, sensoriais, cognitivas e emocionais.

“O artigo relata uma atividade participativa feita em Campinas com um grupo heterogêneo de pessoas – diferentes idades, graus de letramento e habilidade no uso do computador – na qual foi possível, por meio de painéis e elementos de interação em papel, perceber as diferentes necessidades de interação e como as pessoas gostariam que as interfaces de usuário fossem desenhadas”, disse à Agência FAPESP .

Segundo ela, aqueles que desconheciam o uso do computador e tinham dificuldades para usar a barra de rolagem escolheram elementos de apoio à movimentação na interface, por exemplo.

“É possível pensar em aspectos de flexibilidade para ajustar os sistemas computacionais, favorecendo a inclusão digital, dentro do conceito do design universal, ou seja, aquele que atende o maior número possível de pessoas. O trabalho propõe o uso de normas para apoiar a modelagem e formalização desses diferentes ‘comportamentos’ que os sistemas computacionais podem ter de acordo com o contexto de uso”, afirmou.

A abordagem foi testada na Vila na Rede, rede social inclusiva que integra o projeto e-Cidadania, coordenado por Cecília Baranauskas e apoiado pelo Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP–Microsoft Research. O projeto, desenvolvido em Campinas, busca desenvolver redes sociais que atendam usuários com baixo letramento e pouca ou nenhuma experiência no uso de computadores.

O artigo de Leonelo Almeida faz parte de sua tese de doutorado "Awareness do Espaço de Trabalho em Ambientes Colaborativos Inclusivos na Web", no qual apresenta o módulo de Acessibilidade Universal, utilizado para avaliação de acessibilidade de conteúdo web. Esse módulo faz parte do framework FAware, de apoio ao design de mecanismos para suporte a awareness em sistemas colaborativos inclusivos na web.

“Em nossa abordagem defendemos que o conteúdo web deveria permitir acessibilidade a todos os cidadãos, respeitando diferenças socioeconômicas, geográficas, letramento, deficiências físicas e habilidades com computadores”, disse.

Mas, segundo ele, as diretrizes de acessibilidade existentes não são adotadas pela maioria dos provedores de conteúdo. “No trabalho apresentado articulamos os princípios e diretrizes do design universal às diretrizes técnicas do Web Content Accessibility Guidelines 2.0, da W3C e às recomendações relacionadas à ergonomia do ambiente físico da ISO 9241”, indicou.

Para isso, afirma, foi desenvolvido o módulo de acessibilidade universal do FAware, que permite que profissionais da área reúnam a facilidade das ferramentas de avaliação semiautomática com um processo de reflexão promovido pelas unidades de mapeamento do módulo.

“Como resultado do estudo de caso realizado, observamos que mesmo especialistas em acessibilidade foram capazes de identificar cerca de 45% mais problemas de acessibilidade em relação a avaliações baseadas simplesmente em ferramentas semiautomáticas”, dise Almeida.

Fonte: Agência Fapesp

Pesquisadores japoneses desenvolvem bateria que dura até 30% mais do que as convencionais

Com o aumento de funcionalidades dos smartphones, a bateria dos dispositivos tem se tornado um problema entre os fabricantes. Quanto mais recursos o celular tem, mais se usa o aparelho e mais rápido a bateria acaba.

A solução para isso veio de um grupo de pesquisadores japoneses, que desenvolveram um novo material de óxido de eletrodo negativo que pode diminuir os custos e aumentar a vida útil das baterias de lítio recarregáveis.

O novo material é um tipo de óxido de titânio que poder ser usado para aumentar o nível de densidade de energia da bateria, chegando a ter durabilidade de até 30% a mais do que as convencionais. Explicações técnicas à parte, a nova bateria vai permitir que os smartphones permaneçam ligados por um longo período de tempo.

Ainda não se sabe quando o produto estará disponível no mercado.

Fonte: Olhar Digital

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Estudante de Itabira é um dos vencedores da Olimpíada Latino-americana de Astronomia

Gustavo Werneck - Publicação: 27/10/2010 08:30 Atualização:

Rodrigo (segundo a partir da direita) festeja conquista com outros
 integrantes  (Julio Klafke/divulgacao )

Rodrigo (segundo a partir da direita) festeja conquista com outros integrantes
Ouro em conhecimento, determinação e interesse pela ciência. O estudante Rodrigo Inácio Pongeluppi, de 17 anos, de Itabira, na Região Central de Minas, é um dos vencedores da Olimpíada Latino-americana de Astronomia, trazendo para Minas uma das quatro medalhas conquistadas pelo Brasil nas provas em Bogotá, Colômbia. Satisfeito, o aluno de ensino médio da Fundação Itabirana Difusora de Ensino conta que foi selecionado, no ano passado, na Olimpíada Nacional de Astronomia e Astronáutica. Do concurso latino, na segunda edição, participaram sete países – Brasil, Colômbia, Uruguai, Paraguai, Chile, Bolívia e México – com cinco representantes cada.

O gosto pela astronomia foi despertado pelo professor Renato Kerley, que mantém um grupo de estudos sobre o tema em Itabira, explica Rodrigo, que pretende estudar medicina na UFMG ou engenharia aeronáutica no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (Ita), em São Paulo. “Ele tem interesse por todas as matérias, já ganhou olimpíadas de química e matemática, vê programas educativos na TV. Não é propriamente um estudante debruçado o tempo todo sobre livros, mas uma pessoa interessada em todas as matérias”, revela a mãe coruja e assistente social Júnia Ester da Costa Pongeluppi.

Para Rodrigo, ganhar a medalha de ouro representa uma vitória para Minas, que ficava fora desse tipo de competição, cedendo espaço para Rio de Janeiro e São Paulo. Nas provas, aplicadas no mês passado, foram testados os conhecimentos sobre planetas, estrelas, leis da física, astrofísica e outros assuntos relacionados ao espaço sideral.

Júnia lembra que o filho leva vida normal de um jovem: é guitarrista de uma banda de rock, professor de violão e frequentador de academia de ginástica. “No Brasil, os jovens estão sempre associados ao esporte. É bom ver que eles também se destacam em outros campos. Em um momento em que vemos tantas notícias negativas envolvendo crianças e adolescentes, talvez a premiação seja a forma de mostrar outros tipos de caminho”, afirma. A Olimpíada Nacional de Astronomia e Astronáutica, que existe há 13 anos e na qual os estudantes são selecionados, é promovida pela Sociedade Astronômica Brasileira, Agência Espacial Brasileira e Furnas Centrais Elétricas.

O vice-presidente da olimpíada latino-americana, o professor de física da Universidade do Estado do Rio de Janeiro João Batista Garcia Canalle, destaca a importância da conquista da medalha de ouro. “Foram seis, e o Brasil ficou com quatro, uma delas de Minas”, disse.

Semana do Empreendedor Individual em Belo Horizonte

Seminário reforça papel da cooperação entre empresas e meio acadêmico

A integração entre entidades de pesquisa, empresas e órgãos governamentais e de fomento pode ser mais eficaz se houver flexibilidade de modelos e menos burocracia. Esta foi uma das conclusões do Seminário sobre Transferência de Tecnologia para Inovação, que aconteceu na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) de segunda-feira (25) até ontem (27).

