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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

ABM: 14º Seminário de Automação de Processos


Seminário de Automação da ABM discute soluções para o aumento da competitividade

Experiências de sucesso na indústria siderúrgica e de mineração que resultaram em ganhos de competitividade, via otimização de processos, melhoria na qualidade dos produtos, aumento da produtividade e redução de custos serão apresentadas no 14º Seminário de Automação de Processos promovido pela Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração – ABM.

O evento será realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, na Usiminas, à Rua Professor José Vieira de Mendonça, 3.011, Engenho Nogueira, em Belo Horizonte (MG).

“Trata-se de uma grande oportunidade para os profissionais das usinas compartilharem informações, conhecer novas soluções que podem ser aplicadas no dia a dia das empresas, bem como ampliarem sua rede de relacionamentos profissionais e comerciais”, diz o coordenador da comissão organizadora, Francisco Roberto M. de Andrade.

A programação do 14º Seminário de Automação da ABM prevê a apresentação de 40 trabalhos e cases empresariais, envolvendo Automação e Controle; Gestão da Automação; Inteligência Computacional; MES / LIMS / PIMS / RtPMS; Simulação e Otimização de Processos Industriais; Tecnologia da Informação aplicada aos Processos Industriais; Tratamento de Imagem; Sistemas de Suporte e Apoio à Manutenção; e Segurança da Informação.

“Como já é tradição, teremos no terceiro dia do evento uma visita técnica, desta vez, à Gerdau Açominas, e o curso ‘Segurança da Informação na Automação - Sistemas Scada’, a cargo do engenheiro e diretor Comercial da TI Safe Segurança da Informação, Marcelo Branquinho”, complementa o coordenador.

São patrocinadores do 14º Seminário de Automação de Processos: Siemens Vai, Accenture, ArcelorMittal, CSN, Emerson Process Management, IHM, Orteng, OSI Soft, Radix, Schneider Eletric, TSA, Vision e Yokogawa. O evento também conta com o apoio ISA (Sociedade Internacional de Automação), sessão São Paulo.

Fonte: Tn Petróleo 
 

IBM Brasil e parceiros lançam site e curso gratuito de inglês à distância

São Paulo – 02 Set 2010:  O déficit de profissionais de tecnologia da informação (TI) no mercado brasileiro, atualmente estimado em mais de 70 mil pelo Observatório Softex (Unidade de Estudos e Pesquisas da Sociedade), fez com que a IBM Brasil desse mais um passo no sentido de contribuir para a formação de mão-de-obra. A empresa, bem como o mercado brasileiro, enfrenta não só a falta de profissionais especializados, mas também um outro problema: a carência de profissionais que falam inglês. Diante deste cenário, a IBM decidiu investir na criação de um curso de inglês à distância. Chamado de English4Smart é totalmente gratuito e feito especificamente para estudantes de TI. O curso, assim como temas ligados à área, ficarão hospedados no portal TI Smart (www.ti-smart.com.br), lançado pela companhia com apoio de parceiros.

 O English4Smart é voltado ao inglês utilizado no mundo dos negócios e seu conteúdo foi desenvolvido pelo instituto de idiomas União Cultural Brasil Estados Unidos, que também irá disponibilizar certificados digitais aos participantes. “Para ingressar em uma empresa globalmente integrada como a IBM não basta que o candidato conheça tecnologia, é necessário estar ao menos no nível intermediário de inglês. Uma das áreas que mais geram oportunidades de emprego na IBM é a de exportação de serviços. Por isso, o conhecimento do inglês é fundamental. É importante acelerar a formação dos profissionais para acompanhar o crescimento do mercado”, afirma Edson Luiz Pereira, gerente de parcerias educacionais da IBM Brasil.

Maiores informações:

http://www-03.ibm.com/press/br/pt/pressrelease/32424.wss

Fonte e demais  informações:  http://unisinos.br/blog/inf/2010/09/13/ibm-brasil-e-parceiros-lancam-site-e-curso-gratuito-de-ingles-a-distancia/

Cientista brasileiro cria avanços para a Segurança da Informação

Breno Silva, consultor de segurança da IBM Brasil, desenvolveu algoritmo capaz de detectar ataques com mais eficiência.
São Paulo – 28 Set 2010:  Um novo algoritmo capaz de desenvolver padrões para detectar ataques à rede e projetar o bloqueio com até 50% mais velocidade do que os já existentes foi desenvolvido pelo cientista brasileiro Breno Silva, consultor de segurança da IBM Brasil. Trata-se de um algoritimo pattern-matching  para busca de padrões em superalfabetos, especialmente para padrões pequenos, capaz de identificar com mais eficiência invasões na web.
O objetivo é melhorar o controle de acesso aos dados de grande valor para uma organização, preservando sua confidencialidade, disponibilidade e integridade. Para atingir esse nível de segurança da rede, o especialista utiliza alguns recursos, como, por exemplo, os algoritmos. A ferramenta é usada para identificar padrões numa grande quantidade de dados, detectando e prevenindo possíveis ataques na rede, por meio da comparação dos sistemas em busca de similaridades e respostas.
Breno Silva faz parte de um grupo que conta com o apoio do Departamento de Defesa do governo americano para estudo e desenvolvimento de maneiras mais inteligentes de detectar ataques em sistemas privados. Essa criação alcançou um patamar mais confiável e eficaz, representando uma grande evolução na tecnologia e na segurança da informação. Isto porque identifica ataques à rede que antes poderiam passar pelo sistema sem serem notados. “Este algoritmo pode ser aplicado também na biologia e na física computacionais, no processamento de imagens, no processamento de fala e, futuramente, até mesmo em redes smart-grid”, explica o cientista.


Vale investirá R$400 milhões na criação de centros de pesquisa tecnológica

A Vale investirá R$400 milhões nos próximos três anos na criação do Instituto Tecnológico Vale (ITV), que agregará três centros de pesquisa tecnológica e de ensino de pós-graduação, informou o jornal Folha de S.Paulo.

O porjeto tem como modelo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), organização que já firmou um convênio com a mineradora brasileira, que permitirá o intercâmbio de professores e alunos. Com o ITV, a Vale pretende desenvolver linhas de pesquisa de seu interesse e formar pessoal altamente qualificado para suprir suas necessidades.

A construção dos centros de pesquisas acontecerá em Belém (PA), Ouro Preto (MG) e São José dos Campos (SP) e custará R$300 milhões.

O centro de pesquisa de Belém realizará estudos sobre sustentabilidade e já está começando a ser construído.

As pesquisas sobre mineração acontecerão em Ouro Preto e os estudos sobre energia estarão concentrados em São José dos Campos/SP, pólo de desenvolvimento tecnológico do Vale do Paraíba que abriga grandes empresas, como a Embraer, a General Motors e a Petrobrás, entre outras multinacionais.

Cada núcleo de pesquisas poderá receber até 240 alunos e disponibilizar 160 bolsas, que serão selecionados pelas fundações de apoio à pesquisa de São Paulo (Fapesp), Minas Gerais (Fapemig) e do Pará. Juntas, as fundações investirão R$48 milhões e a Vale R$72 milhões, totalizando R$ 120 milhões em bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado.

Fonte e demais informações:http://www.revistasustentabilidade.com.br/pesquisa-e-inovacao/vale-investira-r-400-milhoes-na-criacao-de-centros-de-pesquisa-tecnologica

Disponibilidade de água para consumo estão mais ameaçadas no mundo

Uma análise em escala global, que poderá auxiliar a identificar as áreas em que a disponibilidade de água para consumo estão mais ameaçadas no mundo, é o destaque na edição desta quinta-feira (30/9) da revista Nature.