No painel "Arranjos Institucionais Voltados para Transferência de Tecnologia e Inovação: Experiência Nacional" foram discutidos os efeitos da globalização, que criou um cenário mais competitivo e que gera forte pressão externa sobre as empresas brasileiras.

Para o gerente da Área de Desenvolvimento Industrial do Sebrae no Rio de Janeiro, Renato Regazzi, a competição global acontece entre cadeias produtivas e uma das saídas é investir nos Arranjos Produtivos Locais (APL) e promover a troca de informação entre setores distintos.

“A inovação é o que mantém a empresa sustentável. É importante difundir e compartilhar informações sobre ativos tangíveis e intangíveis para a geração de produtos singulares. A convergência setorial é necessária porque não se pode olhar um segmento de forma isolada. A interseção de conteúdos criativos, tecnológicos e tradicionais pode criar um sistema de inovação tecnológica e cultural”, defendeu Regazzi.

Estreitamento das relações com universidades, empresas, instituições de pesquisa no Brasil e no exterior é uma das políticas adotadas pela Braskem, quinta maior empresa química do mundo. Para Paulo Luiz de Andrade Coutinho, gerente da empresa, é preciso investir em diferentes estratégias para trazer o conhecimento de fora para dentro do empreendimento.

Identificar e selecionar as pesquisas de institutos de ciência e tecnologia alinhadas com os setores prioritários e atuar em parceria foi um dos pontos defendidos por Carlos Camerini, da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), para aumentar a produtividade e maior participação das micro e pequenas empresas neste segmento. “Em muitos casos, um pequeno avanço tecnológico pode ser decisivo para que empresas deste porte consigam se inserir na cadeia produtiva”, argumentou.

Pesquisa básica
Criar mecanismos que permitam investimentos que não exijam contrapartida financeira das empresas, mapear processos industriais para conhecer as melhores práticas, identificar gargalos e promover a aproximação com universidades são exemplos do trabalho desenvolvido pelo Programa de Mobilização da Indústria de Petróleo e Gás Natural (Prominp).

Como exemplo de interação,o consultor do Prominp, Guilherme Romanelli, citou a Petrobras, que investe tanto na pesquisa básica e aplicada e que mantém proximidade com empresas e universidades. "Direcionamento da agenda e de recursos e coordenação de todo o processo são alguns dos fatores de sucesso desta iniciativa", assinalou Romanelli.

O gerente de Informação Técnica e Propriedade Intelectual da Petrobras, Fernando Baratelli Júnior, também participou do seminário e assinalou o tema do evento. "Desenvolvimento próprio ou em conjunto de produtos ou processos, joint ventures e ampliação de contatos são algumas formas de transferência de tecnologia",afirmou

Fonte: Agência Sebrae Notícias

Computador mais rápido do mundo equivale ao poder de 175 mil laptops

A fabricante de chips Nvidia anunciou na quarta-feira (27) que um novo supercomputador, produzido na China e considerado o mais rápido do mundo, usa 7 mil de suas unidades de processamento gráfico (GPUs).

O supercomputador foi construído pela Universidade Nacional de Tecnologia da Defesa e instalado no Centro Nacional de Supercomputação, em Tianjin. Segundo executivos da Nvidia, a máquina tem poder equivalente ao de 175 mil notebooks.

O computador chinês é 30% mais rápido que o segundo PC mais potente do mundo, instalado no Laboratório Nacional de Oak Ridge, nos Estados Unidos. Conhecido como "Tianhe-1A", o supercomputador será utilizado por cientistas de diversas áreas e estará à disposição de outros países.

Simulações
A Nvidia, mais conhecida pelo projeto de placas de vídeo utilizadas por usuários de computadores de alta potência, está promovendo sua tecnologia para uso além da computação gráfica, o que inclui supercomputadores utilizados em simulações de astrofísica e outras tarefas que requerem alta capacidade matemática. Os supercomputadores também são usados na medicina, na exploração petroleira e na previsão do tempo.

Enquanto os processadores centrais tradicionais utilizados em computadores são projetados para realizar grandes cálculos muito rápido, um depois do outro, as GPUs oferecem ótimo desempenho na realização de grande número de pequenos cálculos simultaneamente, o que as torna apropriadas a variedades específicas de tarefas.

"Se quisermos ir além do nosso mercado tradicional nos videogames, precisamos expandir nossa carteira de produtos, e por isso tomamos a decisão, dois anos atrás, de investir para tornar as GPUs mais programáveis", disse Ujesh Desai, vice-presidente de marketing de produto da Nvidia, a jornalistas.

Os chips gráficos usados no "Tianhe-1A" são placas gráficas de alto desempenho com preço unitário de cerca de US$ 2,5 mil. O "Tianhe-1A" também emprega 14 mil processadores centrais produzidos pela Intel, informou a Nvidia.

Fonte: G1 Tecnologia

Biblioteca Pública de Itabira lança projeto de incentivo a leitura

A Biblioteca Pública de Itabira - Luiz Camillo de Oliveira Netto -, dentro da programação da Semana Lítero Drummondiana, está com dois projetos que abordam diretamente o incentivo a leitura e a literatura.

Um deles é o projeto: “Pegue, Leia e Repasse”. Cerca de 500 livros de literatura estão distribuídos em caixas colocadas em oito pontos da cidade: Banco do Brasil, Mercado Municipal, Rodoviária, Secretaria de Ação Social, Farmácia Popular, Banca do Manoel (praça da EEMZA), Presídio e Coopervale.

Quem passar por estes locais poderá escolher um livro, levá-lo para casa e, depois de ler, passá-lo para frente. A ideia é fazer com que os livros circulem, atingindo o maior número possível de pessoas, sem ter “estante” certa para ficar guardado.

Além deste, o segundo projeto está nas ruas, ou melhor, em alguns ônibus. É o projeto “Literatura nos Ônibus”. Os usuários de várias linhas de coletivo poderão ler poesias enquanto percorrem seus trajetos rotineiros ou eventuais.

Os poemas são de Carlos Drummond de Andrade e ficarão nos ônibus por tempo indeterminado.

Quanto aos livros, as caixas permanecem nos pontos citados até que todos sejam retirados.

A Biblioteca visa estimular o gosto pela leitura e promover o resgate sócio-cultural de cada cidadão.

Relação dos ônibus com poemas:

Betânia A – nº 2110
Betânia – 2170
Circular A – nº 2200
Santa Tereza – nº 2250
Chapada – nº 1780
Conceição – nº 3050
Circular B – nº 3020

Outros ônibus que fazem as linhas Bela Vista-Santa Ruth, Barreiro e Fênix também devem ser contemplados com os poemas.

Fonte: Via Comercial

Unicamp oferece curso de Gestão Estratégica da Inovação Tecnológica

Redação do Site Inovação Tecnológica - 27/10/2010

O Instituto de Geociências da Unicamp está com inscrições abertas para a 6ª edição do Curso de Especialização em Gestão Estratégica da Inovação Tecnológica.

O curso é composto por módulos sobre processos e ferramentas de gestão de tecnologia e inovação, incluindo a gestão da inovação aberta, práticas organizacionais das empresas inovadoras, políticas de inovação e o sistema nacional de inovação no Brasil.
O objetivo é capacitar profissionais que gerenciam funções críticas do processo de inovação e que atuam em organizações que criam valor com base nas inovações de produtos, processos, serviços e negócios.