A pesquisa, feita por cientistas da Austrália, Estados Unidos, Alemanha e China, destaca as maiores ameaças tanto à segurança da água como à biodiversidade nos rios do planeta.

Apesar de a água ser o mais essencial dos recursos naturais, os sistemas de água doce que podem ser usados para consumo humano estão fortemente ameaçados justamente pelo homem, principalmente pela poluição e também como resultado de processos como a urbanização, industrialização, irrigação e a construção de reservatórios.

Soma-se a isso o aquecimento global e o resultado está longe de ser animador. Segundo os autores do estudo, desenvolver alternativas que possam reverter essa tendência exige primeiramente que se tenha um diagnóstico das ameaças à segurança da água tanto no nível local como no global.

Charles Vorosmarty, da Universidade da Cidade de Nova York, e colegas descrevem no artigo um modelo espacial que fornece uma análise global das ameaças à água doce. É o primeiro modelo a considerar a segurança da água usada para consumo humano em conjunto com a biodiversidade aquática.

Além de listar quais são as principais ameaças, o estudo identifica as áreas de maior risco. Segundo o trabalho, grandes investimentos no uso e no tratamento de água nos países mais ricos têm beneficiado seus habitantes, diminuindo em até 95% a ameaça à segurança da água nesses locais.

Em compensação, nos países mais pobres os investimentos reduzidos no setor implicam que a vulnerabilidade ao problema nessas áreas é muito elevada.

Mas, mesmo nas nações mais ricas, de acordo com a pesquisa, os investimentos em massa em tecnologia de uso da água têm permitido “ofuscar os níveis de estresse”, mas sem remediar as causas por trás do problema.

O estudo concluiu que 80% da população mundial está exposta a níveis elevados de ameaças à segurança da água. A falta de investimento no cuidado dos rios e corpos de água doce também coloca em risco a biodiversidade, indicam os autores.

“A proliferação de áreas densamente povoadas em zonas costeiras, incluindo megacidades, implica que seus rios apresentem alto nível de ameaças à segurança da água por virtualmente toda a sua extensão, como, por exemplo, o Paraíba do Sul, no Estado de São Paulo, o Pasig, em Manila, nas Filipinas, e o Ogun, em Lagos, na Nigéria”, disseram.

Segundo eles, é urgente a necessidade de mobilizar recursos para apoiar abordagens que possam enfrentar o problema. “Sem grandes compromissos políticos e financeiros, contrastes marcantes na segurança da água usada por humanos continuarão a separar os ricos dos pobres”, afirmam.

O artigo Global threats to human water security and river biodiversity (doi:10.1038/nature09440), de Charles Vorosmarty e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

Fonte: Agância Fapesp

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Produção conjunta de etanol e biodiesel pode reduzir emissões

A produção conjunta de etanol e biodiesel, proposta por pesquisadores da USP, tem potencial para reduzir as emissões de gás carbônico (CO2) e melhorar o balanço energético, produzindo mais combustível a partir de uma quantidade menor de insumos.

O modelo sugerido combina a produção de álcool de cana e biocombustível de óleo de dendê na região do Cerrado brasileiro.

"O processo produtivo do etanol utiliza insumos que estão associados às emissões de CO2, como o óleo diesel, derivado do petróleo, que movimenta tratores e caminhões", diz o professor Sérgio Almeida Pacca, que orientou a pesquisa. "O trabalho buscou uma alternativa para substituir o diesel que pudesse minimizar as emissões."

Biodiesel de óleo de dendê
O combustível escolhido foi o biodiesel produzido a partir do óleo de dendê. "Ele apresenta uma produtividade maior por hectare do que outras espécies vegetais empregadas na fabricação do combustível, como a soja, o girassol e a colza (canola)", ressalta o professor.

Ao mesmo tempo, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolve uma variedade de dendê que se adapta às condições climáticas do Cerrado, onde as experiências com o cultivo de cana adaptada já são bem-sucedidas.

O processo integrado de produção foi comparado ao sistema tradicional, a partir da avaliação do ciclo de vida de ambos os métodos, para se buscar sinergias entre o álcool e o biodiesel.

"A produção de etanol a partir da cana gera o bagaço, um resíduo que pode ser usado na geração de energia para o próprio processo produtivo, ou na obtenção de eletricidade", conta Pacca. "Da mesma forma, a extração de óleo de dendê gera resíduos, como fibras e cascas de castanha, igualmente utilizáveis na geração de eletricidade."

Aproveitamento da vinhaça
Outra integração proposta na pesquisa está no aproveitamento da vinhaça, um subproduto da produção do etanol, na irrigação de cultivos.

"No cerrado, devido ao clima, o dendê precisa ser irrigado artificialmente", observa o professor. "A vinhaça de cana-de-açúcar contém água e micronutrientes, como o potássio, e o efluente da produção do biodiesel de dendê pode ser adicionado a ela."

O sistema de produção conjunto permite minimizar a necessidade de alguns insumos, em especial combustíveis fósseis, e ao mesmo tempo promover a reciclagem de subprodutos. "O cálculo do balanço de emissões revelou uma produção menor de CO2", ressalta Pacca.

A estimativa do balanço energético mostra que o investimento em insumos é menor, sem prejudicar o aumento da produção de energia.

Modelo teórico
"O modelo ainda é teórico, mas foi elaborado a partir de dados extraídos de sistemas produtivos reais", aponta o professor.

Durante o trabalho, realizado pela pesquisadora Simone Pereira de Souza, foram visitadas usinas de álcool e biodiesel para o levantamento de coeficientes de produção, além de plantios de cana e dendê, a fim de verificar suas necessidades e a utilização de insumos.

A escolha do Cerrado para a implantação da produção integrada se deve à presença de algumas características das florestas tropicais, de onde o dendê é nativo.

Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Minas sedia congresso empresarial pela inovação

 
O Sistema Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) realiza, na próxima semana, nos dias 5 e 6, o Congresso Empresarial de Inovação. A proposta é mobilizar o setor empresarial para a importância da inovação como diferencial competitivo.

     O evento contará com a participação de palestrantes do Brasil e do exterior. Da Itália, país considerado referência no tema, virão dois representantes do Instituto Politécnico de Milão. Exemplo é o pesquisador Alessandro Deserti, que apoia micro, pequenas e médias empresas inovadoras na Itália, Brasil, China e Suíça.

     O congresso acontecerá em parceria com a Feira de Inovação e Tecnologia (Inovatec), promovida pelo governo do Estado. A mediação das palestras será feita pelo jornalista econômico Luís Nassif.

     Informações sobre o evento podem ser obtidas www.congressodeinovacao.com.br
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     (Com informações da Fiemg) 



Fontes e demais informações: http://www.sistemafiemg.com.br/inovacao/ 
                                                      http://www.gestaoct.org.br/
                                                        





Fapemig recebe inscrições para três novos editais que somam R$ 25 milhões

     A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) está recebendo propostas para três novos editais que, juntos, somam R$ 25 milhões em investimentos.

     O edital 15/2010, no âmbito do Programa Primeiros Projetos (PPP), tem como objetivo apoiar a fixação de jovens pesquisadores em Minas Gerais, por meio do financiamento de projetos de pesquisa e nucleação de novos grupos, em qualquer área do conhecimento. As inscrições podem ser feitas até 29 de novembro.
     O coordenador deve ter título de doutor, obtido há menos de cinco anos; vínculo com entidades científicas, tecnológicas e de inovação (ECTIs), sediadas em Minas Gerais; currículo cadastrado na Plataforma Lattes; entre outros. Cada coordenador só poderá apresentar uma proposta.