Além do corpo docente do Departamento de Política Científica e Tecnológica da UNICAMP, o curso envolve professores de outras instituições de ensino como a FGV/SP, Poli/USP, Ufscar, UFRJ, UFF, Mackenzie, além de profissionais de empresas que adotam ferramentas e práticas bem-sucedidas em gestão da inovação tecnológica.

Um aspecto marcante do curso é a visão de que a capacidade de inovar exige o desenvolvimento sistemático e articulado de competências e atividades que estão distribuídas entre distintas áreas da organização - P&D, novos negócios, marketing, operações, logística, RH e finanças.

Outro elemento destacado é a atenção que as empresas devem dar para as mudanças recentes no ambiente institucional, monitorando especialmente os mecanismos, programas e fontes governamentais para o financiamento e alavancagem da inovação.

As inscrições estão abertas até 11 de março de 2011. As atividades se iniciarão em 18 de março, com aulas oferecidas quinzenalmente: às sextas-feiras, das 18h30 às 23 horas e, aos sábados, das 8h30 às 13 horas, no campus da Unicamp, em Campinas.

Informações e inscrições podem ser feitas no endereço www.extecamp.unicamp.br/gestaodainovacao ou pelos telefones 19-9445-9335 ou 19-3521-5167.


Abelhas resolvem dilema da computação

Problema do Caixeiro-viajante
Imagine uma cena que acontece todos os dias: um vendedor deve percorrer várias cidades e gostaria de saber o caminho mais curto que lhe permita visitar todas.

O problema é velho conhecido dos matemáticos e dos cientistas da computação, tão conhecido que é chamado de Problema do Caixeiro-viajante - caixeiros-viajantes eram pessoas que antigamente saíam vendendo badulaques pelas cidadezinhas do interior.

O fato é que não existe um algoritmo eficiente para resolver o problema. Mesmo os grandes supercomputadores podem ficar ocupados por dias tentando achar a solução para um número relativamente pequeno de cidades - isto porque ele precisa comparar todas as combinações possíveis de rotas.

Circuito neural mínimo
Mas a equipe do professor Lars Chittka, da Universidade de Londres, na Inglaterra, descobriu que as abelhas encontram a solução para o problema sem precisar de supercomputadores - e tendo um cérebro pouco maior do que a cabeça de um alfinete.

Abelhas não vendem badulaques por aí, mas elas precisam achar a rota mais eficiente para visitar diversas flores.

"As abelhas têm que associar centenas de flores de uma maneira que minimize a distância da viagem e, em seguida, encontrar de forma confiável o caminho de casa - não é uma façanha trivial se você tiver um cérebro do tamanho de uma cabeça de alfinete," diz Chittka.

Ao estudar como as abelhas fazem, os cientistas conseguiram identificar o circuito neural mínimo necessário para a solução de problemas complexos.

Da Internet ao trânsito
Chittka e seus colegas usaram flores artificiais controladas pelo computador para verificar se as abelhas iriam seguir uma rota definida pela ordem em que elas descobriram as flores ou se iriam procurar a rota mais curta.

Eles se espantaram ao ver que, depois de explorar a localização das diversas flores, as abelhas aprenderam rapidamente a fazer o percurso mais curto possível. A parte mais difícil da pesquisa foi ficar esperando o computador calcular o menor caminho possível, para checar se as abelhas estavam certas.

A descoberta tem uma ampla gama de aplicações - da entrega de pacotes de dados na Internet e de pacotes reais pelos Correios, até a eliminação de engarrafamentos nas cidades, apenas para citar alguns.

E, compreendendo como as abelhas podem resolver um problema que para os humanos se tornou um dilema, mesmo tendo um cérebro tão pequeno, poderemos melhorar nossas capacidades de administração de nossas necessidades diárias sem depender de computadores superpoderosos o tempo todo.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Robôs dão aula de inglês na Coréia do Sul

Um projeto do governo coreano pretende colocar, até o final de 2013, robôs para darem aulas de inglês em 8 mil pré-escolas e jardins da infância do país. Chamado de "R-Learning", o programa aproveita a robótica desenvolvida na Coréia para suprir a falta de professores nativos de inglês no país.

Um dos robôs mais usados é o Engkey, desenvolvido pelo Instituto de Ciência e Tecnologia Coreano. O robô é controlado por um professor nativo que pode estar em qualquer lugar do mundo. Através de uma tela instalada na máquina, as crianças podem ver o rosto do professor e interagir com ele.

Segundo autoridades de educação coreanas, os robôs são populares entre as crianças e incentivam o aprendizado da língua estrangeira.

Fonte: Olhar Digital

Prêmio Empreendedor Júnior

O Prêmio Empreendedor Júnior é um jogo de negócios realizado pelo portal acadêmico ecaderno.com, que está em sua 2ª edição neste ano de 2010, e tem o objetivo de estimular habilidades empreendedoras, promover o surgimento de novas idéias e descobrir potenciais talentos universitários para se destacarem no mercado de trabalho.

Datas: 
  • 18/10 a 05/11 : Inscrições pelo site ecaderno.com
  • 25/10 a 07/11 : 1ª fase online – Game Business
  • 08 e 09/11 : Divulgação do ranking / Classificados 2ª fase
  • 09 e 10/11 : Inscrições da 2ª fase e reunião com os finalistas
  • 15 a 21/11 : Execução da tarefa presencial
  • 23/11 : Apresentação dos resultados
  • 25/11 : Coquetel de Premiação




Computação em Nuvem

A data limite para submissão das propostas é 10 de novembro.


   O objetivo é selecionar propostas de projetos em tecnologias e soluções ligados aos diversos aspectos relacionados à computação em nuvem, incluindo a administração pública federal, de computação em nuvem. Na primeira etapa de identificação de competências, cada proposta está limitada ao máximo de R$ 200 mil.

   A chamada está disponível neste link.

Fonte e demais informações http://www.gestaoct.org.br/Site/secaolinks/editais_nacionais_base.html

http://www.rnp.br/_arquivo/documentos/20101014103950_Computacao%20em%20Nuvem%20CTIC.pdf

CTIC - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Digitais para Informação e Comunicação Chamada de Projetos Cidades Inteligentes

A data limite para submissão das propostas é 10 de novembro.

   O objetivo é selecionar propostas de projetos em tecnologias e soluções ligados aos diversos aspectos relacionados a cidades inteligentes, em especial aqueles que permitam o avanço da área considerando o contexto do mercado brasileiro e suas municipalidades.  Na primeira etapa de identificação de competências, cada proposta está limitada ao máximo de R$ 200 mil.

   A chamada está disponível neste link.

Fonte e demais informações:http://www.gestaoct.org.br/Site/secaolinks/editais_nacionais_base.html

http://www.rnp.br/_arquivo/documentos/20101013043437_Cidades%20Inteligentes%20CTIC.pdf

Origem Incubadora abre inscrições para o curso de Marketing Estratégico

Estão abertas as inscrições para Programa de Treinamento Empresarial da Origem Incubadora que oferece o curso Marketing Estratégico. O curso acontecerá no próximo dia 05 de novembro, de 8h30 às 17h30, com carga horária de oito horas.

As inscrições podem ser realizadas na Origem Incubadora, à Rua São Paulo, 377 – bairro Amazonas e custam R$ 30,00.