     Os investimentos são da ordem de R$ 5 milhões, sendo R$ 3 milhões proveniente do CNPq e R$ 2 milhões da Fapemig. O valor dos recursos solicitados à fundação, em cada projeto, deverá ser de no máximo R$ 40 mil.

     O edital está disponível neste link.

 Edital 16/2010

     No âmbito do Programa de Apoio a Núcleos Emergentes de Pesquisa (Pronem), a data limite para submissão das propostas é 30 de novembro. O objetivo é consolidar linhas de pesquisa prioritárias, por meio da indução da formação de novos núcleos de excelência no Estado, assim como incentivar a formação e capacitação de recursos humanos de alta qualificação.

     Os núcleos emergentes de pesquisa devem ser formados por grupos já estabelecidos, ainda em fase de consolidação ou de implantação. Os membros da equipe deverão ser vinculados às instituições participantes do projeto, com até dez anos de obtenção do título de doutor.

     Os recursos alocados para financiamento são da ordem de R$ 10 milhões, sendo R$ 6 milhões proveniente do CNPq e R$ 4 milhões da Fapemig. O valor máximo solicitado, em cada projeto, não pode ultrapassar R$ 250 mil.

     O edital está disponível neste link.

     Edital 17/2010

     A data limite para a submissão das propostas ao edital no âmbito do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) é 1º de dezembro. O objetivo é apoiar núcleos de excelência, sediados no Estado de Minas Gerais, mediante o suporte financeiro à execução de projetos de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação.

     O núcleo deve ser formado por pesquisadores, estudantes e técnicos de dois ou mais grupos de pesquisa de instituições distintas, e ser constituído por pelo menos três pesquisadores bolsistas de Produtividade Nível 1 do CNPq, ou com perfil equivalente.

     Os recursos alocados para financiamento são da ordem de R$ 10 milhões, sendo R$ 6 milhões proveniente do CNPq e R$ 4 milhões da Fapemig. O valor máximo solicitado, em cada projeto, não pode ultrapassar R$ 250 mil.

     O edital está disponível neste link.

     A Fapemig é uma instituição associada à ABIPTI.
 

Fonte e demais informações:  http://www.fapemig.br/
                                             http://www.gestaoct.org.br/

Projeto de universitários vira gigante do comércio eletrônico

Empreendedor fala sobre nascimento do BuscaPé; site especializado em compras pela internet surgiu de ideia inovadora e com investimentos mensais de R$ 400

Por Mariana Flores, Agência Sebrae de Notícias

Com investimento inicial de R$ 400 ao mês em seu primeiro ano de vida, o site BuscaPé deu um salto e se tornou uma gigante no ramo do e-commerce (comércio eletrônico). Apenas dez anos depois de ser lançado como experiência pioneira no Brasil, foi vendido em negócio milionário.

Os quatro estudantes de engenharia elétrica que em 1998 conceberam o projeto, ainda dentro da universidade, venderam 91% das ações do site por US$ 342 milhões. A empresa não divulga o faturamento mensal do que é hoje considerado o maior site de comparação de preços na internet da América Latina, mas o número mensal de acessos chega a 65 milhões por mês em 2010.

"Quando começamos, pensamos que o negócio daria certo, só que não imaginávamos que poderia crescer tanto. Agora, temos nove empresas pertencentes ao grupo BuscaPé, que atuam em toda a cadeia de varejo. O diferencial na época foi o fato de os serviços serem únicos e bem interessantes na relação entre varejistas e consumidores", afirma um dos criadores da marca, o empresário Romero Rodrigues.

O BuscaPé é um dos exemplos divulgados pelo Sebrae em uma série de matérias que teve início nas últimas semanas sobre empresas que começaram pequenas e despontaram no mercado. O escopo do projeto surgiu quando Romero e seus três sócios, Rodrigo Borges, Ronaldo Takahashi e Mário Letelier, cursavam engenharia elétrica na Universidade de São Paulo (USP). Interessado em comprar uma impressora, um deles procurou o produto na internet, mas não encontrou informação sobre preço ou especificações técnicas. Os futuros engenheiros vislumbraram uma oportunidade e tiveram a ideia de criar um negócio que ajudaria os brasileiros a encontrar produtos pela web.

Análise do mercado

"No surgimento da internet, tudo era novo e a principal dificuldade era descobrir que tipo de negócio poderia ou não se tornar lucrativo. Ao mesmo tempo em que era importante ser inovador e pioneiro, desenvolvendo projetos que pudessem atrair audiência e capital, tornava-se também fundamental ter um modelo de receita claro. Em qualquer negócio, seja ele na internet ou não, o empreendedor só alcançará sucesso se conseguir construir uma empresa sólida e capaz de ser rentável", afirma Rodrigues.

A análise do mercado é um dos ingredientes para se obter sucesso, conforme ensina o gerente da Unidade de Atendimento Individual do Sebrae, Enio Pinto. "Mas é preciso manter o aperfeiçoamento constante", alerta. "Antes de abrir é necessário investigar o mercado, ver onde há oportunidade concreta de negócio. As pessoas de sucesso fazem isso de forma continuada, se profissionalizam com técnicas de gestão, sabem como administrar uma empresa. É importante também ter um viés comportamental", afirma.

Porta de entrada

Nos primeiros meses do BuscaPé, cada um dos sócios investiu mensalmente R$ 100 para arcar com os custos de hospedagem e de elaboração de sistema e layout. Os consumidores foram receptivos, segundo Rodrigues, mas os comerciantes nem tanto. "Os varejistas não tinham muita confiança ou interesse em abrir seus preços para serem comparados na internet. Porém, em pouco tempo, conseguimos reverter essa situação, na medida em que começamos a conquistar uma audiência maior e ser a porta de entrada do comércio eletrônico no Brasil", conta.

A sobrevivência e o enorme sucesso, em um período em que várias 'empresas.com' fecharam as portas com apenas alguns meses de vida, se deve ao fato de terem um modelo formatado de receita, na opinião do empresário. "Na época da 'bolha pontocom', o capital estava mais disponível e muitos investimentos foram feitos em projetos que não tinham um claro modelo de receita, o que fez com que várias empresas não sobrevivessem. Por conta disso, o capital de risco ficou mais seletivo e hoje os investidores são mais exigentes e cautelosos", afirma.

Romero dá uma dica para os empresários que ainda estão começando. "O que tenho a dizer é que sempre haverá capital para o empreendedor que souber gerir seu negócio com criatividade, foco em resultados e com o melhor time possível, pois investidor aposta em pessoas e em bons negócios, seja na web ou não".


Fonte e demais informações: http://www.administradores.com.br/informe-se/administracao-e-negocios/projeto-de-universitarios-vira-gigante-do-comercio-eletronico/38398/

Edital MCT/CNPq/MEC/SEB/CAPES Nº 51/2010


Feiras de ciências e mostras científicas recebem mais de R$ 10 milhões 

Apoiar a realização de feiras de ciências e mostras científicas de âmbito nacional, estadual e municipal, como um instrumento para a melhoria dos ensinos fundamental, médio e técnico, assim como identificar jovens talentosos que possam ser estimulados a seguirem carreiras científico-tecnológicas. Este é o objetivo do edital 51/2010 do CNPq, que recebe propostas até 8 de novembro.

     O proponente deve estar vinculado à instituição de execução do projeto, além de ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes. Serão concedidas até mil bolsas na modalidade iniciação científica júnior para os premiados.

     As propostas aprovadas serão financiadas com recursos da ordem de R$ 10,2 milhões, sendo R$ 3 milhões oriundos do FNDCT/Fundos Setoriais, R$ 3 milhões do Ministério da Educação, R$ 3 milhões da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e R$ 1,2 milhão oriundos do CNPq.

Fonte e demais informações:http://www.cnpq.br/editais/ct/2010/docs/051.pdf
                                               http://www.gestaoct.org.br/

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Plano do governo federal quer dobrar número de profissionais formados em Engenharia no Brasil


Um programa para impulsionar a formação de engenheiros no País está sendo preparado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A ideia é, em cinco anos, dobrar o número de formados.
A principal estratégia é diminuir o índice de evasão dos cursos de Engenharia que hoje é em torno de 60%. De acordo com o diretor de Relações Internacionais da Capes, Sandoval Carneiro Júnior, o Plano Nacional Pró-Engenharia deve começar em 2011.
Hoje faltam engenheiros para as necessidades do País e o déficit deve aumentar diante de novos projetos como a exploração da camada pré-sal, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. A Índia, por exemplo, forma por ano 220 mil engenheiros – seis vezes mais do que o Brasil.
Uma das estratégias do plano para diminuir a evasão será a oferta de bolsa permanência para estudantes dos cursos de Engenharia. Outra proposta é a implantação de projetos de inovação nas escolas para que os alunos tenham contato com a prática logo no começo do curso.
“O aluno de medicina logo no primeiro dia de aula veste roupa branca, jaleco e já se sente médico. O estudante de engenharia vai estudar física, matemática, cálculo e só no terceiro ano vai ter contato com um pouco da engenharia”, compara Carneiro.
O plano também vai estimular convênios com empresas estatais e do setor privado para que elas ofereçam estágios remunerados a esses estudantes. “Nós já temos experiências importantes no Brasil como a que acontece na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Lá o aluno passa um período na faculdade e o outro na indústria. Isso não é novidade no exterior”, afirmou.
Outro causa da evasão nos cursos de Engenharia é o próprio nível de dificuldade dos cursos que exigem do aluno uma boa base nas áreas exatas. Uma das soluções para esse problema é a oferta por parte das instituições de aulas de reforço. “Em algumas universidades isso já acontece, mas a longo prazo isso só será resolvido com a melhoria do ensino básico. Muitos alunos fogem da engenharia porque tiveram péssimos professores de matemática”, explicou Carneiro.
O diretor da Capes ressaltou que o problema não é de falta de vagas nos cursos superiores, mas de desinteresse. Em 2007, 450 mil candidatos prestaram vestibular para engenharia em todo o país, mas das 198 mil vagas disponíveis apenas 115 mil foram preenchidas.
Os cursos de engenharia interessados em participar deverão atender a alguns critérios como obter nota 4 ou 5 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e ter pelo menos 50% do seu corpo docente com dedicação exclusiva.
Ainda não está definido o total a ser investido no plano, mas os recursos necessários poderão ser da ordem de R$ 300 milhões. Uma comissão da Capes está preparando um documento que será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o programa seja formalizado.

Felicidade no trabalho: o que os trabalhadores me ensinaram

Para muitas pessoas o trabalho não passa de sacrifício que têm que suportar para assegurar seu sustento e sobrevivência. Para as empresas, as consequências são a alta rotatividade, a baixa produtividade, erros e desperdícios crônicos. Para outras pessoas, o trabalho pode significar uma fonte de felicidade e de oportunidades para se viver uma vida equilibrada e plena de significado. Nestes casos, as empresas são amplamente recompensadas pelo entusiasmo dos trabalhadores e por suas valiosas contribuições à inovação de seus produtos e processos e ao crescimento dos negócios.
A felicidade de um dia frequentemente precede a criatividade do dia seguinte.
Teresa Amabile – Harvard Business School
Mas o que distingue um ambiente de trabalho agradável e estimulante de ambientes estressantes e apáticos? Como conquistar os corações e mentes dos trabalhadores e torná-los felizes, criativos e engajados no trabalho? Tendo trabalhado em projetos de inovação de processos e de melhoria da qualidade e produtividade com mais de 300 equipes em diversas empresas, formei minha opinião sobre o que faz com que os trabalhadores se tornem pessoas felizes, criativas, dedicadas e produtivas. Além de uma remuneração justa, essas são as minhas conclusões:
  1. Reconhecimento: um elogio sincero e oportuno tem um impacto muito positivo sobre a auto-estima dos trabalhadores. Quando concluem uma tarefa com êxito, é o que eles esperam de seu chefe.
  2. Respeito: tratar os trabalhadores como adultos responsáveis e ser justo e leal na convivência e nas negociações com eles.
  3. Confiança: o lado prático do respeito. As pessoas podem necessitar de orientações, mas devem saber que seu chefe confia nelas para realizarem as suas tarefas com responsabilidade.
  4. Crescimento individual: as pessoas querem evoluir e enfrentar novos desafios. Elas devem ter oportunidades para aplicar seus talentos, aprender coisas novas e desenvolver suas habilidades.
  5. Ambiente saudável: trabalhar com pessoas que respeitamos e gostamos, chefe e colegas, é muito importante para manter o equilíbrio emocional e ter um dia de trabalho estimulante, agradável e produtivo.
  6. Sentimento de propósito: as pessoas gostam de saber que estão contribuindo para alguma coisa valiosa. Elas necessitam saber quais são as intenções estratégicas da organização e como suas contribuições individuais se encaixam no todo.
  7. Coerência e persistência: as pessoas esperam que seus chefes ajam de acordo com suas próprias palavras e sejam persistentes em seus objetivos. Os trabalhadores estão cansados dos modismos efêmeros, de embarcarem em canoas furadas e serem abandonadas nas primeiras dificuldades.
Neste momento, em que as empresas enfrentam uma enorme deficiência de trabalhadores qualificados, e travam uma dura batalha para recrutar e manter os trabalhadores mais experientes, talentosos e criativos, é de vital importância estarem atentas às suas necessidades e aspirações profissionais. Além da justa remuneração, um ambiente de trabalho saudável e estimulante é a diferença que atrairá e conquistará os talentos necessários para se aproveitar as grandes oportunidades que o momento oferece.

Fonte e demais informações:http://criatividadeaplicada.com/2010/09/26/felicidade-no-trabalho-o-que-os-trabalhadores-me-ensinaram/ 

PROGRAMA OSEO/FINEP DE APOIO A PROJETOS DE INOVAÇÃO EM PARCERIA ENTRE EMPRESAS FRANCESAS E BRASILEIRAS – 2010/2011

Entre 21 de setembro de 2010 e 20 de setembro de 2011, a FINEP e a OSEO receberão propostas de projetos de P, D & I que envolvam tecnologias aplicáveis a qualquer área do conhecimento, desenvolvidos sob a coordenação de empresas do Brasil e da França.

LANÇAMENTO DO PROGRAMA E SELEÇÃO DAS PROPOSTAS

Dando continuidade à primeira edição do Programa, lançado no ano passado, a FINEP e a OSEO convidam as empresas brasileiras e francesas que pretendam desenvolver propostas conjuntas desenvolvidas em parceria a apresentarem-nas às suas respectivas agências nacionais de fomento de forma simultânea.