Esta etapa do programa de treinamento será ministrada por Mauricio de Pinho Bitencourt - Engenheiro eletricista, especialista em telecomunicações pelo Instituto Nacional de Telecomunicações de Santa Rita do Sapucaí, especialização em Administração de Empresas e em Controladoria Financeira, Consultor de Negócios. Carreira desenvolvida em empresas multinacionais e nacionais no setor de telecomunicações, nas áreas, da engenharia, marketing e administração, focando operações, definições estratégicas, implantação, transferência de tecnologia e desenvolvimento de produtos.

Durante o ano de 2010 foram realizados mais três cursos: Gerenciamento Empresarial, Gerenciamento Financeiro e Gestão da Qualidade, que contou a participação da comunidade itabirana e também dos gerentes e diretores das empresas incubadas.

Mais informações através do telefone (31) 3834-6472 / 3834-6136 ou pelo e-mail origem@origemincubadora.com.br

Fonte: Origem Incubadora

BOLSA CAPES – CAMBRIDGE OVERSEAS TRUST DE DOUTORADO PLENO EM CAMBRIDGE 2010-2011 Edital DRI/CGCI nº. 60/2010

 
A submissão das propostas pode ser feita até 16 de novembro.

   A chamada selecionará estudantes brasileiros que pretendem realizar doutorado pleno em Cambridge. Poderão concorrer ao benefício, brasileiros com diploma de nível superior reconhecido e que não tenham usufruído anteriormente de outra bolsa no exterior. Também não será aceita a inscrição de candidato que esteja ou tenha estado no Reino Unido após 01 de janeiro de 2009, para desenvolver atividades acadêmicas de natureza similar às da bolsa.

   O edital está disponível neste link.

http://www.capes.gov.br/images/stories/download/bolsas/Edital60_Dout_Cambridge.pdf

CARTA CONVITE MCT/FINEP/AT - PNI - Incubadoras 12/2010


A submissão das propostas pode ser feita até 04 de novembro.

   Com o intuito de reforçar o apoio a um conjunto de incubadoras de empresas de base tecnológica, a Finep lançou uma chamada pública no valor de R$ 10 milhões. Os recursos, não reembolsáveis, são oriundos do FNDCT. As propostas deverão ter valor mínimo de R$ 1 milhão e máximo de R$ 2 milhões. Do total dos recursos, 30% serão aplicados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O prazo de execução do projeto deverá ser de até 36 meses.

   O edital está disponível neste link.

Fonte e demais informaçõeshttp://www.gestaoct.org.br/Site/secaolinks/editais_nacionais_base.html
http://www.finep.gov.br/fundos_setoriais/acao_transversal/editais/Incubadoras%20v%20valida%2029set.pdf

CHAMADA PÚBLICA MCT/FINEP/AT - PNI - Parques Tecnológicos 11/2010


A submissão das propostas pode ser feita até 28 de outubro.

   Chamada aplicará R$ 40 milhões no desenvolvimento e infraestrutura de parques tecnológicos. Do total dos recursos, 30% serão aplicados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O prazo de execução do projeto deverá ser de até 36 meses. A iniciativa apoiará, no máximo, 10 empreendimentos, que contarão com financiamentos não reembolsáveis, que variam de R$ 4 milhões a R$ 8 milhões.

   Os projetos devem ter por meta apoiar a aceleração de parques que se encontrem em fase de implantação ou que necessitem de expansão de novos empreendimentos inovadores.

O edital está disponível neste link.

Fonte e demais informações: http://www.gestaoct.org.br/Site/secaolinks/editais_nacionais_base.html
http://www.finep.gov.br//fundos_setoriais/acao_transversal/editais/Parques%20v%20valida%2029set.pdf

Capacitação em Gestão de Projetos Tecnológicos e de Inovação - Foco em Resultado

Data: de 9 a 10/11/10
Horário: 08h00 às 17h00
Local: A definir - SP - São Paulo, SP
Endereço:
Carga Horária: 16 horas
Vagas: 28
Término das Inscriçoes: 4/11/2010

Docentes

Roque Rabechini Jr.
Doutor em Engenharia de Produção pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) e mestre em Administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP). É engenheiro de produção e pós-doutorando pela FEA/USP. Consultor de empresas, diretor da C&R Consultoria e professor de MBA"s em gerenciamento de projetos. Autor dos livros Competências e Maturidade em Gestão de Projetos pela AnnaBlume e O Gerente de Projetos na Empresa e Construindo Competências para Gerenciar Projetos (em co-autoria com Profa. Marly Monteiro de Carvalho), ambos publicados pela Editora Atlas. Publicou artigos sobre gerenciamento de projetos apresentados em congressos nacionais e internacionais, bem como de publicações especializadas como as revistas da FGV (RAE) e da FEA (RAUSP). Foi pesquisador do IPT Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo.

Objetivo

Trata-se de um treinamento em gerenciamento de projetos que irá, especificamente:
- mostrar aos participantes a importância de gerenciar empreendimentos tecnológicos de forma sistemática e com metodologia;
- apresentar o perfil do gerente de projetos tecnológicos;
- discutir as interfaces organizacionais para que o gerenciamento de projetos possa, efetivamente contribuir para que as empresas atinjam resultados esperados e programados.

Público Alvo

Líderes de Projetos, Gerentes e Coordenadores.

Programa

1. Visão da Gestão de Projetos - neste item serão vistos os seguintes conceitos:
1.1. Projetos: atividades rotineiras x atividades inovativas
1.2. Gerenciamento de projetos
1.3. Universo de conhecimento de gerenciamento de projetos, segundo a abordagem proposta pelo PMI® Project Management Institute.
1.4. Decisão: comprar ou desenvolver tecnologia
1.5. Busca de parcerias tecnológicas e centros de excelência na tecnologia envolvida
1.6. Decisão: otimização x timing de colocação do produto no mercado
1.7. Fundamentos de seleção de projetos tecnológicos.

2. Formas organizacionais - serão apresentadas as alternativas estruturais das empresas considerando-se:
2.1. Esforços na administração de seus empreendimentos
2.2. Interfaces: Tecnológico x Marketing x Produção x
Planejamento Estratégico da Empresa

3. O papel e perfil do gerente - serão apresentadas as competências necessárias para a formação de um gerente de projetos destacando-se os aspectos de projetos de P&D&I. Concepção de Projetos - neste item será apresentado como registrar os conceitos iniciais de um projeto, considerando-se:
3.1. Termo de abertura de um projeto (Project charter)
3.2. Análise do estado da arte da tecnologia envolvida e tendências futuras
3.3. Apresentação e venda para as partes interessadas do projeto

4. Planejamento do Projeto - neste item estão concentradas as principais áreas de conhecimento a serem planejadas em um projeto, ou seja:
4.1. Escopo, prazo, custo, integração, qualidade, recursos humanos, comunicação, risco e suprimentos
4.2. Realização de testes de mercado
4.3. Programa de treinamento x capacitação na tecnologia envolvida
4.4. Preparação de equipes de pesquisadores
4.5. Análise prévia de receita/custo/volume e projeção de Retorno sobre o Investimento (ROI)
4.6. Planejamento dos recursos do projeto: escolha, contratação de pesquisadores
4.7. Estabelecimento do ciclo de vida da tecnologia e do produto
4.8. Planejamento e análise/pesquisa de mercado

5. Execução e Controle - será visto neste item os aspectos referentes ao acompanhamento de projetos através da elaboração de relatos de seu desempenho e melhoramento e adequação das equipes de projetos e, fechamento - este item corresponde ao encerramento das atividades externas ao projeto e sua finalização na empresa.