Fase 1

A empresa brasileira que compõe esta parceria deverá apresentar à FINEP o formulário eletrônico específico, devidamente preenchido com os dados do futuro projeto e com informações sobre as condições de formalização do Termo de Parceria Técnica. O formulário pode ser baixado através do seguinte endereço:
http://www.finep.gov.br/formularios_manuais/FormularioReembolsavel.exe O enquadramento de cada proposta será comunicado aos interessados por mensagem de correio eletrônico da FINEP.

Fase 2

As empresas que tiverem suas propostas selecionadas na primeira fase deverão apresentar projetos de acordo com as cláusulas e condições anteriormente apresentadas, juntamente com cópia do Termo de Parceria Técnica celebrado nas condições apresentadas na Fase 1. Cada proposta de projeto será analisada de acordo com a legislação, regulamentos e procedimentos vigentes no respectivo país em que se localiza a sede da empresa proponente.



Modalidades de financiamento

Na França – O apoio financeiro de parte da OSEO alcançará até 60% do orçamento previsto para os projetos selecionados, com oportunidades para prêmios adicionais no âmbito das orientações de financiamento da OSEO.

No Brasil - as regras de financiamento estão estabelecidas pelo Programa INOVA Brasil da FINEP, conforme consta do endereço da página eletrônica da FINEP na Internet: http://www.finep.gov.br/programas/inovabrasil.asp.

CONDIÇÕES PARA PARTICIPAÇÃO

• Os projetos deverão ter por objetivo o desenvolvimento de novos produtos que contenham inovação tecnológica para atender uma necessidade expressa do mercado.

• Dentre os participantes do projeto, deverá haver, no mínimo, uma empresa de cada país vinculado ao Programa.
• Centros de pesquisas, universidades e empresas de outros países poderão integrar o projeto na qualidade de participantes, excluída a possibilidade de figurarem como proponentes do projeto.,

• No caso das empresas francesas, serão elegíveis aquelas que possuírem um quadro consolidado inferior a 2000 empregados (caso o projeto esteja inserido no Programa Estratégico de Inovação Industrial, o total deverá ser inferior a 5000 empregados).

• No caso das empresas brasileiras, serão elegíveis aquelas cuja receita auferida em 2009 tenha sido inferior a R$ 300 milhões.

• A aplicação dos recursos a serem desembolsados pela FINEP se fará exclusivamente para despesas relacionadas à parte brasileira dos projetos;






A história da Apple - Parte1


O que leva milhares de americanos a formarem longas filas em frente às lojas para comprar um smartphone? Qual a fórmula mágica para ser uma das empresas de tecnologia mais respeitadas de todo o mundo? Conheça um pouco sobre a história da Apple, marca responsável por produtos inovadores e que enlouquecem uma legião de fãs a cada lançamento. 



Quem diria que dois garotos hippies da Califórnia realizariam o sonho de levar o computador – uma ferramenta, até então, desconhecida de muita gente – para dentro das casas de todo o mundo? Pois bem, é assim que começa a história da maçã.

Em 1976, Steve Jobs e Steve Wozniak, dois jovens apaixonados por inovação, faziam parte de um grupo que montava seus próprios computadores de forma bastante artesanal. Foi em um dormitório de faculdade que a Apple Computers Inc. surgiu, trazendo à tona o Apple I, projeto de um computador bastante avançado para a época, mas que foi recusado por empresas já consolidadas, como a Atari e a HP.



Embora não tenha sido um grande sucesso de vendas, o Apple I, que era apenas a placa de circuito e custava cerca de 600 dólares (o que hoje equivale a 5000 dólares), foi um bom começo e deixou os rapazes esperançosos. A placa de circuito era geralmente armazenada em uma caixa de madeira, de modo bastante rústico.



O que era um sonho hippie, acabou se transformando na maior promessa da tecnologia e, mais que isso, em um culto. Afinal, há quem diga que ao comprar um produto Apple, você não está simplesmente adquirindo um MP3 Player ou um computador, mas sim um estilo de vida.





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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Inscrições - Programa S2B da Microsoft

O Programa Students to Business (S2B), desenvolvido pela Microsoft tem como principal objetivo desenvolver nos estudantes e profissionais, competências e habilidades em áreas específicas de TI, aproximando-os do mercado de trabalho.

O programa Students to Business é totalmente gratuito para os alunos participantes e está organizado em 3 etapas, perfazendo uma carga horária total de 84 (oitenta e quatro) horas, através das quais serão abordados os temas principais: Desenvolvimento de sistemas e Infraestrutura de TI e Banco de Dados. 

Para participar do programa S2B, é necessário que o candidato esteja regularmente matriculado como estudante do ensino médio, curso técnico, superior ou de pós-graduação (lato sensu ou stricto sensu). Em Belo Horizonte, o curso será ofertado na PUC Minas – São Gabriel, no turno da tarde. 

As inscrições podem ser realizadas no endereço: http://www.programas2b.com.br até domingo, dia 27/09/09.

Acesse o site e obtenha maiores informações.

Fonte e demais informaçõeshttp://www.inf.pucminas.br/noticias/s2b2009

UAISEO

O UaiSEO tem como objetivo reunir todo mundo que tem paixão por SEO e Search em geral, porque não tem nada melhor e mais inspirador que encontrar com pessoas apaixonadas pelo trabalho que fazem. Para isso, convidamos grandes profissionais da área para conversar sobre SEO e Search em geral durante dias dias. Eles falarão não só sobre teoria: darão dicas e falarão dos desafios do dia-a-dia.
O evento teve sua primeira edição em março de 2010, superando todas as expectativas o auditório da UFJF ficou lotado, mais de 250 pessoas se reuniram para aprender mais sobre SEO e o evento foi um dos melhores já feitos no Brasil. Dando sequência ao evento e mantendo toda a qualidade que foi o primeiro, será realizado a segunda edição, o UaiSEO 2.0, em Belo Horizonte e agora são dois dias de evento.

Quando? Onde?

O evento acontecerá nos dias 25 e 26 de setembro de 2010, no Teatro da UniBH, no Campus Diamantina, Belo Horizonte, Minas Gerais. Nossa área é muito escassa de eventos de qualidade , onde possamos nos reunir impunemente e conversamos livremente sem ninguém ficar fazendo cara feia e perguntando como a gente virou SEO tão rápido. Vamos reunir todos os SEO addicts do Brasil!