Investimento

A taxa de participação é de R$ 700,00 para pessoas de empresas associadas a ANPEI e R$ 1.400,00 para não associados.

Esses valores incluem custos de material didático, almoço e coffee-break.

Forma de Pagamento:

Deverá ser efetuado através do Sistema de Pagamento on-line que disponibilizará aos usuários duas formas de pagamento:
  • Boleto Bancário;
  • Itaú Shopline: Quando é feita a opção por pagar via Itaú Shopline, ele será direcionado para a Interface do Itaú.

A confirmaçao da realizaçao do curso está sujeita a quorum mínimo; no caso do cancelamento do evento, todo e qualquer valor pago a título de inscriçao será devolvido ou entao reservado como crédito, porém nao nos responsabilizamos por gastos com passagens aéreas, traslados, hospedagem ou qualquer outra despesa.

A efetivaçao da inscriçao será concluída após o pagamento. Para as inscriçoes pagas e canceladas, somente serao aceitas substituiçoes do participante. O nao comparecimento do participante ao evento, nao dará direito a devoluçao do valor pago. 

Universitários que farão Enade podem preencher questionário pela internet

Universitários que farão o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2010 podem preencher o questionário do estudante no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) até 21 de novembro, data de aplicação da prova. Neste ano, cerca de 450 mil estudantes devem fazer o exame. O preenchimento das perguntas é voluntário, segundo o Inep.

Acesse o questionário

Esta é a primeira vez que a coleta das informações sobre o perfil socioeconômico dos participantes será realizada pela internet, de acordo com o instituto.

Segundo o Inep, as informações do questionário subsidiam indicadores educacionais de qualidade da educação superior, como o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC). Dirigentes das instituições de ensino superior podem acompanhar o número de questionários respondidos.

Deverão fazer o Enade deste ano estudantes matriculados no primeiro e no último ano dos cursos de bacharelado em agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional e zootecnia, além dos cursos superiores de tecnologia em agroindústria, agronegócios, gestão hospitalar, gestão ambiental e radiologia.

Fonte: G1 Educação

Novo blog discute o futuro digital do livro

Muito se fala informalmente sobre o livro digital, mas há pouca fonte de informação sobre o assunto em português. Nesta terça-feira (26/10), com a chegada do blog Tipos Digitais, a informação virá mais completa.

O PublishNews procura compensar essa carência diariamente com notícias frescas do mercado internacional e de cada passo dado por uma editora ou livraria daqui rumo a esse novo modelo de negócio. Hoje, com a chegada do blog Tipos Digitais, a informação virá mais completa.

Nele, Carlo Carrenho, diretor do PublishNews, pretende analisar o mercado do livro digital, sempre do ponto de vista que interesse ao mercado brasileiro, mas sem perder o foco nas experiências internacionais.

“A revolução digital já começou e está acontecendo com uma rapidez assustadora. Criei esse blog para apresentar as tendências internacionais e analisar o que ocorre no Brasil. Tipos Digitais está também no Twitter. Para seguir, basta clicar. Acesse o blog: www.tiposdigitais.com

Fonte: Abrelivros

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Sete reitores entregam proposta do consórcio das Universidades ao Ministério da Educação



Fonte e demais informações: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1362810-7823-SETE+REITORES+ENTREGAM+PROPOSTA+DE+SUPERUNIVERSIDADE+AO+MINISTERIO+DA+EDUCACAO,00.html

I Simpósio Paraense de Engenharia Ambiental

Acontecerá entre os dias 26 e 29 de outubro, no auditório do Centro de Ciências Naturais e Tecnologia (CCNT) da Uepa o I Simpósio Paraense de Engenharia Ambiental. Com a temática “Mudanças Climáticas: uma ameaça na qualidade de vida”.
O Simpósio tem a coordenação do Curso de Engenharia Ambiental da Universidade do Estado do Pará (Uepa).
Maiores informações no site www.uepa.br

Fonte e demais informações: http://www.fadesp.org.br/index.php?view=article&id=171:i-simposio-paraense-de-engenharia-ambiental

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Abertas inscrições gratuitas em workshop empresarial de Nanotecnologia



Com o objetivo de oferecer às empresas brasileiras oportunidade de avaliar exatamente quais serão os impactos sobre seus custos e sistemas de produção a partir da introdução da Nanobiotecnologia nos seus setores, o Fórum de Competitividade de Nanotecnologia,  entidade composta por representantes do governo, empresas e academia, promoverá o Workshop Nanotecnologias: expectativa da indústria brasileira. O evento será realizado em 2 e 3 de dezembro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).
O evento que se destina a empresas que tem a nanotecnologia como diferencial de produção e a pesquisadores da área. Na programação háverá quatro Grupos de Trabalho com representantes destacados do setor produtivo, e divididos por setor de atividade econômica: insumos, bens intermediários, bens finais e serviços.
O objetivo é oferecer aos empresários caminhos para o crescimento sem receberem grande impacto com o advento da nanotecnologia que poderiam causar perda de postos no mercado de trabalho.
  
Ao final do Workshop serão reunidas recomendações das empresas quanto aos riscos e oportunidades observadas, que serão encaminhadas aos órgãos governamentais ligados ao Fórum de Competitividade de Nanotecnologia, a fim de subsidiar as políticas de financiamentos e de apoio a pesquisa tecnológica do setor.

Nanotecnologia

A Nanotecnologia é hoje um dos principais focos de inovação em todos os países industrializados por gerar aplicações em diversos setores produtivos e de serviços.

Seu desenvolvimento é considerado estratégico para o Brasil. Estima-se que, entre 2010 e 2015, a produção industrial anual do setor excederá um trilhão de dólares e demandará cerca de dois milhões de trabalhadores, num mercado de US$ 250 bilhões em eletrônicos e US$ 2,7 bilhões em equipamentos e ferramentas. Há ainda expectativas de que até 2020 sejam movimentados US$ 115 bilhões na produção de tecidos nanoestruturados e outros US$ 53 bilhões em novos materiais.

As inscrições podem ser feitas gratuitamente até o dia 1º de dezembro ou enquanto  houver vagas pelo e-mail kelly.alecrim@mdic.gov.br.

IV Seminário de Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade

 Pode‐se definir Segurança do Trabalho como “os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador”.
    Norteados por tal sentimento, o Grupo de Estudos da Qualidade da Energia Elétrica da Universidade Federal de Itajubá – GQEE - UNIFEI e o Centro Acadêmico de Engenharia Elétrica – CAEEL – UNIFEI, vêem que o fator preservação da vida deve estar à frente de todos os procedimentos e atuações de um engenheiro formado por esta instituição.
    O público deste evento, que está na sua quarta edição, seja ele discente ou docente, vem se apresentando disposto a contribuir no ensino e disseminação de práticas seguras.
    Assim, com o apoio da UNIFEI, da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão de Itajubá – FAPEPE e da Fundação de Pesquisa e Assessoramento à Indústria - FUPAI, promoção do GQEE e realização do CAEEL, realizar-se-á o IV Seminário de Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade – SISE 2010.
    Vale destacar que tal evento foi reconhecido no ano de 2008 como parte integrante do calendário de eventos acadêmicos oficiais da UNIFEI e vem despertando interesses no meio acadêmico da universidade, na comunidade e no setor industrial de Itajubá e região

Data: 08 de novembro de 2010. 
Local: Universidade Federal de  Itajubá, Itajubá - MG.

Notícias » Tecnologia » Tecnologia Feira em Taiwan exibe os mais modernos robôs


Ainda sem nome, robô imita expressões humanas e interage com o 
usuário. Foto: Reuters

Criado para interagir com usuários, robô expressa emoções humanas
Foto: Reuters

Uma das novidades é o robô construído para imitar expressões faciais de um ser humano. Ainda sem nome, esse robô mostra emoções básicas e interage com o usuário.
Entre os destaques da feira estão robôs dançarinos, equipamentos que podem fornecer o índice de ações e previsão do tempo e até tocar CDs de músicas. Outro robô que chama a atenção é um que foi desenvolvido para tocar piano com perfeição.
Outra atração é um robô com voz humana e um braço que permite realizar diversas tarefas. A máquina tem função de diálogo e foi desenvolvida para proporcionar segurança doméstica, cuidar da saúde de idosos e até se transformar em companhia interativa.
O evento, que se realiza no World Trade Center, em Taipei.


Fonte e demais informações: http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI4742770-EI12886,00.html

UFMG sedia seminário sobre Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia

A UFMG sedia nas próximas quinta e sexta-feira, 28 e 29 de outubro, o seminário Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia – INCTs: novas perspectivas para o avanço da ciência no Brasil.

O evento terá participação dos coordenadores dos 14 institutos sediados em Minas Gerais – nove deles estão na UFMG – e diretores de empresas parceiras. Sua realização está ligada à necessidade de se adotarem conceitos e práticas transdisciplinares na busca de soluções de problemas complexos e propostas de ações visando ao pleno desenvolvimento humano, considerando o uso sustentável de recursos naturais. O se minpário pretende ainda estreitar as relações dos INCTs com seus parceiros dentro e fora do mundo acadêmico.

A abertura do evento terá manifestações do reitor Clélio Campolina, Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, presidente do CNPq, Evaldo Vilela, da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, Mário Neto Borges, presidente da Fapemig, Renato de Lima Santos, pró-reitor de Pesquisa da UFMG, e Maurício Loureiro, diretor do Instituo de estuodssa Avançados Transdisciplinares (Ieat) da UFMG.

A iniciativa é da Pró-reitoria de Pesquisa da UFMG, do Ieat e da Fapemig. Outras informações estão no site do Ieat e podem ser obtidas pelo telefone (31) 3409-4123.

Fonte: Notícias da UFMG

Torneio de robôs revela lado 'boleiro' de estudantes de tecnologia

Leopoldo Godoy Do G1, em São Bernardo do Campo (SP)

Não é fácil, no mundo do futebol, gerenciar uma equipe vencedora. O assédio financeiro dos rivais, o desgaste das noites em claro, jogadores de se recusam a cumprir ordens simples... Os problemas são os mesmos, não importa se seu time é formado por atletas de carne e osso ou por robôs e estudantes de engenharia.
“Tem muita coisa que pode dar errado”, resume o estudante de engenharia elétrica Taumar Morais, um dos cerca de 700 alunos e professores que participam entre domingo (24) e quarta-feira (27) da Competição Latino-Americana de Robótica (Larc), no Centro Universitário FEI, em São Bernardo, na Grande São Paulo.
O evento não tem apenas futebol de robôs: há simulações de operações de resgate, percursos com obstáculos, e até uma competição de dança entre máquinas humanóides. Mas numa competição que reúne jovens de países da América Latina, em sua maioria do sexo masculino, é normal que o futebol atraia mais atenção.
Robô 1 
Regra 3: se der 'pau', robô pode ser substuído. E
isso é comum. (Foto: Leopoldo Godoy/G1)
“A gente vem para ganhar, é como no estádio mesmo”, conta Diones Fischer, calouro no curso de engenharia da computação da Universidade Federal do Rio Grande. Em sua primeira competição, Fischer faz parte da equipe atual hexacampeã da categoria RoboCup F180. Como todo bom representante do futebol gaúcho, o destaque do time é a defesa, explica Fischer. Nos últimos campeonatos, os robôs da FURG pareciam saber jogar mesmo sem a bola. A ideia é repetir a tática este ano, embora toda a programação da estratégia da equipe tenha sido feita do zero.
Funciona assim: a chamada inteligência artificial dos robôs é criada pelos programadores de cada time. A maioria das equipes desenvolve os algoritmos, sequências de instruções que cada máquina deve seguir dependendo da situação de jogo, em linguagem de programação C. Criada em 1972, é uma das linguagens mais populares entre os programadores, principalmente por poder ser compatível com quase todas as arquiteturas – tipos de máquinas – existentes hoje em dia.
Os times também desenvolvem as “entranhas”, as placas que transportam as instruções dadas pela inteligência artificial para sistemas responsáveis pelos movimentos do robô. É um trabalho meticuloso, que envolve projetar as placas em computador, testar virtualmente o funcionamento dos circuitos, encomendar os equipamentos e, depois, testá-los novamente para ver se o sistema – já montado – está em ordem.
Robô 3 
Antes dos robôs entrarem em campo, ainda há
tempo para trabalhar. (Foto: Leopoldo Godoy/G1)
Só na torcidaMas após o apito de início de cada partida, os alunos viram espectadores. Dali em diante é o computador quem decide o que cada robô deve fazer para garantir a vitória. Duas câmeras instaladas sobre o campo enxergam pontos coloridos colocados sobre os “atletas”, e transmitem para a máquina a posição dos robôs, além das coordenadas da bola.
Os programas desenvolvidos pelos estudantes analisam essas informações e escolhem, automaticamente, qual a melhor tática para chegar ao gol. As instruções são repassadas, por radiofrequência para cada robô.
Quando tudo dá certo, os minicraques desarmam o adversário, driblam e carregam a bola em direção ao gol. Se enxergarem que o caminho está livre, sem nenhum adversário para impedir o tento, acionam uma pequena mola que solta o “chute”.
As habilidades desenvolvidas pelos estudantes que participam destas competições faz com que eles sejam desejados pelo mercado de trabalho antes mesmo de se formarem. “Hoje em dia a gente tem dificuldade em segurá-los dentro da universidade”, diz a professora Esther Colombini, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Há déficit de bons profissionais de engenharia e ciência da computação tanto no mercado brasileiro quanto no exterior.
LARC 
Equipe ajuda no 'aquecimento' dos robôs do time 
hexacampeão de torneio. (Foto: Leopoldo Godoy/G1)

Fonte e demais informaçõeshttp://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2010/10/torneio-de-robos-revela-lado-boleiro-de-estudantes-de-tecnologia.html

Serviço Florestal mostra uso da tecnologia espacial para gestão de florestas

O Serviço Florestal Brasileiro mostra até esta quinta-feira (21/10), no IX Seminário de Atualização em Sensoriamento Remoto e Sistemas de Informações Geográficas Aplicados à Engenharia Florestal, em Curitiba (PR), como as geotecnologias têm ajudado a melhorar a gestão das florestas públicas e a planejar o seu uso sustentável.