Fonte e demais informações http://www.uaiseo.com.br/o-evento/

Investimentos federais em mobilidade urbana podem trazer benefícios duradouros para cidades sedes da Copa de 2014

Investimentos federais em mobilidade urbana podem trazer benefícios duradouros para cidades sedes da Copa de 2014
Foto: DivulgaçãoEm seu último número, o Jornal do Clube de Engenharia acompanhou as obras dos estádios que vão abrigar os jogos da Copa do Mundo de 2014. O evento, que contará com investimentos bilionários dos governos federal, estaduais e municipais, promete aquecer a economia nacional com a injeção de recursos adicionais no orçamento de doze capitais. Anunciadas como um dos benefícios duradouros do mundial, as obras de mobilidade urbana prometem melhorar o transporte público nas cidades sedes.
No dia treze de maio, o governo Federal divulgou o PAC Mobilidade Urbana. O programa, composto por quarenta e sete projetos, tem o objetivo de melhorar a infraestrutura e facilitar o transporte nas cidades sedes do mundial. As obras receberão recursos Federais de R$ 7,68 bilhões, que, somados às contrapartidas estaduais e municipais, totalizarão um investimento de R$ 11,48 bilhões. As primeiras capitais a assinarem o contrato foram Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e São Paulo.
Segundo o ministro do Esporte, Orlando Silva, a Copa do Mundo será uma grande oportunidade para que o Brasil melhore e qualifique seus serviços de infraestrutura e transporte.
– Investir em mobilidade urbana é um dos desafios do país até 2014. Também serão assuntos de relevância nacional a melhoria dos serviços de hotelaria e segurança, além do desenvolvimento de estádios que sejam adequados e confortáveis aos torcedores – explicou o ministro.
INVESTIMENTOS
Para receber investimento do PAC, o governo Federal selecionou projetos de mobilidade urbana que facilitassem o transporte entre aeroportos, redes hoteleiras e estádios nas cidades sedes. Além disso, priorizou obras que pudessem ser concluídas dentro dos cronogramas estabelecidos pela Federação Internacional de Futebol (FIFA). Ainda foram considerados os benefícios que os projetos trarão para as capitais após a realização do mundial.
De acordo com o ministro das Cidades, Marcio Fortes, ainda que os investimentos federais garantam mobilidade aos turistas, a prioridade é a melhoria da qualidade de vida das pessoas que residem nas cidades sedes. 
– A questão das obras vai além do mundial. O objetivo dos projetos é melhorar a infraestrutura para 2014. Porém, mais do que isso, eles devem solucionar problemas crônicos que já se arrastam há séculos nessas cidades – justificou o ministro, ressaltando que as obras de mobilidade urbana do país devem estar finalizadas pelo menos um ano antes do evento.
Cumprir os prazos internacionais será um dos grandes desafios da engenharia brasileira para a Copa de 2014. Segundo o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian, o país possui tecnologia suficiente para não que existam atrasos na conclusão e entrega das obras.
– Mas para que isso ocorra é necessário planejamento e gerenciamento. Seis anos parecem muito tempo, mas não é quase nada quando se fala em obras de infraestrutura. A Olimpíada de 2016 já está em nossa porta, sem falar na Copa de 2014 e nos Jogos Mundiais Militares – advertiu
SISTEMAS DE TRANSPORTE
Foto: DivulgaçãoDe acordo com o ministro Marcio Fortes, cerca de 30% da verba federal será investida em sistemas de transporte sobre trilhos. Tratam-se dos projetos de monotrilhos (trens suspensos), que serão implantados em São Paulo e Manaus, e dos Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), construídos em Brasília e Fortaleza. Os demais recursos serão investidos em corredores exclusivos de ônibus, linhas de BRTs, estações de transferência, e terminais e sistemas de monitoramento.
O VLT ou “metrô de superfície” é um modelo muito utilizado na Europa. O sistema transporta de 15 mil a 35 mil passageiros por hora e sentido, a uma velocidade de até 30 quilômetros por hora, o que reduz o tempo de viagem em até 30%, se comparado aos ônibus comuns. Já Bus Rapid Transit (sistema rápido de ônibus, ou BRT), é um sistema de ônibus de alta velocidade que circula em corredores exclusivos, separados do restante do tráfego. Apesar do modelo ter sua origem baseada nos ônibus comuns, as semelhanças são poucas. A linha BRT utiliza, por exemplo, tecnologias mais limpas, sistema de pré-pagamento de tarifas, além da transferência entre rotas não aumentar o custo da passagem.
Curitiba foi a pioneira no desenvolvimento e implementação de linhas BRTs, há mais de quarenta anos. Hoje, mais de 140 cidades no mundo utilizam o sistema que tem capacidade de transportar mais de 270 pessoas por vez. O ônibus se desloca a uma velocidade de até 35 quilômetros por hora, reduzindo o tempo de viagem e espera dos passageiros nos pontos em até 40% se comparado aos ônibus comuns.
A escolha do modal ideal para cada cidade depende de fatores que vão desde custos até o tempo de implantação. Estima-se que cada quilômetro de linhas VLT custe de R$ 62 milhões a R$ 79 milhões, enquanto no sistema BRT um quilometro equivale de R$ 17,6 milhões a R$ 26,4 milhões. Bem mais caro (R$ 176 milhões a R$ 264 milhões), o metrô ainda é a melhor opção no quesito capacidade de transportar passageiros – leva até oitenta mil pessoas, mas que o dobro do BRT e do VLT. Porém, uma linha de quinze quilômetros demora cerca de oito anos para ser construída, enquanto o mesmo trecho em BRT e VLT leva somente três anos para estar pronto.
Segundo Fortes, um dos critérios mais relevantes para a implantação de um modal de transporte em uma das cidades sedes é atender a suas necessidades estruturais.
– É preciso ter em mente qual é a melhor opção para solucionar os problemas de transporte da cidade. Os custos, o tempo de implantação, como ficará a obra depois do evento, tudo isso deve ser levado em consideração. Não adianta só funcionar durante a Copa. Para não virar um investimento perdido, um modal deve ser sustentável – ressaltou.
PROJETOS E OBRAS
Na segunda reportagem sobre a infraestrutura da Copa de 2014, o Jornal do Clube de Engenharia acompanhou o andamento dos projetos e obras de mobilidade urbana em cada uma das cidades sedes que receberão os jogos do Mundial.
Centro-Oeste
Brasília receberá um investimento federal de R$ 361 milhões. Os projetos incluem a construção de uma linha de VLT que ligará o Aeroporto Internacional de Brasília ao Terminal Asa Sul (R$ 263 milhões) e a ampliação de rodovias que facilitarão o acesso ao aeroporto (R$ 98 milhões). As obras estão na fase inicial de execução e estão previstas para serem finalizadas até março de 2012.
As obras de mobilidade urbana em Cuiabá ainda não tiveram início. É aguardada a liberação das verbas Federais, que giram em torno de R$ 454,7 milhões. O projeto inclui a construção de duas linhas de BRT (R$ 423,7 milhões), além da duplicação da rodovia Mario Andreazza (R$ 31 milhões), que dá acesso ao estádio José Fragelli, o Verdão, que receberá os jogos durante a Copa. 
Nordeste
As obras em Fortaleza, previstas para começar em janeiro de 2011, serão financiadas pelo governo federal com R$ 414,4 milhões. Os projetos incluem a linha VLT Parangaba–Mucuripe (R$ 170 milhões), a implantação de quatro linhas de BRT (R$ 113,5 milhões), a construção de um corredor expresso (R$ 97,7 milhões) e de duas novas estações de metrô (R$ 33,2 milhões) 
Em Natal, as obras foram iniciadas em abril, recebendo um investimento de R$ 360,98 milhões do governo federal. O novo aeroporto da capital será ligado à Arena das Dunas e ao setor hoteleiro da cidade, através da implantação de um corredor e de obras viárias (R$ 350,4 milhões). O restante da verba será aplicado no prolongamento da Avenida Prudente de Moraes (R$ 10,58 milhões).
Recife receberá do governo federal uma verba de R$ 648 milhões, que financiará a implantação de corredores expressos (R$ 402 milhões), duas linhas de BRT (R$ 231 milhões) e a construção do Terminal Cosme Damião (R$ 15 milhões).
A capital baiana receberá um investimento de R$ 541,8 milhões para a construção de uma linha BRT, que conectará o Aeroporto Internacional de Salvador à zona norte da cidade.
Norte
Iniciadas em março deste ano, as obras em Manaus incluem a implantação de um monotrilho (R$ 600 milhões) e a construção de uma linha de BRT (R$ 200 milhões). A capital amazonense receberá RS 800 milhões do PAC da Mobilidade.
Sudeste
O governo Federal destinará a Belo Horizonte um investimento de R$ 1.023,3 milhões. O projeto prevê a implantação de seis linhas de BRT (R$ 783,3 milhões), a ampliação da central de controle de tráfego (R$ 30 milhões) e a realização de obras viárias (R$ 210 milhões), como a revitalização da Boulevard Tereza Cristina.
O Rio de Janeiro receberá do governo Federal uma verba de R$ 1.190 milhões, o maior valor entre as cidades sedes da Copa. O projeto inclui a implantação de uma linha BRT (R$ 1.610 milhões), que ligará a Penha à Barra da Tijuca, passando pelo Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim. As obras foram iniciadas em maio, e a previsão é que sejam finalizadas até maio de 2013.
Para financiar a construção da Linha Ouro do Monotrilho de São Paulo, o governo Federal investirá na capital paulista R$ 1,08 bilhão. O modal de transporte ligará o Aeroporto de Congonhas ao Estádio do Morumbi.
Sul
Para Curitiba, os investimentos Federais serão de R$ 440,6 milhões. Dessa verba, R$ 265,5 milhões são destinados a implantação de corredores expressos. Os demais recursos financiarão a requalificação do Terminal Santa Cândida, linhas de BRT, a construção de um sistema de monitoramente de tráfego e obras viárias.
Porto Alegre receberá um investimento federal de R$ 273,9 milhões para a construção de três corredores exclusivos para ônibus. Além disso, duas linhas de BRT serão cobertas integralmente pelo PAC da Mobilidade (R$ 81 milhões). Os R$ 13,7 milhões restantes serão destinados ao sistema de monitoramente de tráfego, somando um total de R$ 368,6 milhões investidos na cidade.
 


O Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) planeja construir um novo reator nuclear, que deve custar cerca de R$ 850 milhões. Os recursos para elaboração do projeto -R$ 30 milhões- já foram aprovados pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

Se o projeto for aprovado, o novo reator deve estar pronto em 2016.

O megainvestimento será feito em Iperó, no interior de São Paulo, numa área de 200 hectares cedida pela Marinha e pelo governo do Estado de São Paulo.

O objetivo é criar lá um novo polo de tecnologia nuclear, que deve se desenvolver ao redor do reator.

A ideia é que o polo atue na formação de pessoas e auxilie pesquisas, inclusive de usuários não ligados aos institutos da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear, ao qual o Ipen é vinculado).

Apesar de ter a sexta maior reserva de urânio (necessário para a produção dos radioisótopos), o país praticamente não produz radioisótopos.

Com exceção do iodo-131, que tem 50% da produção feita no Brasil, os demais são importados de países como Argentina e Israel. Além disso, parte do processamento dos radioisótopos para produção de radiofármacos (moléculas para uso médico ligadas aos elementos) também é feito no exterior.

"Detemos o conhecimento, mas não temos a tecnologia", lamenta o diretor de projetos especiais do instituto, José Augusto Perrota. O maior e mais utilizado dos reatores nacionais, que fica no próprio Ipen, em São Paulo, foi inaugurado em 1958.

O novo reator poderá produzir e processar os radioisótopos para atender toda a demanda nacional. "Se usado pela comunidade brasileira como previsto, o reator de Iperó se pagará em menos de 20 anos", diz Perrota.

Para ele, o país não deve se intimidar com os custos. "Não podemos deixar de fazer "big science" (projetos científicos de grande porte, com tecnologia cara)."

Fonte: Folha de S.Paulo

Nenhum empreendedor é completo, mas as deficiências de cada um podem ser compensadas pelas qualidades de outras pessoas da equipe

Por Marcos Hashimoto*
Divulgação 
Você acha que todos os empreendedores são iguais? Você acha que algumas pessoas são mais empreendedoras porque carregam algumas características e outras não? Para ser empreendedor é preciso ser parecido com os empreendedores bem sucedidos? Será que existe um perfil empreendedor único?

A resposta para todas essas perguntas é “não”. A figura da pessoa que carrega em si todas as virtudes de sucesso não passa de um mito, o mito do empreendedor-herói, aquele que reúne tantas qualidades, possui histórias tão inspiradoras e únicas que você se sente a anos-luz de distância de qualquer um deles. Por isso, qualquer um tende a responder afirmativamente a qualquer das perguntas acima, assumindo que ser como um desses bem-sucedidos empreendedores é um sonho inatingível.

Bem, a verdade é que nenhum empreendedor é completo. Todos eles têm falhas, defeitos, problemas, como qualquer um de nós. Então, por que alguns são bem-sucedidos, e outros, não? O que existe, na verdade, são tipos diferentes de empreendedores. Eles podem ter um conjunto dessas características, mas não todas elas. Passo a discorrer a seguir sobre cada um desses perfis.

- O empreendedor-criativo. São empreendedores cheios de ideias, de imaginação fértil, grande capacidade de descobrir novos pontos de vista, enxergar o que ninguém vê, identificar oportunidades e pensar em soluções surpreendentes. São pessoas que possuem uma visão singular do mundo, que conseguem se adaptar facilmente às mudanças e que vivem no mundo da lua, sempre imaginando futuros brilhantes. Por outro lado, falta-lhes a visão pragmática, a capacidade de colocar suas ideias em prática, de partir para a ação e de engajar outras pessoas em seus devaneios.

- O empreendedor-administrador. São os empreendedores que pegam a ideia do criativo e analisam a viabilidade dessa ideia. Conseguem fazer um estudo minucioso, analisar o mercado, levantar informações, estruturar dados, fazer contas. São metódicos e detalhistas, são formais e organizados. Esse tipo de empreendedor, ao contrário do criativo, tem os pés muito bem fincados no chão, não se arrisca, tem uma visão bastante pragmática e objetiva. Precisa de bons argumentos para se convencer de algo e planos bem estruturados que prevejam o futuro. Eles são ótimos para elaborar planos de negócios, mas péssimos para colocar os planos em prática. Nessas situações, ele demora para dar o primeiro passo, acha sempre que o planejamento não está completo ainda, e acaba paralisado atrás de uma mesa.

- O empreendedor-realizador. São os que põem a mão na massa, querem ver a coisa acontecendo, querem ver resultados. São ágeis, dinâmicos, ativos, nunca têm preguiça, têm muita iniciativa e boa vontade, e estão sempre fazendo mil coisas ao mesmo tempo. São os primeiros a se apresentar quando algo precisa ser feito. Não conseguem ficar parados. O empreendedor-realizador é aquele que pega a ideia do criativo, que já foi analisada e estruturada pelo administrador, e faz acontecer. Ele é aquele que “carrega o piano”, mas não liga, até gosta, pois se sente útil e vivo. Esse perfil, por outro lado, tem dificuldade de pensar antes de agir, invariavelmente se vê refazendo as coisas porque não parou ao menos para ver as implicações de seus atos.

- O empreendedor-integrador é aquele que promove a união do grupo, a utilização de todo o potencial de cada membro, a integração de esforços em torno de objetivos comuns e a exploração da motivação intrínseca que mobiliza cada membro no projeto. São pessoas que servem de inspiração no grupo, reúnem a atenção em torno de si, conseguem engajar pessoas só pelo discurso e empatia. São hábeis em conhecer as pessoas e lidar com elas, também conseguem fazer com que cada um dê o máximo de si e organiza times em que seus membros se complementem uns aos outros. Podemos dizer que esse tipo de empreendedor é o líder da equipe, ou seja, nem todos os empreendedores têm perfil de liderança, apenas os empreendedores-integradores, um equívoco muito frequente.