"As tecnologias espaciais são imprescindíveis para levantar informações sobre as florestas, utilizando sensoriamento, sistema de informações geográficas e GPS, pois apenas com essas ferramentas é possível obter dados atualizados, de grandes áreas, em curso espaço de tempo, e que facilitem a gestão florestal.", afirma gerente de Informações do Serviço Florestal, Joberto Freitas.

No evento, serão apresentados a metodologia e os procedimentos para a análise de paisagem - por exemplo, fragmentação florestal e ocorrência de florestas em áreas de preservação permanente (APP) -, uma das ações do Inventário Florestal Nacional.

Os técnicos do Serviço Florestal de Brasília e da Unidade Regional Sul, localizada em Curitiba, vão mostrar ainda como os dados espaciais contribuem para aumentar as informações do setor e ajudam a formular o Cadastro Nacional de Florestas Públicas, que aponta a existência de 241 milhões de hectares de florestas cadastradas.

No stand montado na feira, os participantes também vão saber como está sendo feita a demarcação das áreas sob concessão na Floresta Nacional de Saracá-Taquera, no Pará, e como as imagens orbitais ajudaram a planejar a logística para colocação dos marcos que delimitam as Unidades de Manejo Florestal para a produção sustentável de madeira.

Para quem se interessa no uso das informações espaciais em monitoramento, será mostrado como os dados do sistema de detecção de exploração seletiva de madeira - Detex - desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) - permitirão acompanhar a extração madeireira nas áreas de concessão florestal.

As ferramentas de geoprocessamento auxiliam ainda a formular o Plano Anual de Outorga Florestal (PAOF), que traz a quantidade de hectares em florestas públicas passíveis de concessão e a sua localização. Para chegar a essa informação, é feito um cruzamento de mapas entre as florestas públicas e áreas que, no ano, possuem algum impedimento para a concessão, por exemplo, terras indígenas, florestas com uso de comunidades e florestas nacionais sem plano de manejo.

Com o uso desses filtros, chegou-se a 5,1 milhões de hectares de florestas públicas federais passíveis de concessão no PAOF 2011, área que está distribuída em 11 florestas nacionais nos estados do Acre, Pará e Rondônia.

O Seminário de Atualização em Sensoriamento Remoto e Sistemas de Informações Geográficas Aplicados à Engenharia Florestal, que teve sua primeira edição em 1994, é promovido pela Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná e pela Universidade Estadual do Centro-Oeste.

Serviço:
IX Seminário de Atualização em Sensoriamento Remoto e Sistemas de Informações Geográficas Aplicados à Engenharia Florestal. Data: 19 a 21 de outubro. Local: Av. Comendador Franco, 1341, Jardim Botânico - Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP). Horário: 8h às 18h

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Feira Universitária expõe projetos tecnológicos desenvolvidos por brasileiros


Imagine uma casa em que os fios e as tomadas foram aposentadas! Essa casa já existe. Quer dizer, pelo menos aqui, nesse experimento criado por estudandes de engenharia elétrica que participaram dessa feira de projetos. Nessa casa, a energia é distribuída pelo ar, sem fios!

Tudo funciona através do princípio de indução magnética. A energia de uma bobina principal, localizada debaixo da bancada, passa para uma segunda bobina instalada no aparelho elétrico. Ela capta o campo magnético, gerando a tensão necessária para alimentar o aparelho. Segundo os próprios criadores, não há nada igual no mundo.

Seguindo a mesma linha… de deixar nossa vida mais cômoda, este grupo criou o "Iluminata"; um sistema de porta blindada que abre e fecha sem chave. O projeto, que no mercado custaria algo em torno de 2 mil reais, funciona com um chip muito parecido com aqueles que a gente já conhece nas catracas dos principais centros empresariais do país.

Outra solução interessante que apareceu por aqui usa o bluetooth – que já está presente em vários celulares. Usando a tecnologia, dá para controlar diversos eletrodomésticos e até a iluminação da casa.

A tecnologia aqui também tem preocupações sociais. Esse dispositivo é chamado "Talk to Me", e ele foi pensado para facilitar a vida dos deficientes visuais na hora de fazer compras. O "Talk to Me" é capaz de identificar etiquetas eletrônicas como essa. Se elas estiverem nos produtos, o sistema é capaz de "contar" para o consumidor as informações do produto.

Esta cadeira de rodas também é uma boa solução para para quem tem dificuldade de locomoção. É uma cadeira omnidirecional, ou seja, pode se locomover em qualquer direção sem a necessidade de fazer curvas. Única e inédita no mundo…

As rodas possuem motores independentes, o que permite que elas possam ter diferentes velocidades e sentidos de rotação. E o mais surpreendente: a cadeira de rodas omnidirecional tem exatamente o mesmo custo de uma cadeira de rodas elétrica encontrada hoje no mercado por cerca de 3 mil reais.

Há ainda outras criações interessantes. Olhar ess robô. Ele pode ser usado para limpar fachadas de prédios ou até como suporte para publicidade. Mas, essa é uma brincadeira cara. Os estudantes gastaram 12 mil reais para criar esse protótipo.

Também de olho no mercado publicitário, este grupo desenvolveu o Projeto Up! Os formandos de Engenharia de Controle e Automação criaram este poderoso quadrirotor…

Para se transformar em produtos, esses projetos ainda precisam provar que são comercialmente viáveis – e que podem ser produzidos em série – dois desafios difíceis de superar. Mas, eles são exemplo de como imaginação e tecnologia podem oferecer soluções interessantes, que podem estar no dia-a-dia de todos nós em breve.

Fonte: Olhar Digital

HP lança produto para disputar o mercado dos tablets

Para entrar no mercado crescente dos tablets, a Hewlett-Packard anunciou nessa sexta-feira o Slate 500, focado no público profissional e executivo. Diferente de outros pads que se assemelham mais com smartphones, o Slate 500 vem com o sistema operacional Windows 7 e pretende replicar a experiência dos PCs.

O tablet possui uma tela multi-touch de 22,6 centímetros, pesa 680 gramas, vem com 64 GB de memória e uma caneta digital para ser usada na tela. O portátil incluirá Wi-Fi, duas câmeras para vídeo conferências, uma na frente e outra atrás, uma entrada USB e capacidade para se conectar a redes de celular.

O preço divulgado é elevado em comparação com os concorrentes, anunciado por US$799.

Fonte: Olhar Digital

Kindle terá sistema para emprestar livros para amigos, diz Amazon

A Amazon anunciou nesta sexta-feira (22) que vai eliminar uma das maiores desvantagens do leitor de livros digitais Kindle na comparação com as publicações impressas: até o final do ano, será possível emprestar livros do Kindle para amigos que também possuam o leitor digital.

De acordo com a Amazon, cada livro só poderá ser emprestado uma vez, por um período de 14 dias. Durante este tempo, o comprador original não poderá acessar o conteúdo em seu Kindle.

Apenas alguns títulos terão esta função liberada, no entanto. Cabe à editora decidir se o livro poderá ou não ser emprestado.

A Amazon anunciou ainda que planeja expandir seu sistema de venda de jornais e revistas em formato digital. Atualmente, só é possível acessar o conteúdo de assinaturas - ou de edições avulsas - no aparelho vendido pela livraria. Em breve, publicações como o "The New York Times" e o jornal brasileiro "O Globo" poderão ser lidas também nas versões do Kindle para PCs, Mac e telefones celular, como o iPhone.

Fonte: G1 Tecnologia

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Lua tem água, sal e até prata, dizem cientistas

Agência Fapesp - 22/10/2010
Lua tem água, sal e até prata, dizem cientistas
O impacto frustrou os cientistas e o público. A equipe da missão LCROSS havia calculado que a poeira levantada pelo impacto poderia ser vista da Terra. [Imagem: Schultz et al./Science]
Mais segredos da Lua acabam de ser revelados graças não a astronautas ou veículos robotizados em contato com a superfície do satélite.
Desta vez, a novidade vem mais de baixo, cortesia de um foguete lançado pela Nasa, a agência espacial norte-americana, que se chocou contra uma cratera no pólo sul da Lua.

Impacto lunar

A missão Lunar CRater Observing and Sensing Satellite (LCROSS) teve duas partes. Inicialmente, o estágio superior e vazio de um foguete atingiu a cratera Cabeus, próximo ao polo sul lunar, em outubro de 2009. Foi seguido por um segundo veículo que analisou os fragmentos ejetados pelo impacto.

A proposta era procurar por água e verificar do que mais é composto o subsolo naquele ponto supergelado, algo nunca antes tentado. Resultados da missão, que se mostrou bem-sucedida, acabam de ser publicados em cinco artigos na edição desta sexta-feira (22/10) da revista Science.

Em um dos artigos, Peter Schultz, da Universidade Brown, e colegas descrevem que a nuvem levantada pelo choque mostrou que o solo e o subsolo lunar são mais complexos do que se estimava.

Minerais na Lua

A superfície lunar contém não apenas água, mas diversos outros compostos, como monóxido de carbono, dióxido de carbono, hidroxila, amônia, sódio e até mesmo prata.

Os elementos químicos presentes nos grãos do regolito lunar - o manto de detritos que cobre a superfície - fornecem pistas sobre sua origem e como foram parar nas crateras polares, muitas das quais não veem a luz do Sol há bilhões de anos, estando entre os pontos mais frios do Sistema Solar.

Segundo o artigo, os compostos voláteis podem ter-se originado dos impactos de cometas, asteroides e meteoroides que castigaram o satélite terrestre durante bilhões de anos.

Os compostos depositados no regolito podem ter sido liberados pelos impactos ou serem resultantes do aquecimento pela luz solar, que forneceu a energia suficiente para que se deslocassem até os polos, onde permaneceram presos em frígidas crateras.

O impacto do foguete produziu um buraco com cerca de 25 metros de diâmetro e lançou material que está a até 1,80 metro de profundidade.

Pistas históricas

A nuvem de detritos gerada pela colisão chegou a cerca de 800 metros acima da superfície da cratera, o suficiente para atingir a luz solar.

O resultado foi que a composição da emissão pôde ser medida por quatro minutos por diversos instrumentos de espectroscopia. O material ejetado chegou a quase duas toneladas.
Apesar do sucesso, Schultz ressalta que a missão trouxe respostas, mas também levantou novas questões. "Trata-se de um arquivo de bilhões de anos, preso em crateras em sombras permanentes. Pode haver ali pistas para a história da Lua, da Terra, do Sistema Solar e de nossa galáxia. E está tudo ali, implorando para que voltemos", disse.

Desde 1972, com a última missão Apolo, o homem não pisou mais na Lua. Apesar de projetos de retorno das missões tripuladas para além dos ônibus espaciais, não se sabe ao certo quando esse retorno poderá ocorrer.

Bibliografia:

The LCROSS Cratering Experiment
Peter H. Schultz, Brendan Hermalyn, Anthony Colaprete, Kimberly Ennico, Mark Shirley, William S. Marshall
Science
22 October 2010
Vol.: 330. no. 6003, pp. 468 - 472
DOI: 10.1126/science.1187454

Ideias verdes atingem o bolso e funcionam

Fonte: Folha Online - 22/10/2010
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O fracasso das negociações para um acordo global do clima, que passaram no ano passado pela Dinamarca, não foram suficientes para que o país desistisse de ser líder mundial em ideias verdes. Nem que isso seja feito com base em altos impostos.

Com taxas bastante gordas, o governo dinamarquês está conseguindo, por exemplo, reduzir a emissão de CO2 nos transportes e diminuir o consumo de energia elétrica pela população.

Copenhague, a capital do país, possui 350 km de ciclovias. Hoje, 37% dos moradores de Copenhague percorrem de bicicleta por cerca de 1,2 milhão de km pelas ruas da cidade todos os dias. A meta é chegar a 50% em 2015.

Bicicletas na DinamarcaO motivo de tantas bikes nas ruas é simples: um carro na Dinamarca custa caro, e cerca de 60% do valor dos automóveis vai em impostos.

"Temos uma política de impostos agressiva. É uma maneira de atrair as pessoas economicamente para a questão ambiental", diz Lars Hansen, da Associação de Energia Dinamarquesa- espécie de conselheira do governo para assuntos verdes.

Também há incentivos para deixar os carros movidos a combustíveis fósseis na garagem.

"Os veículos elétricos têm menos impostos e a partir do ano que vem estarão mais baratos", diz Hansen. Boa parte dos táxis dinamarqueses também é elétrica e identificada com uma espécie de selo verde.

Para apagar a luz

As contas de consumo de energia elétrica, por sua vez, têm uma incidência de 50% de impostos. O objetivo é motivar os dinamarqueses a evitarem desperdício.

Um casal tira da carteira cerca de R$ 170 (cerca de 70 euros) por trimestre para pagar a conta de energia- o que é considerado bastante caro no país.

Mas, de acordo com Hansen, os dinamarqueses decidiram se tornar "verdes" independentemente dos impostos. "É uma questão de opção de vida", analisa.

Um exemplo disso, na opinião dele, é o alto consumo de produtos orgânicos no país: mais da metade do que se come na Dinamarca tem origem orgânica- trata-se de um recorde mundial. E esses produtos custam de 10 a 20% a mais do que aquele que utilizam agrotóxicos.

A onda verde atingiu também hotéis e restaurantes locais, e fez com que a rede de supermercados Irma, fundada em 1886, aumentasse significativamente seu faturamento quando passou a ter foco em produtos orgânicos.

A meta do governo dinamarquês é que 80% do total consumido no país seja orgânico em 2015.

Os dinamarqueses também podem optar pelo consumo de energia renovável, como a eólica, pagando cerca de R$ 45 (20 euros) a mais por trimestre nas suas contas de luz. "Cada vez mais pessoas fazem essa opção", afirma Hansen.

Questão cultural

O aumento de impostos para incentivar, por exemplo, o uso de bicicletas poderia não dar certo no Brasil.

"Nos países com distribuição desigual de renda, os mais ricos pagariam as contas altas e os mais pobres simplesmente não teriam como pagar", diz Kristian Wederkinck Olesen, do Consórcio Climático da Dinamarca.

Na opinião dele, cada país deve analisar como implementar políticas ambientais de acordo com sua história e cultura da sua população. "Na China, pode ser que o governo teria de fiscalizar e punir quem não seja verde", exemplifica ele.

"Por causa dessas diferenças culturais, é muito difícil chegar num acordo entre países em reuniões como a que aconteceu na Dinamarca ano passado", conclui Olesen. 

Fonte e demais informações:  http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/7448-ideias-verdes-atingem-o-bolso-e-funcionam