- O empreendedor-promotor sabe se relacionar muito bem com pessoas, tanto quanto o integrador, porém não com a equipe interna e sim com a equipe externa, formada por parceiros, clientes, investidores, fornecedores, terceiros etc. Seu papel é vender a ideia para obter recursos (financeiros ou não) e apoio geral para a ideia. Podemos dizer que ele é o “vendedor” do grupo. Ele gosta muito de encontros sociais, fala bastante, tem muitos amigos, prefere fazer negócios em ambientes informais, cativa, envolve, influencia e articula muito bem seu discurso. O perfil promotor sempre vai ser requerido em qualquer projeto de natureza empreendedora. Porém são poucos que detêm esta habilidade. Normalmente, como são os que mais aparecem na imprensa, frequentemente se acha que o empreendedor tem obrigatoriamente esse perfil.

Por isso, podemos afirmar que qualquer empreendimento de sucesso conta com vários tipos de empreendedores. Uma pessoa pode ter mais do que um perfil, mas dificilmente concentra quatro ou cinco perfis. Essa conclusão desmistifica não só o mito do empreendedor-herói, mas também o mito do empreendedor lobo solitário, que pode se virar sozinho e de forma independente. Pelo contrário, o empreendedor precisa saber se aliar a pessoas que complementem suas deficiências. Empreendedorismo é sempre em equipe. Essa é uma das características comuns entre todos os empreendedores, a capacidade de trabalhar de forma integrada e harmoniosa dentro de um time.

Da mesma forma, dificilmente as pessoas possuem o mesmo perfil ao longo do tempo. Suas vivências e experiências vão proporcionando condições para enfatizar outros perfis com o tempo. Também é comum pessoas desempenharem perfis diferentes em contextos sociais diferentes. Às vezes o sujeito é criativo no futebol com amigos, integrador no ambiente de trabalho e realizador dentro de casa, e tudo bem ser assim.

Portanto, respondendo à pergunta do que diferencia pessoas normais de empreendedores, eu diria que todos podemos empreender, desde que saibamos usar bem as características do nosso perfil e, ao mesmo tempo, saibamos buscar fazer parcerias com pessoas que tenham perfis complementares ao nosso.

* Marcos Hashimoto é professor de empreendedorismo do Insper, consultor e palestrante (www.marcoshashimoto.com)

Fonte e demais informaçõeshttp://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI174207-17141,00-QUAL+E+O+SEU+PERFIL+EMPREENDEDOR.html

Canos de íons feitos com nanotubos dessalinizam água do mar

Redação do Site Inovação Tecnológica - 23/09/2010

Membrana de nanotubos de carbono dessaliniza água do mar
Os nanotubos de carbono servem como canos que permitem que íons de sódio e cloro passem em fila indiana, um após o outro, o que pode trazer um novo nível de precisão para as reações químicas, tanto em sua observação quanto em sua realização.[Imagem: Patrick Gillooly]
Cientistas do MIT observaram, pela primeira vez, íons individuais fluindo no interior de nanotubos de carbono com dimensões grandes o suficiente para servirem para aplicações práticas.
Esses nanocanais poderão ser usados para construir sistemas completamente novos de dessalinização de água, eventualmente revolucionando o uso da água do mar em locais com problemas de abastecimento.
Os canais iônicos também poderão ser usados como sensores ultrassensíveis, capazes de detectar átomos individuais ou para estudar reações químicas em nível molecular.
Íons de sódio e cloro
Os nanotubos de carbono são canos minúsculos, cuja parede é formada por uma única camada de átomos de carbono. Eles são como que folhas enroladas de grafeno.
Tidos como extremamente promissores, os nanotubos têm sido usados para a criação de baterias, transistores, sensores, células solares e uma variedade de materiais mais resistentes do que qualquer outro conhecido.
No novo experimento, a equipe do Dr. Michael Strano verificou que íons de cloro e sódio, que se formam quando o sal é dissolvido em água, fluem rapidamente através dos nanotubos de carbono.
Mais do que isso, sob determinadas condições, eles atravessam o nanocanal em fila indiana, um após o outro, o que pode trazer um novo nível de precisão para as reações químicas, tanto em sua observação quanto em sua realização.

Do nano ao macro

O experimento permite a passagem das moléculas ao longo de grandes distâncias - de até meio milímetro. "De uma perspectiva molecular, essa é uma distância excepcionalmente longa," disse o Dr. Shekhar Garde, que não participou da pesquisa, ao comentar o artigo publicado na revista Science.
"Essa ponte entre o mundo nano e o mundo macro pode abrir novas oportunidades para explorar os fenômenos em nanoescala para aplicações do dia-a-dia, da purificação da água a redes nanofluídicas, sensores e células a combustível," disse Garde.
Atualmente, o nanocanal mais estudado é feito com nanoporos de silício, construído perfurando-se uma película de silício, normalmente usando um feixe de elétrons.
O inconveniente é que o nanocanal de silício só tem a extensão da espessura da película, sendo útil apenas para detectar moléculas maiores, como DNA ou polímeros. Qualquer coisa menor passa rápido demais, sem tempo suficiente para ser detectado. Em comparação, o nanotubo de carbono é 20.000 vezes mais extenso.
Membrana de nanotubos de carbono dessaliniza água do mar
Os nanotubos foram crescidos de forma a atravessar uma placa de um centímetro quadrado, que é usada para conectar dois reservatórios de água. [Imagem: Lee et al./Science]
Membrana para dessalinização de água

Os nanotubos foram crescidos de forma a atravessar uma placa de um centímetro quadrado, que é usada para conectar dois reservatórios de água. Cada reservatório tem um eletrodo, um positivo e outro negativo.
Como a eletricidade só pode fluir se os prótons - íons positivos de hidrogênio - puderem viajar de um eletrodo até o outro, os pesquisadores podem determinar facilmente se os íons estão viajando através dos nanotubos.
Os íons de sódio são muito maiores dos que os prótons, por isso eles levam mais tempo para atravessar o nanocanal. Ao atravessar, eles bloqueiam a passagem dos prótons, levando a uma breve interrupção na corrente elétrica, conhecida como efeito de Coulter.
Os pesquisadores acreditam que seus canais de nanotubos só permitem a passagem de íons positivos porque as extremidades dos nanotubos contêm cargas negativas, que atraem os íons positivos.
Agora eles planejam construir nanocanais que atraiam íons negativos adicionando cargas negativas aos nanotubos.
Assim que eles tiverem os dois tipos de canais poderão fabricar uma membrana capaz de fazer a dessalinização da água. As técnicas de dessalinização atuais - destilação e osmose reversa - são caras e consomem muita energia.
Os pesquisadores esperam que sua membrana de nanotubos de carbono, permitindo que os íons de sódio e cloro - que são carregados negativamente - fluam da água do mar tornem-se um método muito barato de dessalinizar a água.
A mesma equipe recentemente descobriu uma nova forma de produzir eletricidade explorando ondas de energia que são criadas ao longo dos nanotubos de carbono .

Bibliografia:

Coherence Resonance in a Single-Walled Carbon Nanotube Ion Channel
Chang Young Lee, Wonjoon Choi, Jae-Hee Han, Michael S. Strano
Science
10 September 2010
Vol.: 329: 1320-1324
DOI: 10.1126/science.1193383